~NikyNeko

NikyNeko
I'm not strange, I'm special
Nome: Nicole
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil
Aniversário: 26 de Março
Idade: 16
Cadastro:

Feel Something


Postado




# Nome:
Kadja Hoshizora

*Significados:
Kadja - "Pura", "Abençoada" (Originou na Grécia Antiga, como forma reduzida do nome russo "Jekaterina")
Hoshizora - "Céu estrelado" (Sobrenome que tem por parte do pai, que é originalmente japonês)

# Idade:
18 anos - 27 de janeiro (Aquário)

# Nacionalidade:
Russa

# Aparência:




Mostrar Spoiler: Imagens Extras




*Kadja tem cabelos platinados, repicados e sedosos, que vão pouco abaixo do final de sua nuca. Quando o sol bate o pequeno brilho em seus cabelos faz parecer que são realmente prata pura derretida. Ela tem a pele tão branca que, no meio da neve, talvez ela ficasse camuflada. A única coisa que salva sua pele de ser pálida é que Kadja é naturalmente corada nas bochechas, e seus lábios, pequenos e levemente carnudos, também são avermelhados. Seus olhos azuis são semelhantes à pedras preciosas e são tão limpos que literalmente refletem aquilo que vêem. Seus olhos são emoldurados por realmente longos cílios e sobrancelhas cinza-escurecidos. Seus traços, tanto de seu rosto quanto de seu corpo, são delicados e suaves e ela é uma garota bem magra, com curvas medianas que realmente não se destacam. Ela tem 1,69m de altura, o que, para os padrões japoneses, é razoavelmente mais alta que as demais.

# Personalidade:
Kady é madura e amável, possui uma enorme gentileza e esbanja um ar alegre e confiante. Ela é aquela garota que você simplesmente não consegue odiar. Ela tem uma extrema tolerância, e mesmo que você seja grosso, rude ou faça algo com a intenção de machucá-la ela ainda vai te dar um sorriso triste e um "bom dia" no dia seguinte. Não é uma razão realmente pura, ela simplesmente não liga, sempre foi muito boa em desistir do que não pode ter e se recuperar ao perder algo que lhe pertencia. Mas, mesmo que seja por essa razão, esse jeito que ela possui de aceitar todos da maneira que são, com suas peculiaridades e defeitos, é o que faz ser tão difícil odiá-la. Mas não se deixe enganar, quanto mais ela se importar com você mais irritadiça ela vai se tornar.

Desde pequena, talvez por sua maturidade, ela sempre foi muito desapegada com suas coisas e pessoas que gostasse. Se ela perdesse seu brinquedo favorito ela ficaria triste, mas se recuperaria rápido, e caso algum de seus amigos à traísse ou deixasse de gostar dela ela simplesmente aceitaria, mesmo que deprimida, e superaria rápido. Ela não se lembra de ter algo tão importante que não sobreviveria sem ou não superasse abrir mão. As únicas coisas que ela considerava mais importante que tudo eram seu pai e poucas pinturas as quais se apegasse (seus avós entravam na lista, mas ela teve que superar como teve que viver sem eles). Ela pensava que, como as coisas vem e vão, você não pode se apegar a elas.

Energética e hiperativa, ficar sem fazer nada, para ela, é algo impensável (ela se sente aflita apenas de ver Shuu dormindo o dia inteiro e sempre tenta se segurar para não queimar aquele maldito sofá e lhe arrastar para o lado de fora, para ele sentir o vento e o sol no rosto). Talvez por ser muito positiva ela costuma ver beleza em cenários que você pensa serem piores que o inferno (claro, ela vê as partes ruins, mas percebe as boas também, por mais escondidas que estejam). Ela passa aquela sensação de que tudo vai dar certo e sorri mesmo se o mundo estiver acabando, não porque acha que tudo vai passar ou porque sabe que vai para um lugar melhor, mas porque, se ela sorri, mesmo que seja apenas na confusão, todos ao seu redor parecem se acalmar. Forçar um sorriso raramente lhe alegra, mas alegra as pessoas ao seu redor, por isso nunca abre mão dele.

Ela consegue ser bem lerdinha na maior parte do tempo, porque pensa demais e acaba se distraindo facilmente. Ela demora à entender plenamente a situação, se focando muito em detalhes pequenos e juntando todo o quebra cabeça antes de finalmente descobrir as respostas (diferente de muitos, que formam metade do quebra-cabeça, descobrem a imagem e desistem de continuar) e suas reações são realmente muito atrasadas, mas quando entende a situação ela à entende por completo, muito mais profundamente que os outros. Mas mesmo com essa profundidade ela ainda vai esquecer rapidamente tudo que analisou depois que a situação for resolvida. Sua memória não é das melhores.

Extremamente desastrada, ela realmente seria capaz de tropeçar no ar, mas ainda assim consegue ser muito sortuda (ela é daquelas que tropeça e cai em cima de uma nota de 1000 Ienes). O fato de ela ser lerda não significa que ela é burra e, sim, distraída (inclusive, ela aprende muito rápido e é muito inteligente, mesmo que sua absorção de conhecimento por osmose fuja de suas memórias quase tão rápido quanto entrou), mas ela compensa sendo bem esperta e quase sempre sabe o que fazer. A única coisa pra qual ela não é lerda é entender quando o clima está pesado ou quando alguém está irritado ou deprimido (mesmo que ela demore a entender o porque, por mais óbvio que seja).

Com um enorme senso de liberdade, em sua cabeça ela viaja para o passado e o futuro, sendo extremamente instável. Apesar de, com sua independência, ela pareça estar com os pés firmemente no chão, em sua cabeça ela viaja por universos que um simples humano não conheceria. Em todos os momentos que se distrai ela provavelmente está sonhando acordada. Digna de confiança, uma vez que ela te faça uma promessa ela vai se recusar à descumpri-la, e quando considera o que é a coisa certa a se fazer sempre vai se recusar à agir diferentemente dela.

Ela é uma garota muito simples cujo estilo de vida pode ser bem caseiro, de forma que ela até parece uma "dona de casa" por seus passatempos incluírem limpar, arrumar, cozinhar entre outras tarefas caseiras (mas ela definitivamente não consegue ficar em casa sem fazer nada). Ela na verdade gosta muito de sair de casa, mas não considera uma necessidade (mas se derem alguma ideia para ela com certeza ela vai sair). Ela é prática e a pessoa menos fresca que você vai conhecer em questão de vaidade (não, não é um elogio, ela é daquelas que pode sair de casa com calça de moletom, chinelo e uma blusa de pijama no meio da noite para ir na loja de conveniência), mas é extremamente fresca quando se trata de natureza. Aproxime qualquer inseto dela que ela não vai se aproximar mais de 10 metros de você (ela não tem boas experiências com eles... ela já acordou com uma aranha no rosto e um grilo já pulou em sua boca quando ela bocejava, sua sorte não se estende aos insetos, que ela não sabe se a amam ou odeiam).

Ela sinceramente tem muito pouco carisma. Ela é tão boa em convencer as pessoas a fazer algo quanto um coelho é bom em convencer um lobo á não comê-lo. Mesmo que o que ela fale tenha todo o sentido do mundo ela é péssima em fazer os outros, que não á conhecem, prestarem atenção no que ela diz (apesar de que, com quem ela conhece, ela consegue ter um pouco de credibilidade). Ela quase nunca vai com a multidão e gosta de tomar suas próprias decisões sem se deixar levar pelo fluxo. Ela é determinada, mas não persistente e não é daquelas que insiste na mesma estratégia se essa já falhou mais de uma vez.

Graças a sua criação com um pai católico ela se tornou uma garota religiosa, mas ela realmente não deixa isso óbvio (a não ser que pergunte á ela pode viver sua vida inteira achando que ela é atéia), mesmo rezar ela o faz em silêncio, sem chamar muita atenção, ao acordar, antes de comer ou dormir e nas poucas situações que ela está dependendo da sorte e acha que precisa de ajuda divina. Justiceira, ela não suporta atitudes desonestas, abusos ou injustiças e luta contra isso com unhas e dentes. Não pense que, porque ela é calma e amável, ela vai ficar encolhidinha esperando alguém resolver o problema. Ela sabe que, no tipo de mundo que vive, não existe uma coisa tão linda quanto "tudo pode ser resolvido na conversa". Algumas pessoas, se você conversar com elas, sequer vão prestar atenção e vão rir da sua cara. Alguns já sabem que estão errados e continuam porque querem se divertir e não ligam pro resto. Como convencer alguém assim? Esse pensamento seria apenas inocência. O mundo é difícil e apenas ter fé de que tudo vai dar certo não vai concertar nada. Tente fazer certo o máximo que puder da maneira certa, e se não houver outra escolha busque outra maneira de resolver. Seu pai lhe dava longos sermões graças a esse pensamento e é justamente por pensar assim que ela não parece em nada com uma pessoa católica (que costumam ser religiosos radicais).

Apesar de não parecer ela é muito orgulhosa e fica bem emburrada e irritada quando tentam lhe diminuir (claro que ela vai até tentar deixar passar, mas não garanto que ela não vai ser sarcástica, irônica e cínica com você por algum tempo). Apesar de parecer, timidez é algo que ela não tem. Acho que sua tolerância ajuda com isso, mas antes de conhecer Shu ela nem sabia o que era corar (ela sequer reage às provocações de Laito). Outra hipótese é que ela nunca leva o que homens dizem a sério (porque brincam muito) e portanto sempre acha que estão brincando e reage dessa forma, como se estivessem brincando com ela e não importasse o que dissessem.

Kady é aquela pessoa que sofre em silêncio, porque mostrar seu sofrimento não faz doer menos e prejudica aqueles ao redor. Ela pode ficar incrivelmente fria (literalmente, muitas pessoas nem entendem o que está acontecendo no começo) quando está irritada ou tem seu orgulho ferido e passa a ignorar abertamente quem quer que a irritou, trocando apenas palavras essenciais, geladas, com a pessoa até se acalmar (ou seja, quando a pessoa se arrepende ou paga pelo seu erro). Mas a raiva dela não dura muito e ela dificilmente guarda rancor (a não ser que a pessoa alimente sua raiva. Nesse caso ela vai fazer coleção de rancores quanto a pessoa)

Ela é amigável e simpática, realmente sempre tenta ser sincera, mas as vezes ela tem muitos problemas medindo suas palavras para não ser grossa ou malvada. Ela até poderia mentir, mas nas manias dela você vai ver que é meio... óbvio. Ela é boa em entender como as pessoas se sentem e como a cabeça delas funciona, e por isso ela raramente diferencia alguém ou considera as pessoas "boas" ou "ruins", apenas acha que todas são incomuns de sua própria maneira e não os julga até considerar que os entende. Ela se assusta fácil, mas é corajosa o suficiente para não fugir (mas ela vai agarrar qualquer coisa próxima, nem que seja uma almofada, na tentativa de manter seus pés no lugar, mas ela não costuma fazer drama e dificilmente entra em desespero, ou melhor, demonstra que entrou). Kady é como o mar. Suave e terna, mas ainda determinada e decidida. Quando "brava" ela vai te acertar várias vezes, uma depois da outra, rompendo seu escudo e te envolvendo em suas águas.

# História:
Kadja literalmente nunca viu a mãe. Quando a garotinha abriu seus olhos pela primeira vez já fazia tempo que sua mãe estava morta. Kady nasceu na Rússia. Sua mãe tinha câncer, mas sua condição foi descoberta quando já estava grávida. A quimioterapia poderia salvá-la aquela altura, mas mataria a garotinha que esperava com ansias e, depois de muita discussão em família, Natasha decidiu, praticamente sozinha, não fazer a quimioterapia. Foram 5 longos meses de tortura constante, sem poder utilizar remédios para reduzir a dor, que poderiam causar danos permanentes na garotinha, e sendo forçada a comer e engolir o vômito, para garantir que sua filha receberia todas as vitaminas que precisasse. Natasha já estava em suas últimas quando Kadja finalmente nasceu. O pai de Kady, Touma, viu o último sorriso de sua esposa que segurava sua tão esperada criança e a mulher finalmente morreu depois de algumas horas desacordada.

Touma desapareceu após a morte de Natasha, deixando a filha nas mãos da sogra. Ele era capaz de cuidar dela, mas se sentia incapacitado de amá-la e lhe deixou por piedade da criança, para que não crescesse com um pai que não lhe amava. Kadja viveu com os avós até os 5 anos sem realmente saber quem ou como era seu pai, mas não fazia realmente diferença pra ela. Considerava perfeitamente normal sua vida com os avós, afinal, ela não conhecia outra. Ambos lhe amavam muito e lhe cuidavam com muito carinho. Sua rotina era acordar com as músicas que sua avó colocava para tocar de manhã, tomar café da manhã, "ajudar" o avô com as palavras cruzadas do jornal (ele tentava fazê-la acreditar que ela que estava lhe ajudando a lembrar as palavras), ir na casa dos vizinhos brincar com as crianças de sua idade (com uma pequena pausa para o almoço), jantar enquanto contava o que havia descoberto durante o dia e a avó lhe colocava para dormir cantando histórias de ninar. Ela era uma garota corajosa, curiosa e alegre. Ela descobriu seu amor pelos desenhos quando sua avó ficou doente, enquanto ela tinha 4 anos, e como ela não podia sair de casa Kadja desenhava a paisagem do lado de fora e lhe mostrava. Durante aquele mês seus desenhos ficaram cada vez mais detalhados (não melhores, apenas com mais coisas, como um pássaro na árvore por exemplo).

Pouco depois de fazer 5 anos um homem estranho bateu na porta de casa. Seu avô estava tirando uma soneca e sua avó fazia o café da manhã, então ela foi atender a porta. O homem lhe cumprimentou com um sorriso, que ela devolveu, mas diferente do que ela esperava ele não pediu para entrar. Ele se ajoelhou em frente a ela e começou a fazer perguntas sobre sua vida, que ela respondeu alegremente. O homem, com um sorriso culpado, colocou as mãos nos ombros da garota e encarou o chão, suspirando aliviado e parecendo prestes a chorar. Ele apenas disse "Graças a Deus". Poucos segundos depois sua avó surgiu na porta e, assustada, lhe puxou pra dentro e pediu para ela ir desenhar no quarto. Sua avó não lhe chamou por um bom tempo e seu avô lhe trouxe seu café e ficou brincando com ela, evitando suas perguntas sobre o homem. O que pareceu mais de uma hora depois sua avó entrou no quarto e pediu ao companheiro que saísse e deixou o homem estranho brincar com ela, depois de lhe mandar um olhar irritado.

O homem brincou e conversou com ela o dia inteiro, parecendo muito interessado em sua vida e nas coisas que gostava. Ele perguntou lugares aos quais ela gostaria de ir e disse que poderia levá-la. Era divertido brincar com ele, mas seu olhar era estranho. Emocionado demais. Mas ela deixou isso passar. Ele jantou lá e foi ele que a colocou para dormir ao invés de sua avó. Quando ela já estava na cama ele se ajoelhou e finalmente pareceu ficar sério. Ele lhe contou da maneira menos desconfortável possível que era seu pai e que, mesmo que tivesse ficado longe por muito tempo, agora ele prometeria ser mais presente. Ele parecia se sentir realmente culpado e pediu desculpas, ela o perdoou com um sorriso inocente e despreocupado que apenas uma criança poderia dar, ela apenas não queria que ele ficasse mais com aquela cara de choro.

Seu pai se mudou para as proximidades e lhes visitava todos os dias e sua avó foi aos poucos o perdoando. Touma parecia uma pessoa diferente. Ele era um ateu de primeiríssima categoria quando conhecia Natasha, mas confiar em forças divinas foi a única coisa que o permitiu amar a filha independentemente do ocorrido 5 anos atrás e agora ele queria se reconciliar. Ele era muito mais calmo e amável do que antes. Alguns anos atrás ele ligava apenas para o trabalho e a esposa, mas agora ele parecia colocar suas prioridades em um lugar diferente. Antes do fim do ano ele conseguiu convencer os avós de Kady à lhe deixar viver com ela e a garotinha, que simplesmente não tinha escolha, ficou feliz apenas com poder visitar os avós frequentemente. E mais, ela não queria deixar o pai. Por mais estável que ele parecesse ela tinha a sensação de que, sozinho, ele poderia quebrar. Ele fez um desenho assim que na época era impossível de entender, o pai feito de cacos de vidro.

Como qualquer criança ela se adaptou muito rápido. Logo era como se sempre houvesse vivido daquela forma. Sentia falta das músicas de manhã cedo e achava as missas que os pais lhe levava muito chatas, mas não conseguia lhe dizer que achava que aquilo era bobagem. Além disso ela entrou no jardim de infância logo depois e sua cabeça estava cheia de outras preocupações. Ela visitava os avós duas vezes por semana após as aulinhas e o pai lhe buscava a noite. Ela evoluía cada vez mais em sua arte e seus professores sempre lhe parabenizavam. Ela era sociável, amável e educada, então seu pai nunca recebia reclamações sobre ela.

Ela viveu normalmente até os 11 anos. Sua avó morreu quando ela tinha 9 quando sua doença, a mesma que matou sua mãe, voltou subitamente e ela e seu pai passaram a viver com seu avô que já era muito velho pra viver sozinho e ela não queria que ele se sentisse solitário. Ele ainda tentava manter o sorriso e a alegria que costumava ter, mas era óbvio que estava enfraquecido. Aquela época foi provavelmente quando ela deixou a crença do pai lhe dominar também. Era muito confortável. Quando não havia nada que ela pudesse fazer, acreditar que alguém capaz de tudo seria capaz de lhe ajudar era reconfortante. Quando fez 11 anos seu avô já parecia estar melhorando e estava quase igual a como era antes de a esposa morrer (talvez as mulheres dessa família estivessem amaldiçoadas ou algo do tipo) e pediu a Kadja e seu pai para lhe deixarem no asilo e se mudarem para o Japão, terra natal de seu pai e local de onde ele havia recebido uma proposta ótima de emprego. Sua outra razão era que não queria que a neta lhe assistisse envelhecer tão de perto. Usou de desculpa que jogar bingo e conversar com outros idosos (que sempre esqueceriam suas histórias, lhe permitindo contá-las infinitamente da maneira que quisesse, coisa que a neta sempre reclamava) era muito mais divertido que passar o dia no sofá vendo TV. Assim, eles se mudaram para o Japão. Kady deixou seus amigos para trás, mas superou rapidamente e inclusive não chegou a manter contato. Simplesmente fez amigos novos no Japão. Ah, aquela era a parte de sua personalidade que mais preocupava o avô. Uma garota tão nova e tão acostumada com a perda que sequer se afeta mais ao perder algo que lhe importava segundos atrás. Seu sorriso, por mais feliz que parecesse, não era nem de longe tão profundo e tocante quando seu sorriso de 6 anos atrás, quando até seus olhos pareciam sorrir mesmo que sua boca não o fizesse. A última coisa que ela ouviu seu avô lhe dizer cara a cara foi: "Existem duas formas de se viver, aquela onde você mantém seus sentimentos estáveis e aquela onde você chora tanto que quer morrer, mas que logo sorri tanto que tudo começa a valer a pena. Espero que você consiga escolher aquela que te faça mais feliz."

Sua vida no Japão teve como única dificuldade aprender a língua. Ela nunca foi rica, mas o emprego de seu pai lhe dava condições de vida mais do que confortáveis. Madura para a idade, adultos da vizinhança lhe paravam na rua para bater papo com ela (o que não era tão bom quando ela estava com pressa, porque eles pareciam nunca acabar o que tinham pra falar) e seu pai se sentia até envergonhado com a quantidade de elogios que recebia sobre sua criança (que não era mais criança, mas ele se recusava a aceitar esse fato). Acabou que ela tinha mais amigos adultos do que amigos de sua idade, cujos ela encontrava e se divertia na escola mas que raramente encontrava depois de o sino que sinalizava o fim das aulas tocar. Suas notas não eram incríveis, mas vez ou outra ganhava um concurso de arte que a escola recomendava. Sua pai trabalhava boa parte do dia e, enquanto isso, ela se divertia pintando e fazendo a casa, e ela, cheirarem à tinta. Também era ela que cuidava da casa, por isso, mesmo que gostasse, não saia muito. A não ser para corridas matinais e as poucas horas que participava do clube de vôlei na escola, como não haviam pessoas o suficiente para um clube de pintura. De vez em quando, nas férias do pai, eles viajariam para a praia ou para o parque de diversões e ela os pintaria mais tarde para manter o sentimento aceso. Bem, sua vida estável acabou finalmente quando ela tinha 16 anos, mas não era nada que ninguém pudesse evitar.

A casa em que viviam era boa, mas velha, foi uma coincidência bem comum que um terremoto de 8 graus atingisse a região e apenas um azar que a estrutura não conseguisse segurar. Ela havia acabado de voltar da escola e pintava um novo quadro na sala para não atrapalhar o pai, que trabalhava, ligando a TV. O primeiro sinal do tremor foi quando errou o pincel e logo viu que a casa inteira estava tremendo. Seu pai saiu rapidamente do quarto e, tentando manter a calma, disse que eles deveriam sair da casa. Antes que ele pudesse se afastar da porta do quarto o terremoto se intensificou e ele caiu no chão, assim como Kady, que se apoiou no sofá em que a pouco estava sentada. Ela tentou ir em sua direção para ajudá-lo a se levantar mas uma parte do teto simplesmente caiu entre eles. Foi quando ela percebeu que rachaduras enormes apareciam nas paredes. Seu pai passou por cima do enorme pedaço de concreto e gritou para ela correr. Os dois se apressaram até a porta, mas era tarde demais. A próxima vez de Kady abriu os olhos ela estava embaixo de vários destroços com um ferimento não tão grave na testa, uma perna quebrada e vários pequenos cortes pelo corpo. Ela não conseguia se mexer. O ar era incrivelmente pesado e ela tinha medo de que, caso gritasse, seu ar iria acabar e ela não conseguiria mais respirar. O pânico lhe tomou conta por uma longa hora quando finalmente ouviu os gritos dos bombeiros e viu o enorme armário que lhe salvou a vida (e esmagou sua perna) ser levantado e ela finalmente sentir o ar puro.

Ela perdeu a conciência pela mudança súbita do ar e acordou novamente no hospital, com o pai à seu lado. Ele perdeu uma das pernas e quebrou o braço esquerdo. Estava desacordado, mas vivo. Kadja ficou apenas um dia em observação até poder começar a circular pelo hospital com a ajuda de uma muleta e ajudar a cuidar do pai. A enfermeira que cuidava dela era bem legal, mas tirando essa ela achou os médicos e enfermeiras pessoas realmente frias, talvez pela enorme quantidade de mortes que viam todos os dias, mas Kadja tentou se manter sorrindo. Ela gostava de brincar com as crianças do hospital e ler para elas quando seus pais estavam no trabalho.

O pai de Kady acordou depois de três semanas, alegrando a garota, mas havia uma enorme fatalidade, muito maior do que perder a perna. Ele adquiriu amnésia. Ele não lembrava de nada que ocorreu vários meses antes da filha nascer. Se lembrava de Natasha e de viver na Rússia, ao ponto de que passou a próxima semana inteira falando Russo enquanto Kadja, que havia aprendido a língua do pai, o traduzia para os médicos. Seu pai negava tudo que tivesse ocorrido a menos de 17 anos atrás. Negava que a garota em sua frente fosse sua filha, negava que a mulher havia morrido e por algum tempo chegou a negar estar no Japão. Kady tentou muito se aproximar dele novamente e, conseguiu, mas era diferente. Ele não a reconhecia como filha e já não eram mais tão próximos. Ele chegava a afastar a garota pelo simples fato de lhe dizerem que era sua filha. O médico de Touma disse a garota que após grandes acidentes os pacientes as vezes apagavam todas as lembranças negativas de sua cabeça para protegê-los, e a morte de Natasha havia sido tão traumática para ele que ele apagou inclusive as memórias após descobrirem que a mulher tinha câncer. Assim como Kady esperava desde os 5 anos, seu pai finalmente quebrou. Ela quase poderia ver em sua cabeça enquanto ele se desfazia em cacos de vidro.

Apesar de o médico dizer que haviam chances de seu pai recuperar a memória, por um tempo ela sinceramente pensou que isso não aconteceria. Enquanto a quantidade de cacos aumentavam mais impossível parecia a ideia de que ele poderia seu concertado. Ela viveu sozinha em casa por dois anos, passando suas tardes trabalhando para ajudar a pagar o hospital. Seu pai nunca chegou a recuperar um único dia de memória. A falta de tempo para estudar lhe fez repetir um ano. Ela sempre quis trabalhar com pintura, mas não poderia mais correr o risco de uma profissão que poderia ou não lhe render dinheiro o suficiente para se sustentar, então ela tentou estudar para ser médica. Ela sentia que talvez poderia se dar bem nessa área, mesmo que não gostasse sequer de pensar na vida de plantões noturnos e ver uma pessoa morrer atrás da outra estando à seus cuidados. Mas ela era boa em suportar perdas, então ficaria bem. Pouco depois de fazer 18 anos o quadro de seu pai mudou tragicamente. Ele se lembrou de tudo, de uma vez só. Os médicos lhe ligaram assim que voltou do trabalho dizem que ele havia tentado cometer suicídio. Havia sobrevivido, mas ainda assim ela correu para o hospital, aturando a nevasca daquele dia, apenas para encontrar o pai inconciente pelos sedativos e com o pulso enfaixado.

Os médicos lhe pediram para esperar do lado de fora do quarto, mas ela saiu do hospital para esfriar a cabeça. Por mais que sentisse culpa pelo pensamento, se sentia irritada. Depois de tomar tanto cuidado para manter seus pedaços colados, seu pai apenas se jogou contra um abismo tentando se destruir de vez. Era como se soprassem seu castelinho de cartas depois de ela se esforçar tanto para mantê-lo de pé. Ele deveria ao menos sentir um pouco de gratidão por seu esforço, não tentar se matar por se lembrar de que ela havia nascido. Ela se manteve do lado de fora, camuflada pela neve. Dificilmente alguém iria notá-la. Olhou para cima e encarou os flocos de neve caírem do céu negro, como se as próprias estrelas estivessem se desgrudando do céu. Algo branco tomou sua vista, mas era grande demais para ser um floco de neve. Abaixou seu olhar até encontrar duas órbitas douradas. Ela tentou enxergar melhor, mas o frio fazia seus olhos doerem e lacrimejarem. As próximas palavras que ouviu estavam em Russo. "Pobre garota. Está frio?". Ela esfregou seus olhos, limpando as lágrimas e voltou a encarar seu rosto. Um sorriso amável, mas misterioso, surgiu no rosto do homem bem-apessoado. Então o homem começou a falar em japonês. "Eu posso te tirar daqui.", seu sorriso aumentou, "Eu tenho a impressão de que você não quer mais ficar aqui.". Ele estava certo. A presença dela era dolorosa para a pouca família que lhe restava. Seu avô não tinha mais casa, mas ela realmente não podia continuar com seu pai.

"Porque quer me ajudar?", ela perguntou, finalmente sentindo o próprio cansaço. "Bem, sua mãe e eu éramos bem próximos, Kadja-chan.", ele não parava de sorrir. Com certeza era impressionante. Aliás, como ele sabia seu nome? "Mas nós paramos de nos ver muito antes de você nascer, como eu tive que voltar ao Japão. Aceite isso como um último favor a ela.", seu sorriso, de alguma forma, aumentou mais. "Você pode viver com meus filhos e sobrinhos. Tenho certeza que você vai descobrir uma forma de me compensar por isso mais tarde.". Kady manteve seus olhos fixos nos dele, com medo do que ele poderia querer. Bem, não é como se ela tivesse mais para onde ir. Estava na hora de mudar seu estilo de vida e só esperava que seu avô tivesse dito a verdade. Se agora ela queria chorar tanto que gostaria que sua vida acabasse, quer dizer que no futuro ela daria um sorriso que faria sua vida inteira valer a pena?

# Manias:
•Colocar o lápis/caneta/pincel preso na orelha e olhar pro nada quando está pensando no que desenhar/escrever.
•Brincar com as mãos atrás das costas quando está ansiosa.
•Falar em russo quando perde o controle de si mesma (extrema raiva, extremo desespero, extrema felicidade... basicamente quando ela já nem se preocupa mais com o mundo ao redor ou não consegue mais acompanhar o que está acontecendo. É como uma estratégia de defesa para não falar bobagem ou magoar alguém quando está confusa)
•Pentear a franja pra trás com os dedos quando está com calor, envergonhada ou preocupada (as duas últimas esquentam seu corpo e a franja é como um cobertor na cara, além disso é útil fazer isso quando está envergonhada porque a mão tampa seu rosto e esconde sua expressão)
•Murmurar o ritmo de músicas quando não tem nada pra falar.
•Morder o lábio inferior e olhar ligeiramente pra cima quando mente (nem percebe que faz isso)
•Tombar a cabeça para o lado quando quer muito alguma coisa (seja querer saber alguma coisa, querer conseguir alguma coisa, querer comprar alguma coisa...)
•Colocar as mãos sobre o peito e fechar os olhos com força quando quer muito que algo aconteça (movimento que ela fazia ao rezar, então é meio automático)

# Gosta:
Pintar (Ama, adora, apaixonada)
Caminhar
Esportes (principalmente vôlei e basquete, mas gosta de jogar, não assistir)
Música
Sorvete
Tarefas domésticas
Patins
Palavras Cruzadas
Jogos de cartas e de tabuleiro
Desenhar em Shuu quando ele dorme demais (perigoso? Muito. Mas ela simplesmente não consegue evitar, a vontade de fazer isso é muito grande, de qualquer forma ele dorme menos quando tem medo de que ela faça isso)

# Desgosta:
Desistência
Arrogância sem base (que se achem melhor do que os outros quando não fizeram nada pra merecer isso)
Que usem os outros (METE PORRADA, quando tem chance de sobrevivência)
Filmes de terror (morre de medo)
Falsidade
Comidas ou bebidas amargas ou com gás (aquela raça em extinção que não gosta de refrigerante)
Brincadeiras perigosas (aqueles desafios que fazem que pode botar até sua vida em risco)
Terremotos (tem pavor! Se sentir o chão tremer, ela chora)
Não fazer nada
Que gritem com ela
Insetos

# Qualidades:
Tolerante
Madura
Alegre
Esperta
Determinada
Energética
Sincera
Educada

# Defeitos:
Se irrita facilmente com os amigos (é bem inesperado, muitos se surpreendem)
Lerda
Desapega facilmente (Ao nível de se tornar um defeito)
Sem vaidade
Exige demais de si mesma
Pouco carisma
Esconde sua personalidade com pessoas que desgosta ou não conhece, sendo tolerante e amável em uma proporção muito superior à realidade

# Par:
Shuu Sakamaki
# Relação com:

*Par

Em andamento...

*Reiji Sakamaki

Então, é meio difícil se relacionar com alguém que vive de cara fechada, mas ela nunca teve problemas com Reiji, talvez porque eles são do mesmo "tipo" (donos de casa responsáveis e maduros). Surpreendentemente Reiji foi a primeira pessoa naquela casa a lhe chamar atenção positivamente (sim, normalmente é o contrário), porque, se você pensar bem, ele tem todas as qualidades que uma mulher busca num homem (responsável, maduro, independente, etc. Some isso aos fatos que compartilha com os irmãos: bonito e rico), mas ela aos poucos percebeu que na verdade ele tinha uma quantidade razoável (bem grande) de contrapontos (e um caráter duvidoso), mas continuou se dando incrivelmente bem com ele. Reiji não tinha razões para reclamar dela e Kady não tinha nada que fosse suficiente para odiá-lo, então até que se tornaram bons amigos com o tempo (ao menos de sua parte, a única coisa que diferencia a maneira que lhe trata com a maneira que trata o resto é que ela leva menos sermões).


*Ayato Sakamaki

Melhor parceiro de esportes que existe. Antes de descobrir que ele era um maníaco por esportes ela estava ficando com medo de engordar naquela casa de sedentários (Shuu só dorme, Kanato só brinca com o urso, Reiji só brinca de fazer venenos, Deus sabe o que Subaru faz o dia inteiro e assim por diante, então Ayato lhe salvou nesse quesito). Ela não queria se relacionar com vampiros, realmente não queria, mas já que teria que conviver com eles, pelo menos que fosse de maneira amigável. Se bem que suas travessuras são meio problemáticas então ela está começando a aprender a se vingar (ela nunca foi boa nisso, mas a medida que começa a simpatizar com Ayato ela começa a querer se vingar. Essa garota é muito menos simpática com quem gosta, meu Deus, acho que é porque com certeza foge do bom senso fazer travessuras com quem você não conhece).

*Laito Sakamaki

Acha Laito muito divertido e engraçado (e concorda plenamente com sua opinião sobre insetos), então acabaram se dando muito bem. Mas, ela não se afeta com suas provocações? Não, porque ela sempre tem certeza de que ele está brincando. Inclusive ela o considera uma das pessoas menos confiáveis naquela mansão, por mais que goste dele, então sempre que ele lhe diz alguma coisa ela tem que conferir com alguém mais confiável para ter certeza de que não está sendo enganada (o engraçado é que raramente ele está mentindo mas, como eu disse, ele fala tanta bobagem que ela acha que ele brinca o tempo inteiro). Laito vai acabar desistindo com o tempo de provocá-la (as reações dela não são nada interessantes, já que ela não acredita), mas bem no fundo, aquela parte dela que acha que ele está sério, tem medo de algum dia ele resolver estuprá-la já que palavras não funcionam.

*Kanato Sakamaki

Quando o viu pela primeira vez foi facilmente enganada por sua aparência infantil. Até hoje ela não tem certeza se ele realmente é apenas alguns anos mais novo que ela ou se estão a enganando (o que é bem possível, já que se você for bom mentiroso ela é facilmente enganada). Ela não realmente se assusta com a personalidade de Kanato, aliás, ela acha mais estranho que assustador (ela nunca para de se impressionar quando ele age como um psicopata e fica vários segundos lhe encarando tentando compreende-lo, o que é quase impossível). Ela conseguiu conquistar Kanato pelo urso, literalmente. Ela achou Teddy muito fofo, então resolveu tentar pintá-lo. Mostrou a Kanato e, segundo ele, Teddy adorou. O urso gosta dela, então consequentemente Kanato gosta dela também. Por questão de segurança, por Kanato ser muito incompreensível, ela sempre trata Teddy como se fosse uma pessoa com medo de Kanato se irritar se ela o tratar como um bichinho de pelúcia. Se bem que ela jura que já ouviu aquele urso falar e de certa forma toma muito cuidado com ele, com medo de que esteja possuído (quando contou aos outros lhe disseram que provavelmente tinham feito uma pegadinha com ela, mas, por via das dúvidas, né?).

*Subaru Sakamaki

Ela não conseguiu evitar ter medo dele no início. Não se importava com seu olhar assassino ou seu jeito gangster de agir, mas toda vez que ele quebrava algo ela sentia a casa tremer e isso lhe apavorada, fazendo com que mantivesse distância. Depois ela começou a se sentir idiota por não gostar dele de cara só porque ele tinha força o suficiente para tremer o chão, então parou de evitá-lo. Mas, bem, ele também não falaria com ela por livre e espontânea vontade, então ela apenas foi tentar falar com ele. Deu certo? Não. Ele parecia ficar irritado toda vez que ela aparecia (mas ele era assim com todo mundo), então ela apenas respirou fundo e se desculpou por tê-lo evitado mesmo que ele não houvesse notado, falou que tinha medo de terremotos e que não faria mais isso e foi embora sem nem olhar em sua direção. Depois disso ela passou o resto da semana sendo o mais amigável possível com ele e suportando (fingindo suportar) quando ele fazia o favor de esmurrar a parede quando ela estava próxima. Com o tempo, surpreendentemente, suas conversas com ele deixaram de ser unilaterais e, quando percebeu seu lado tsundere, começou a achá-lo extremamente fofo e se apegou a ele (ela apega e desapega bem rápido), desde então é seu melhor amigo do sexo masculino naquela mansão (ele pensando da mesma forma ou não)

*Ruki Mukami

Ela tem certeza que nunca, jamais, vai ser capaz de se dar bem com ele. Ela odeia tudo a respeito dele, seu sorriso, seu jeito de falar, seu jeito de agir e seu jeito de pensar. Ela só não sente pena de seu par porque acha pena um sentimento horrível, apesar de ela achar incompreensível como alguém pode gostar dele. Porém, como qualquer pessoa nesse mundo que ela não se importa, é extremamente tolerante e amigável com ele nas situações onde é forçada a se relacionar com ele, mas sempre mantém a guarda alta. Não tem jeito, algumas pessoas simplesmente não são compatíveis, como é o caso desses dois (o engraçado é que, de certa forma, ele lembra Reiji, mas ela não desgosta de Reiji, nunca vai saber a explicação, seu ódio por Ruki não tem explicação e ela vai ter que viver com isso). Ruki também parece se sentir da mesma forma a seu respeito (internamente também tem algo sobre ela que ele não suporta). Se algum dia esses dois se darem bem o Japão inteiro vai ser engolido por uma tsunami.

*Kou Mukami

Eu não tenho que dizer que ela desgosta profundamente pelo fato de ele ser claramente duas caras, porém ao menos ela sabe o que não gosta nele. As únicas razões que lhe fazem puxar assunto com Kou (que, assim como Ruki, ela trata com tolerância e educação) é o fato de que ela não aguenta mais a curiosidade para saber qual de seus lados é o verdadeiro. Ele é gente boa? Ou cruel? Com o tempo ela simplesmente parou de lhe tratar com sua fachada de santa, porque ele conseguia ver através dela de qualquer jeito, então com ele Kady sempre se mantém dolorosamente sincera e direta de uma forma que se considerava incapaz (normalmente ela mede suas palavras, mas com ele ela joga tudo na cara). Surpreendentemente conviver com ele se tornou muito mais fácil depois disso (alguém que pode saber se você está mentindo, com certeza é mais fácil lidar com alguém assim sendo sincero).

*Azusa Mukami

A criatura mais amorzinho, fofa e amável que já conheceu no mundo. Ela parece ter adotado Azusa desde o momento que trocaram palavras pela primeira vez. Claro, é meio problemático lidar com o fato de ele tentar machucá-la, mas ele apenas quer que ela se sinta bem (o que vale é a intenção). Ela vive lhe chamando para ajudá-la mesmo quando não precisa, porque sabe que ele gosta de se sentir útil e necessário, e qualquer um que maltrate Azusa sabe que está com os dias contados. Ela trata Azusa basicamente como uma criança e vive lhe abraçando ou bagunçando seus cabelos, porque ele é muito fofo e ela não consegue evitar. Não o impede de se machucar, mas sempre trata seus ferimentos depois (ele até gosta, porque ela joga álcool e, sabe como é, ele é o único ser que ela conhece que gosta da sensação de ardência).

*Yuma Mukami

Enorme. Primeira palavra extremamente necessária para descrevê-lo. Inicialmente ele era um dos vampiros que ela mais odiava (era uma mistura de Subaru, Shuu e Laito, com quem ela se dá bem, mas tem só as partes ruins), mas, apesar de ele a irritar muito (viu? Ela não se irrita com quem realmente odeia), aos poucos ela percebeu que falava com ele com uma frequência muito maior do que imaginava e eram conversas duradouras (basicamente, ele era irritante, mas ela não realmente odiava se relacionar com ele. Sabe aquele amigo que vive te tirando do sério? Esse é Yuma). Além disso ele era o vampiro mais... Humano naquela casa. Ele não passava aquele sentimento de personagem de filme. Ela conquistou sua simpatia quando fez uma pintura de uma fazenda que ele pareceu gostar muito, então deu pra ele. Ele gosta de suas pinturas, então ela pinta pra ele de vez em quando (ela também gostou de ter seu talento respeitado)

*As outras garotas:
Ela não estava realmente focada em fazer amizades. Estava satisfeita com possuir uma relação amigável com as outras garotas. Sua relação com as pessoas sempre foi muito superficial e, em grupos muito grandes, ela sempre sobrava e por isso não gostava de se unir a eles, então no início ela apenas era amigável e simpática com as garotas que falavam com ela e tentava ajudar quando uma das mais caladas parecia ter problemas (ela nunca foi muito boa em deixar alguém que parecia com problemas sozinho), mas com o tempo ela acabou por se apegar. Depois de um tempo na mansão ela acabou por pensar que poderia começar de novo e que talvez não tivesse que abrir mão de mais ninguém e deixou suas amizades aprofundarem sem erguer suas barreiras. Entre as outras garotas ela é como uma irmã mais velha (algumas começaram a brincar chamando-a de "onee-chan" sempre que tinham problemas e não sabiam resolver) e aquela na qual todas botam sua confiança. Ela é aquela que toma conta de todas como uma mãe substituta, já que todas lá, de certa forma, perderam suas famílias.

# Reação ao:

*Ao chegar na mansão:
Se tratar-se apenas de chegar na mansão ela teria a mesma reação que qualquer pessoa normal. Impressionada. Ela ficaria tonta só de pensar no tamanho daquela coisa e pensaria quantos cômodos deveria ter naquela casa e quão largos eles seriam. Seu primeiro pensamento seria se perguntar se eles teriam uma sala que ela poderia usar pra pintar (mas passou rápido, apesar de ela considerar que seria possível).

*Saber que eles são vampiros:
Ela não seria atingida de início pelo simples fato de que ela não ia acreditar. Acharia que estão brincando com ela, tentando assustá-la, ou simplesmente que são loucos e que ela poderia ter se metido em uma encrenca maior do que o esperado. Mas, no segundo que percebesse que era sério, ela congelaria e pensaria quais seriam as chances de fuga (chegou a conclusão que não existiam), engoliria seco e ficaria ali, tentando inutilmente parar de tremer e rezando para todas as informações sobre vampiros estarem erradas e que na verdade ela não estaria condenada a morte só porque tem vampiros morando na casa na qual ela supostamente iria viver.

*Ao saber que será bolsa de sangue:
A boa notícia é que aparentemente não planejavam matá-la, afinal, isso significaria ter que encontrar uma bolsa de sangue nova e isso provavelmente não era fácil, certo? Mas sentiu seu orgulho ser ferido. Quem gostaria de saber que alguém simplesmente decidiu que você agora vai ser parte do almoço e não pode fazer nada a respeito? Isso vai deixar ela bem irritada.

*Quando o par lhe morder:
Ela está lá para ser comida, então se fosse inconveniente demais poderiam matá-la e substituí-la, portanto não se atreve a lutar. Ela fica extremamente zangada (pela razão que expliquei anteriormente), mas só trinca os dentes e morde os lábios se preparando para a dor. No início ela encara Shuu com um olhar assassino, como se ela se recusasse a deixá-lo pensar que a tinha na palma das mãos. Queria que seus olhos lhe dissessem com confiança o suficiente que no segundo que encontrasse uma oportunidade ela iria lutar de volta. Mas, com o passar do tempo, ela vai simplesmente desistir de lutar e apenas suspirar (mais ou menos quando deixar de odiá-lo) e tirar o cabelo do pescoço, quando o pensamento de que decidiram sua vida por ela for superado pelo pensamento de que eles precisam comer e, se não for ela, vai ser outra pessoa. Como com o tempo ela vai gostar de estar lá e vai considerar que o fato de ser uma bolsa de sangue é o que lhe permite estar com Shuu.

*Ao notar que está apaixonada:
Vai sentir que o mundo acabou e que é a pessoa mais azarada da humanidade. Tentaria se convencer de que o fato de ele ser a primeira pessoa insubstituível para ela depois de seu pai apenas significa que ela o vê como uma segunda família. Ela tem uma certa mania de pintá-lo, mas se você vivesse com um cara gato assim você também sentiria necessidade de eternizá-lo, certo? Ela se alegrava muito quando ele parecia feliz e quando ele estava por perto, mas tentou se convencer de que isso era apenas porque ele era como um amigo. Se bem que com o tempo ficou bem claro que ela estava apaixonada por um maldito vampiro que apenas a via como parte do jantar, ou seja, estava destinada a viver um amor platônico até Deus ter piedade dela e aparecer com alguém, de preferência humano, que ela gostasse mais (ela poderia até tentar se apaixonar por alguém mais conveniente, mas nós duas sabemos que isso não vai acontecer). Depois ela desistiria e apenas tentaria curtir o fato de ser a mulher mais importante na vida do homem que ama (ok, ela é a comida, mas o que são as outras mulheres? Absolutamente nada!) e ficaria com ele o máximo possível, tentando se divertir com ele e fazendo questão de não deixá-lo descobrir como ela se sentia. Ela tinha certo medo do pensamento de que, caso ele ficasse feliz com a notícia, seria porque é mais fácil morder alguém que gosta de você.

*Ao par se declarar apaixonado por você:
Ela não conseguiria evitar virar um tomate ao pensar por um milésimo de segundo que era sério, então tentaria esconder seu rosto com medo de ele perceber (o que é tarde demais), afinal ela não queria que ele descobrisse que ela gostava dele. Ela provavelmente diria algo como
"Não tem graça! Não é nem um pouco engraçado! Que tipo de brincadeira é essa? Se está entediado vai fazer graça com a cara de alguém que tenha um coração mais forte! Baka! Preguiça pervertida! Chush' sobach'ya*!"

"Булл дерьмо!" ou "Chush' sobach'ya" significa "merda" ou "mentiroso" em russo. Sim, ela começou a xingar ele em russo.

com a certeza absoluta de que ele estava fazendo graça com a cara dela (e a cabeça dela não conseguiria acompanhar a situação) e esperaria ele começar a rir ou debochar dela. Quando ela percebesse que não era brincadeira ela ficaria incapaz de falar ou se mexer, porque tinha medo de, no caso de ser um sonho, qualquer movimento que fizesse poderia acordá-la, o que definitivamente seria insuportável. O encararia incrédula e se sentindo irritantemente vulnerável e emocionada, afinal ela pensava estar destinada à um amor unilateral. Se o mundo acabasse naquele exato segundo ela estaria muito ocupada digerindo o sentimento para se importar, e o sentimento logo depois seria oposto, com a sensação de que caso o mundo acabasse (ou se ela acordasse) ela iria até Deus ela mesma acertar as contas e descontar sua raiva, seria uma sacanagem e maldade do tamanho do universo que nem o próprio Lúcifer seria capaz de perdoar. De repente ela se sentiu feliz e grata a todos os acontecimentos horríveis de sua vida que lhe deixaram chegar ali (mais tarde, quando se lembrasse desse sentimento, ela viraria um tomate se sentindo muito idiota e se perguntando desde quando era tão inocente).

# Perguntas

*Ciente de que se for aceita sua personagem está em nossas mãos?
Yup

*Irá comentar em todos os capítulos?
Yup

*Permite que enviemos MP caso tenhamos dúvidas sobre sua personagem?
Yup

*Algo que queira acrescentar?
•Ela era canhota, mas quando quebrou a mão esquerda brincando, quando tinha 10 anos, ela começou a pintar e escrever com a mão direita por dois meses e se tornou ambidestra, apesar de ainda ter preferencia por usar a mão esquerda.
•A temperatura corporal dela é naturalmente um pouco mais alta que a dos demais (não muito, ela costuma estar com 37.1 graus, sendo que a temperatura corporal média é de 36.8) e ela tem uma resistência assustadora ao frio. Ela até sente frio, mas a temperatura de seu corpo parece se recusar a abaixar. Ela nunca ficou doente mesmo que usasse roupas de verão no frio e seus amigos achavam que ela era uma espécie de bolsa de água quente à qual agarravam quando estava frio, porque ela continuava quente.
•Ela ama música, mas é uma negação nessa arte. Nas aulas de música de sua escola ela não conseguia tocar nem um pandeiro. A única coisa musical na qual ela é boa é cantar, mas morre de vergonha de chamar atenção, então mesmo que goste de cantar ela só costuma ficar murmurando o ritmo das músicas e nunca canta em voz alta.
•Ela é péssima em japonês. Claro, não em falar, mas escrever. O engraçado é que ela era ótima em "desenhar" os kanjis quando era pequena, mas sempre se esquece qual kanji significa o que e sinceramente é meio ruinzinha até em ler (ela demora muito tempo pra ler e detesta quando tem que ler um texto clássico de japonês em voz alta. Ela mal sabe japonês moderno, imagina então o clássico!)
•Ela é muito boa em qualquer tipo de trabalho manual. Qualquer coisa que ela possa fazer usando apenas as mãos (que não inclua instrumentos musicais, porque ai ela tem que usar as mãos E a cabeça, pra lembrar qual tecla/corda tem qual som) ela não tem a menor dificuldade, até se forem coisas que ela nunca fez.


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