~Baby_Boy - Clan Impossibile

Baby_Boy
Fumante do bem
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Dissertação sobre o amor


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Por muito tempo achei que fosse incapaz de amar, pois jamais tive as obsessões e paranoias que as outras pessoas chamavam de amor. Eu cuidava das pessoas quando estavam perto, mas não discutia quando se afastavam. Não gostava quando me largavam por outras, mas não surtava por ciúmes. Não perseguia alguém insistentemente, com o argumento de que me preocupava com elas. Eu queria que todas as pessoas fossem livres pra fazer o que quiserem, assim como eu próprio queria tal liberdade. E por isso sempre as deixava ir. E por isso parecia que eu não as amava. E por isso eu sofria. Por achar que era um ser quebrado, que não podia amar...

Mas estava errado...

Durante minha adolescência eu estive sozinho por muito tempo, e quando estou sozinho eu começo a pensar. Pensar sobre tudo. A vida, o tempo, as pessoas, as coisas, sobre mim, sobre os sentimentos, sobre o amor...

E cheguei a conclusão de que o amor não é essa grande paranoia que dizem. Ele liberta, completa. Ele não é só romântico, e não é só por seres humanos. Amar é, sem nenhum motivo explicável, desejar com todas as forças de seu ser, que o objeto desse amor seja feliz, completo, realizado.

Então quando se ama, cuida, mas não sufoca, quer perto, mas respeita a distancia e também deixa ir, se assim for o melhor. E principalmente não esquece. Você jamais vai deixar de amar aquilo que já amou de verdade algum dia. E isso não vai te impedir de amar outras coisas e outras pessoas. Porque dá pra amar mais de uma coisa de cada vez. E foi ai que eu percebi...

Eu não era incapaz de amar...

Eu amava tudo...

E por amar-los demais, quando chegava a hora, eu os deixava ir...

Escutando: Paradise City - Guns N Roses

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