~KuroshyhShiffer

KuroshyhShiffer
Fallen Angel
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Relato de um louco: O Vulto Demoníaco


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Relato de um louco: O Vulto Demoníaco

Bom galera, esse relato é verdadeiro. Podem acreditar. Foi feito por um louco que já deveria estar recebendo ajuda psiquiátrica.
De quem é o relato? Meu. Lógico.
Não sei se eu sou perseguido por espíritos sombrios ou se simplesmente estou com um problema mental. Meus tutores dizem que são demônios que querem me levar ao inferno. Tsk. Eu ri tanto disso.
Enfim. Ao que aconteceu!!!

PS: Eu não vou usar imagens, por que minha internet ta uma merda :P

Aqui onde eu moro, o banheiro tem uma divisão entre a parte do vaso sanitário e a parte em que tomamos banho. A divisa é definida pelo box. É um box simples de vidro, mas um daqueles vidros estranhos em que quem está tomando banho não consegue ver nada além do vulto preto de quem entra no banheiro e vice-versa.


Lá estava eu, tomando um banho frio (notinha: Não sei por que, mas quando eu tomo banho, o box todo fica suado dos dois lados), com a luz acesa, o Tenseiga estava dormindo na porta do banheiro, pensando em como o anime Noragami terminava, quando eu vi alguém do outro lado do box. E eu simplesmente odeio quando estou tomando banho e chega uma criatura obscura com toda moral do mundo e entra no banheiro sem, sequer, bater na porta. Era um homem todo preto. Era um pouco maior que eu, e eu simplesmente fiquei com ódio. Achei que fosse o irmão mais velho da Skyla, por que ele tem essa maldita mania.


Eu só gritei "IDIOTA, VAZA DAQUI ANTES QUE EU CORTE A TUA CABEÇA COM O BARBEADOR". Esse ser parecia não ligar para oque eu disse, oque só me deixou mais irado ainda. Dei um chute no box, pra assustar aquele maldito, mas ele nem se mexeu. Eu estava ficando nervoso... Meio assustado... Aquela coisa estava escrevendo no box.


Comecei a estalar a língua, chamando pelo meu cachorro, mas quem veio foi o Jeff, o cachorro da Skyla (um filhote preto e branco de 1 mês e meio de Labrador retriever e Cocker Spaniel Inglês que está sempre com uma coleira azul que, sinceramente, ele não precisa) que fez aquele vulto simplesmente sumir quando ele chegou latindo. Agradeci pela ajuda daquela bola de pêlos e o mandei sair, até por que eu não tinha terminado de tomar banho.


Assim que ele saiu, eu fechei a porta e tranquei ela para garantir que mais nenhum engraçadinho viesse interromper meu precioso banho frio. Mas aconteceu exatamente oque eu queria evitar: Ele voltou. Se aproximou do box como da última vez. Fiquei puto da vida. Aquele filho da puta estava testando exatamente uma coisa que me falta desde que eu nasci: A paciência. Abri o box gritando "VIADINHO, SAI DAQUI, CARALHO!!!". Eu estava com tanto ódio quando abri aquele box... Mas quando finalmente pude olhar pra frente, não havia nada. Eu gelei completamente. Um frio no estômago. Um arrepio.


Me encolhi um pouco, mas usei o pingo de coragem que me sobrava e procurei pela casa toda uma alma viva, mas, irônicamente, eu estava sozinho. Tinha um bilhete na geladeira. Dizia: "Kuro, eu e Yusuki fomos almoçar na casa da vovó. Mamãe e papai viajaram. Deixei o Jeff sobre sua responsabilidade, entendeu? Bye bye. Skyla"


Corri devolta para o banheiro, tropeçando no sabão dos meus pés. Eu tinha molhado por onde eu tinha passado, mas estava pouco me fudendo para a água no chão. Gosto da minha vida (por mais que, todos os anos, no dia de finados, eu enfraqueço e necessito de atenção mais que especial para não cometer suicídio) e o importante era rezar o terço que estava no meu pescoço (Esqueci de dizer: Eu e Skyla ganhamos terços grandes da avó de uma amiga. Bem grandes. Abençoados pelo Papa Francisco. Eu não tenho paciência para ficar com o meu amarrado na mão ou preso em algum canto, então uso ele como cordão) pra expulsar aquele satanás.


Quando cheguei denovo no banheiro, bati a porta do banheiro, tranquei ela, bati o box com força e me sentei no canto do banheiro, tateando o meu pescoço, mas eu senti meu nariz arder e minha mente rodar quando eu não senti o meu terço lá. Eu devo ter quebrado hoje cedo. Eu entrei em desespero quando olhei para o box denovo e vi aquela coisa lá denovo. Me recolhi mais, tentando me afastar, mas eu estava no limite do banheiro.


Eu notei que, mais uma vez, ele rabiscava no suor do box, dessa vez, dava pra notar que ele estava rindo e se lambendo. Parecia que estava olhando o meu vulto através do box. Eu tremi, não só pelo frio, mas de pavor. Me tornei um homem muito medroso desde que essas coisas começaram a acontecer. Voltei a chamar o Tenseiga, mas aquele preguiçoso mais parecia ter entrado em coma. Denovo, quem veio foi o Jeff. Veio latindo enlouquecido, arranhando a porta do banheiro. Me aliviei um pouco quando ouvi ele rosnar, latir e chorar em alguns momentos. A "coisa" terminou de rabiscar, gargalhou e sumiu. Eu, ainda tremendo, abri a porta e peguei aquela pulga peluda e me agarrei a ele. Sinceramente, não sei oque ele tinha, mas me dava uma paz tamanha. Quando olhei denovo para o box, lá estava uma cruz virada de cabeça para baixo. Engoli em seco e apaguei aquilo.


Quando pus aquela bolinha no chão, notei uma coisinha reluzindo junto a coleira dele.

Ironias e mais ironias.

Era o crucifixo do terço da Skyla...

Escutando: O Amanhã - Detonautas
Lendo: O que escrevi
Comendo: Sanduíche de queijo
Bebendo: Fanta Uva :3

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