Ainda é medo para dizer que é tarde...


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Ainda é medo para dizer que é tarde...

Era uma vez uma menininha que sonhava em ser grande, uma garota pequena de longos cabelos castanhos que tentava ser alguém.

Crescia em um castelo sem torres, feito de tijolos e protegido por uma muralha de nem dois metros feita por ferros trançados em uma cor avermelhada já começando a enferrujar, com janelas pequenas e um jardim mal cuidado, seu lar nunca teve um dragão por muito tempo para proteger o castelo devido a mãe do rei nunca gostar do trabalho que eles davam, ao longo do tempo dois dragões moraram na casa da menininha, Pandora e Ozzy, a mãe do rei levou eles separadamente em sua carruagem de metal das uma volta. Eles nunca mais voltaram.

A pequena menina cresceu em meio ao caos que se escondia no castelo, mas ela foi forte e se agarrava ao seu sonho, ela queria ser grande.

A garotinha então criou seu próprio mundo, e nele se perdeu.

O tempo passou, mas ela nunca conseguiu encontrar o caminho de volta do seu próprio mundo. As pessoas ao redor reconheciam que a pequena garota era diferente, mas ninguém a tentava entender, sequer aceitavam. Nunca houve uma pessoa que compreendesse que essa diferença na garotinha era a sua própria grandeza que se escondia dentro dela, mas a rainha sempre enxergou essa grandeza na pequena menina, orava todas as noites pelo sorriso da pequena.

A menina guerreira cresceu sob espinhos grandes e cheios de veneno, pisou muitas vezes neles, até que quando pisava seu corpo era tão acostumado... que sequer sentia a dor mais uma vez, seu corpo, sua mente não reagia mais como a sociedade esperava que ela fosse, seu consciente gritava mas seu coração insistia em pisar sempre em mais espinhos testando o limite o limite tênue do seu corpo, até que a garota, que era em perdida eu seu próprio mundo, enlouqueceu, mas o tempo passou.

Sua loucura era sua sina, suas ideias eram fogo, incendiavam por onde passavam, deixavam rastros gloriosos, sejam de destruição quanto de alegria, a menina era o extremo, sempre um todo, nunca um meio.

Se a menina continua sozinha? Não sei te dizer, talvez nem ela mesma, mas de uma coisa posso afirmar, este ainda não é um fim, é um começo.

Escutando: Lifehouse- Broken
Comendo: pinhão *0*
Bebendo: chimarrão u-u

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