~Uchiha-Sakkyy

Uchiha-Sakkyy
Uchiha Hime
Nome: Manuela Oliveira
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: Olinda, Pernambuco, Brasil
Aniversário: 16 de Maio
Idade: 20
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Momento poético


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Momento poético

Olá a todos,
estamos aqui para um momento literário e o homenageado é o célebre escritor,Paraibano, Augusto dos Anjos. Sim, ele mesmo, o tão incompreendido poeta do "horror", classificado como simbolista, parnasianista, pré-modernista...
Talvez, um artista não devesse ser julgado apenas por um limitado número de características de uma época, mas pela obra como um todo e, nesse quesito, Augusto deve ser lembrado pelo conteúdo bem trabalhado, niilismo, presença filosófica e, principalmente, pela temática pesada e sombria, por vezes, escatológica. O que acaba afastando alguns leitores.
No entanto, custaria muito de nossas células neurais tentar compreender um pouco cada escritor? O ato de redigir vem da alma, nele colocamos nossos ideais, sentimentos e tudo o que somos, até mesmo, acontecimentos de nossas vidas estão lá, presentes em nossos textos (não que me considere uma grande escritora, na verdade, nem chego aos pés dos grandes mestres e o pouco que entendo de letras é devido a algum aprofundamento da época escolar. Sou engenheira durante o dia, moça de leituras com a chegada da lua).
A história desse grande homem foi marcada desde o início pela fraqueza física e pela tuberculose. Além disso, foi criticado, sofreu por amor e acabou sendo incompreendido pelo simples fato de ser NORDESTINO( odeio você, Bilac). Por isso, é natural ter um estilo tão sombrio e, ao mesmo tempo, original. Bem, sem mais delongas, aqui está um poema que consta entre os meus favoritos e se trata da formação de uma ideia e como a mesma é descartada pelo fato do ser humano não poder explicá-la.

A IDEIA
De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?

Vem da psicogenética e alta lua
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas da laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica...

Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No molambo da língua paralítica!

Escutando: Heaven's lullaby (piano)
Lendo: Eu e outras poesias
Comendo: Chá de maçã *---*

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