~taehyungerie

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[77;babygirl — autora
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03. YoonSeok |DannyKpopper| (3/5)


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03. YoonSeok |DannyKpopper| (3/5)

Yoongi observava o garoto sentado ao seu lado. Hoseok permanecia brincando com os dedos das mãos enquanto esperava qualquer resposta de seu amigo de infância.

O de cabelos verdes fora convidado para passar à tarde na casa do moreno, que fora obrigado a brincar com a irmã mais nova na mediana casinha cor-de-rosa presente no jardim. Yoongi detestava cor-de-rosa, mas não vira problemas em participar da brincadeira, que consistira em alinhar xícaras de plástico e bonecas dignas de filmes assombrosos – mas que a miúda garotinha achava adorável.

Ambos não viram o tempo passar. Como há mais de dez anos, onde, partilhavam sorvete de morango, logo abandonando o sabor doce ao partilhar butucas de cigarro aos dezessete anos.

Hoseok, em toda sua ingenuidade, cometera o erro de se apaixonar pelo melhor amigo. Vira-se perdido no momento que seus sentimentos se materializaram em palavras saltadas para fora da boca.

Yoongi o pressionara; exigira respostas referentes ao estranho comportamento do companheiro que parecia se afastar quando suas mãos pálidas procuravam o tocar.

A verdade era que o Jung temia o descontrole se sentisse o calor da pele branca; se fitasse os lábios vermelhinhos que, no momento presente, deparavam-se entreabertos. Cogitava fugir para longe, como nos domingos que brigava com Yoongi.

Sabia que o amigo o encontraria e não esperava por qualquer outra reação se não o tom frio dirigido a si. Já imaginava a voz um tanto manhosa o mandando ir para o inferno, mas se deixara surpreender-se quando o menor o puxara para perto e selara seus lábios.

O esverdeado não sofrera qualquer hesitação em infiltrar sua língua na boca úmida, remexendo-a e tocando os dentes perfeitos e o céu da boca do garoto. Provinda da destruição, suas mãos esparramaram os brinquedos para longe, deitando Hoseok no solo rosa bebê e fungando o pescoço claro.

Dava graças aos céus pela mãe do amigo ter levado a irmã do rapaz para um passeio no shopping ao lado de outras mães e filhas.

O que fariam dentro daquele cubículo não diria respeito a ninguém.

O moreno sentira o arrepio torcer suas entranhas quando as palmas frias tocaram sua cintura e os lábios mornos arranharam a pele de seu maxilar. – Y-Yongi...

– Não diga nada. – O mais baixo lambera o queixo alheio, arrastando sua língua pelas demarcações da boca fina. – Eu também gosto de você e naquela vez em que te beijei talvez eu não estivesse tão bêbado.

Ah.

Era certo que Yoongi nunca fora alguém fraco para bebidas, mas, na festa de dois anos de namoro entre Namjoon e Seokjin, passara dos limites ao empurrar Hoseok em um canto escuro e beijá-lo de modo arrastado.

O maior jamais se esquecera daquele beijo, e se questionava sobre o nível de teor alcoólico presente nas bebidas que tiraram Yoongi de órbita.

Sua questão fora consumada pela boca que bebera da sua; num ato automático, suas mãos se comprimindo contra a camiseta branca que o outro trajava e que rapidamente fora ao chão junto a todos os panos que os impossibilitavam de sentir o que tanto almejavam.

O mais baixo dedilhara o abdômen magro de Hoseok, acompanhando a linha invisível que se dissipava entre as clavículas marcadas. Sua língua as contornara, demorando-se ao arrancar escoriações avermelhadas dali; pincelando a tez macia com chupões molhados e lentos demais nas concepções embaralhadas do moreno.

O mais alto sentia os dígitos miúdos partirem a epiderme de suas coxas, enrolando-os ao redor do outro e chamando baixinho, pedindo que tudo se tornasse mais do que sempre fora.

Implorando silenciosamente para que tudo presente na casa de bonecas não fosse fantasia de seus olhos.
– Eu sempre imaginei qual seria o seu gosto. – O esverdeado o fitava de cima; seus fios vedando seus olhos afogados de vontades que não esconderia.

Hoseok era lindo. Talvez suas pernas fossem longas demais, mas Yoongi não deixaria de alcançá-lo. Aquilo nunca fora um problema.

Seus lábios mordiscaram a virilha de outrem, prontamente afundando sua cabeça entre as pernas do garoto que arqueara as costas e jogara a cabeça para trás.

O mais baixo deixara a marca de seus dentes em cada coxa, rodopiando a língua ao redor da extensão rígida e capturando o sabor agridoce.

Tudo vindo de Hoseok era deveras saborosa.

Cativara-se ao fitar os olhos perdidos sob os seus, pendendo para baixo enquanto sustentava a vista fabulosa e o engolia por inteiro.

O Jung gemera alto, notando sua glande encostar-se a garganta do companheiro. O garoto pálido não parecia regado com piedade conforme massageava os testículos entre os dedos e distribuía chupões pela pele peniana. Afundava o membro em sua cavidade com fervor, ignorando os chiados baixinhos e prensando a ponta do falo contra sua bochecha corada.

Nunca gostara de realizar boquetes quando o único prazer que sentia era o de ser chupado, mas, naquele instante, entre as pernas de Hoseok, constatara que nada era ruim quando feito com estima. Ou talvez amor.

O maior despejara lágrimas contra o pavimento rosa, impulsionando ar aos pulmões quando Yoongi abandonara seu pênis, mas logo perdendo o oxigênio outra vez ao que o amigo se masturbara e esparramara gozo na glande. – Yoongie...

– Você é lindo. – O garoto murmurara contra sua boca, penetrando-o com dois dedos ásperos e massageando seus anéis que se comprimiam ao redor dos dígitos.

Não imaginava que uma simples confissão os levaria há mais do que tímida aceitação. De fato, Min Yoongi nunca fora alguém paciente; vedava o que sentia de qualquer pessoa, até mesmo do melhor amigo. Fora covarde e aguardara pela confissão de Hoseok; guardava o desejo de tocá-lo como bem queria e retribuí-lo da melhor forma que podia.

O maior também esperava por aquilo.

Gemia mansamente rente ao ouvido do parceiro, sussurrando-lhe porções de amor e sacanagens que apenas serviam para endurecer o Min. O membro que se esfregava contra a linha de suas coxas o entregava. – Vá rápido... – Pedira baixinho.

O menor retrocedera a beijar os lábios doces, direcionando seu falo rumo ao orifício que o abrigara bem. Extremamente bem.

Assim como se imaginava de mãos dadas com o companheiro, também já se imaginara dentro do outro; imaginara-se sendo o responsável pelas exclamações de prazer do Jung que não tardara a fazer o que pensava.

O rapaz enrolara as pernas em seu quadril, abraçando-o e espalhando vergões pela pele de suas costas que se romperem com facilidade. Não sabia onde se encontrava seu domínio, mas a voz manhosa e sobrecarregada de prazeres infinitos o fizera ir mais fundo e, consequentemente, mais forte.

Abocanhara o pescoço de aroma tão familiar quanto os bolinhos de sua avó falecida, levantando-se com dificuldade e sentindo a solidão tomar a libido de seu corpo.

Mas aquilo não durara mais que meros segundos quando prensara o corpo do rapaz contra a parede repleta de desenhos de laçinhos. Seu peito se grudara contra as costas alheias e seus dentes concentraram mais uma porção de hematomas arroxeados enquanto o penetrava com destreza.

Hoseok gritara com o vai e vem, descansando a testa contra a parede e empinando-se ao máximo para o de cabelos esverdeados; o som e aroma de sexo impregnando a casinha inofensiva. Sua mãe o mataria se descobrisse. Yoongi parecia fazer de propósito ao arrematar-se com tamanha força dentro de si, impedindo-o de prender os gemidos esganiçados entre os dentes.

– Eu não quero que se segure. – O menor soprara contra seu ouvido, congelando as investidas e rebolando seu quadril de forma audaciosa contra a repartição da bunda branquinha. – Quente. – Aprovara.

O outro decidira prosseguir com os movimentos, chocando sua parte traseira em direção à pélvis alheia e se satisfazendo quando o pênis tocara sua próstata e o obrigara a revirar os olhos.

Yoongi observava o traseiro engolir seu membro, recolhendo um pouco do pré-gozo que escapava de sua glande e melecando uma das bandas, em seguida a estapeando com força e se enchendo com a carne sedosa.

Sofria sensações indescritíveis ao lado de Hoseok e aquilo se agravara mil vezes ao fazerem sexo em meio aos brinquedos da irmã do garoto. Deixara-se penetrá-lo na velocidade desejada, encostando sua testa nas costas curvadas e gemendo arrastando à medida que a entrada se comprimia em volta de si.

Encontrava-se a beira do orgasmo que chegara a forma de jatos esbranquiçados para o Jung.

Viera logo depois, respirando com dificuldade enquanto se abaixava; seu nariz deslizando pela coluna orvalhada. Mordera o traseiro com lentidão, captando o miado dócil e recolhendo o gozo que escorria entre as pernas longas com sua língua.

Hoseok chamara-o uma última vez a tempo de senti-lo penetrar-lhe com o músculo úmido. A ação não se prolongara.

O menor se dividia entre olhar para os próprios pés e se aproximar do moreno, abraçando-o pela cintura e mascarando o rosto ruborizado contra o peito magro. Ouvia a respiração fora de ritmo, tal como o coração que saltaria para fora.

Assumira para si mesmo que as simples nuances faziam bem; que já não viveria mais sem os sorrisos bonitos do maior. Tivera essa certeza há anos, quando, pela primeira vez, olhara para o garoto com olhos divergentes de qualquer olhar existente.

Apenas a coragem lhe faltara.

Fitara os orbes negrumes, sorrindo pequeno e deslizando seu nariz pelo afilado do parceiro. – Eu sinto muito, não queria que nossa primeira vez fosse na casa de bonecas da sua irmãzinha.

O mais alto dera de ombros, sorrindo do jeito que apenas os olhos alheios compreenderiam.

Estava tudo bem.

– Está tudo bem, veja como uma oportunidade de ter feito o que sempre quis fazer comigo.

– Certo, você é um ótimo observador.

– Meus olhos são todos seus.

Poderia se arrepender ou gritar de vergonha contra o travesseiro quando se deitasse e pensasse no dia que tivera, mas Hoseok merecia ouvir o que tinha a dizer, mesmo que as palavrinhas doces fossem curtas, extremamente curtas.

Palavras bonitas fugiam de sua mente quando não estava escrevendo qualquer letra de música ao lado de Namjoon, mas aquilo não lhe parecia necessariamente palavras.

Eram sentimentos; o que sentia; o que revelaria.

O conjunto de palavras era significativa.

– Eu te amo, Jung Hoseok.

E era por conta disse que dissera apenas para a pessoa certa.




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