~Maori-san

Maori-san
Outsoar the Rainbow
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Cães


Postado

Antes de iniciar o jornal, gostaria de notificar que irei abrir um novo blog para expor meus pensamentos (Hehe, deve ser alguma terapia que num eu mesma estou sabendo) e quem sabe lá, você, que sempre lê meus jornais finalmente comente algo com suas próprias palavras (Percebi que meus últimos dois aqui no site geraram um repertório monstruoso no seu ciclo familiar.Pois é...Sua irmã não é lá discreta mesmo)Ok, here we go:


Filhotes, quando não induzidos à uma lavagem cerebral, aprendem com suas experiências.


Observe os cães de rua, em sua maioria SRDs originados de cadelas sem teto, (Me sinto culpada apenas por imaginar a cena, mas infelizmente não tenho ainda poder aquisitivo para inaugurar um abrigo de animais abandonados) como eles sabem que não devem ficar parados no meio da rua quando um automóvel se aproxima? Ou então, quando um ser humano avulso se aproxima, por que a maioria deles se encolhe relutante?



Após uma longa reflexão enquanto assistia inúmeros cachorros num bairro onde estou temporariamente vivendo, cheguei a uma teoria que até mesmo me surpreendeu.Não que nenhum sociólogo ou pensador contemporâneo também não tenha tido a mesma conclusão, mas é que para mim essa "coisa de observar" ainda é um tanto que...Nova.Diria até "pouco inexplorada".

Mas voltando ao contexto, acredito que esse comportamento animal não está apenas ligado ao instinto ou então à uma pré disposição genética. Cães abandonados, algum dia, já aprenderam por experiência própria que não devem se aproximar de automóveis, do contrário seriam atropelados ou surpreendidos com um estrondoso ruído chamado buzina. E a mesma regra vale para o segundo exemplo lá de cima:


"Não se aproxime do ser humano, eles são malvados" - Diriam, se pudessem falar.


Eles aprenderam com suas experiências.


"Ok Mary, mas por que você está escrevendo isso? "


Bom, posso dizer com grande arrependimento que nunca utilizei a mesma capacidade de observação com os seres humanos.


Não pretendo ser psicóloga, muito menos estudar assuntos semelhantes, e mesmo com os ricos conteúdos de psicologia que li em apostilas e livros universitários, nunca me questionei sobre a causa/razão ou motivo de certas atitudes particulares do ser humano.O primeiro que irei abordar aqui é o que mais me repugnava: a auto mutilação (Cortes nos pulsos, por exemplo).

Como dizem sábias palavras, o desconhecimento é a origem do preconceito.Eu não entendia e muito menos conhecia o assunto, julgando seus "praticantes" como exagerados, loucos e carentes, mas nunca parei sequer um segundo para ouví-los. Quando viajava com minha família e encontrava pessoas com cicatrizes evidentes em seus antebraços e pulsos, fazia piadas maldosas que, geralmente, magoavam-nas ainda mais. Hoje não pratico estes atos e muito menos julgo quem os faz, porém ao menos já posso compreender e, especialmente, ouví-los.

O segundo, nem por isso menos importante: o suicídio.


Well, ambos assuntos são um verdadeiro tabu, mas nós humanos conseguimos ser tão absolutistas e orgulhosos que repelimos qualquer argumento contrário. Falando por mim mesma, sempre achei o suicídio uma atitude covarde e carente, mas nunca fui submetida à uma torturante masmorra psíquica ao ponto de pensar em tirar minha própria vida...Ao menos, não nos primeiros dezessete anos.

O terceiro, igualmente polêmico, o uso de drogas e álcool.

Já tive amigos usuários desde nicotina até o crack, mas nunca fiz uso de nenhuma substância química além de remédios devidamente receitados. E por incrível que pareça, julgava meus próprios amigos com típicas frases superficiais: "Isso vai te matar", "Você é um escravo disso", "Não consegue nem controlar sua ansiedade". Mas nunca soube a verdadeira razão de seus vícios, que eram mais graves do que uma simples "Crise de ansiedade".


Ironicamente foi preciso estar emergida em angustiantes situações para me deparar com a súbita tentação de me redimir a qualquer um dos atos acima, em particular o suicídio. E apenas passando pelos possíveis "mesmo problemas" que o destino se vingou, relatando que eram apenas meus exageros, ansiedades, carências...loucura.


E a tentação de aliviar qualquer um desses sintomas foi longa e predominante, mas graças a Deus resisti até o final.


Aprendi a lição, especialmente por cobrar da sociedade por menos preconceito e agir hipocritamente na mesma direção da correnteza.


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