~taehyungerie

taehyungerie
[77;babygirl — autora
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Localização: Indisponivel
Aniversário: 29 de Outubro
Idade: 17
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01. TaeGi |fuckingguk| (1/5)


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01. TaeGi |fuckingguk| (1/5)

Yoongi se jogara numa das cadeiras disponíveis no camarim, afundando-se no acolchoado e deixando que sua cabeça pendesse para trás. Gostaria de dormir por dois dias, afinal; nada era mais agradável do que dormir... Ou quase.

Abrira um dos olhos quando sentira o ameno afago em suas madeixas esverdeadas, observando o sorriso retangular de Taehyung, que se sentara na cadeira ao lado e passara a lhe fitar divertidamente. – O que está fazendo? – Questionara-o, confinando um sorriso ao que o castanho deslaçara um bico manhoso.

– Hoje você deu duro por todos os armys, hyung. – O maior voltara a sorrir, partindo o carinho que fazia para alcançar o celular no bolso. – Fez um bom trabalho.

O mais velho se dedicara a analisar o perfil do garoto. Não saberia explicar o que sentia quando topado com os fios acastanhados de aroma adocicado ou com o infantil sorriso que o fazia sentir calafrios – ou até mesmo com a personalidade excentricamente divergente a sua.

Taehyung era um verdadeiro idiota. Com todas as letras.

Mas se impressionava pela ciência de saber que o dongsaeng era um gênio; tortuosamente genial. Sempre dizia que pessoas portadoras do sangue tipo AB ou seriam gênios ou idiotas; mas Taehyung era capaz de ser os dois. E aquilo era o que mais lhe admirava.

– Hm, você é bonito também. – Murmurara para si mesmo, adquirindo a atenção dos olhos avelãs.

– Disse alguma coisa, hyung? – O mais novo pendera a cabeça para o lado; parecia excessivamente adorável para Yoongi. Cativante era o modo como os fios deslizavam por seus olhos e como a saliva resplandecia os lábios rosados. Era arriscado.

– Não. – Negara. – Você está ouvindo coisas, idiota. – Dera um peteleco na testa do outro, contagiando-se com a risada alheia, mas logo fechando a cara quando Jimin se aproximara e se sentara no colo de Taehyung.

Mesmo que ambos fossem amigos, Yoongi nunca gostara do modo como se tocavam; tão pouco gostava do entrosamento protagonizado quando faziam alguma gracinha entre eles ou com os outros membros.

Sentia-se um louco estúpido. Não deveria sentir ciúmes do mais novo, mas sua consciência desconhecia a ignorância presente em cada célula pertencente a seu corpo. Mesmo que agisse de forma indiferente, ainda possuía sentimentos que iam contra tudo o que estabelecerá como limite.

Não estava em seus planos se apaixonar por Taehyung; não estava em seus planos desconhecer o universo quando o castanho o abraçava e lhe sussurrava vocábulos zombeteiros e carinhosos em seu ouvido.

Fora desperto do obscuro precipício no momento que o proprietário de suas fantasias cutucara sua bochecha; fitava-o com o mesmo divertimento de antes.

– O que tanto pensa, hyung? – Taehyung enrugara a testa, tocando no ombro do rapaz. – O manager está nos chamando, já podemos voltar para casa.


✖✖



O esverdeado fitava as gotas de chuva que colidiam contra a janela da van enquanto se distraía com uma música clássica que caíra no aleatório em seu aparelho celular.

O som que reverberava traçara a audição de Taehyung, que se aproximara um pouco mais de Yoongi e roubara um lado dos fones. Fitara os olhos escuros do amigo, sorrindo abertamente com o questionamento silencioso do mais velho.

Adorava quando o menor arqueava as sobrancelhas e fazia um bico birrento; aqueles gestos reproduziam o que o outro gostaria de dizer – mas que tinha preguiça. “O que acha que está fazendo?”, era o que saltava da expressão confusa, e o castanho não pudera deixar de se fascinar. Seu hyung era adorável, mesmo que jamais fosse admitir em voz alta. Gostava de seu jeito ranzinza também; deixava-o ainda mais fofo.

Taehyung adorava coisas fofas.

Ruborizara quando Yoongi se aproximara perigosamente, engolindo seco ao que o mais baixo fitara seus lábios. Fora automático o ato de umedecê-los com a língua.

– Vai ouvir ou não? – Suga lhe dera outro peteleco na testa, voltando suas vistas para as ruas embebidas pela chuva. Desprendera todo o ar dos pulmões no segundo que V deitara a cabeça em seu ombro à medida que fechava os olhos e se concentrava na melodia branda. – Não se acostume. – Cotovelara o peito do mais alto, mas rira diminuto ao ouvi-lo murmurar que também o amava.

Em determinadas ocasiões, não dividiria seus fones de ouvido com outra pessoa, mas era Taehyung ali.

Jamais o contestaria.


✖✖



Seu celular marcava onze e trinta e cinco da noite. Suga alcançara seu bloco de anotações e abandonara o quarto que dividia com Jin.

Caminhara rumo à sala de estar, sobressaltando-se quando vira Taehyung sentado sobre o sofá e bebendo aquilo que parecia chá quente. – O que faz acordado à essa hora?

– Eu deveria te perguntar o mesmo, não acha? – O castanho rira divertido, cedendo espaço no acolchoado para que o mais velho se sentasse ao seu lado. – Eu não consigo dormir... E aposto que você também não.

– Se esse chá te der sono me avise e só então eu o tomarei. – O rapaz brincara, dobrando as pernas rentes ao peito e deslizando a caneta pela folha branca.

O Kim sabia que Yoongi encontrava inspiração para escrever tarde da noite, deixando-se por observá-lo enquanto se recostava contra o encosto do sofá.

O de cabelos verdes fitara os pés que se roçavam aos seus, sentindo-se num romance de velhinhas solteiras quando recentes calafrios circularam por sua coluna. Só não fazia ideia de que Taehyung sentira o mesmo.

O garoto deixara um pouco do conteúdo escapar de sua xícara, depositando o recipiente sobre a mesinha de centro e suspirando pesadamente quando Suga o olhara. Sentia-se prisioneiro daquele olhar. Sentia medo de alcançar divergentes sensações se mergulhasse nas íris líquidas. Tão desesperador.

– Não consigo pensar em nada.

Despertara ao ouvir o companheiro exprimir irritado e jogar o bloco de notas ao lado da xícara média. Vira-o agarrar a porcelana, enquanto si próprio passava os olhos pelas poucas linhas que Yoongi desenvolvera no pedaço de papel. Incrível.

– Mesmo que você não consiga escrever tanto quanto deseja, essas linhas me parecem o suficiente para dizer que você é um verdadeiro gênio, hyung. – Aproximara-se do mais velho, largando o bloco de notas e tocando nos ombros alheios como fizera no camarim do último show. – Está incrível, de verdade. – Encantara-se com o sorriso fofo, considerando os dentinhos brancos o objeto de seu cativo. Verdadeiramente adorável.

Prezava a forma como Suga lhe sorria espontaneamente como pouco fazia. Sentia-se amado.

– Obrigado, dongsaeng.

Sorrira contra os dígitos que acariciaram seus cabelos amendoados, vedando os olhos ao que eles deslizaram por sua bochecha e comprimiram seus lábios.

O menor premera seu polegar contra o inferior mirrado, lambendo a boca ao passo que o via entreabrir a própria. Em suas concepções, ela deveria ser doce; tão doce quanto o chá que deslizara por sua língua.

– Hyung... – Ouvira-o suspirar ainda de olhos fechados, sorrindo de canto e apoiando a palma livre na cintura delgada, puxando-o para mais perto.

Taehyung apercebia aqueles toques arderem contra sua epiderme, tomando coragem descabida para espiar o que ocorria dentro daquele cômodo e se arrependendo quando tudo o que pudera ver foram os lábios alheios próximos aos seus. Tão próximos que usurparam seu ar; que o fizera agarrar a camiseta do parceiro e arfar contra a face pálida. – H-Hyung... – As palmas cálidas o arrastavam como um imã; já o rodeavam, fazendo suas vistas turvarem a ilusão de estar praticamente sentado no colo do mais baixo. – Hyung... Precisamos dormir.

Todo o silêncio proposital parece se findar naquele momento.

Yoongi vira o aroma balsâmico se despedir de suas ventas quando Taehyung se levantara de repente. Suas mãos se convertiam a gelo novamente – assim como seus batimentos – quando o vira desviar o olhar intimidado.

Xingaria inúmeros palavrões se quisesse, mas tudo o que desejava era chorar como uma garotinha depressiva. Observava o parceiro se afastar para longe de sua bolha encantada; deslizar para longe da zona de conforto imposta ali.

A última coisa que almejava era que o castanho se distanciasse de si. Mesmo que tentasse camuflar os sentimentos que o levavam a ambicionar aquele garoto, Taehyung ainda era, sobre tudo, seu amigo.

Diamantes se quebram. Yoongi não tomara cuidado.

– Taehyung, e-eu-...

– Está tudo bem, hyung. – O castanho interrompera sua explicação, sorrindo fraco. – Irei dormir no meu quarto agora, tenha uma boa noite e me chame se precisar de qualquer coisa.

O garoto precisava; necessitava tanto quanto o ar que lhe oferecia vida, mas não chamaria pelo dongsaeng. – Sim... Tenha uma boa noite.

O Kim seguira pelo corredor, cessando os passos em frente à porta do quarto que dividia com Jimin e Hoseok. Seu coração parecia fraturar suas costelas. Desejava conversar com Jimin sobre os sintomas narcóticos que Suga deixara cravado em seu espírito, mas seria inconveniente demais acordá-lo por mera carência.

De qualquer forma, não poderia acordá-lo mesmo que intencionasse, não quando Yoongi o virara de encontro a sua face e tomara seus lábios em um beijo arrastado.

Naquele instante, o hyung decidira transferir sua pouca normalidade para o inferno.

Taehyung escancarara os olhos, gemendo baixinho conforme era imprensado contra a parede e erguido pelas palmas que se firmaram em suas coxas. Não vira quando o companheiro o levara de volta a sala de estar, inebriando-se com os lábios que inchavam os seus, enlaçando sua língua a alheia e abrigando o amigo no meio das pernas logo que ele o deitara no acolchoado.

Concentrava-se nas porções de pele exposta do rapaz que tirava as roupas, esquecendo-se do tempo quando suas próprias se toparam perdidas em diferentes cantos da sala. Gemera mudo ao que se deixara arrebatar pelos vocábulos impertinentes dos lábios excessivamente açucarados.

– Você não se esquecerá do que acontecerá esta noite.

Não notara o momento que passara a gemer contra o ouvido de Yoongi, reverberando as emoções presentes em cada traço deixado sobre suas coxas, peito e pescoço; sentindo a pele se romper, arder com os lábios que lhe sussurravam depravações dignas de aplausos. As lágrimas quentes já encharcavam suas íris quando sentira o pênis rijo se roçar contra suas pernas, agarrando-se ao cabelo de cor encantadoramente peculiar e arqueando a coluna no momento que a língua companheira resolvera se divertir com cada pedacinho de sua pele acobreada.

Não deveria se deixar cativar pelos elogios ao pé do ouvido enquanto aqueles olhos – os olhos que lhe devoravam intimamente – vagavam por seu rosto a caça de resquícios de arrependimento que não partiriam de si. Ouvia-o lhe dizer que ficaria tudo bem; deliciava-se com o tesão exprimido pela boca avermelhada que sentira falta da sua.

Enquanto os dedos se perdiam dentro de si, questionava-se o porquê de não repudiá-los como deveria; questionava-se o porquê de corresponder a cada carícia e se embeber com os lábios que, em nenhum momento, desgrudaram-se dos seus conforme aqueles dígitos buscavam tocar seu íntimo.

Talvez já estivesse apaixonado. Talvez.

Não temia que o pegassem. Aquilo lhe emitia mais frenesi.

Dúvida que se arrependeria posteriormente; o pênis que se afundara dentro do si o afogara num caldeirão borbulhante. Anestesiara-se com o gemido seco deslaçado contra seu pescoço, mordendo o ombro magro e arranhando as costas nuas e deliciosamente aromáticas.

E, à medida que o sexo inchava dentro de si, notava-se inapto a controlar a inquietação de seu corpo se ondulando contra a pélvis alheia; de seus dedos que se torciam constantemente entre a espuma do acolchoado.

Revirara os olhos ao que tudo se convertia a insano prazer.

E Yoongi sorria com os lábios prensados na pele macia dos ombros tencionados; seu ritmo aumentando aos segundos que o outro implorava ao pé de seu ouvido, dizendo-lhe que era incrível; que tudo se tornara extremamente gostoso. Enquanto as coxas roliças comprimiam sua cintura, admitia que já estivesse se tornando um completo doente por Kim Taehyung. Por sua maneira tão perfeitamente excêntrica de ser.

A forma como o garoto exprimia prazer era tão magnífica quanto suas piadinhas sem sal e seu sorriso que parecera ser doado pelo arcanjo artesão.

Mãos e pernas embaralhavam-se adjuntas ao suor que impregnava ambos os corpos.

Yoongi nunca vira arte tão primorosa quanto os arroxeados carimbados no pescoço doado a si. Preocupar-se-ia em escondê-los outra hora.

Nada parecia tão correto quanto suas mãos que o apalpavam com força desmedida, invadindo-o como queria e se deixando levar pela maré toxicamente mansa materializada em forma de gemidos contidos em seu ouvido.

E tudo se aquietara.

Ambos miravam-se; silenciosos. Comprimiam-se no abraço vedado pela fina manta que os cobria.

Taehyung não sabia esclarecer as galáxias que giravam naquele olhar.

Yoongi não sabia esclarecer o porquê de Taehyung ser capaz de fazê-lo enxergar estrelas no lugar onde deveriam conter suas adoráveis pintinhas.

E, mesmo que seus pulmões ardessem por ar, beijaram-se modestamente. Um beijo bagunçado que clareara ambas as mentes, arrancando-lhes as cortinas que vedavam a autenticidade de seus sentimentos.

– Talvez eu esteja apaixonado por você. – Yoongi abraçara o corpo magro, sorrindo contra os fios sedosos no momento que Taehyung enlaçara seus ombros e descansara a cabeça em seu peito.

O castanho sentira fios de chamas se originarem ao redor de seu peito. Era bom. Formidável era a quentura que fizera seu corpo tremer e sua mente oscilar.

Gostava de coisas diferentes; elas o encantavam.

E então se encantara por Min Yoongi.

– Idem.



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