A Queda dos Dois Reinos


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A Queda dos Dois Reinos

Era uma vez...


Tam dam dam dam! (aquela cara)
Oieehh! Eu disse que voltava o mais rápido que eu conseguisse! E estou aqui com boas noticiais :D Sem mais delongas, eu vim liberar um "pedacinho" do que vem por ai!

Fiquem ligados nesse carinha ai de cima, sabe... o bebezão norte-coreano... aquele mesmo. Ele vai dar as caras nessa bodega porque ele é uma diva!



E ele que manda nessa merda!



Mas, enfim... fiquem com esse meu rascunho, só pra não dizer que eu vou sumir por POUCO tempo.


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► Começo de tudo — Coréia do Norte.


O País, o líder supremo e os cientistas:


Logo após a queda do Líder Supremo, Kim Jongil, em um terrível assassinato — que ficou marcado na história como “A Queda da Glória dos Dois Reinos” — encomendado por seu filho mais novo, Kim Jongun, o país se dilacerou em trevas. Ao suceder o cargo supremo, o filho mais novo tramou mais assassinatos em sua família, a começar pelo seu pai e a chegar em seu tio (o que lhe concedeu o cargo) e toda a linhagem de sua família. Expulsou o irmão mais velho do país (o qual deveria herdar o cargo) acusando-o de “traição” e por ser “afeminado” (coisa repugnante dentro do país). O país que vivia emergido em miséria passou a declarar calamidade e piedade às autoridades, tamanha era a pobreza, a fome e a miséria.

Kim Jongun transformou o país em um arsenal de guerras, uma maquina mortífera para matar e conquistar o “Novo Mundo”. Campos de concentração (gulags), morte, ruínas e mizéria; só havia destroços pela cidade. A mais bela pintura da catástrofe que poderia ilustrar o que viam era um verdadeiro cenário de guerra, um pós-apocalipse, tamanha era as ruínas que deixara os governos de seus ancestrais no país mais fechado do mundo.

As pessoas morriam dentro de suas casas e as forças armadas do país invadiam territórios e terras para matarem crianças e bebês recém-nascidos cujo sexo fosse feminino e a primogênita da família — a mando do líder. O primeiro filho de um casal caso fosse menina deveria morrer imediatamente e o corpo deveria ser jogado aos cachorros que os comiam como ração, uma lei imposta pelo “Marechal Kim Jongun” como deveria ser chamado. Ordem esta, imposta pelo sombrio olhar que carregava em sua memória, dos pecados de infância.

A Coréia do Norte enfrentava uma guerra sistemática contra seu próprio ego e ganância. Todos os dias uma nova ameaça de bombardeamento e ataques surgiam pelos jornais locais e internacionais.
As pessoas tinham medo e fugiam para a China na tentativa de salvar suas famílias, mas era quase impossível. A Coréia havia se tornado um país isolado do mundo, como se cercassem por cada extremidade, grandiosas muralhas.

Poucos conseguiam escapar, e os que obtinham o enorme punhado de sorte de escapar daquela guerra monocromática e seca, eram obrigados a se submeterem a coisas ruins para cruzarem a fronteira. Mães eram estupradas violentamente por homens imundos em navios clandestinos carregados de cargas de drogas e cigarros contrabandeados, apenas para salvarem suas filhas da violência.

O Marechal — Líder supremo atual do país — norte-coreano não estava satisfeito com a ruína ao qual havia extremizado, matando e criando guerras e conflitos sem motivos aparentes; e justamente por isso, estava disposto a avançar e deixar de ser uma simples ameaça à ser o dono do mundo; o nome sobre todo o nome. Queria tudo para ele, queria o mundo aos seus pés, queria manipular as pessoas e as transformar em seres tão inferiores e insignificantes capazes de se confundirem ao pó da terra abaixo de seus pés.

Quando criança sentiu o ardor de sofrer por, simplesmente, ter nascido. Nem o pseudônimo “Pak Um”, criado por ele quando jovem, o fazia passar por despercebido no estrangeiro, durante os estudos na Europa. O rapaz misterioso de cabelos negros atirados ao rosto andava pelos arredores com a cabeça baixa. Cobrindo-lhe com a sombra de sua alma refletida em seus olhos, eles apenas fitavam o chão rochoso, e foi assim por longos e torturantes anos. O boné vermelho da liga americana de basquete cobria-lhe a face com o breu de sua própria escuridão.

O rapaz sem jeito e assustado, cabisbaixo e corcunda, cambaleava como uma presa fácil e inofensiva pelos corredores da faculdade, Escola Internacional de Berna, onde passou longos anos de sua vida. Os insultos ofensivos do suposto filho do atual “presidente” do país sombrio, das muralhas grandiosas, fora a piada de muitos anos.

Qual o problema de ser filho do líder supremo do meu país?” — ele frequentemente se perguntava durante as noites em claro. Não sabia o porquê se ser tratado tão indiferente, as vezes era motivo de piadas, ofensas agressivas e trotes violentos; outrora era tratado como um animal fora de sua jaula, uma ameaça.

Não queria ser assim, não queria ser tão indiferente. Só queria ser Kim Jongun, o rapaz que sonhava em conquistar o mundo e fazer a diferença.

Quando criança sofreu calado, sem amor fraternal, era tratado como o último filho, a sobra de um banquete mal aproveitado ao qual é dado para os escravos os restos. Mas agora, as coisas haviam se invertido, e depois daquele dia no inverno daquele temível ano, decidiu que ninguém, jamais, subestimaria o nome Kim Jongun, o dono do mundo.

Estava disposto a herdar com o sangue de suas próprias mãos aquilo que chamavam de “mundo”, e seria ele todo. Matou seu próprio pai naquele mesmo inverno, e obteve a liderança total do país norte-coreano, transformando-o em um campo de batalha, uma guerra sem fim... Um mar de sangue.

Seus homens capturaram os melhores cientistas da atualidade e os aprisionaram num campo de pesquisas nas proximidades do campo de concentração (gulags) — onde barbaridades aconteciam a todo o momento; Mulheres eram mortas em praças públicas apenas por assistirem a filmes estrangeiros.

Os cientistas estavam sob o comando vermelho, um dos conjuntos das forças armadas especiais que atuavam dentro do campo de pesquisas do país — liderado e chefiado pelo líder supremo.

Deveriam criar algo que colocasse o homem contra o homem.

Mason era um deles.

Era jovem ainda, mas sofria constantemente com suas doenças incuráveis de paranoia excessiva e loucura obsessiva. Ele poderia jurar aos pés da cruz que ouvia sua mente conversar consigo mesmo.

Os cientistas trabalhavam arduamente e sob a pressão dos militares do comando vermelho no centro de pesquisas; eles os ameaçavam constantemente, dizendo que os jogariam nos gulags assim que tudo acabasse.

Os seis cientistas, dentre eles: um russo, dois americanos, um sul-coreano, um japonês e um dinamarquês. Mason era um dos americanos sequestrados e havia acabado de ganhar um prêmio não muito importante no país por uma descoberta sobre a longevidade, que tampouco obteve repercussão no país que enfrentava graves problemas econômicos e políticos — o maior dos últimos quarenta anos.

Todos os cientistas estavam interligados de alguma forma. Todos tinham um pouco do que aquela experiência necessitava.

O americano James Foley descobrirá, acidentalmente até, algo que poderia distinguir fatores opostos com a exclusão de uma substância natural no extremo oposto do crânio, uma gota do tamanho de um grão, que, quando retirado do corpo de um cadáver, resfriado a -20° negativos, causará um estrago enorme num ser vivo. Os primeiros animais a receberem a JK3-HB8 em seu corpo, dissolvido em uma quantidade certa de água para minimizarem os resultados, simplesmente resultaram em 72,3% na perda do alto-controle mental. O erro cientifico causou espanto em Foley que escondeu a descoberta durante vinte anos de sua vida, quando finalmente veio a público, não recebeu mais que uma breve publicação de meia página à letras miúdas no jornal local da cidade.

Mikkel Keldorf Jensen, o dinamarquês veterano, estava a um passo da sua grande descoberta: Manipulação de Sentidos. Seus resultados exorbitantes apontavam sempre para o verde, e seu grupo de biólogos estavam a ponto de comemorar a descoberta.

Shinya Yamanaka e Hwang Woosouk, o japonês e o sul-coreano que haviam ganhado um Nobel por essa descoberta, certamente não passaram em branco na época. “O Controle da Mente” gerou polêmica por toda a extensão dos hemisférios e Hwang fora até caçado. Eles haviam sustentado aquela teoria por tantas décadas que quase desistiram, e seus ânimos foram novamente exaltados com o prêmio que concretizaria o sonho que dera inicio quando meninos.

O representante, Sr. Kovachich, do grupo de cientistas russos comemorou por pouco tempo “sua” descoberta. A mando de Maxim Skulachev (um dos principais cientistas do projeto), o Sr. Kovachich fora morto no dia da cerimônia que apresentariam a descoberta ao mundo. Maxim liderou o grupo e tomou todos os seus direitos que, teoricamente, não deveria receber. “Cientistas russos descobriram o segredo da eterna juventude” — todos os noticiários repercutiram a noticia naquela manhã de natal. Na Universidade Estatal de Moscou fora testado um novo antioxidante capaz de retardar consideravelmente os processos de envelhecimento e de prolongar a juventude. Uma substância desenvolvida pelos biólogos russos que permitiria viver até 120 anos sem envelhecer.

Maxim Skulachev foi apontado como o “principal autor do novo medicamento”, o revolucionário. Seu rosto estampava as páginas dos jornais de todas as cidades do mundo, correndo de mão em mão a primeira entrevista dada pelo “revolucionado” daquele ano.

“Pequenos danos que se acumulam no nosso organismo com a idade são provocados em resultado de processos casuais – nós mesmos estamos causando danificações a nós com substâncias venenosas que sintetizamos. Essas substâncias são radicais livres que se conhecem há muito e, como foi considerado, entram no organismo do exterior. Mas agora está provado que nós próprios estamos a formá-los” — os olhos atentos das principais celebridades ouviam o cientista da Faculdade de Biologia da MGU explicar o processo pela TV. A curiosidade sobressaltou nos olhos das cantoras americanas que buscavam pela beleza eterna. — “Os radicais livres são formados nas mitocôndrias, um dos elementos das células onde as substâncias alimentares se queimam em oxigênio fornecendo-nos energia. Mas as mitocôndrias têm o seu lado obscuro – elas gastam uma parte de oxigênio para sintetizar radicais livres, contra os quais está voltada a ação do novo preparado”. — ele dizia atento. — “Desenvolvemos uma substância que penetra com uma precisão de até um nanômetro na mitocôndria e ‘apanha’ no interior os radicais livres e os neutraliza. Essa substância foi batizada de SKQ, que sintetizamos pela primeira vez em 2022 e estudamos desde então”.

O preparado foi testado em ratos, ratazanas e cachorros, mas, contudo, apenas um teste fora feito em uma pessoa — que faleceu um ano depois decorrente de agravações na saúde, problemas causados pelos testes. A morte dessa pessoa ficou encoberta e ninguém de fora ao menos pode descobrir que o cidadão, que morava sozinho e não tinha família, havia desaparecido.

As experiências deram resultados positivos e idênticos com os animais (ratos, ratazanas e cachorros). Nos animais em que essa substância foi introduzida, o desenvolvimento de sinais de velhice tornava-se mais lento e não apareciam as chamadas doenças da velhice: a catarata, o glaucoma e até a doença de Alzheimer. Embora até hoje não haja uma opinião generalizada sobre as causas da demência senil, os biólogos da MGU não duvidaram que os radicais livres também eram responsáveis por ela. Por isso, o antioxidante por eles desenvolvido poderiam servir, no mínimo, como meio profilático protegendo contra danos das células nervosas.

“Contudo, nem tudo o que é bom para animais serve para os humanos.” — Em palavras contraditórias, Maxim Skulachev dizia a imprensa — “Nem todos os medicamentos testados com êxito em animais ajudam as pessoas. A substância elaborada pela nossa equipe deve ser ensaiada clinicamente em humanos em alguns anos. Só esses testes iriam mostrar se está desenvolvida uma poção mágica – o antioxidante será produzido em forma de solução bebível. Entretanto, as farmácias já propõem uma versão oftalmológica do preparado – gotas para olhos. O remédio foi aprovado pelo Ministério da Saúde nessa semana e testado com sucesso em pacientes com cataratas e outras doenças etárias dos olhos. Nós, cientistas, assinalamos que tivemos por objetivo não apenas prorrogar a juventude e adiar a velhice. Se os primeiros sinais de velhice aparecerem aos 90-100 anos, será perfeito” — Maxim concluiu com um sorriso no rosto para a repórter.

George Mason, assim como Maxim Skulachev, havia descoberto uma outra parte sobre a longevidade, esta, por vez, radicalizada, quase não fora repercutida pelo país, em uma misera matéria pequenina num jornal qualquer.

Os seis homens, jovens e velhos, foram minuciosamente selecionados e escolhidos pelo principal cientista norte-coreano do país, o qual atuava no campo de pesquisas para recursos que trariam vantagens ao país em guerras e conflitos. Dada à ordem de os sequestrarem para realizar aquele feito, o líder supremo automaticamente decretou ao aceitar a saída de um grupo de militares do comando vermelho para o sequestro.

O grupo de cientistas trabalhavam dia e noite e durante anos foi assim. O mundo apenas piorava lá fora. A criminalidade comandava os países que um dia já ocuparam os primeiros lugares no ranque dos gigantes da economia. O mundo estava em guerra.

Eles não podiam sair daquela zona e praticamente não viam a luz do sol ou o brilho da lua a meses, apenas quando iam para seus dormitórios isolados em alas separadas dentro daquele centro de pesquisas, um confinamento humano no mundo obscuro da terra, que conseguiam observar o astro que brilhava cintilante no céu através da pequena janela isolada na parte mais alta da parede.

Os testes sempre eram feitos em animais, e, depois de certo tempo, os militares, a mando do cientista norte-coreano que monitorava aqueles testes, autorizaram a nova etapa de testes em humanos, mais especifico em bebês para depois, quando autorizado, aplicarem em adultos. Os soldados jogavam os corpos mortos dos bebês que apontavam resultados negativos para seus cães de guarda comerem. Todos os dias, os pequeninos encontravam as bancadas geladas já sabendo seu fim: a morte.

Aqueles testes não iam para frente e muitas crianças já haviam morrido. Eles eram contra, sempre foram, a ter de fazer tamanha barbaridade com aqueles pequeninos, mas caso dissessem qualquer coisa, poderiam se juntar aquele mar de corpos.

Era um pesadelo.
Para todo o lugar que olhavam, apenas o caos e a morte reinavam.
Era enlouquecedor.

E numa noite de primavera, George Mason enlouqueceu completamente. Ele via coisas e sentia coisas que não existiam. Ele jurava que a todo o momento uma pessoa vestida de farda preta o seguia para o assassinar. Seu dormitório extremamente branco, estava todo em ruínas. As paredes que cintilavam de tão claras estavam destruídas com marcas de chutes, socos e o concreto poderia ser visto facilmente através dos vários cortes que fizera com a faca que escondeu dentro de sua roupa durante o almoço. Entre as marcas feitas pela lamina cortante, dos números de dias em que encontrava-se aprisionado, ao qual passou a contar, o sangue vermelho pintava aquela tela branca.

As marcas da palma de sua mão estavam grudadas no sangue seco por toda a parede. Seus cabelos estavam sempre bagunçados e ele passava minutos sem piscar. Já não dormia a meses e a todo o momento estava afogado nos diversos livros abertos na escrivaninha branca ao lado da cama também branca, assim como todo e qualquer objeto branco que “decorava” aquela ruína.

Ele estudava sem parar e não conseguia ao menos fechar os olhos. Ele estava paranoico por aquela experiência.

Os guardas que guardavam o corredor de sua ala o tratavam como um bicho enjaulado.

“Hora de acordar, animal!” — eles diziam quando desativavam as portas de material transparente e a código.

E quando os primeiros resultados começaram a aparecer ele conseguiu fugir depois de matar o guarda que sempre o levava para o laboratório com a faca que escondia debaixo do colchão.

Levando consigo o sul-coreano, Woosouk, deixou para trás todos os outros cientistas. Eles conseguiram fugir pela fronteira com a China num navio clandestino, fugindo da guerra sangrenta que estava para começar.

Dentre as centenas de pessoas infiltradas dentro de uma embarcação perigosa, Mason avistara uma mulher que desordenara sua mente e seus sentidos.
Soo Joo Park fugia para a China e seus destinos estariam sendo cruzados ali, em meio aquele dilúvio.


CONTINUA


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