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Ainda Te Amo


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Ainda Te Amo

Passou meio ano desde aquele dia. Desde o dia em que a gente esteve tão perto um do outro. Nos braços um do outro. Esse maldito dia em que as coisas ficaram por dizer, como sempre ficavam. Esse maldito dia em que nenhum de nós foi capaz de tomar uma atitude. O dia em que prometi para mim mesma que tu irias passar a ser aquilo que eu era para ti: Ninguém.

Durante esses seis meses que me conformava com a tua ausência e com a saudade que invadia o meu peito, muitas coisas aconteceram. Não havia um único dia que não me lembrasse de ti. Não havia um único dia que não tivesse saudades tuas. Não havia um único dia que passasse sem desejar a tua presença. Não havia um único dia que passasse sem segurar o telemóvel e desejar enviar-te uma mensagem. Não havia um único dia que não relesse as nossas conversas antigas e sorrisse feita idiota. Não havia um único dia que o meu coração não apertasse com força por tua culpa. Tudo por causa de ti. Realmente queria esquecer-te, mas não estava fácil.

Foi esse desespero de te querer esquecer que me fez ter a atitude mais idiota de sempre. Eu me lancei nos braços de outro, desejando que assim pudesse esquecer-te. Mas fui idiota, sabes? Por que esse é o pior jeito de tentar esquecer alguém, principalmente para uma pessoa como eu, que apesar de se fazer de durona, é carente e quebra-se com facilidade.

No início foi bom ter a companhia dele, por que ao contrário de ti, ele parecia lembrar-se de mim. Fiquei iludida por alguns dias, acreditando que talvez ele fosse diferente e a pessoa ideal para me fazer esquecer de ti. Contudo eu estava errada. Ele não presta, tal como maioria dos homens neste mundo. Tudo o que ele queria era usar-me e deitar fora, enquanto eu, feita idiota como sempre, queria o seu coração. Não, eu não o amava, mas estava disposta a isso. E na realidade, eu quis muito isso por um tempo, pelo menos até abrir os olhos e cair na realidade.

Voltei à estaca zero, de novo. Contudo aqueles dois meses tentando esquecer-te com outro fizeram-me bem, de certa forma. Eu percebi que talvez não fosse tão difícil assim esquecer-te, não usando outro homem para o conseguir, mas sim usando-me a mim mesma. Eu era a única que podia fazer-te sair da minha cabeça, de verdade. E o mais interessante em tudo isso é que quando eu estava prestes a mentalizar-me que era capaz, apareces tu para estragar tudo. De novo.

Foi inesperado e nunca imaginei que algo assim fosse acontecer naquela noite. Eu só queria aproveitar para me divertir com as minhas amigas e para me valorizar como mulher e pessoa, esquecendo de qualquer homem idiota que passou pela minha vida ou outros problemas. Só queria beber, dançar, pular, gargalhar e me divertir junto com as minhas amigas. E era isso que estava a fazer, até me cruzar contigo.

Como grandes amigos que fomos, não podia deixar de te dizer um “Olá, tudo bem?”. Admito que fiquei surpresa com a reação que tu tiveste quando me viste. Ficaste eufórico e feliz por me ver. Por mais que eu não quisesse, isso fez-me sorrir, ainda mais quando os teus braços me envolveram num abraço apertado. Quando me separei do teu abraço, tu continuavas a sorrir-me e eu tratei de te despachar. Não podia ficar ali por muito mais tempo, não era saudável para mim ficar tão perto de ti. Então eu fugi para a casa de banho. Bem clichê, não é verdade? Pois é.

Depois de um tempo lá, ganhei coragem e saí. Quando passei pelo teu grupo de amigos e não te vi, suspirei de alívio por não ter de me cruzar contigo novamente. Contudo o desespero bateu quando cheguei ao local onde estavam as minhas amigas e te encontrei. Tu estavas ali a sorrir e a falar com elas. E se eu pensei que não podia piorar, estava redondamente enganada. Quando tu reparaste que eu havia chegado, sorriste para mim e puxaste-me pela mão para perto de ti. Envolves-te os teus braços na minha cintura e começas-te a dançar. Ainda tentei debater-me, mas foi quando tu me pediste para dançar contigo. Não tinha como negar e acabei por ceder.

Eu odeio dançar e tu sabes disso. Tu e toda a gente sabem disso por que eu faço questão de o dizer. Eu nunca danço e quando o faço é por que o álcool já tem poder sobre parte do meu corpo. Contudo, apesar de odiar dançar, deixei-me ficar nos teus braços por muitas e muitas músicas.

Não sei ao certo em que parte tu foste embora, mas essa parte deixou-me bem amargurada. Eu estava disposta a ter uma noite divertida e eis que apareces tu para me quebrar, de novo. Como é óbvio não podia negar ficar perto de ti quando tu estavas bem ali, na minha frente. Deixei-me iludir mais uma vez, ficando agarrada a ti, dançando sem saber e sorrindo feita idiota enquanto sentia o cheiro do teu perfume acalmar-me. E quando tu foste embora, a minha felicidade parecia ter desabado, como todas as vezes que tu vais embora. Certamente seria como da última vez, ias embora e só voltaríamos a tocar um no outro meio ano depois.

Não tive mais forças para me divertir. Ainda fiquei minutos esperando, olhando à minha volta e procurando por ti desesperadamente, mas nada. Então eu desisti de esperar e caí na realidade. Sentei-me e deixei que toda a minha energia fosse abandonando todo o meu corpo, assim como a minha felicidade. Não sei por quanto tempo fiquei ali sentada, mas quando estava quase pegando no sono, sinto uma mão segurar a minha e puxar-me, fazendo-me ficar de pé novamente. Quando olhei, ali estavas tu novamente. Não fizeste como da última vez e voltas-te para mim.

Voltaste a sorrir-me daquele jeito que só tu sabes e envolveste novamente os teus braços na minha cintura. E dançamos mais uma vez, mas desta vez era diferente. Eu sentia qualquer coisa vinda de ti, como se os sentimentos estivessem se exaltando dentro do teu peito. E pelos vistos eu não estava muito errada, não é mesmo? Quando menos esperei, tu seguraste o meu rosto e beijaste-me. Eu fiquei sem reação mas não podia afastar-me quando na verdade eu queria aquilo mais do que tudo. Eu sempre quis. Então eu correspondi. Eu correspondi e nós continuamos a dançar sem nos largarmos. Tu beijaste-me mais algumas vezes, quando querias, e eu nunca tomei iniciativa de o fazer por orgulho. Não queria que tu soubesses que eu queria, entendes? Não queria passar pela figura de idiota apaixonada.

E quando eu pensei que a noite ia ser maravilhosa, eis que tu estragas tudo mais uma vez. Falaste que ias mas voltavas e beijaste-me antes de ir, como se aquilo fosse um beijo de despedida. A verdade é que eu esperei por ti a noite toda. Feita idiota ainda acreditei que ias mesmo voltar para mim. E como era óbvio, tu não voltaste, tal como da última vez. Contudo, desta vez as coisas estavam doendo ainda mais por que eu tive o prazer de sentir o gosto dos teus lábios. Porra! Eu esperava por este momento desde que te conheci e agora que aconteceu tu abandonas-me? Estive quase dois anos à espera do teu beijo para tu me fazeres isto? Porquê?

Passaram quase três semanas desde isso e tu nem sequer dás sinal de vida. Não esperes que seja eu a dar, porque não vou ser idiota iludida a esse ponto. Nem sequer falamos sobre o que aconteceu e provavelmente a próxima vez que nos virmos vamos fazer de conta que não aconteceu nada. E vai ser sempre assim. Eu amo-te, tu iludes, tu foges, eu sofro, eu tento seguir em frente e quando as coisas se tornam menos dolorosas, tu voltas a aparecer para me iludires de novo. E tudo se repete outra e outra vez.

Por quanto mais tempo isso vai continuar assim? Eu posso fazer-me de durona sem sentimentos mas tu sabes bem que isso não é assim. Tu és das poucas pessoas que consegue ver o meu verdadeiro ser. Sabes bem que consegues passar esse escudo que eu coloco à minha volta para me proteger. Sabes tão bem que usas e abusas desse privilégio. Isso dói, sabias? Dói para caramba, mas queres saber de uma coisa?

Eu não consigo deixar de te amar e de te querer perto de mim.



Escutando: Avril Lavigne - Wish You Were Here

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