~JuliaaTargaryen

JuliaaTargaryen
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Crase Há


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Crase Há

Crase, um desafio na escrita.

Ao ler algumas fanfics do site eu me incomodava bastante com o uso incorreto da crase. Talvez essa parte da gramática não represente muita importância para muitas das pessoas que virão a ler este jornal, mas saibam que o domínio da norma culta portuguesa é de suma importância para escrever textos formais e acadêmicos, e até mesmo os conteúdos literários postados neste site, então espero fervorosamente que venham à gostar desta humilde aula sobre o uso da crase e que comecem à usá-la corretamente.

A Crase
A crase é a fusão de dois A que, na escrita, convencionou-se chamar atenção com o acento gráfico. Mas não é qualquer A existente em uma oração que exigirá crase. Este fusão só acontecerá com:
- O artigo a(s).
- O A dos pronomes relativos aqueles(s), aquelas(s), aquilo.
- O pronome demonstrativo a(s) .
- O A do pronome relativo a(s) qual(is).

Ex:
“ Vou à igreja” – o A exigido pelo verbo ir mais o artigo que acompanha o substantivo feminino igreja.

“Refiro-me à aluna” – o A exigido pelo verbo referir mais o artigo que acompanha o substantivo feminino aluna.

Opa! Por que será que não há crase na seguinte frase :

“Conheço a aluna”

Para ter absoluta certeza na hora de crasear ou não um A, deve-se prestar atenção na regência de cada verbo, que pode ou não anteceder o artigo seguinte. Neste caso, o verbo aparece antes do objeto à que se refere – A Aluna- então é mais simples detectar o motivo de não haver crase nesta frase. A regência do verbo Conhecer é VTD(Verbo transitivo direto) ou seja, não exige preposição. Quem conhece, conhece algo ou alguma coisa. Por isso não há fusão de A e somente o artigo A aparece na frase.

Bom, agora que já sabemos a regra geral do uso da crase, já podemos seguir para alguns de seus casos particulares de uso e desuso. Fique atento!

Não haverá crase quando...
# Diante de palavras masculinas.

Ora, se a crase é justamente a fusão de A + A , não há porquê ser colocado uma crase diante de palavras masculinas !

Ex:

“ Escrita a lápis” – lápis é substantivo masculino.
# Diante de verbos.

Não se pode, em hipótese alguma, usar uma crase diante de um verbo. Casos em que os alunos cometem erros deste tipo são bastante frequentes, então sempre que olharem para um crase em um enunciado, observem a que tipo gramatical pertence a sua palavra consecutiva. Se for um verbo...BÚ!....a questão está errada.

Ex:

“ Eu comecei a falar” – verbo falar, preposição a sem crase.
# Diante de palavras no plural quando, antes dela, houver apenas um A, ou vice versa.

Observe as frases:

- Nunca vou a festas.

- Nunca vou a baladas.

O normal seria dizer que o A antes de baladas e festas era craseado. Só que não! Como pode ver, a preposição A está no singular, e os substantivos “festas” e “baladas” estão no plural. Então não há crase. Decore a seguinte tabuada:

• Singular + Plural = Sem Crase
• Plural + Plural = Com Crase
• Singular + Singular = Com Crase
# Diante de artigos indefinidos.

- Dei bom dia a todos.

- Beijei a algumas meninas ontem na festa.

Ops, que eu saiba deveria ter crase nesta situação. Relaxa, é bem simples mesmo. É só colocar na cabeça que não se pode, de jeito maneira, colocar crase em frente à pronomes indefinidos, tais como : Todos, Todas, ninguém, alguém...
# Diante de pronome pessoal, incluindo os de tratamento.

- Vou dizer tudo a ela.

- Quero dizer tudo a Vossa Santidade.
# Diante de nome de lugar que não admite artigo.

- Vou a Portugal.

- Finalmente chegamos a Lisboa.

Coloque em sua cabeça a seguinte musiquinha:

“ Quem vem DA, crase há.
Quem vem De, crase para quê ? “

Você vem De Lisboa ou Da Lisboa ? – Espero que tenha dito De Lisboa, então saiba que quando fizer essa perguntinha para qualquer nome de lugar que não admita artigo, virá De. Se a sua resposta for Da, saiba que haverá crase diante do lugar.
# Diante de pronomes demonstrativos:

- Refiro-me a isso.

- A pessoa a quem comunicamos o fato está aqui.

! Observação: Todos os pronomes demonstrativos com exceção de: Aquilo, Aquela(s), Aquele (s), A Quais, As Quais) !
# Diante de numerais de numerais cardinais.

- Lombada a 100 metros.

- Ficamos a duas quadras daqui.
# Expressões com palavras repetidas:

“ Gota a Gota, Face a Face, Passo a Passo, Ponta a Ponta etc.”
# Diante da palavra “Casa” ou “Terra” quando desacompanhada de determinates (
expressões que as qualifiquem)

- Volto a casa tarde hoje.

- Vou a casa mais tarde.

!Há Crase quando....!
# A regra geral citada no começo.
# Na indicação de horas

- Vou às duas para casa.

- Me encontre às dez.

Lembre-se de que falei quem em locuções adverbiais femininas haveria crase. Às duas, às dez, às cinco, às quatro são locuções adverbiais de tempo. Basta somente saber detectar essas expressões.
# Diante de nomes masculinos quando for possível subentender-se palavra feminina.

- Ele sabe pintar de modo à Van Gogh

- Vamos nos vestir à moda parisiense.
# Diante de nomes de lugares determinados.

- Quero ir à linda Lisboa.

- Voa à famosa Roma.
# Diante da palavra casa quando acompanhada de determinantes.

- Eu fui à casa de Carlos.

- Eu fui à casa da esquina.

! O uso da crase é facultativo quando...!
# Diante de pronome possesivo.

- Vou à minha faculdade. (certo)

- Vou a minha faculdade. (certo)
# Diante de nomes próprio de pessoas.

- Esse vestido pertence à Maria.

- Esse vestido pertence a Maria.

Ambas as alternativas estão corretas. Vai depender de seu grau de intimidade com a pessoa referida. Se é íntimo dela, não use a crase. Se ela lhe é distante em intimidade, faça o uso da crase.

Obrigada pela atenção escritores e leitores. Quaisquer assuntos pendentes com relação ao uso da crase, me procurem em comentário. Estarei respondendo a todos (sem crase kkk)

Boa Escrira,


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