Mais uma madrugada sem sono!


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... Mais uma madrugada sem sono...!

Depois de um longo dia pensativo (aliás, vários) e que eu não consigo dormir direito, eu dedico um momento pra fazer o que não deixou de me dar prazer nem por um segundo: escrever o que me vier a cabeça e depois ver no que vai dar. Então, deixando um pouco os Jogos Vorazes de lado e deixando fluir meus pensamentos.

Bom, eu comecei a escrever quando eu tinha mais ou menos uns 12 anos. Eu tinha acabado de conhecer o movimento punk, tinha aquela coisa do “faça-você-mesmo, mesmo que não saiba fazer bem feito” e todo aquele blá-blá-blá. E como era de se esperar, eu tive grande dificuldade de escrever minhas primeiras linhas. Então eu acabei desistindo. Muito tempo depois eu tentei de novo. E eu acabei conseguindo. Obviamente não saiu um poema de Bob Dylan na primeira vez que eu me sentei na frente do computador, mas eu não me importava. Eu tava conseguindo escrever e eu sentia aquela sensação de orgulho dentro de mim.

Com o tempo eu comecei a escrever cada vez mais até chegar nos dias de hoje. E eu nunca deixei de escrever, apesar de já ter pensado em parar porque eu nunca tive uma auto-estima lá muito alta, mas eu nunca deixei de escrever.

A alguns dias atrás, eu resolvi pegar um caderno e ler letras que eu havia escrito. Geralmente, é essa a hora que eu desperto o meu “senso-crítico”. A hora em que eu digo “essa rima poderia ter ficado melhor” ou “essa letra ficou muito fraca” etc.

Mas dessa vez foi um tanto... diferente.

Ao invés deu pensar no quanto eu poderia ter feito melhor, eu me surpreendi com uma coisa que nunca foi uma novidade pra mim: uma boa parte do que eu escrevo traz visões extremamente pessimistas do mundo.

Isso me preocupa um pouco. Eu sou totalmente a favor do senso-crítico e da liberdade de expressão. Mas as minhas letras ter um “quê” de pessimistas e um de depressivas.

Eu sinceramente não sei achar isso normal. Ao mesmo tempo, no meu caderno tem letras motivacionais, sobre esperança, amor (no bom e no mal sentido), e felicidade como algo conquistável. Seria eu bipolar? Tá ai outra coisa que não é nenhuma novidade (talvez, o próprio texto que escrevo agora me faça parecer um maníaco-depressivo).

Mas o único fato é que escrever me faz bem!

A sensação (pelo menos pra mim), é de contar todos os meus segredos pra um amigo. Assim parece que eu sou um anti-social que anota tudo num diário e é a pessoa mais calada do mundo. E embora, em partes isso seja verdade, não acho que seja esse o caso.

Eu sei que eu não sou uma pessoa muito comum. Mas... Quem é?

Pro bem ou pro mal, acho que sou uma pessoa de excessos. Ou eu amo demais, ou eu não quero amar ninguém. Ou eu quero conquistar o mundo, ou eu quero morrer. E tudo isso misturado com a bipolaridade acaba virando uma confusão, a ponto de não saber mais quem eu sou por algumas vezes. E de todos os desafios que eu vou ter na vida, desde encontrar alguém, até sair da casa da minha mãe, arranjar um bom emprego e ter uma boa vida, o 1º deles é conquistar um equilíbrio. Um equilíbrio entre o Luan humilde, amigável, ingenuo e que quer ajudar as pessoas, e o Luan arrogante, estúpido, inconsequente e egoísta.

O problema é que o Luan que é humilde, também é muito fraco, diferente do arrogante que manda um “foda-se” pra tudo e aparenta não ter nenhum problema de vida. Um precisa do outro. Eu não quero ser uma pessoa má. Mas também não quero ser fraco. O famoso ying-yang.

O equilíbrio com certeza precisará ser a minha 1ª conquista. Antes de encontrar esse “alguém”. Porque mesmo que eu já tenha encontrado, eu no fundo não vou me sentir bom o suficiente pra essa pessoa se eu não encontrar o equilíbrio entre o eu-ruim e o eu-bom.

Eu sei que parece bobagem, mas talvez por isso muitos relacionamentos não dão certo. Porque não nos consideramos bons o suficiente e isso acaba se tornando insegurança.

Enfim, eu preciso desse amadurecimento, não só pra encontrar alguém, mas também pra seguir com a minha vida. Não sei quanto tempo vai demorar. Mas espero que seja breve. Eu tenho uma porção de coisas grandes pra conquistar e eu não posso ficar aqui parado.

Bom, eu prefiro pensar que só pelo fato de procurar um caminho melhor pra minha vida, já estou progredindo e que estou um passo a frente da felicidade. E por mais que esteja deprimido, eu não quero escrever um ponto final na minha história, ou que ela acabe com um “e ele desistiu...”

Um dia eu ainda consigo =)

Assistindo: Jogos Vorazes: Em Chamas
Bebendo: Café

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