From Mariazinha


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From Mariazinha

Vamos começar pelo ano em que nos conhecemos, 2008, exatamente oito anos atrás, quando ainda éramos apenas lindos toquinhos loiros de seis aninhos de idade. Não que eu lembre muitos detalhes dessa época (mentira, lembro sim), mas sei que vim para o colégio porque sofria bullying na minha outra escolinha. Mal sabia eu que ia sofrer talvez até mais. Mas, pelo menos às vezes, zoações não importavam quando eu sabia que no meio daquele inferno, você estaria lá abraçando a "baleia" e dizendo que ela é bonitinha. Realmente, tenho lembranças ótimas do Nível B, que foi só o começo dos motivos para eu ser tão apegada a você. Provavelmente, 2010 foi um dos piores anos da minha vida, afinal, você não estava lá. E em 2014, realmente o pior ano, você esteve lá o tempo todo para me ajudar.
Queria te dizer que não importa se éramos duas crianças fingindo que namoravam ou se éramos melhores amigos, você sempre foi uma referência de “porto seguro”. Alguém que eu sabia que eu poderia me apoiar, pedir conselhos, receber um carinho. E finalmente, depois de tantos anos, eu sou madura o suficiente para entender o meu amor por você. Afinal, amor não se trata apenas de paixão.
Entendi que meu amor por você não tem nada a ver com estar apaixonada. Embora eu tenha gastado quase dois anos da minha vida achando que sim, percebi que é algo bem distante disso. Eu gostar tanto do seu abraço e acreditar que é o melhor abraço do mundo não significa paixão. É muito mais que isso! Afinal, não é como se eu amasse e sentisse falta apenas do seu abraço. Eu amo conversar com você. Amo que você confie em mim e conte as coisas que tem acontecido na sua vida. Amo que você me considere sua amiga. Amo rir com você. Amo você. Amo, junto com tudo isso, o abraço. Porque não é apenas um ótimo abraço. É o seu abraço, o abraço de um velho amigo que eu amo e admiro com todas as forças do meu corpo.
Passei um ano inteiro sofrendo por você, sabia? Triste, choramingando, e acreditando estar sofrendo porque estava apaixonada e não era correspondida. E só me sinto uma idiota, porque não tinha nada a ver com isso. Durante o 2015 inteiro, estávamos afastados. Nossa amizade estava abalada por algum motivo, e era isso que me deixava tão arrasada. Vou repetir mais uma vez que não tem nada a ver com paixão. Nada! Só estou tentando demonstrar o que eu sinto por você, mas é tão grandioso que é muito difícil colocar em palavras.
Luquinhas, eu realmente te amo. Como amigo, como irmão. Admiro você, confio em você, sinto um imenso carinho por você, sou completamente apegada a você e não conseguiria viver sem a tua amizade e sem a tua companhia. Então, por favor, nunca vamos deixar o mesmo erro de 2015 acontecer. Nunca mais quero me afastar de você outra vez e sofrer tanto por não ter mais o meu “porto seguro”, o abraço mais protetor do mundo e o meu melhor amigo perto de mim.
Sério, eu não posso viver isso de novo.
Obrigada por tudo que já me fez sentir e todas as vezes em que foi a melhor pessoa do mundo para me aceitar do jeitinho que eu sou e me consolar porque eu mesma não aceitava.
Amo você.

Escutando: Give Me Love

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