(Fanfics / Contos) Ryoutei Academy - Encontros do passado


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(Fanfics / Contos) Ryoutei Academy - Encontros do passado

Era tarde da noite quando o show acabou, todos os já estavam se retirando. O ônibus esperava apenas uma das garotas para partir, aparentemente ela havia adormecido em um dos camarins, Yuma, um dos produtores, ficou encarregado de encontrá-la junto a Alice. Ele dispensou o ônibus e informou que levaria ambas de carro ao hotel Tadashi agradeceu e seguiu com o restante da equipe.

“Você a encontrou, Alice?” Preguntou Yuma encontrando Alice no camarim.

- Ela não acorda... – Alarmou a garota com o rosto vermelho e lágrimas nos olhos. – Eu acho que a Rin desmaiou.

Yuma aproximou-se da garota e segurou seu rosto.
- Calma, ela ainda respira... – Enxugando a lágrima da garota com o polegar. – Você não precisa chorar, tudo bem?

A menina apenas assentiu enquanto se recompunha.

- É incrível como vocês crescem num piscar de olhos. – Tocando numa mecha de cabelos da garota e cheirando as pontas – Um beleza tão efêmera.

Por um momento os dois se encararam sem nada dizer. Alice estava confusa, Yuma estava ancioso.

- Você está estranho...

- Estou? - Ele sorriu, não de um jeito agradável ou meigo, mas de um jeito que gelou a coluna da garota.

- Acho que já devemos ir. - Alice levantando-se nervosa.

- Não precisa se preocupar... Está com medo? ... – Levantando-se calmamente - Seu coração... Está batendo tão rápido... Me lembra o bater de asas de um beija flor... - A conversa apenas assustava Alice cada vez mais - Você é muito parecida com um beija-flor Alice, uma beleza tão bem trabalhada para tão pouco tempo de gloria. - Levantando o rosto da garota pelo queixo. – Você deveria ser feita eterna. Cada parte sua parece desenhada para isso.

Alice se soltou e correu até a porta, mas ele a apanhou e a jogou no chão.

- Sua mãe não lhe ensinou modos? – Trancando a porta.

- O quê você quer?


O quê você acha?



Ele caminhou até Alice, enquanto a garota jogava nele tudo o que via na frente. Ela aproveitou uma distração entre os carrinhos de roupa e correu para porta destrancando-a com as mãos trêmulas. A porta abriu e ela correu, mas Yuma a agarrou pelo pulso, a garota entrou em pânico, tentando se soltar com todas as forças e quase deslocou o braço no processo.

Yuma sorriu, exibindo as presas e um olhar maníaco, levou a mão dela até a boca e deu um beijo molhado na palma da mão da garota, roçando os dentes na carne,
“Trois...” ele sussurrou com um sotaque carregado e depois a soltou.

“Tente fugir, meu beija-flor" ele brincou sorrindo enquanto caminhava pelos corredores.


Alice tentava suportar a dor no braço, tentava respirar, tentava entender que merda estava acontecendo. Ela correu até a saída de incêndio do prédio, mas a porta estava travada.

Até que ela sentiu um golpe por trás do seu joelho lhe tirando o equilíbrio das pernas e lhe derrubando no chão. Sentiu o peso do corpo masculino sobre o seu lhe sufocando junto com as lágrimas. Sentiu a respiração e os cabelos de Yuma roçando em sua pele, ele aproximou-se da curva de seu pescoço e respirou fundo “Seu cheiro é inconfundível” sussurrou prendendo o braço da garota com uma das mãos, enquanto com a outra delineava o corpo juvenil. Alice tentava sair mas o peso do homem e a falta de força no braço tornava sua luta irrisória. Então ele pressionou as presas apenas o suficiente para aranhar a pele, lambendo com uma voracidade lasciva.
“Deux...” foi sussurrado ao pé do ouvido. Yuma apenas se inclinou deixando a garota rastejar para longe.

“A terceira vale por todas Alice, não me deixe eu te encontrar.”

***

“Você sempre pode desistir e se entregar de vez” ouviu ele gritando ao longe
“Eu farei sua beleza eterna”.


A garota correu o quanto pôde, não sabia aonde ir, não sabia como escapar. O choro recomeçou, o medo de morrer, o medo do que aconteceria antes de morrer. Correu até a sala de limpeza e espalhou os desinfetantes e os aromáticos no chão e em si. Trancou-se em um dos armários, abafando a respiração e o choro engasgado com as mãos.

Os joelhos ardiam, as pernas exaustas, o braço numa dor insuportável. o que podia fazer? Quando ele abrisse aquela porta, quando ele encerrasse a contagem. Aquele era o seu fim? Iria simplesmente morrer morrer daquela forma?

Podia sentir a presença dele. Podia ouvir os passos próximos.

Encolheu-se ainda mais apenas esperando a voz dele ecoar
"Une"



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