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Harém é minha paixão
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Aniversário: 19 de Setembro
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A Laranjeira e o guerreiro


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A Laranjeira e o guerreiro

Era uma vez, em um mundo jovem em que as fadas cruzavam as frondosas florestas do sul, as árvores davam conselhos e os animais falavam, havia um bravo guerreiro nômade que todo ano cruzava o mundo em direção ao oceano para ver de longe a distante ilha flutuante do norte, despontar no horizonte.
Nela vivia uma jovem Laranjeira que uma vez a cada ano, na primeira lua cheia, se libertava de sua casca de madeira e assumia sua forma humana para cantar para a lua e nadar com os animais marinhos. Ele amava a Laranjeira, mas não sabia nadar, assim apenas se sentava na praia e assistia a diversão de sua bela amada do outro lado.
Ela esperava ansiosa por seu observador, todo ano, solitário e distante, na longínqua praia do continente. Ela não podia se afastar da sua ilha e ele nunca vinha até ela. Naquela noite, porém, quando a lua nasceu e ela assumiu seu corpo humano, pediu a deusa da noite que trouxesse seu perseverante guerreiro até ela, uma única vez, para poder tocá-lo.
A deusa e a lua se compadeceram de sua angustia. A Laranjeira só tinha uma noite a cada ano para si mesma, em todo o seu tempo restante ela ajudava a natureza a seguir equilibrada. Floria para perfumar o mundo, dar néctar às abelhas, forrar o chão da mata para outros animais. Então frutificava, servia de alimento aos seres da ilha e seus habitantes ocasionais. Até mesmo no inverno ela estava ali, firme com seus galhos para abrigar os desavisados. Ela merecia aquela graça. Ela merecia se encontrar com o guerreiro.
Então, bondosa, a deusa da noite pediu aos animais do mar, que fizessem uma ponte com suas caldas para que o guerreiro pudesse atravessar as águas seguramente.
Todos colaboraram, pois sabiam que a jovem Laranjeira não demonstrava, mas ficava muito sentida por ele nunca ir até lá.
A ponte foi feita em pouco tempo e assombrado, o guerreiro percebeu que finalmente poderia ver de perto o objeto de sua devoção. Mas a lua do alto lhe avisou que para ir a ilha não poderia levar armas nem armadura. Para chegar à Laranjeira, ele teria de ir sem posses. Imediatamente o guerreiro se desfez de sua armadura, sua espada e sua lança e se encaminhou para a ponte viva que o levaria até a pequena ilha mágica.
A Laranjeira, ansiosa, não se cabia de felicidade ao ver seu guerreiro vir até ela, trançou seus fios brancos e longos e saltou para o mar ao seu encontro. No mar, a Laranjeira ganhava calda e velocidade. No mar, ela reluzia brilhante como uma estrela do céu.
Encontraram-se no meio do caminho.
Seus olhares se tocaram e os dois, como um só corpo, congelaram naquele instante onde tudo ralentava e tornava-se mágico. Descuidado e enfeitiçado pelo sorriso ofuscante da sua amada, ele se desequilibrou e caiu no mar.
A Laranjeira tentou pegá-lo, mas era etérea e imaterial fora da ilha. Assim, os dedos dele escorreram pelos dela e ele afundou nas águas profundas.
Desesperada a jovem mergulhou atrás dele tentando agarrá-lo de qualquer maneira, sem conseguir. Os espíritos do mar choraram por ela, mas nada podiam fazer. Ela gritava por ele, mas quando chegou ao fundo, já não tinha vida. Era um corpo frio, mortal, vazio.
Despedaçada pela dor, ela pediu por ele, sabia que tinha sido sua culpa, ela precisava trazê-lo de volta, ela o amava.
Os animais ofereceram ajuda, levaram o corpo do guerreiro até a praia da ilha e ali, de novo humana e material, ela tentou despertá-lo, sem sucesso. Ela chorou sobre seu corpo e a noite tentou consolá-la tornando-se suave e quente, sem sucesso.
Então, solitária e triste ela cavou aos pés de sua árvore até alcançar suas raízes profundas e deitou o corpo do guerreiro ali, sobre sua proteção. Suas raízes abraçaram o seu amado até envolvê-lo em um casulo. O céu chorou pelos dois, as estrelas derramaram uma cascata de brilho tênue para cobri-lo com seus poderes noturnos e a deusa da noite cantou para sua alma perdida. A terra nutritiva o recobriu lentamente e até o amanhecer todos esperaram preocupados pela laranjeira em seu retorno ao seu corpo vegetal.
O sol percebendo o que acontecia, jogou seus raios com intensidade sobre o a árvore, chamando a natureza do dia para ajudá-lo. Um arco íris surgiu das águas e recobriu o casal ofuscando com todas as cores do mundo a pequena ilha que partia rumo ao mundo mágico distante.
Então o impensável aconteceu.
Ambos, a Laranjeira e o guerreiro de fundiram em um só, foram erguidos aos céus através do arco-íris e então escorregaram para o mar. Dentro das águas eles ganharam nova vida, se separando, mas unidos dessa vez pela mesma alma.
Agraciados pela noite, pelo dia e pelo mar. Pela lua, pelo sol e pelas estrelas a serem dois corpos e uma só alma, unida pelo poder do amor que transcendeu distância, forma, tempo e morte.
Laranjeira e o guerreiro, agora tinham uma segunda chance e a tarefa de proteger na terra ou no mar os apaixonados que antes se perdiam e agora renasciam, como eles e com as bênçãos do mundo, almas gêmeas.



Gente, como esse conto de fadas é pequeno resolvi postar como jornal hehe
Só para dar um ar docinho para vcs nessa noite :D!
Tenham bons sonhos!!!


Beijinhos!


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