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Meu distúrbio alimentar


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Meu distúrbio alimentar

Você pode tocar em uma força que você nunca soube que tinha
Você pode respirar em sua fé, não importa onde você está
Basta fechar os olhos e mudar sua vida
Como o ar


Para uma pessoa que nasceu quase considerada obesa, meu peso e aparência sempre foi uma coisa preocupante para mim, na minha cabeça eu era gorda. Conforme eu crescia e via que todas as garotas eram mais magras e baixas, eu disfarcei o que podia pra ser igual, encolher a barriga tava na lista, não comer perto delas e chupar as bochechas que sempre foram cheinhas para dentro também. Isso era sinal de algum distúrbio alimentar? Antigamente eu nem sabia o que era isso, eu era doente e nem sabia.
Eu entendi o conceito disso tudo quando, aos 15 anos, eu perdi vinte quilos sem perceber e desmaiar na secretária da escola ainda no primeiro ano do ensino médio. Quando eu recobrei a minha consciência, todas as pessoas que estavam no local na hora me rodiavam e diziam que eu fiquei muito tempo desarcordada — tempo demais pra um desmaio comum e que já estavam a chamar uma ambulância.
Claro que a partir daí, eu recuperei o peso e consegui me alimentar normalmente e tudo correu bem por um tempo. Quando a minha depressão chegou em um ponto muito alto eu entrei em tratamento — quando eu fiz 19 anos — e a essa altura o meu peso havia se alterado um pouco.
Eu dizia para a minha psicóloga que eu me sentia bem comigo mesma, que apesar da minha mãe reclamar que algumas das minhas roupas não me serviam mais e que eu devia emagrecer, que eu estava bem com isso e não me incomodava com o corpo que eu tinha, eu dizia porque eu achava que se eu mostrasse que estava confiante sobre mim eu iria acabar me sentindo assim de verdade.
Eu levei esta teoria comigo mesmo depois de deixar o meu tratamento, foi fácil me sentir confiante quando eu não precisava sair na rua e as pessoas não me viam, não viam o meu corpo e meu peso estava seguro. Ninguém julga-me, ninguém me olha mas na minha mente as pessoas reparam em cada passo meu e eu me sinto envergonhada quando preciso usar shorts ou quando tenho que encolher a barriga, me sinto envergonhada por não ter o corpo que eu sempre quis ter.
Não é errado ser quem você é, não é errado ser magro/a demais ou gordo/a demais, mas eu sinto que pra mim é; é uma questão psicológica, está tudo na minha cabeça voltando toda vez que eu sinto vontade de chorar quando chamam-me para o almoço e jantar, quando perguntam se eu comi e quando me oferecem comida e insistem para que eu aceite.
Distúrbios alimentares atingem milhares de jovens e mulheres em todo o mundo, não faça de uma doença que precisa de atenção um tabu.













Escutando: Rise - Selena Gomez

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