~TiaBlair

TiaBlair
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Aniversário: 31 de Agosto
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Inacabado 4#


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Inacabado 4#

Inacabado e talvez eu nunca venha a acabar~



Fighter – Capítulo um.

Killian Simons

O que a sociedade pensaria de mim se soubesse que venho de uma família que caça vampiros a anos? Talvez ririam, talvez nos taxariam de loucos, nos excluiriam de seus círculos sociais. Porém mesmo sem saber de toda a verdade, já somos rotulados de loucos e estranhos, então, não importava se soubessem da verdade.

Minha família caçava vampiros desde antes de meu tátara vô nascer, isso foi passado por geração até chegar a meu pai, que por coincidência do destino, conheceu uma caçadora em meio a toda essa maluquice e casou-se com ela, minha mãe. Ambos caçavam desde os dezoito anos. É com essa idade que se inicia as caçadas, de acordo com a nossa igreja. St. Johnson, A igreja que frequentamos é muito diferente das que encontramos por ai. Na minha igreja, você paga o dizimo com dentes de vampiros. Lá aprendemos muita coisa sobre criaturas que insistem em atormentar os inocentes, nossa família sempre foi a melhor em caçar vampiros, modéstia parte.

Meu pai têm me treinado todas as noites, minha irmã gêmea também recebia treinamento, já que daqui a alguns dias teríamos de fazer nossa caçada sozinhos, teríamos apenas um ao outro. Nosso teste era simples, pegar um vampiro, tirar suas presas e matá-lo. Se levássemos as presas do vampiro para a igreja, passaríamos no teste, caso contrário, seriamos uma decepção para nossa família. Mas tenho certeza que isso não vai acontecer, já que minha irmã tem tudo pra ser uma psicopata e eu, bem, não sou tão ruim assim. Mas nunca vimos um vampiro de perto, nem caçamos antes dos dezoito, era contra as regras.

Muitas vezes as pessoas achavam estranho, nossos pais saírem pra viajar e voltarem um mês depois, com machucados e algumas fraturas, bem, era sempre assim. Por isso vovó morava conosco. Se está pensando que nossa avó é uma velhinha de cabelos grisalhos, está enganado. Vovó Esme foi amaldiçoada por uma bruxa, ela não pode envelhecer. Ela tem por volta dos setenta e sete e ainda está com aparência de quarenta e cinco.

Apesar de todos os segredos e aventuras que rodeiam nossa família, ainda temos de frequentar a escola, pelo menos até o fim do ano. Sempre gostei de estudar, aprender coisas novas sobre coisas diferentes, mas sempre odiei a escola pelas pessoas que nela estudavam. As mesmas pessoas que insistiam em fazer piadinhas idiotas com qualquer um que fosse estranho, nerd, feio. Odiava aquela coisa ridícula de status e popularidade. Bem, eu não poderia fazer nada contra, a não ser ignorar. A minha sorte era que minha irmã estava na mesma classe que a minha.

Falando no diabo...

Eu não sei porque raios minha mãe quis que minha irmã se chamasse Baby. É totalmente o contrário dela, por isso sempre a chamo de Bee. Apesar de sermos gêmeos, somos bem diferentes. Seus cabelos é castanho avermelhado e ondulado. Tem grandes olhos castanhos com mesclas verde, assim como nossa mãe. E ela é baixinha, mas não era bom falar isso perto dela... Bee é totalmente louca. Nunca foi de levar desaforo pra casa, não tem freios na língua e sempre se mete em brigas. Ela é meio maníaca, como meu pai. Gosta de punk, de filmes de terror e repetindo, ela adora brigas...

– Briga! Briga!

Quando ouvi todos gritando, já tive ideia do que seria. Me infiltrei no meio da multidão que se formava, não me assustei ao ver Bee no núcleo da roda, socando um garoto. O garoto da vez era Brady, jogador do time de futebol da escola e mulherengo. Senti pena do garoto quando Bee lhe socou o nariz. Ela costumava usar anéis de ferro, e aquilo fazia um estrago e tanto. Suspirei e caminhei até ela.

– Qual é frangote! Levanta! – Ela resmungou com um sorriso debochado.

– Baby! – Toquei seu ombro e ela me encarou. – Acho que agora já chega. – Encarei o garoto que se levantava com dificuldade.

– Kill, foi só um soco! – Ela disse incrédula. – Esse idiota merece mais! – Cerrou os olhos em direção a Brady, com um sorriso maléfico.

– Bee... – Olhei-a repreendendo seu ato.

– Esse idiota tentou flertar comigo! – Fez careta. – E ainda me chamou de vadia...

– O que?! – Grunhi. Eu costumava ser bem ciumento e protetor quando se tratava de minha irmã.

– Escuta aqui sua vadia esquisita! – Brady engrossou a voz enquanto se aproximava. – Isso não vai fic... – Antes que ele terminasse a frase, dei-lhe um gancho de esquerda o jogando no chão em seguida.

Se antes nos achavam estranhos, agora eles tem certeza. Primeiro, por Baby ser uma garota que consegue bater em valentões, e segundo, por eu ser um nerd que acaba de bater em um cara do time da escola.

xxx

E não tardou para a direção chamar o terceiro item que nos deixava mais estranho; Nossos pais. Joseph e Amélia Simons. Meu pai, Joseph, um cara sério, as vezes irônico demais. De olhos castanhos e cabelos grisalhos. Era mandão demais e não suportava ser questionado. Quando se tratava de caça, meu pai era o melhor. Minha mãe, Amélia, uma mistura de Barbie com Morticia Addams, se é que tem como comparar ambas. Seus cabelos castanhos, lisos iam até o meio de suas costas e havia uma mecha branca em sua franja, seus olhos eram verdes. Mamãe costumava usar vestidos preto a maioria do tempo, ela nunca estava desarrumada. Ela sempre carregava um sorriso doce consigo.

Quando passamos no corredor acompanhado de nossos pais, já era de se imaginar que todos nos olhariam, o que era muito desconfortável. Graças a gentileza e educação de minha mãe, não levamos mais do que uma suspensão e três dias. Eu ainda estava esperando a bronca dela quando chegássemos em casa.

A ida para casa foi totalmente silenciosa, apenas o som de Misfits tocava baixinho enquanto papai dirigia. Mas quando chegamos em casa, mamãe apontou para a sala. Bee e eu a obedecemos, sentamos no sofá e esperamos. Papai sentou em sua poltrona, mamãe ficou de pé com a mão na cintura.

– Tudo o que pedimos, é pra ser discretos. – Ela começou. – Vocês sabem o que é isso? Discrição?

– Sim. – Respondemos.

– E porque insistem em fazer ao contrário?! – Ela grunhiu. – Baby, eu já estava acostumada com você. Mas Killian?! – Ela me encarou com um olhar decepcionado.

– Desculpe mãe. Mas ele mereceu. – Respondi a encarando.

– Não importa. Não surramos os humanos, você sabe disso. – Ela suspirou.

– Eu já estou cansada de esperar! – Bufou Bee. – Já fizemos dezoito e ainda estamos aqui sem fazer nada, só indo para aquela escola ridícula... – Revirou os olhos. – Quando é que vamos caçar?!

– Quando a igreja mandar-lhes uma missão. – Papai disse paciente. – Você sabe como funciona, Baby.

– Então, até lá, vou me contentar batendo em alguns idiotas! – Ela sorriu radiante, levantou e subiu a escada desaparecendo da sala.

– Joseph! – Mamãe sempre apelava para papai quando Bee fazia algo do tipo.

– Amélia, deixe-a, isso logo vai acabar. – Ele murmurou e logo riu. – Não sei porque se irrita, ela é exatamente teimosa como você.

– Não sou teimosa... – Franziu a testa.

– É sim! – Papai e eu dissemos juntos. Rimos.

Mamãe abriu a boca para retrucar, porém ficou quieta e se dirigiu para fora da sala.


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