~Maxinne

Maxinne
Alter ego
Nome: Thay
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: Indisponivel
Aniversário: 14 de Janeiro
Idade: 19
Cadastro:

True Friend.


Postado

True Friend.

Estava eu mais uma vez nesse mês acordada a uma hora dessas, assistindo a 7ª temporada de House. Concluí que eu não sou uma boa amiga. Na verdade acho que me definir como amiga é uma tarefa difícil pra algumas pessoas, ou pelo menos deveria ser. Eu tenho uma capacidade de acabar com qualquer relacionamento afetivo de diferentes ordens, namoros, amizades, flertes, posso destruí-los com tanta facilidade que me admira existência dessas situações na minha vida.
Sempre tive em mente, principalmente no decorrer da minha vida, de que deveria ficar sozinha. Não que eu seja capaz de machucar alguém, longe de mim. Simplesmente porquê ninguém precisa de mais um problema como eu, ninguém precisa lidar comigo arrasando momentos, ou sistemas emocionais, não é obrigação de ninguém.
Eu percebi que nunca seria capaz de ser uma amiga para alguém como House foi para o Wilson, por exemplo, quando ele recebeu a notícia irônica de que o oncologista ia precisar de um oncologista House estava lá. Ao passo que quando Wilson teve certeza que ia morrer, ele se meteu num incêndio que teve uma única vítima trocou seus registros dentários com os do defunto e morreu para a sociedade, mas para o seu velho amigo, ele propôs cruzar o país sobre motos. Eu não faria isso nem pela minha mãe, me desculpe. Nem pelo meu pai que são as pessoas por quem tenho amor. No máximo ficaria dopada uma semana e encheria a cara algumas vezes por ano. Outro exemplo? Quando a treze estava sofrendo por ter tido que aplicar a eutanásia no próprio irmão que tinha a doença de Huntington assim como ela, ele estava lá. E viu o quão angustiada estava pela presença da morte que se aproximava, finalmente prometendo que a mataria quando ela quisesse. Trazendo de certa forma um consolo, ela não estaria mais sozinha quando seu triste fim chegasse, e também não sofreria tanto com uma doença tão cruel. Eu não seria capaz de fazer o que ele fez. De me doar a uma outra pessoa totalmente.
Pode ser que no meu chip não tenham incluído doação ilimitada aos sentimentos. A forma como "limpo" a minha vida é no mínimo questionável. Se um amigo deixa de falar comigo? Que se dane! Nem o procuro. Aconteceu recentemente. Se uma pessoa me insulta, mesmo sendo da minha família, vou devolver da pior e mais crua maneira possível. Meus sentimentos são algo como um botão, posso ligá-los e desligá-los basta querer. Mas minha mente se mantém refletindo. Nos últimos anos, saí e entrei na vida de muita gente, saindo mais do quê entrando. Eu simplesmente sumo. Alguns eu até mantenho por perto, me esforço, tenho o mínimo de lealdade. Mas a outros eu deixo pra trás como uma pedra que se tira do sapato, basta me incomodar uma vez. Minha mãe diz que vou acabar sozinha, a pergunta certa é: Será mesmo que eu me importo com esse fim?
Um brinde a Gregory House, o amigo que eu nunca serei capaz de ser!

Assistindo: House M.D

Gostou da Jornal? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...