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Depressão e suicídio: implacáveis?


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A cada quarenta segundos alguém comete suicídio

Essa pequena frase tem um grande impacto, como podem sete palavras transformarem sorrisos em lágrimas, alegria em sofrimento, colorido em escuro, um humano em um corpo. É uma estatística tão triste, um dado tão alarmante. Eu apenas quero listar, o que poderia vir a ser as motivações chave para que essa taxa tão trágica tenha se consolidado.
Como disse José Ortega y Gasset: "Eu sou eu e minha circunstância". Cada caso é um caso, mas, em geral, o que fazem as pessoas quando se deparam com um depressivo, ou mesmo com alguém que apresenta uma tristeza persistente? Eu tive depressão durante cerca de seis meses do ano passado (2015) e de alguns tempos para cá isso tem voltado. Foi quase que como um "trégua" que a doença me deu e que agora acabou. Das duas vezes eu posso afirmar o que já é óbvio, ninguém gosta de estar com pessoas tristes. Porém, óbvio ou não, sentir na pele o efeito disso é doloroso.

Coisas simples me doem, são as pequenas atitudes que mais pesam, porque elas geralmente estão mais próximas de quem está com depressão. O que isso significa? Por exemplo, eu fico triste quando vejo os meus colegas de classe se relacionarem tão bem, enquanto eu mal consigo conversar com eles. Fico triste quando todos me ignoram numa conversa, quando eu me comparo com outras garotas que são praticamente impecáveis, quando eu tenho conversar com um garoto e ele não me dá bola ou quando todos parecem se afastar de mim.

A verdade, que ninguém diz, é que quando as pessoas encontram algum depressivo elas se afastam. Talvez alguém que simpatize converse duas ou três vezes, mas facilmente perde a paciência e quem está triste chega até a fingir melhora para não decepcionar o colega. O fato é que, todas as vezes que eu fiquei triste ninguém, ABSOLUTAMENTE NINGUÉM, insistiu em mim, muito pelo contrário, a maioria se afastou. Como eu disse anteriormente, são pequenas atitudes que fazem a diferença, por isso não há desculpa para não ajudar! Se você disser que é muito difícil se relacionar com alguém que passa por isso, insista! Uma hora a pessoa cederá a sua ajuda, não necessariamente porque quer, mas porque todo mundo precisa de ajuda.

Por que eu estou escrevendo isso? Porque, mais uma vez, eu sinto que alguém está se distanciando de mim por causa disso e está sendo tão doloroso quanto das outras vezes. Por isso eu peço: insistam, questionem, tenham sempre uma palavra amiga, insistam, insistam, insistam. Seu apoio pode mudar toda uma história. Pense em como você se sentirá se aquela pessoa vier a cometer o suicídio, em como você vai se perguntar para sempre se um abraço seu poderia ter feito a diferença. Insista, nem toda dor é uma ferida externa ou que se detecta por exames. Insista, não deixe a tristeza de sobrepor à alegria. O suicídio não é um mal implacável


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