~Maxinne

Maxinne
Alter ego
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A beira do abismo


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A beira do abismo

Estou à beira de um abismo. De repente tudo deu errado, a minha mentira veio à tona. Eu menti tanto que acreditei na minha própria mentira. Acreditei que era uma garota normal, que piada! A grande questão é que estou fadada a infelicidade. Está tudo errado, essa não sou eu. Meu passado não ficou para trás, a sicatriz em meu peito está tão aberta quanto no dia que foi feita. O estado é deplorável até para minha aceitação. Já estive à beira desse abismo outra vez, um dia, há três anos atrás, pedi a Deus que me tirasse da terra, que abortasse minha missão já que eu não tinha coragem de fazê-lo. Dias depois veio a resposta, acordei paralisada nem a cabeça conseguia mexer. Minha vontade estava sendo feita, desmaiei mas como devem saber, quando se desmaia continua escutando o que acontece ao redor. Me socorreram para o hospital mais próximo,  no caminho o choro desesperado da minha mãe fez me arrepender de ter sido tão egoísta. Os dias que se seguiram só fizeram eu ver o quanto meu pedido machucou a minha família, todos estavam sofrendo. Rezei novamente para que Deus me perdoasse, a médica achava que era câncer e isso só aumentava o sofrimento, minha dor dobrou de tamanho. Por que eu quiz isso? Porque àquela sicatriz aberta estava ainda mais profunda, eu tinua magoado outra pessoa e com ela tinha piorado meu estado que já era ruim. Agora outra vez estou aqui, sem saber se pulo ou se dou meia volta! Não consigo lidar com isso, não consigo aceitar a infelicidade como parte de mim e isso me afunda numa areia movediça,  Quanto mais me debato mais eu afundo. Eu não faço algo que gosto, esta muito longe disso, faço direito pelo salário que receberei. Vou concluir o curso em nome da minha auto preservação, preciso de uma coisa que só o dinheiro pode me dar, segurança. Para a minha desgraça é um caminho que sou obrigada a trilhar só, pois em nome da minha auto preservação já machuquei quem amo e não vou fazer isso novamente, seria aprofundar mais aquela ferida. Por isso menti, disse a mim mesma que não gostava de quem gosto, escondi em baixo de sete capas, e atrás de outro cara, porquê simplesmente não quero machucar o homem que gosto. Que ele seja livre pra amar e ser amado, realizar seus sonhos com outra, já que eu não sou mulher para ele. Antes que pense que estou louca considere, a pouco tempo tive um namorado, a quem amava muito, e a quem me decepcionou muito também.  Mas de certa forma eu fui desleal, escondi ele da minha família e ainda saí da vida de da mesma forma que entrei (como um relâmpago). Fui ruim mesmo com todo o amor que me sufocava, todo o amor que ele sentia e provava que sentia, não foi suficiente para me fazer resistir a ânsia de ferí-lo como eu achava que deveria. Todos os caras que fiquei depois dele (os dois), fiz a mesma coisa só que ainda mais rápido, apareci como um relâmpago e sumi do mesmo jeito. Até quando percebi que o meu melhor amigo havia me conquistado, que as brincadeiras eram mais reais do que eu queria, e pior ainda, ele sentia o mesmo embora não soubesse o que isso significava. Aos poucos fui mudando quem ele era, não estava confortável com isso, e agora percebo o que eu fiz. Eu (mais uma vez) destruí tudo. Por isso estou à beira do abismo junto com todos os eus alter egos, a garotinha, a adolescente e a universitária. Todas sofrendo da mesma forma. Todas vendo o que causamos e quanto isso pode ser terrível, eu não queria machucá-lo, mas não fiz outra coisa. É por isso que prefiro manter a distância,  pra evitar que eu destrua aqueles com quem entro em contato. As aulas vão começar logo e vou ter no que focar, enquanto trabalho na aceitação do que minha mãe diz, tenho que conviver comigo mesma já que,   segundo ela, vou morrer sozinha.*Esta conta será desativada.*


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