~NikyNeko

NikyNeko
I'm not strange, I'm special
Nome: Nicole
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil
Aniversário: 26 de Março
Idade: 16
Cadastro:

Robotic Blood


Postado

Em andamento...

❥ ɴe:
•Maya Shimizu

❥ αρelɪdos:
•May (sufixos variam)
•Yaya (sufixos variam)

❥ ɪdαde:
•17 anos

*Data de nascimento*
27 de dezembro (27/12) - Capricórnio (♑)

❥ αραяêɴcɪα:

•Link: http://s2.vc/4dx3

•Link: http://s2.vc/4e2f

•Link: http://s2.vc/4dx6


*Descrição*
•Cabelos negros que lhe chegam até o início de suas coxas, esvoaçantes e sedosos. As extremidades de sua franja se estendem até a metade de seu tronco, e a medida que se aproxima do centro ela vai encurtando, até recair logo acima de seus olhos. Quando a luz no pôr-do-sol bate, com seu brilho alaranjado, por alguns minutos seu cabelo parece adquirir um tom castanho madeira. Quando ela acorda, por ser fino e desarrumar fácil, seu cabelo liso fica muito mais semelhante a uma juba.

•Seus olhos são compostos por lindas orbes púrpura, que embebedam de maneira mais eficiente que o próprio vinho ao encará-las por alguns segundos. Longos cílios negros os emolduram, cobertos logo acima por sobrancelhas longas de mesma cor. Seus grandes olhos tem um formato amendoado que, de certa forma, da a impressão de estarem ligeiramente cerrados, lhe presenteando com um olhar intenso e gentil, como se ela pudesse penetrar em sua mente e ler seus pensamentos.

•Apesar de não serem exatamente enormes, seu corpo possui belas curvas, grandes e suaves, em seu busto, glúteos e coxas. Com um corpo bem moldado e esguio, seu amor por esportes levou seu corpo a assemelhar-se com uma obra de arte. Claro que a jênia (exato, com "j" mesmo) não sabe fazer bom uso dele e o esconde embaixo de roupas soltas e confortáveis. Sinceramente, a roupa mais feminina que ela já usou foi o uniforme da escola. Ela é um pouco mais alta que a média japonesa, com 1,68m de altura e peso duvidoso, porque acho que nem ela lembra a última vez que subiu em uma balança.

•Ela é realmente muito bonita, mas a parte mais "famosa" de seu corpo (que toda a família parece elogiar) é seu sorriso. Sua tia sempre lhe disse que era seu maior charme, sua avó diz que lhe da vontade de sorrir junto e sua mãe não cansa de dizer como ele parece lhe aquecer por dentro.

•Ah, e ela tem uma quantidade razoável de cicatrizes nos joelhos e na palma das mãos, porque caia muito quando era criança. Também tem uma marca de queimadura do tamanho de uma mão na parte de trás da perna direita.

❥ ρeяsoɴαlɪdαde:
•Ela é uma garota espirituosa e alegre, sempre com um sorriso dos mais sinceros no rosto. Ela é extremamente despreocupada e com uma tolerância de assustar. Realmente é muito difícil irritá-la, em parte por sua tolerância, e a outra é porque ela realmente não liga para o que quer que você faça pra ela. Isso tem uma razão até muito boa: ela é burra. E não, não estou dizendo que ela não estuda ou presta atenção nas aulas, ela é literalmente a pessoa mais lerda do mundo para aprender qualquer coisa que você tente ensiná-la. Basicamente, ela fracassa em quase tudo que tenta, então claro que ela teria que se tornar tolerante e despreocupada ou ela entraria em depressão.

•O engraçado é que ela consegue ser burra e esperta quase ao mesmo tempo. Claro, em áreas diferentes. Por exemplo, ela é lenta para aprender, mas rápida para perceber detalhes e muito boa em interpretar textos. A única matéria na qual ela é boa (boa mesmo) na escola é Literatura, e além disso ela é muito atenta a detalhes que ninguém percebe. Ela é muito boa em ler as pessoas e tem facilidade de entender as lógicas mais estranhas, o que lhe torna aquela pessoa que você vai buscar quando quer desabafar, porque sabe que ela vai entender seu lado da história melhor do que ninguém. Engraçado não é? Mesmo ela sendo realmente uma pessoa lerda ela entende suas palavras embaralhadas e sua lógica distorcida de uma forma que mais ninguém que se dizia inteligente conseguiu fazer.

•Ela é aquele tipo de pessoa que você descreveria como gentil e amável. Ela abre mão de seu tempo sem chiar quando você pedir ajuda e, mesmo que não peça, ela vai te oferecer tudo que precisar de mão beijada. Ela é uma garota focada e esforçada, que sempre da tudo de si em tudo que faz mesmo que saiba que não vai ser o suficiente. Ela é perfeccionista no que pode, mas prefere fazer a coisa mal feita do que não fazer nada. Ela só não se sente satisfeita enquanto acha que pode fazer melhor. Um de seus defeitos é que ela prefere fazer tudo pela metade do que escolher uma coisa pra tentar fazer perfeito. Sinceramente? Ela nunca tem a intenção de deixar nada pela metade. Ela passa a noite sem dormir, mas vai fazer tudo da melhor forma possível. Basicamente, ela se sobre-esforça.

•Ela é extremamente intrometida, de forma que você nunca sabe se isso é um defeito ou uma qualidade. É aquela pessoa que deixa (e convida) estranhos a se hospedarem em sua casa se os vê passando a noite na rua. Problemas familiares? Provavelmente ela também vai tentar ajudar. Pode dizer que não é da conta dela o quanto quiser, se não disser que a "ajuda" dela atrapalha ela não vai desistir de te ajudar. Irritante? Talvez. Já disseram isso pra ela e sofreu bastante com isso, mas quem disse que ela consegue parar? Já inclusive lhe disseram que só faz isso para satisfação própria e ela não consegue negar, porque é verdade que ela se sente feliz quando vê o problema resolvido, mas ela se sentiria assim mesmo que o problema se resolvesse sozinho. Mas não confunda intrometida com fofoqueira! Ela não é o tipo de pessoa que vai investigar sua vida, espalhar tudo que descobrir e te deixar na merda.

•Curiosa, a verdade é que ela sente sim prazer em se intrometer na vida alheia. É como se ela gostasse de colecionar experiências, histórias e descobertas. Ela é aventureira e seus olhos são atraídos para a emoção como abelhas são atraídas por mel. Qualquer coisa que lhe chame a atenção ela se sente na obrigação de investigar, tanto que, quando criança, seu sonho era se tornar detetive. Pra você entender o nível da coisa se ela visse um cenário, coberto de sangue e ouvindo gritos, em que pessoas normais (coisa que ela não é) fugiriam, ela provavelmente investigaria buscando descobrir o que está acontecendo, simplesmente ignorando o perigo como se ele não estivesse lá.

•A coragem dela, muitas vezes, parece claramente idiotice. Sua segurança é sempre a última coisa que ela pensa, ao ponto de que caso sua mãe mandasse ela comprar carne urgentemente e um cachorro enorme e zangado aparecesse no caminho de volta, primeiro ela salvaria a carne, sentiria a sensação de dever cumprido, e só depois começaria a pensar em uma forma de escapar. Notaram que a carne poderia ter sido jogada para o cachorro e resolvido todos os problemas? Mas ela não fez isso, porque a mãe precisava da maldita carne. Mesmo em situações de risco ela é o tipo de pessoa que olha para o futuro. Ao invés de pensar em como se salvar ela pensa "Se eu morrer hoje, o que aconteceria depois? O que eu tenho que resolver antes de morrer?". As vezes sinceramente parece que ela quer morrer.

•Extremamente descuidada, ela sempre faz tudo impulsivamente, sem pensar nos riscos. Ela é do tipo "agir primeiro, pensar depois", porque acha que, enquanto você pensa, uma oportunidade pode escorrer por suas mãos. Nunca pede "um tempo pra pensar", e caso se arrependa ela simplesmente volta atrás. Irresponsável? Sim, mas essa é uma das poucas situações na qual ela é irresponsável, além de que ela sempre tenta não voltar atrás, então pode ser perdoado. Mas de vez em quando seus descuidos causam desastres de larga escala (eu não estou brincando, ela sempre esquece que nem sempre tudo segue de acordo com o roteiro e que imprevistos sempre podem acontecer. Ela literalmente é o tipo que deixa um pedaço da obra de lado, por ele só ser necessário em casos especiais, e na hora que o caso especial acontece desmorona tudo! Quando ela causa desastres, por mais raros que sejam, esses são de larga escala). Além disso ela é atenta, mas bem esquecida, e mesmo que tenha visto no início da manhã que vai rolar um super temporal e ter se lembrado mentalmente de levar o guarda-chuva ela ainda esqueceria rapidamente e só se lembraria tarde demais.

•Extremamente indecisa, essa garota já quis ser detetive, policial, bombeira, veterinária, médica, escritora, novelista e atual desejo é ser psicóloga, e ela nem decidiu se vai ser psicóloga pediátrica, terapeuta ou qual das outras opções que essa profissão te proporciona. Ela é quase incapaz de decidir alguma coisa com certeza, sempre ficando em dúvida entre uma coisa e outra. Ela sequer consegue escolher as próprias roupas, por isso usa as mesmas sempre até sua avó interferir e escolher por ela. São nesses dias que ela fica mais feminina, já que mesmo sua mãe é como ela e prefere conforto a beleza.

•Ela consegue ser muito teimosa e irritantemente persistente. Quando ela quer fazer algo ela faz e nada no mundo consegue impedir, mas quando não quer fazer ela cruza os braços e se recusa firmemente e nada que você fale vai fazer ela se afetar ou mudar de ideia. Para ela, algo como "você tem duas escolhas" não existe. Aliás, podem ser três, quatro... mil! Se a escolha que ela quer não está na lista então ela vai usar a resposta que ela quer (claro que em prova de multipla escolha isso não rola, mas é a desculpa que ela usa quando todas as respostas que acha não são a solução).

•Determinada e paciente, ela é a pessoa que, no caso de ser ignorada, vai falar sozinha. Você pode responder mal seu "bom-dia", mas não significa que ela vai parar de te cumprimentar no dia seguinte. Inclusive, quando ela começar a ganhar e fazer você responder, é capaz até de ela começar a te importunar. Ela é uma garota confiante. Pode armar as defesas que você quiser. Ergueu um muro ao seu redor? Vamos ver se ele pode impedi-la de passar. Cuidado, ela vai chegar na surdina, vai distrair os guardas e atravessar antes de você perceber. Você não vai desconfiar de sua sombra e não vai vê-la se aproximar. Finalmente, você nunca vai ver o que te atingiu. Quando perceber ela já vai ter entrado e vai estar derrubando seu muro pedra por pedra, fazendo questão de não deixar nem a poeira dos destroços pra trás.

•Ela é extremamente sincera. Mas eu admito que não é exatamente porque ela quer. Maya é simplesmente incapaz de mentir, sempre deixando óbvio demais, e mesmo que conseguisse a culpa iria a corroer e ela ia acabar admitindo (mas é mais fácil a pessoa perceber que é mentira mesmo). Bem, pelo menos ela sabe omitir muito bem, então, quando pode, ela consegue dizer uma verdade incompleta e esconder o que realmente precisa. Inclusive, se você considerar sua habilidade de omitir, ela é uma atriz invejável. Sinceramente, qualquer um que consiga manter um sorriso no rosto tão realístico quando está se sentindo quebrado, ou é um ótimo ator, ou é muito forte. De certa forma, acho que você pode dizer que ela é os dois.

•Ela é boba na parte de que nunca, inicialmente, consegue ver o mal nas pessoas. Ela imagina que, mesmo as piores pessoas, se bem tratadas, vão te tratar bem de volta. Ela realmente acredita nisso, e por isso não suporta quando desconfiam ou desgostam de alguém pela aparência. Sinceramente, ela tinha tudo para acreditar no contrário. Acreditar que pessoas horríveis e sem coração realmente existem e por isso não se deve confiar facilmente nos outros, mas ela acredita que esses casos são exceções, e que se alguém é verdadeiramente mal é porque alguém perdeu a oportunidade de mudar isso antes.

•Apesar de ser a garota boba e com sérios problemas de aprendizado que você está vendo, ela é uma garota madura para a idade e, de certa forma, independente. Você poderia jogar essa menina no Alasca que ela daria um jeito de se virar. Sabe diferenciar o que quer do que precisa, e sabe encontrar as cartas disfarçadas que já tem nas mãos. Ela é eficiente e você vai ver que boa parte do tempo ela age como uma adulta e poucos são os momentos que mostra seu lado imaturo. O lado que toda garota de 17 anos deveria ter. Ela assume e cumpre seus compromissos, sabe harmonizar trabalho e lazer e sempre planeja com antecedência. Porém ela tem aquele lado que não sabe fazer escolhas difíceis. Aquele lado infantil que não consegue largar uma coisa para ter outra mais prazerosa mais tarde. Ela muda seus horários da maneira que for, mas se recusa a cancelar seus compromissos mesmo que seja supostamente impossível fazer tudo.

•May é aquele tipo de pessoa que vai valorizar aquilo que tem, dar o que puder e, o que não puder, vai te ajudar a conseguir. Quando você estiver cansado ela vai te dar energia, vai sorrir quando você quiser chorar e, pode não saber a resposta, mas vai te ajudar a encontrá-la. Se infelizmente ela não conseguir, ela sempre vai te ajudar a ver as cartas que você já tem na mão. Se você não tiver respostas, ela vai te mostrar suas certezas.

❥ нɪsтóяɪα:
•Eu gostaria de dizer que ela teve uma vida normal e feliz, com uma família grande, gentil e compreensiva, porque foi com uma família assim que ela viveu os melhores momentos de sua vida, mas isso veio apenas após sua infância conturbada, e se eu dissesse que sua vida sempre foi feliz dessa forma, eu estaria mentindo. Principais diferenças: primeiro, não foi uma vida normal nem feliz, sua família era grande, mas não era gentil ou compreensiva. Mas eu também não vou dizer que ela teve azar na vida. Afinal, não é como se o lado negro da humanidade não pudesse se reproduzir também, não é? Apenas aconteceu de ela nascer aí. Não foi azar nem sorte. Foi ação e reação.

•Bem, eu gosto de começar desde antes do começo. Como eu faço isso? Contando sobre os pais! Primeiro, seu pai tinha 30 anos e sua mãe tinha 16. Já começou meio estranho, certo? Mas espera aí, vai piorar! Bem, digamos que seu pai não era a pessoa mais respeitável que existe. Ele traficava cocaína. Pra uma quantidade razoável de países, aliás, e tinha uma grana considerável ganhada nessa brincadeira. Sua mãe então tinha uma vida completamente miserável. Não vou descrever sua situação familiar, porque essa história não é dela, e Maya sequer chegou a vê-la, então vamos pular essa parte, mas ela tinha muitas razões para estar de mal com a vida. Ela era uma garota rebelde. Se recusava a ir para a escola, e quando ia ela era a garota malvada que intimidava as pessoas para obedecerem-na. Ela também tinha seu grupinho de malfeitoras, mas fora da escola ela era uma pessoa solitária. Ela se enfureceu e decidiu que precisava destruir mais ainda sua vida (ignore o meu sarcasmo e irônia. Eu só estou tentando deixar a história mais leve, porque é a primeira vez que eu faço a família inteira da personagem realmente ruim) e apelou para as drogas.

•Bem, por pior que sua mãe fosse ela não estava acostumada com esse universo. Ela falou com um "parceiro do crime" que ela sabia que estava envolvido nesse mundo e ele lhe contou sobre alguns membro da Yakuza (máfia japonesa) que viviam na cidade. Era uma máfia consideravelmente nova, pequena e que sequer havia chegado na segunda geração (já que esse ramo respeitável costuma ser passado de pai pra filho), mas era próxima e se expandia rápido. A mulher, jênia, assim como a filha, resolveu ir diretamente a residência do grupo ao invés de "encomendar" (claro, que nem pizza né gente? Tão fácil...) e, adivinha? Não é que o tal chefe era bem gato? Mas não era pra isso que ela foi. Mas parece que o interesse foi mútuo! Uma garota jovem e bonita com um homem de aparência madura que não é de se jogar fora. Os interesses bateram.

•Sua mãe não foi exatamente com esse objetivo, mas depois de algumas provocações de alguém que parece que tinha tido um dia ruim e precisava relaxar eles resolveram se divertir um pouco. Eles se encontraram mais algumas vezes mas de repente a garota parou de aparecer. Nem para comprar ela aparecia mais (quem disse que ele ligava? Mas ele perdeu sim a diversão semanal com a qual ele contava). Enquanto isso, uma garota de 16 anos se desesperava ao descobrir ter engravidado de um mafioso. Notícia ótima né? Rolaram lágrimas de emoção (uma emoção não muito boa, mas rolaram). Sua família também não recebeu a notícia muito bem e ela ganhou uns bons hematomas (que bom que não sabiam quem era o pai, ou os hematomas seriam o menor problema dela. Aliás, naquele momento, era mesmo). Ela fugiu de casa e se enfurnou na casa de um amigo que morava sozinho (porque um amigo? Porque se fosse homem ela podia pagar pela hospedagem). Agora, hora de avisar o pai, preparar o casamento e ter uma vida feliz! Mas claro que a coisa não ia rolar assim não é? Primeiríssimo lugar, ela não era trouxa de se casar com um cara da Yakuza sujeita a encontrarem seu corpo morto num dia qualquer depois de ele se irritar. Segundo, claro que seria lindamente rejeitada, se ele for legal, o que ele não é, ou morta junto com a criança para evitar problemas, o que é bem capaz de acontecer.

•Ok, segunda opção. Vamos deixar a criança nascer e cuidar dela com muito carinho e amor! Não! Ela tem 16 anos, tem coisa melhor pra fazer da vida do que cuidar de uma pirralha (lembrando, estou expondo seus belos pensamentos em palavras). Abortar? Sempre dá, mas quem vai pagar o tratamento? Então, a opção restante: Dar a luz a criança e jogar ela no orfanato! Mas, espera, porque ela é a única a ter que lidar com esses problemas? Filhos são uma coisa feita a dois, ou seja, duas pessoas deveriam sofrer com isso. Então ela resolveu dar a luz, jogar a criança para os mafiosos e eles se viram! Perfeito! Nossa, até saiu o peso dos seus ombros! Quem estava pensando no futuro da criança? Claro que não era ela.

•No dia que a criança nasceu a mãe a levou até o lugar que já conhecia tão bem. Não era uma mansão enorme, como nas Yakusas mais antigas. Era uma casa grande acabada na parte negra da cidade. Na porta, ela deixou a garotinha recém nascida sem nome. Com ela, um bilhete curto e carinhoso (grosso). "Você fez, você se vira". Sinceramente, é um milagre que ele tenha ficado com a criança. Razão? A esposa de um de seus "sócios" se apiedou da criança e resolveu cuidar dela. Ela o fez muito bem. Acordou todas as madrugadas, preparou todas as mamadeiras, trocou todas as fraudas e deu todos os banhos. A garota era um dinossauro, como a mulher dizia, acredite ou não, carinhosamente. Ela era grande, forte e com uma saúde de ferro. Ela nunca teve que dar um mísero remédio para a criança e a mesma nunca ficou doente. Quando a mulher cansou de chamar a garota de "dinossaurinha", resolveu perguntar ao pai legítimo qual seria seu nome. Ele lhe chamou "carinhosamente" de Maya. Porque eu coloquei as aspas? Com certeza Maya é um nome bonito, e sabe qual seu significado? Significa ilusão, e o homem a tratava exatamente como isso. Ele passava reto por ela e fingia que não existia. Enquanto crescia, a menina jurava que a mulher que cuidara dela era sua mãe, e a mulher não deixava ninguém negar. Não queria que a garota soubesse suas origens.

•Mas a menina sabia quem era seu pai. A mulher sempre lhe deixou ficar sabendo, com a mínima esperança de que algum dia ele ligasse pra ela. Quando tinha 3 anos a menina era quase uma mascote do grupo. Como era naquela casa que todos passavam a maior parte do tempo, vez ou outra alguém aparecia e brincava com ela, as vezes lhe entregando facas e outras coisas que supostamente ela não poderia brincar apenas por "experiência". Por exemplo, qual seria a reação da menina se lhe dessem algo como cigarro para brincar? Quem lhe salvava dessas brincadeiras era sua "mãe", que sempre "espantava" os homens, se matando de rir, logo antes de ela colocar algo ruim na boca ou se cortar com as facas. Ela era como um brinquedo de uso livre. Sorte dela ser tão pequena. Quem sabe a que nível as brincadeiras chegariam se ela fosse um pouco maior.

•Mas, quando ela fez 5 anos, sua mãe sofreu um acidente. Foi um acidente de carro qualquer. Sinceramente? Apesar de todos terem seu momento de luto, ele durou pouco. Eles eram a Yakuza. Eles eram fortes. Uma morte ou duas era algo com o qual lidavam o tempo inteiro. Quem cuidaria da garota? Não, espera, quem liga? Maya começou, praticamente, a se cuidar sozinha. Bem, claro que ela não podia fazer isso, mas havia coisas que ela poderia fazer. Ela sabia tomar banho, sabia trocar de roupa, sabia dormir sozinha. Ela não ficava doente, então não precisava se preocupar com isso. Ela obviamente não podia cozinhar, mas eles a alimentavam, de certa forma. Eles compravam comida para si mesmos, e ela ficava com os restos. Quando percebia que não teria restos ela se aproximava e lhes encarava, se fazendo presente da forma que seu pai odiava, e ele literalmente lhe jogava alguma coisa pra comer. Ela colocava em um prato e comia. Pra ela, essa vida era normal. Alguns dos homens na casa gostavam de documentários sobre animais, e é assim que os animais se viram. Aqueles com a hierarquia mais alta comem primeiro, e os de menor hierarquia comem os restos. Seus pais lhes alimentavam apenas nos primeiros meses. Ela teve sorte de ser alimentada até os 5 anos! Era a vida que ela conhecia. Era a vida que ela acreditava ser a certa. Achou que nunca saberia o que havia atrás da porta. Ela só sabia que, quem saia por aquela porta, as vezes voltava, mas as vezes desaparecia. Com sua mãe aconteceu assim.

•Oh, mas ela até conhecia o mundo do lado de fora. Pela janela. Mas digamos que o mundo que ela via era horrível. Aquele era o lado negro da cidade. Brigas, homens e mulheres sendo "amigáveis" (era isso que ela via, ao menos. Ela tinha 5 anos gente!), pessoas que tomavam uma bebida estranha... álcool? E de repente paravam de agir como elas mesmas. O mundo do lado de fora era feio. Sua casa também. Mas o mundo é assim. É uma pena, mas o mundo funciona dessa forma. Aliás, ela nem achava que era uma pena, já que não conhecia coisa melhor para comparar, mas ela sabia que alguma coisa parecia errada. Ela sabia que aquele era o único mundo que ela podia escolher. O mundo é feio, não importa a sua espécie. Pode ser humano ou animal. Talvez até para outra raça. O mundo sempre será assim.

•Mais ela felizmente mudou de ideia apenas um ano depois. O grupo tinha o costume de se reunir em todas as datas comemorativas. Dessa vez, eles estavam seu reunindo para o natal. Realmente parecia uma enorme família feliz. Parecia. Bem, o dia estava seguindo consideravelmente calmo. Tinha bebidas, drogas, algumas prostitutas e "brigas amigáveis" por toda parte, mas pra ela isso era normal. Todos estavam rindo e brincando, de uma maneira não muito bonita, mas brincando, então estava um dia calmo e sem problemas. Ele virou de cabeça pra baixo por uma razão muito boba também.

•Um dos membros do grupo, completamente bêbado, resolveu voltar as brincadeiras que faziam quando ela era menor, pra ver se ela ainda caia nessa.
- Hey, Maya, quer experimentar? - Ele disse, esticando um cigarro aceso na direção da garotinha. - Vai, é bom, você vai gostar! - Ele ria tanto que era difícil saber como ele conseguia falar.
- Kanon deve estar querendo te matar do outro lado, Mao. - Chegou outro homem e ameaçou rindo.
- Ah, deixa, se ela me matar ou se eu morrer não muda o lugar pra onde eu vou mesmo. - Ele disse enquanto a garota encarava o papel enrolado e esticava sua mão até ele. - Sabe como usar Maya-chan? Aqui, coloca a boca... na parte que não está queimando! - Ele alertou morrendo de rir quando a menina, na maior inocência, aproximava o cigarro da boca no lado errado. Ela virou e o colocou na posição certa. - Isso! Agora chupa bem forte!
Quando a menina o fez ela sentiu seu nariz queimar e começou a tossir loucamente, jogando o cigarro do outro lado do cômodo. Os dois homens morriam de rir, literalmente, como se nem conseguissem mais respirar. A garota quase morria em outro sentido, com a sensação de queimação ainda permanecendo. Alguém gritou para eles pararem de importunar a garota e descer para o andar de baixo, numa espécie de sótão onde ficavam as drogas e onde eles continuariam a festa, para não chamarem nenhuma atenção indesejada como o andar era a prova de som. Os homens se levantaram e desceram, ainda se matando de rir da garota que correu para a cozinha pegar água. Quando finalmente parou de tossir ela foi para o quarto que tinha, bem grande inclusive. Supostamente apenas ela e o pai moravam ali desde que sua mãe morreu e ela saiu de sua casa para morar com ele, mas era quase normal todos se juntarem para dormir na sala. Raramente alguém voltava pra casa. Já era muito tarde e ela estava exausta, e agora com um gosto horrível na garganta, mas não tinha ninguém para quem correr que pudesse lhe defender. Tudo bem, a vida é assim. Ela tinha que ser forte. Ela cresceria, subiria na hierarquia e começaria a se divertir da forma que os adultos faziam. Só precisava esperar. Mas ela decidiu que seria mais gentil com os mais jovens! Isso, ela faria a vida deles mais legal! Será que ela podia? Bem, ninguém iria impedir, certo? Foi com esse pensamento que ela pegou no sono, enquanto o cigarro que jogara longe incendiava a sala. O carpete foi torrado, até queimar a cortina e se espalhar pela casa de madeira velha como se fosse coberta de gasolina. O sótão era a prova de som, então ela não acordou com os gritos. Ela normalmente acordaria com o calor, ou talvez morreria sufocada, se não fosse o barulho do alarme dos bombeiros.


•Quando acordou ela deu um salto. O calor era insuportável e a porta estava em chamas. As janelas de todos os cômodos tinham grades, para evitar assaltos ou manter inimigos do lado de fora, mas agora a estava prendendo do lado de dentro. Seu futon começou a pegar fogo e ela correu para o canto do quarto, na janela, e começou a tentar passar pelas grades. Um livro que estava na estante que alguém colocou ali queimou, com o fogo que subia pelas paredes, e esse caiu logo em cima da parte de trás de sua perna direita. A garota gritou alto e se encolheu, assustada, mas seu rosto não derramou uma gota. Ela ainda lembrava do lema que lhe gritavam o tempo inteiro. Yakuzas não choram! Quando lhe diziam isso era o momento em que ela sabia que a consideravam parte do grupo e que ela não estava ali apenas de penetra. Não ia chorar.

•De repente alguém entrou em seu quarto, com uma mangueira comprida, apagando uma parte do fogo grande o suficiente para uma pessoa com um capacete ou chapéu estranho correr até ela e lhe pegar no colo, correndo para fora do quarto que começou a ser tomado pelas chamas novamente, mas essas foram rapidamente apagadas. A pessoa correu com ela até o lado de fora e a sentou em um caminhão vermelho enorme. O nome estava escrito na lateral em branco, mas ela não sabia ler. A pessoa retirou o capacete, mostrando uma cabeleira loira presa em um coque apertado. Era uma mulher. Ela segurou sua perna e recortou um pedaço da calça que usava até a parte do joelho, retirando cuidadosamente a parte queimada, mas não evitou que uma parte da pele da garota fosse junto, lhe fazendo gemer.
- Tudo bem, vai passar, vai passar... - A mulher terminou de tratar seu ferimento e olhou para a garota. - Pode chorar se quiser, vai fazer você se sentir melhor. - Ela disse num sorriso, estranhando o esforço da garota para não chorar. - Ou não está doendo? Você com certeza é forte, ahn.
- Ya-yakuzas não choram! - Ela gaguejou um pouco, mas conseguiu terminar a frase orgulhosa. A mulher lhe encarou com espanto.
- Qual é o seu nome? Você disse o que? Yakuzas? Yakuzas não choram?
- Maya! Sim, Yakuzas não choram! - Ela disse com um sorriso brilhante.
- E, Maya-chan, você é uma Yakuza? As outras pessoas dentro dessa casa também são? - Ela lhe perguntou, cuidadosa.
- Sim! Somos Yakuzas! Papai disse que, se eu chorasse, ele iria me bater até eu aprender a segurar o choro, então eu não choro! - Ela se enrolou um pouco, falando rápido demais e desacostumada a dizer frases tão grandes. A mulher chamou um de seus companheiros, que usavam um uniforme parecido. Ela contou o que Maya havia lhe contado e disse para ele chamar a polícia para fazer uma varredura na casa.
- Não pode chamar a polícia! Papai não gosta da polícia! Fica com raiva porque ela atrapalha os negócios! Porque você quer chamar a polícia? - Novamente se enrolou, falando ainda mais rápido. A mulher sorriu pra ela novamente.
- Tudo bem Maya-chan, seu pai não vai ficar bravo.
- Porque ele não vai ficar bravo? Ele sempre fica bravo com a polícia. - A mulher em sua frente hesitou um pouco. Ela gaguejou alguma coisa, olhou ao redor buscando ajuda e logo disse a menina que ele estava morto, assim como o resto das pessoas na casa.
- Morto? Como a mamãe? - A garota murchou um pouco. Ela ficaria sozinha de verdade dessa vez? Antes ela poderia se virar, mas a casa queimou também, e ela não sabia pedir comida. A mulher hesitou ainda mais, de repente se sentindo culpada e acariciou a cabeça da menina, logo a abraçando.
- Está tudo bem Maya-chan, pode chorar. Você não é uma Yakuza, pode fazer o que quiser.
Ela não sabia porque, mas começou a chorar. Chorou, soluçou e gemeu bem alto. Ela começou a pensar porque logo depois. Sua perna doía muito, sua garganta ainda estava seca da péssima experiência anterior, sua casa, onde era seu pequeno mundo, o mundo que ela conhecia, estava destruída e inabitável, todos estavam mortos e ela estava sozinha, e finalmente, seu título de Yakuza, que lhe incluía como membro da família lhe foi retirado. Isso não a faria chorar antes, mas o carinho com o qual a mulher lhe tratava lhe deu um aperto no coração. Era como se fosse saudade ou o melhor dos presentes. Qual foi a última vez que alguém a tocou de maneira tão suave? Qual foi a última vez que foram tão cuidadosos com ela. Ela se sentia assustada, como se não quisesse que a mulher lhe soltasse. Ela estava chorando de antecipação por esse momento, implorando calada para não ser solta. Abraçou a mulher de volta como um coala que vira na TV, ignorando a dor na perna. Assim como o coala ela queria se prender a mulher a todo custo. Fazia muito tempo, talvez nunca, que sentira tanta segurança. Pensando nisso, aquela foi a última vez que ela chorou. Mas dessa vez foi uma coisa boa. Ela nunca mais teve motivos para chorar.


•A menina dormiu agarrada a mulher, se recusando a soltar. Como já era quase o dia seguinte a mulher não tentou lhe acordar. Pediu a polícia para ficar com ela e levá-la para o orfanato ela mesma no dia seguinte. A menina dormiu em sua casa, na mesma cama que ela, apenas se soltando depois de algumas horas, quando provavelmente caiu em sono profundo. Ela era uma mulher jovem que ainda morava com a mãe. Tinha namorado mas não tinha planos de casamento ainda. Porque ela estava pensando em tudo isso? De certa forma tentava pensar em razões para não adotar a garotinha. Conseguiu pensar em muitas mais, como por exemplo como a personalidade da menina corria o risco de ficar distorcida por causa da infância conturbada.

•No dia seguinte ela levou a garota ao orfanato. Perguntou a Maya as informações que ela sabia para preencher sua ficha. A menina nem entendia onde estava e apenas olhava ao redor animada, ainda agarrada a blusa da mulher. O lugar era bonito e muito mais colorido ao que ela estava acostumada. Até o ar era mais leve. Em sua casa quase sempre todos estavam sorrindo, mas os sorrisos das pessoas naquele lugar eram diferentes. Lhe passavam uma sensação boa. A menina tentou responder a mulher, mas não sabia nada. Agora que pensava nisso ela sequer sabia o nome de seu pai. Ela disse que ele se chamava Okashira (líder em japonês), pois era assim que todos o chamavam. Qual era o nome de sua mãe? Acha que a chamavam de Kanon, mas qual era o sobrenome? Qual o dia em que nasceu? Ela não sabia responder nenhuma das perguntas que a mulher lhe fazia. Subitamente a ideia de jogar a garota no orfanato lhe parecia quase um pecado. Ela preencheu rapidamente a papelada com as poucas informações que a garota tinha e, ao acabar, entregou e subitamente pediu para a mulher de roupas coloridas que a estava atendendo para lhe dar a papelada para adotar a menina. A mulher ficou bem surpresa. Quem coloca uma garota para adoção apenas para adotá-la? Mas ela queria fazer o processo direito. Queria que a menina estivesse incluída nos documentos como parte de sua família.

•Ela terminou de preencher tudo em algumas horas, pegou a garota no colo e a levou pra casa.
- Maya-chan, você vai morar comigo a partir de agora, ok? Eu vou cuidar de você agora. - Ela disse sorrindo, se sentindo realizada. Incrível se sentir assim após adotar uma criança que nem conhecia.
- Verdade? - A menina de certa forma estava muito feliz. Também não a conhecia, mas já tinha decidido que não a soltaria. - Moça, qual seu nome? - Ela pensou por alguns segundos e respondeu.
- Uhm, pode me chamar de mamãe!
- Mamãe? Mas a mamãe morreu?! - A mulher riu da cara confusa da garota.
- Mamãe é como você chama a mulher que cuida de você. Eu vou cuidar de você agora.
- Então vou te chamar de mãe! Assim eu não vou confundir! - A garota disse, alegre. A mulher deu uma risada novamente.
- Ok! Você vai ter uma vovó também! - A mulher disse, antecipando o roteiro que diria para a mãe quando chegasse em casa. - Espero que ela goste de você tanto quanto eu e não brigue comigo. - Disse de repente se tocando da decisão impensada que havia tomado.
- Quem é vovó? Porque ela vai brigar com você? - A mulher suspirou, surpresa com a quantidade de coisas que teria de ensinar a uma garota que já tinha 5 anos.

•Depois de chegar em casa... Bem, a mãe de Chihaya (aparentemente o nome da mulher que agora seria sua mãe), Sakura, quase teve um ataque do coração, mas ficou muito mais surpresa e chocada do que irritada. Deixaram a criança brincando enquanto ela dava um sermão na filha, perguntando como ela pretendia cuidar da criança e perguntando se ela pretendia jogar isso nos ombros da pobre mãe que já lhe dava comida e lar a 23 anos. Também aproveitou a oportunidade para perguntar quando ela pretendia se casar, e a nova mãe de Maya passou o dia com dor de cabeça. A vida de Maya se alegrou muito dali pra frente. Lhe ajudavam com coisas que ela já estava mais que acostumada a fazer sozinha e a comida que lhe faziam era muito mais gostosa que pizza. Lhe compravam brinquedos e livros, que sua mãe reservava um horário toda noite para lhe ensinar a ler ao menos um pouco. A primeira garota de sua idade com a qual brincou foi sua prima. A irmã de sua mãe, Chizuru, já tinha 28 anos e era casada a 7, com o tio Touma, o que explicava a pressa da avó de Maya para que a filha mais nova começasse a planejar um casamento também. Seus tios também eram pessoas muito legais (mas sua prima foi muito mimada e conseguia ser uma peste quando queria. Mas era uma garota legal e sua atual única amiga. Aliás, tiveram que lhe ensinar até a definição de amigos).

•Fizeram uma festa no dia posterior a chegada de Maya e sua mãe disse que a partir de agora essa seria a data de seu aniversário: 27 de dezembro. Sua mãe lhe disse que ela havia sido o melhor presente de natal que ela já ganhou, e o resto da família lhe dizia o mesmo. Seu conceito sobre o mundo mudou muito. A hierarquia mais alta não ficava com os benefícios, aliás, era o contrário, as crianças faziam tudo primeiro. Lhe tratavam com um carinho que ela se acostumou com o tempo. Por ser muito nova, aos 7 anos Maya já não se lembrava quase nada sobre sua vida antes de conhecer sua vida atual. Ninguém podia esconder que ela havia sido adotada, mas ela sentia como se aquela fosse sua família desde sempre. Ela não se lembrava mais da "mamãe", e apenas tinha pequenos vislumbres de uma mulher de rosto desconhecido lhe ajudando a tomar banho. Não se lembrava mais de seu pai nem dos outros Yakuzas, novamente tendo apenas alguns vislumbres, como se sua vida antes dessa fosse apenas um sonho. Ela considerava que essa vida anterior não existia. Até mesmo do incêndio, a única parte que ela lembrava era chorar nos braços da mãe sob o céu estrelado, sentada no carro dos bombeiros, e sequer se lembrava do porque. Nunca mais chorou. Nunca mais teve razões, e ainda odiava chorar.

•Ela não teve problemas ao entrar na escola. Sua mãe estava preocupada que ela pudesse não saber socializar, mas depois de alguns dias com Niwa (sua prima) ela aprendeu a socializar melhor do que ninguém. Era alegre e descontraída. O mundo para ela sempre parecia muito mais bonito do que para as outras crianças, e ela tinha uma razão. Mesmo não se lembrando mais do mundo horrível no qual vivia ela ainda valorizava muito cada dia feliz que passava. Seu maior problema foi começar a aprender na escola. Ela era a única criança que não sabia ler nem escrever nada, mas não usou isso como desculpa, ela realmente aprendia muito devagar. Aos 10 anos ela ainda errava várias palavras na hora de escrever (mas sabia ler muito bem. Apesar de devagar, ela não errava na hora de ler nenhuma palavra e não gaguejava). Apesar dos vários erros de japonês seus textos sempre eram elogiados. Eles tinham uma profundidade muito superior ao das outras crianças e até de muitos adultos. Era interessante, fácil de entender e dizia muito. Mas qualquer outra matéria ela só recebia suspiros dos professores, que não acreditavam na lerdeza da garota para aprender, mesmo sendo tão esperta para outras coisas.

•Bem, se os problemas que ela tem fossem os únicos problemas na sua vida o mundo estaria as mil maravilhas certo? Ok, ela quase bombou no 9º ano do fundamental II e bombou o 1º ano do ensino médio, mas ela tinha uma vida feliz. Até que ela conheceu alguém que lhe trouxe uma nostalgia de um tempo que ela mal lembrava. Irritadiço, odiando a vida e a vendo como algo horrível. Alguém que não tinha ninguém para lhe dizer "está tudo bem", como sua mãe havia feito com ela. Será que ela seria assim se sua mãe não tivesse te tirado daquele lugar? Talvez ela nem ficasse tão mal. É por isso que, ao conhecer Subaru Sakamaki, ela sentiu a necessidade de mostrar a ele o que ela conheceu cedo. Mostrar pra ele que o mundo ainda pode ser bonito. E, quem diria! Até o mundo dela pode se tornar ainda mais maravilho com esse processo!

❥ ɢosτos / desɢosτos:
*Gostos*
•Morangos! Ela ama tudo e qualquer coisa que tenha morango no nome!
•Escrever. Ela tem até um diário. Escrever ajuda ela a se sentir melhor ou a controlar sua empolgação. Ela desabafa tudo naquele caderno. Cada dia ela escreve uma bíblia. (mas ela precisa revisar o maldito texto várias vezes para garantir que não errou nada. Normalmente acha muitos erros)
•Livros de lendas, mitos e mistérios (o que? Ela é uma pequena detetive, lembra?)
•Filmes de animação (ela acha muito fofo!)
•Ajudar os outros. Ela se sente muito bem quando vê o problema resolvido.
•Esportes. A única coisa na qual foi boa sua vida inteira foi esportes. É apaixonada por natação, basquete, vôlei, futebol, beisebol, golfe, tênis, peteca... Não tem um único esporte no qual ela não seja boa. Ela caia tanto quando criança pois preferia se jogar no chão a perder a bola. Ela tem muita confiança em sua habilidade nos esportes.
•Cantar. Ela não realmente vê isso como um hobbie, mas da pra ver que ela vive cantarolando não importa o que esteja fazendo. Sua voz é bonita e é muito melhor cantar do que aguentar o silêncio. Ela só gosta daquelas situações onde o silêncio é confortável.
•Animais. Ama todos eles, independente se forem de estimação ou selvagens, peludos ou escorregadios, vertebrados ou invertebrados. Ela já quis ser veterinária e gosta de ajudar ONGs que lidam com animais.
•Dançar. De certa forma isso é um esporte, certo? E é seu favorito! Ela dança até morrer de cansaço sem problema algum.
•Cuidar das pessoas. Acho que ela tem algum instinto materno precoce ou talvez muito respeito pelas mães, mas ela adora agir como uma e cuida de todos como se fossem seus filhos (é aquela que vai te mandar vestir o casaco se estiver muito frio).
•Música. Ela é um completo fracasso tocando instrumentos, porque nunca consegue decorar qual tecla faz qual som. Ela já aprendeu algumas músicas no piano, mas tem que tocar com frequência pra não esquecer (e ainda assim sempre esquece alguma quando toca) mas ela adora ouvir outras pessoas tocando (o que lhe da ainda mais vontade de aprender a tocar).
•Fazer as tarefas da casa, como lavar, cozinhar, arrumar... Só eu acho que essa menina é um alienígena? É porque sua avó costuma cuidar das tarefas, e ela gosta de ajudar, então acabou desenvolvendo um gosto por isso. Faz as tarefas automaticamente agora (mas o dever de casa que é bom... ela já desistiu da escola, então nem faz mais. Aí ela lembra que quer entrar numa universidade e estuda como louca para as provas pra tirar um mais ou menos, é de dar pena XD)

*Desgostos*
•Odeia, detesta, tem aversão a chorar! E não estou dizendo chorar na frente dos outros, ela se recusa a chorar em qualquer situação. Toda aquela felicidade que ela força em si mesma sempre foge junto com as lágrimas, então ela segura até não poder mais.
•Comidas doces demais, que tenham muito açúcar, leite condensado e etc. Chocolate, pra ela, só chocolate amargo. Ah, mas ela gosta de doces mais equilibrados no gosto, como sorvete e tortas (não gosta de bolos).
•Qualquer coisa amarga.
•Cheiro de cigarro (acho que ela ficou traumatizada XD).
•Que gritem com ela. Ela murcha e nem consegue gritar de volta.
•Que lhe culpem por algo que ela não fez e não a deixem se defender. É a única coisa nesse mundo capaz de deixá-la irritada (e muito). Ela explode e falar com ela nesse momento, a não ser que seja para ouvir seu desabafo gritado, é suicídio.
•Calor.
•Fogo.

❥ мedos / тяαυмαs / fobɪαs:
•Pavor de pernilongos. Aquela coisinha tem alguma coisa com ela que sempre a pica em todos os lugares, e ela é alérgica, então ela parou de tentar matá-los e agora foge de medo deles.
•Medo de carros em alta velocidade. Ela aceita qualquer coisa em alta velocidade, menos carros.
•Ela tem um trauma forte de fogo, mesmo que nem se lembre mais do incêndio, ela começa a tremer só de ver as chamas e prefere se manter longe. Se for um incêndio ela até perde a força nas pernas.
•Monofobia - Medo de ficar sozinha. Isso não é exatamente medo de estar só no mundo e sim medo de perder pessoas importantes pra ela, então ela pode estar cercada de pessoas em toda parte e ainda ficar morrendo de medo. Acredite ou não isso lhe fez ter certo medo de atrasos. Se você se atrasar apenas alguns segundos do horário previsto ela jura que alguma coisa aconteceu e começa a te procurar como uma condenada e começa aos poucos a entrar em pânico.

❥ ραя:
•Subaru Sakamaki

❥ αo мαɪs?:
*Fatos*
•Ela está repetindo o 1º ano do ensino médio.
•Ela já ganhou um prêmio para jovens prodígios em literatura.
•Ela é ambidestra. Desde pequena ela tem facilidade em utilizar ambas as mãos.
•Seu sonho é se formar na área de psicologia.
•Sua real data de nascimento, que, a não ser que você brote com sua mãe verdadeira na história que é o único ser vivo que conhece essa data, ela nunca vai saber, é no dia 23 de maio e ela é do signo de gêmeos.
•Ela ama diários, ao ponto de que raramente um deles dura mais de meio ano e toda vez que acaba ela compra outro e guarda os antigos. Ela usa metade de suas estante para livros e a outra metade para seus diários (que do jeito que ela é descuidada, nunca se deu ao trabalho de trancar por achar que ninguém vai ler, mas ninguém além dela é intrometido mesmo, então tá de boas).
•Ela adora se juntar a ONGs, então nunca nega ajudar uma sempre que alguém lhe recomenda. Mas ela sempre acha algo pra fazer, então ela nunca procura uma por si mesma.
•Ela tem um pequeno problema de asma desde o dia do incêndio, por seu pulmão ter sido muito castigado, mas por alguma razão ela não tem ataques quando se sobre-esforça e sim quando fica assustada ou preocupada em excesso (o que é o mesmo que assustada). Basicamente, se ela estiver morrendo de medo de alguma coisa ela começa a perder o ar. Mas faz muito tempo que não acontece, então sua bombinha está carinhosamente guardada em sua gaveta a alguns anos já. Acho que ela nem lembra onde guardou.

*Frases*
•"No que eu me meti..."
•"Pessoas que não merecem morrer não deveriam fazê-lo nem pelas próprias mãos."
•"Você só perde quando não tem força de vontade pra ganhar. Você pode fracassar incontáveis vezes, mas enquanto continuar tentando você ainda não vai ter perdido."
•"A única diferença que eu vejo entre vampiros e humanos é a dieta. Eu conheço vários humanos que são verdadeiros monstros, mas nunca conheci nenhum vampiro que o fosse. E, cá entre nós, eu conheço vários deles."
•"Vamos! Estou esperando! Me mostre um novo mundo que ainda não conheço!"
•"Você tem que saber correr atrás do que quer, e principalmente, perceber quando o que você quer está correndo atrás de você."
•"Todos tem um momento em que querem esmurrar a parede, só que ninguém quer quebrar a mão depois. Você pode fazer o que quiser, independente do que os outros pensam, mas tem que saber lidar com as consequências depois."
•"Eu te entendo perfeitamente, talvez até melhor do que você se entende, mas não me peça pra concordar com você. Isso é algo que nem eu posso fazer."

『яelαςão coм:』

❥ ραя:
•Claro que eles não eram um casal feliz de primeira, mas ela sentiu uma certa nostalgia (ou dejá vu) mesmo ao vê-lo pela primeira vez, também por seu temperamento curto ou o fato de sua fala muitas vezes parecer a de um gangster, ou... bem, sei lá, nunca sei porque tenho meus dejá vus, não vou saber os dela (mentira, mas se falar não tem graça). No início ela realmente não sabia como reagir ao jeito que ele ficava irritado tão rápido, aliás, não sabia reagir ao jeito em que ele sempre parecia de certa forma zangado com alguma coisa, mas ela foi se acostumando até bem rápido (afinal, ela provavelmente seria a pessoa mais tolerante dessa fic). Apesar do jeito tsundere do garoto foi até bem fácil descobrir seu lado gentil, que ele não escondia muito bem (e ela é boa em ver esse tipo de características também) e isso, de certa forma, fez com que ela começasse a achar Subaru até bem fofo (mas ela não conta de jeito nenhum. Não acha que ele sentiria prazer se ela dissesse que ele é a criatura mais amável e gentil que ela já conheceu). Subaru normalmente está sempre em cima dela por seu jeito descuidado e intrometido, e fica extremamente irritado com sua teimosia e persistência, mas normalmente, nas poucas brigas, é uma briga unilateral (o que deixa o garoto ainda mais irritado até ela achar uma maneira de tirar sua atenção da situação que o irritou), por alguma razão ela raramente fica chateada ou irritada com seu jeito violento de falar e agir (ela nem parece levar a sério), apenas quando vê que ele não está irritado por algo bobo e está realmente zangado com ela. Nesses casos, ela murcha. A única coisa que ela detesta em Subaru não é exatamente ele, e sim a maldita adaga. Perdeu a conta de quantas vezes quis quebrar aquela coisa em mil pedacinhos mesmo sabendo que Subaru se irritaria, mas ela sabe que a adaga é preciosa pra ele então não se atreve a mexer nela. Mas admite que torce pra ele deixar ela ficar com a adaga só para mantê-la longe dele.

❥ sαkαмakɪs:

•Shu:
No início ele era realmente um objeto de estudo pra ela. Como alguém consegue passar uma parte tão grande do tempo dormindo? Mas ao conhecer Shu ela realmente passou a adorá-lo! Basicamente, não tem nada nele que a incomoda. Ele é quieto, mas o silêncio ao seu redor é confortável (não era no início, mas ela se acostumou depois). Os outros irmãos são mais divertidos, mas se ela quiser ele é a pessoa que ela consegue conversar por mais tempo (quando ela faz ele estar disposto a responder). Não se falam muito por razões óbvias, mas não se lembra da última vez que teve problemas com Shu.

•Reiji:
Ele é meio... sinistro? Ela nunca entende o que ele está pensando e sinceramente não entende como ele pensa. Quando acha que entende, nunca é um entendimento profundo. Reiji é uma incógnita. Ela não o odeia, mas as vezes parece que ele que nunca fala com ela. Quando fala normalmente é uma das várias críticas que ele tem para ela (cá entre nós, Maya é um prato de carne fresca para Reiji. Ela não faz nada certo e a última coisa que ela é com certeza é uma dama. Eles são bem neutros em relação ao outro. Poucas foram as vezes que sentiu que entendia Reiji, mas essas vezes foram o suficiente para ela confiar nele (como eu disse, todo mundo pra ela é santo até que se prove o contrário).

•Ayato:
Dois fanáticos por esportes. Se ele está por perto pode ter certeza de que nenhum dos dois está parado. Ela adquire uma aura competitiva que nem ela sabia que tinha quando Ayato está por perto. Ele é muito bom em esportes e é pariu pra ela, então isso a torna decidida a ganhar. Esportes são as únicas coisas nas quais ela é boa, então como poderia se permitir perder? Eles se desafiam a jogar o tempo inteiro e você nunca vai achar outra situação em que eles estão tão sérios. Eles são muito mais rivais do que amigos, apesar de darem risadas juntos, principalmente em uma quadra, mas não se falam com muita frequência fora dessa situação, mas quando falam se dão bem. Ela não apóia suas pegadinhas, mas se sente culpada demais para impedi-lo por quase sempre rir delas. Ele é divertido.

•Kanato:
Uma das criaturas mais fofas da humanidade, até ter seus ataques de bipolaridade. Algumas vezes Kanato consegue ser incrivelmente grosso e... bem... sinistro. Parece o tipo de pessoa que se vê como vilão dos filmes de terror, rindo mesmo que esteja fazendo algo péssimo, mas ao invés de pensar que ele é assustador ela com o tempo passou a pensar nele como alguém interessante. Gosta de analisa-lo e tentar descobrir o que ele pensa. Mas tem pavor de Teddy. Ela gosta de bichinhos de pelúcia, mas jura que já ouviu aquele bicho falar, então ela começou a tratar Teddy com extremo respeito, com medo de ele estar possuído e matá-la enquanto ela dorme. Ela tenta ignorar o medo retardado que sente pelo bicho de pelúcia, mas se sente muito desconfortável qualquer momento em que ele esteja em seu campo de visão.

•Laito:
Acha Laito uma pessoa consideravelmente divertida. Não importa que situação, ele sempre consegue fazê-la rir (se bem que, dependendo do que ele fala, o riso é de desconforto). No início ela admite que sentia certa aversão ao garoto por seu jeito de agir, mas com o tempo ela se acostumou a isso. Não são exatamente grandes amigos (talvez por ela não ser uma pessoa tão interessante), mas gosta de Laito.


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