~NikyNeko

NikyNeko
I'm not strange, I'm special
Nome: Nicole
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil
Aniversário: 26 de Março
Idade: 16
Cadastro:

Vampires


Postado



"You're a Vampire so foolish, Shuu Sakamaki"

✰ Nome Completo ✰
Niwa Hoshizora

*Niwa significa "Jardim"*
*Hoshizora significa "Céu estrelado"*

✰ Apelido(s) ✰
*Niwan*
Esse apelido tem duas "origens". O primeiro, é um diminutivo de Niwa-chan, e o segundo, uma mistura de Niwa com Nikuman (pão de carne cozida), porque é seu alimento favorito. Uma amiga da escola lhe apelidou assim (ela era do tipo que adorava inventar apelido para as pessoas).

*Iwa*
Quando menor, seu irmão não conseguia pronunciar seu nome, então quando tentava chamá-la acabava chamando-a de "Iwa"

Sinceramente, ela gosta mais que a chamem por seu nome do que por apelidos. Seu irmão foi a única exceção que já abriu, porque achava muito fofo ele a chamando de Iwa. Então mesmo que ela não impeça ninguém de chamá-la pelo apelido ela fica bem alegre quando lhe chamam pelo nome.

✰ Idade ✰
18 anos - 21 de julho (Leão)

✰ Aparência ✰



Bônus

Seu tom de loiro muitas vezes parece ouro derretido. Seus cabelos descem, esvoaçantes e sedosos, até suas coxas, e mesmo as laterais de sua franja chegam no mínimo até metade de seu tronco, com sua parte central recaindo sobre o rosto, arrumada de forma á, por pouco, não cobrir seus lindos olhos azul-gélidos, de órbes brilhantes como estrelas. Seu cabelo é tão solto que as menores brisas o desarrumam, o que á levou a ter sua mania de mexer no cabelo. Já seus olhos são emoldurados por longos cílios negros e sobrancelhas douradas, que os realçam. Tem lábios pequenos e carnudos, que guardam um sorriso matador. Mesmo sendo uma garota tão linda sua mãe sempre dizia que apenas seu sorriso era seu maior charme. Dizia ele dá uma sensação de estar te aquecendo de dentro pra fora. Niwa tem um corpo esbelto, com curvas medianas suaves, quase moldadas. Elas são aparentes, apesar de não serem realmente enormes, mas o que não têm de tamanho, tem de beleza, como se seu corpo fosse uma obra de arte. Ela é magra e, para os padrões japoneses, consideravelmente alta, com 1,71m de altura. Nada engana, ela é uma garota fraca. Apesar de ela tentar forçar a parecer forte ela dificilmente carregaria alguma coisa com a metade de seu peso. Ao erguer seus braços é possível ver o contorno de quase todos os ossos de seu tronco. Sua lombar é um pouco mais funda do que o normal, o que leva sua postura a ser um pouco mais empertigada, para equilibrar. Ela normalmente é vista usando arcos ou tiaras no cabelo, porque ajuda a manter a "juba" no lugar.

✰ Personalidade ✰
Desde que chegou no mundo dos sonhos, sua personalidade mudou muito, mas algo que ela sempre foi é travessa. Travessa e cheia de astúcia. Ela é uma garota brincalhona, espirituosa e animada. Ela gosta de provocar e importunar as pessoas ao seu redor pelo simples fato de que acha engraçado. Ela usa e abusa de ironia, cinismo e sarcasmo tentando despertar diferentes reações no interlocutor. Garanto que é impossível ter uma conversa amigável com ela sem se sentir irritado, confuso, envergonhado e surpreso, tudo isso num período inferior a 5 minutos. Essa sua extrema malícia se equilibra quase perfeitamente com sua inocência. Essa inocência reflete o simples fato de que nada do que ela faz é com a intenção de ferir ou prejudicar alguém. Bem, ao menos a intenção ela não tem, mas quem disse que só isso adianta, certo?

Consideravelmente mimada. Ela cresceu agindo da maneira que queria, quando queria, sem ser corrigida e isso se tornou um costume. Ela acha que nada do que faz pode estar errado. Quando não consegue algo que quer ela fica extremamente frustrada e emburrada, sem sequer entender porque não conseguiu. Limitá-la então é praticamente suicídio. Nada a deixa mais agoniada do que lhe disserem o que ela pode ou não fazer. É pior ainda do que mandar ela fazer alguma coisa. Algumas regras ela acha que inclusive fogem da lógica, o que a deixa ainda mais irritada. Não suporta ouvir um "não" como resposta. Inclusive, boa parte das vezes, ela ignora. É como aquela criança que pergunta se pode fazer a tarefa de casa depois de brincar e lhe dizem que não pode. Gente! Ela vai fazer de qualquer jeito! Quem liga pra hora! Provavelmente é isso que ela pensaria.

Boa parte do tempo, ela é dolorosamente sincera. Não se preocupa sequer em medir suas palavras. Se algo a incomoda ela vai dizer em alto e bom som. Se ela gosta de alguma coisa ela também vai deixar bem claro. Afinal, porque ela deveria esconder? Em algumas situações ela sequer muda sua expressão facial quando acha que sua opinião é óbvia demais, e jamais sequer passa por sua cabeça como suas palavras podem afetar a pessoa na sua frente. Porém, se der na telha ela pode te enganar de maneira ardilosa apenas para te provocar. Desde pequena ela sempre foi sagaz e esperta, sempre sabendo o que dizer na hora certa, com carisma e uma grande habilidade de convencer. É muito difícil não acreditar em suas palavras, principalmente por ela ser tão sincera em boa parte do tempo, então ninguém espera que ela minta (mesmo que esperem, é muito difícil desconfiar de seus olhos inocentes).

Já ouviu falar dos corvos? Apesar das terríveis lendas que giram ao seu redor, o animal é visto como sendo tão ou mais esperto que crianças humanas de 7 anos. Um animal brincalhão, que gosta de fazer graça com animais menos espertos (como pobres cachorros, que o perseguem enquanto ele voa de uma árvore para a outra, rindo do coitado por dentro) e que, quando encontra uma carcaça dura demais, imita o som de animais carnívoros que possam amolecer a carne para ele para atraí-los, como leões! Esses abusados usam leões como escravos, e esses nem sabem que estão ajudando! Niwa é bem parecida com os corvos. Você pode pensar que ela está na palma da sua mão, sendo perseguida por você, quando na verdade você que está correndo de um lado para outro na palma de suas mãos. Ela pode estar te usando e você nem vai ficar sabendo, mas eu te garanto que você também vai sair ganhando. Sua cabeça funciona na velocidade da luz. Talvez ela seja muito impulsiva, mas pra quem pode facilmente pensar em tudo já agindo, quem precisa pensar antes de agir?

Não deixe ela descobrir seus pontos fracos, porque ela vai usá-los alegremente contra você. É daquelas que vai te dar um susto de enfraquecer as pernas quando souber que você está assustado, e depois, rindo da sua cara, ela vai te estender a mão e te levantar. Ela vai te jogar na merda e depois limpar a bagunça sozinha para compensar. Ela só quer se divertir. Talvez ela te cause problemas, mas saiba que ela nunca vai te deixar na mão depois. Pelo menos ela sabe tomar responsabilidade por seus atos. Talvez isso seja uma forma de maturidade? Bem, alguma coisa ela tinha que ter, com 18 anos.

Inconveniente, as vezes parece que ela realmente espera os piores momentos pra aparecer, e nesse momento ela decide se vai fazer graça com a sua cara, te oferecer ajuda ou os dois, normalmente optando pela última opção. Ela realmente vê muita graça na desgraça alheia e não esconde 9sinceramente, até na própria desgraça ela vê graça), mas ela sabe sim que a pessoa está com problemas e não conseguiria deixá-la sozinha. Ela tem um senso de humor tão forte que as vezes até ela tenta segurar (as vezes só de alguém lhe encarar com a expressão séria lhe da vontade de rir). Muitas pessoas inclusive fazem graça com ela, apostando que ela não consegue ficar mais de 60 segundos sem rir. Orgulhosa como é, ela considera a aposta um absurdo e sempre aceita o desafio. Até hoje ela não ganhou.

Sorridente, divertida e alegre, é incrível a maneira como ela sempre consegue sorrir nas piores situações. Não é nem que ela é otimista e acha que tudo vai dar certo. Ela apenas acha que é um desperdício ficar deprimida o tempo inteiro porque a situação está ruim. Ela tem muita confiança em si mesma e sorri zombando da situação, porque sabe que, não importa quantas vezes o mundo a quebre em pedaços, vai ser fácil catá-los de novo. Algumas vezes sua confiança é inclusive forçada. Quando ela começa a ficar preocupada ela se enche com sua típica confiança inabalável, como um escudo infalível pra quando a coisa estiver feia. Desistir, pra ela, é praticamente uma blasfêmia contra sua pessoa. Desistir é perder antes de se esforçar. Nada é pior do que perder por desistência, a não ser talvez ganhar por meio dela.

Sua inconveniência é, muitas vezes, consequência de sua enorme curiosidade. Qualquer coisa que chame sua atenção vai prender instantaneamente seu olhar, até ela analisar o suficiente para se sentir satisfeita. Qualquer novidade faz seus olhos brilharem como os de uma criança. Se emociona ao descobrir algo que não conhecia ou aprender algo que não sabia. Por mais distraída que seja, qualquer coisa interessante sempre captura seu olhar. Nem ela sabe o porque, mas apenas sente a necessidade de saber tudo sobre qualquer coisa. Ela não consegue ignorar nada e nunca deixa nada passar despercebido.

Determinada e teimosa, ela jamais muda de ideia depois de chegar a uma decisão. Ela faz a merda que ela quiser e não vai te deixar impedir. Pode ser o impossível que for, não importa o quão difícil seja nem qual risco ela vai correr. Se ela já decidiu é porque ela vai fazer. Não é como se existisse algo impossível pra ela. Pode ser difícil, mas nada que ela não consiga. Riscos? Até andar na rua tem riscos, mas não é como se ela fosse se deixar ser atingida. Foi? Ha! Como se isso fosse para-la. Coragem? Estupidez? Nah, é só sua determinação e teimosia se unindo a sua imbatível confiança. Ela pode até seguir suas regras, mas também vai criar as suas próprias.

Interessante para uma mulher que já foi um sonho, mas ela é uma garota sonhadora. Esperta, mas distraída, as vezes ela viaja para o próprio mundo e não percebe o que acontece ao seu redor. Ela sempre está pensando nos “porquês” e nos “e se” do que pode e poderia acontecer. Sempre indagando sobre coisas que quer descobrir. Talvez você passe as mãos na frente de seus olhos e ela não te veja. As vezes ela parece dar mais importância a sua imaginação do que ao mundo real. Mas, para sua sorte, ela tem uma intuição afiadíssima. Parece que pode prever o futuro ou tem olhos nas costas, porque mesmo que pareça distraída, as vezes ela acaba percebendo coisas que os outros não percebem. Ou talvez sua curiosidade seja maior que sua distração. De alguma forma ela consegue sonhar acordada mantendo sua guarda alta para situações importantes.

Ela também tem uma criatividade, no mínimo, interessante. Sabe aquelas ideias nas quais ninguém pensaria, e com uma boa razão? Normalmente saem da boca dela. Lhe falta bom senso. Ela é aquela pessoa que, literalmente, sempre parece ter a necessidade de alguém para agir como babá. O engraçado é que, apesar de as pessoas ao seu redor pensarem que ela não conseguiria se virar sozinha, ela na verdade consegue. É só que o "mundo dela", onde ela consegue se virar, é diferente do que você está acostumado. Ela não da valor a muitas coisas que os outros consideram importante e da muito valor a coisas que ninguém mais nota. Vale lembrar que ela só teve duas vidas: Uma delas era a vida de uma adolescente, sem maiores responsabilidades, que sempre tinha alguém pra cuidar dela. A segunda foi uma vida de rainha, mas no mundo dos sonhos. Um mundo que literalmente funcionava a seu favor. Ela tem certeza de que é uma garota independente, mas lhe falta um choque de realidade. Algo para que ela perceba que o mundo não funciona da forma que ela imagina e é muito mais complexo do que aparenta. Um choque de realidade, tudo bem, mas não se de ao trabalho de tentar acabar com sua confiança. Isso simplesmente é impossível. Bem, talvez não da forma ideal, mas ela sabe se virar.

Digamos que ela tem um leve (ou não) toque de arrogância. Ou melhor, uma confiança excessiva que passa essa impressão. Elogios? Eles só servem para confirmar o que ela já sabe (aquelas que quando você elogia responde "É claro!" ou "Eu sei!"). Os elogios que a pegam desprevenida são aqueles que ela não espera, naquelas áreas que nem ela acha que é boa ou simplesmente algo que achava que ninguém notava, mas ela ainda vai fingir que já sabia. Bem, mas isso não significa que ela não vai se sentir muito mais feliz do que o normal. Essa sua forma de “arrogância” sempre descontrai o ambiente. Ela é muito boa em acabar com climas desconfortáveis. Sabe aquela pessoa que, quando você ignora, ela continua falando sozinha se lixando se você está ouvindo ou não? Se você pretender ignorá-la e então, depois, comentar algo que ela disse, ela vai te importunar muito por causa disso. Você pode ser grosso ou mal educado com ela o quanto quiser, isso não vai derrubar sua confiança. Você tem um escudo? Bem, vamos ver se ele consegue impedi-la de entrar. Cuidado, ela vai chegar na surdina, vai distrair os guardas e atravessar antes que você possa impedir. Você não vai ver ela chegando, não vai suspeitar de sua sombra e nunca vai saber o que te atingiu. Quando perceber ela vai estar derrubando seus muros por dentro.

Apesar de problemática, ela é uma garota gentil e prestativa. Ela gosta de ajudar e se sentir útil. Aliás, ela gosta de resolver problemas em si, sem uma razão especial. De problemas sérios à simples problemas de matemática ou uma cruzadinha, ela gosta de resolver todos. Se ela te ajudar, isso é um bônus. Sim, matemática! Ela é uma daquelas espécies em extinção que tem matemática como sendo sua matéria favorita. Competindo com matemática está história. Química e física logo atrás. Era das crianças que ninguém precisava obrigar a ir pra escola. Essa garotinha já usava expressões como "cujo" quando ainda tinha 5 anos. Ela sempre teve uma inteligência muito superior a média e ainda aquela rara paixão pelo estudo. Não tenho nem que dizer que ela é um pequeno geniozinho, certo? Ela não apenas tem notas boas, ela fecha todas as provas. Seu passatempo favorito na escola era procurar alunos com notas baixas e ensiná-los. Ela sempre gostou do fato de suas explicações serem muitas vezes mais fáceis de entender que as dos professores e adorava demonstrar essa habilidade. Quanto mais gente para ensinar, mais problemas pra resolver!

Apesar de parecer, e de certa forma ser, uma garota forte, ela consegue ser muito sensível para alguns assuntos. Primeiramente, ela não suporta ouvir seu nome e a palavra odeia na mesma frase. Não aguentaria que alguém realmente lhe odiasse. Afinal, ela sabe que não é uma santa, e sabe que é impossível agradar a todos. Mas odiar? Ela realmente fez algo ruim o suficiente para ser odiada? Sinceramente, se qualquer um disser diretamente ou até por suas costas que à odeia ela literalmente ia começar a chorar. Ela apenas nunca quis que pensassem que ela é algo que na verdade não é, e quer que gostem dela da maneira que é. Ela é uma garota sincera e honesta, que sempre fala exatamente aquilo que pensa e sempre age da maneira que quer agir, isso apenas pelo simples fato de que ela quer ser ela mesma. Afinal, se não gostam dela como é então o amor dos outros para consigo não significa nada. Mas isso também faz com que o "odeio" dirigido a ela seja muito mais pesado. Porque significa que ela é odiada por ser ela mesma. Mas ela sempre achou que os sorrisos mais difíceis de conseguir fossem os mais alegres, os objetivos mais difíceis de alcançar fossem os que mais valessem a pena, e o amor mais difícil de conseguir fosse mais sincero e o de maior valor. Você pode odiá-la, e isso pode deixá-la apreensiva e intimidada, mas ela não vai desistir de fazer você gostar dela. Quando conseguir, vai te atormentar muito com suas comemorações.

Apesar de ser uma garota simpática ela definitivamente não é do tipo que gosta de todo mundo. Lembra quando eu disse que ela tem uma intuição forte? Ela sente imediatamente se a energia de alguém está ruim, por mais inofensiva que a pessoa pareça. As vezes ela chega a desconfiar até de pessoas inocentes que por alguma razão estão num estado de raiva. Além disso seus sentimentos interferem muito, então se ela ouviu algo ruim sobre a pessoa ou se alguma vez a pessoa fez algo que a irritou ela vai sentir uma aversão automática por essa pessoa. Mas isso também significa que sua cabeça simplesmente ignora sinais ruins vindos de alguém que ela gosta e confia.

Além disso ela é uma garota rancorosa e vingativa. Se alguma vez você a prejudicou ou à algum de seus amigos ela sempre vai te olhar com a cara torta, por mais arrependido que você esteja e por mais culpada que ela se sinta por não conseguir te perdoar. Conseguir o perdão dela, se o que você fez foi grave, é muito difícil. Talvez você até consiga amolecer seu coração e ela não tente te prejudicar, mas conseguir sua amizade será um desafio enorme. O mais normal é ela fazer uma pequena "vingançinha" (dependendo do que você fez, muitas vingançinhas) para conseguir te perdoar pelo que você fez, porque ela perdoa imediatamente alguém que acha que pagou por seus pecados (mas pecado pra ela é tudo. Tente acordá-la no meio da noite e ela vai mudar seu despertador para ás 2 da manhã no dia seguinte).

Niwa também tem um lado educado e maduro (meio forçado) graças a forma na qual foi criada. Ela está acostumada a agir com educação com estranhos e a respeitar muito os mais velhos. Ela sempre tenta agir como uma dama e como a garota perfeita com aqueles que não conhece bem ou em eventos específicos, porque foi assim que ela foi ensinada. Seu pai não era muito presente, mas era uma pessoa rígida e sempre exigia isso dela. Ela também não tem a capacidade de desobedecer pessoas acima dela na hierarquia (como professores, chefes, responsáveis ou adultos importantes em si). Ela raramente age como ela mesma com esses tipos de pessoa, porque sabe que seu jeito de agir não agrada as pessoas do mundo real. Só é ela mesma (da forma que eu descrevi anteriormente) com seus amigos ou sua família ou com pessoas que vai ter que conviver por muito tempo (no começo ela até consegue forçar, mas depois de um tempo ela vai se acostumando e começa a se soltar se não tiver ninguém com quem ela consiga agir normalmente para descarregar o estresse do "teatro").

Ela parece um pouco com uma flor. Não como uma rosa, que pode se defender com seus espinhos. Ela parece um lírio no quesito de ser inofensiva e indefesa. Ela é fraca e não tem como se proteger, então tudo que pode fazer é desconfiar, tentar parecer maior e evitar se aproximar de qualquer ser que possa demonstrar um mínimo sinal de perigo. Ela é sociável, mas poucos são aqueles nos quais ela realmente confia, e sua confiança pode ser facilmente perdida. Mas, bem, sempre tem a opção de, mesmo sem confiar em você, ela ainda não querer se afastar. Deixar sua segurança em segundo plano, porque não quer te perder. Ela se apega de uma maneira miseravelmente fácil. Se você conseguiu sua confiança ela já vai te considerar uma das pessoas mais importantes em sua vida. Isso também faz dela muito manhosa, carente e ciumenta. Seu amigos? Se eles tentarem fazer amizade com com outras pessoas ela até deixa, mas vai grudar neles como cola e exigir atenção com muito mais frequência.

✰ História ✰
Ela nasceu em uma família com ótimas condições financeiras. Seu pai era gerente de um grande hospital, e sua mãe era uma de suas enfermeiras. Tenho que dizer que eles se conheceram no trabalho? Seu pai, Hokuto, sempre ficou muito encantado com a forma que sua mãe, Chihaya, mesmo sendo apenas uma enfermeira, sempre fazia o possível e o impossível para que os pacientes não se sentissem desconfortáveis no hospital. Afinal, quem vai para o hospital feliz? Quem fica internado e não sente medo? Ela parecia disposta a fazer todos esses sentimentos desaparecerem. Quanto a sua mãe, bem, claro que ela respeitava o próprio chefe. Quando ele começou a conversar com ela, interessado na única pessoa do hospital que parecia nunca ficar fria ou séria, eles não levaram muito para gostarem um do outro. Quando se casaram, a razão principal foi o nascimento de Niwa.

Além de ser tão bonita, não foi segredo depois de um tempo que a garota era muito esperta. Não adiantava tentar esconder nada dela, ela sempre encontrava. Os brinquedos para crianças de sua idade, como colocar os objetos no buraco certo ou juntar os objetos de mesma cor eram fáceis demais pra ela. A garota aprendeu inclusive a fugir do berço antes de aprender a andar. Aliás, ela aprendeu muita coisa antes de andar, como falar, por exemplo. Isso foi porque, boa parte do tempo, ela sempre era carregada e sequer tinha a oportunidade de dar seus primeiros passos. Assim, em seu aniversário de um ano ela finalmente foi deixada sozinha por alguns momentos, enquanto seus pais cumprimentavam as visitas, e deu seus passinhos até eles, 2 meses após ser capaz de formar pequenas frases. Aposto que você consegue imaginar o rosto surpreendido de sua mãe quando sua criança de repente aparece agarrando a barra de seu vestido a 7 passos (de adulto) de onde a deixou.

Ela teve uma vida consideravelmente normal, apesar de ter ficado consideravelmente mimada. Seus pais trabalhavam o dia inteiro, e ela ficava com uma babá. Que babá corrige as crianças hoje em dia? A garotinha até desenvolveu um reflexo de levantar os braços quando lhe diziam para trocar de roupa. Ela sequer partia a própria comida. Cá entre nós, ela já foi criada como uma rainha. Apesar de mimada ela era muito amada pelas pessoas ao seu redor, porque ela jamais diferenciava as pessoas por aparência ou classe social, que era o esperado de uma garota que nasceu em berço de ouro e com um rosto tão lindo. Ela fazia amizades facilmente, sem nunca desconfiar de ninguém. Ela achava que ninguém jamais teria razões para machucá-la. De alguma forma ela conseguiu adquirir essa "arrogância" sem se tornar metida.

A única coisa que essa garotinha que tinha tudo conseguia sentir falta de vez em quando era realmente o tempo com seus pais. Como ambos saíam muito cedo ela começou a tentar acordar cedo também e tomar café da manhã com eles. Uma garotinha de 4 anos acordando as 5:30 da manhã para tomar café da manhã, claro que seus pais não deixaram. Sendo assim sobrava pra ela o jantar. A noite era seu horário favorito. Sua mãe deixou de fazer plantão para ganhar salário extra e começou a vir para a casa mais cedo, jantar com ela. Nem sempre seu pai chegava a tempo, mas quando os três estavam em casa era o momento que a deixava mais feliz. Sua mãe sempre brincava com ela e seu pai, mesmo não sendo de brincar, sempre ouvia pacientemente enquanto a garotinha lhe contava todas as suas pequenas descobertas que a deixavam tão animada (se bem que de vez em quando ele era surpreendido com a descoberta da garota de "saquinhos de chá" no quarto dos pais, perguntando pra que servem. Sua mãe riu até não poder mais enquanto seu pai largou qualquer coisa que estivesse fazendo para lhe encarar, chocado, e pensando como reagir. A curiosidade da menina com certeza era inconveniente. Tenho que dizer que ela nunca se enganou com a história da cegonha?).

Se bem que o que a menina mais gostava era o período pouco antes de dormir. As vezes ela nem estava com sono, mas nunca negava quando sua mãe lhe colocava pra dormir. Niwa odiava o silêncio. Ela não suportava quando se deixava na cama, a casa num silêncio mortal... ela ficava tão assustada que não conseguia dormir. Era assim desde antes de aprender a explicar seus medos, e foi aí que sua mãe aprendeu a cantar para ela dormir. Sua mãe era apenas uma enfermeira, mas com certeza tinha uma voz abençoada. Ela colocava a filha no mundo dos sonhos com sua voz doce e, quando a menina acordava, já ouvia a música que a mãe sempre ligava antes de sair de casa no dia seguinte. Não havia momentos silenciosos.

Qualquer silêncio que pudesse existir, então, desapareceu quando tinha 5 anos e seu irmão mais novo, Naoki, nasceu. Ele recebeu o mesmo tratamento digno de uma "família real" que a irmã. Ele era um garoto doce, mas ele não conseguiu evitar se corromper como a irmã. Naoki, ou Nao, como a irmã o chamava, cresceu se considerando superior aos demais. Ele, seus pais e sua irmã eram os únicos que mereciam seu respeito, amor e carinho, e os outros, mesmo sua babá, eram apenas restos com a obrigação de fazer o que ele pedisse. Nao teve muita dificuldade em fazer amizades na escolinha. Mesmo os amigos que ele fazia pareciam mais interessados em seus brinquedos e em sua casa enorme do que no garoto. Ele não ligava, gostava de exibir o que tinha. Sua irmã era a única que tentava controlá-lo. A babá não ousava reclamar com seus pais e Niwa era a única que via o destrato com que o garoto tratava as pessoas. O garoto tinha uma lógica distorcida. Achava que pessoas da "baixa sociedade" não eram confiáveis e que, em seu lugar se aproveitariam dele do mesmo jeito. Ele tinha uma aversão inexplicável a qualquer um que não fosse sua família.

Apesar de Niwa conseguir fazê-lo parar de ser malvado, sua aversão continuava, e ele continuava sem amigos. Quando ouviu os garotos que eram seus "amigos" dizendo diretamente o quanto não gostavam dele ele expulsou, mesmo eles, da sua vida. Não que ele não soubesse que os garotos estavam interessado no que ele tinha e não nele, mas não deixaria que alguém que falasse mal dele abertamente entrasse em sua casa. O garoto ficou sozinho. Sua família ficava fora o dia inteiro e a babá sequer conseguia fazer companhia para o garoto, que sempre a expulsava.

Niwa contou para seus pais e os mesmos arrumaram uma solução. Colocaram Nao em uma escola pública (vale lembrar que as escolas públicas japonesas são muito boas, as vezes melhor do que as particulares, então eles usaram o fato de o ensino na escola ser melhor do que sua escola para convencer Nao a entrar). Claro que ninguém jamais se atreveria a jogar o garotinho, de agora 11 anos, numa escola pública sozinho. Afinal, ninguém sabe o que ele pode aprontar. Então colocaram Niwa, de agora 16 anos, para cuidar dele, na mesma escola. Niwa se adaptou em uma velocidade quase assustadora. Ela era amigável, e sua pequena arrogância, para os outros, era quase engraçada. Afinal, quem liga se ela se acha se ela não diminui ninguém? Ela era uma boa amiga e era uma garota confiável, sem preconceito. No início foi um inferno para seu irmão se adaptar. Ele ficava sozinho ou fugia para sala da irmã todo intervalo.

Ela sinceramente não sabia o que fazer. Queria provar para o irmão que as outras pessoas não eram ruins. Foi então que apareceu um garoto. Enquanto ela pensava no que fazer ela ouviu um som que parecia um miado de gato. Ela se ergueu e foi até o local, na parte de trás da escola, e viu um garoto de outra sala dando metade de seu lanche para um gato. Sinceramente, a quantidade de lanche que ele já tinha era bem deprimente, então ela ficou bem chocada de ele ser capaz de dar metade para o gato. Ele devorou seu lanche rapidamente e olhou com um olhar quase deprimente para o pote vazio. Então ela finalmente se mostrou e lhe entregou seu lanche. No início ele não aceitou. Parecia tentado, mas aparentemente destruiria seu orgulho comer o lanche de uma garota. Ela o convenceu quando disse que já tinha comido.
A velocidade com a qual ele devorou o lanche foi insana. Logo o pote estava vazio. Ele lhe devolveu o pote e agradeceu. Foi uma amizade que começou com um lanche.

O garoto era muito legal e amigável (apesar de ela o achar desnecessariamente sério), e quando disse seu nome ele ficou automaticamente formal, como se estivesse falando com o diretor da escola ou algo do tipo. Ela teve que insistir muito até ele falar com ela normalmente, apesar de ele ainda ficar meio rígido. Seu nome era Akatsuki Ryuu. Ela descobriu mais tarde que aparentemente a situação financeira dele não era muito boa (levou dias até ele resolver falar com ela qualquer coisa que envolvesse sua vida). Depois de um mês ele começou a tratá-la como uma amiga normal e se juntou a seu grupo na hora do lanche. Aparentemente ele não era muito sociável, porque ele custou a normalizar com seus amigos além de que, se ele podia sair de sua sala todos os dias comer com eles, ele provavelmente não tinha amigos em sua sala. As vezes ele sequer levava lanche, e ela acabava comprando pra ele.

Em um dos dias que seu irmão foi visitá-la em sua sala (o garoto finalmente parecia ter feito amizade com um garotinho aparentemente muito paciente e amigável de sua sala, apesar de Nao negar com todas as forças, mas ainda era óbvio já que ele parou de ir para sua sala com tanta frequência). Ele lhe perguntou mais tarde, em casa, sobre seu amigo novo, e quando ela contou tudo ele ficou horrorizado. Disse que tinha certeza que ele não levava lanche porque sabia que Niwa era gentil demais e definitivamente compraria lanche pra ele (ele olhava meio alto demais pra irmã). Disse que apostava que ele pedia muita comida (acertou nessa parte) e que provavelmente pedia os lanches mais caros (ultimamente ele pedia mesmo, depois que parou de se envergonhar quando ela oferecia). Ela ficou irritada. Não gostava quando alguém pensava que ela era algo que na verdade ela não era, e da mesma forma odiava quando pensavam que algum de seus amigos era algo que realmente não era. Ela tomou uma decisão. Apresentaria Ryuu para Nao.

No dia seguinte, Ryuu não apareceu para lanchar com eles. Ele tinha isso, de faltar alguns dias na escola, porque as vezes precisava fazer um trabalho extra para ajudar em casa. Mas ele começou a faltar seguidamente. Na próxima semana ele finalmente voltou pra escola, mas ele parecia meio estranho. Antes das aulas ele pediu para conversar com ela no intervalo. Ela achou uma ótima chance de pedir pra ele conhecer seu irmão. Quando se encontraram ele parecia nervoso, como se quisesse pedir alguma coisa importante, e como ele não falava e o clima estava ficando pesado ela resolveu pedir primeiro. Quando ela perguntou se ele queria ir em sua casa para conhecer seu irmão, no dia seguinte, ele gelou. Ele desistiu de falar o que quer que pretendia e apenas aceitou. Ele não conseguia olhá-la nos olhos, e voltou pra sua sala ao invés de lanchar com ela.

No dia seguinte ela arrastou Ryuu até sua casa, deixando Nao ainda mais horrorizado. Afinal, ele não sabia da visita. Assim que entraram ela foi tentar fazer os dois conversarem, e fazer Nao perceber que as pessoas de fora não eram ruins, mas alguma coisa deu errado. Aliás, muitas coisas. A primeira, Ryuu não conseguia falar uma única palavra. Ele não havia olhado em seus olhos desde o dia anterior e também evitava olhar para seu irmão. O garotinho cada vez mais impaciente, sendo grosso, mas Ryuu não respondia nada. Sinceramente ele tinha a cara de alguém que queria pular do prédio. Niwa ficou nervosa, e para romper o clima ruim ela resolveu pegar alguns lanches na cozinha (já que Ryuu adorava comer), mas ele foi atrás dela. No início ela não entendeu.

"O que foi? Está assim com tanta fome?" - Era deu uma risada.
"Eu tenho que te falar uma coisa..." - A expressão de sofrimento em seu rosto realmente a deixou preocupada.
"O que acontec-" - De repente as luzes apagaram.
"Me desculpe!" - Ele quase gritou, em pânico, quando a luz apagou. Pela primeira vez olhando pra ela com seus olhos assustados.

De repente ela ouviu um som forte vindo do lado de fora da cozinha e seu irmão gritou. Ela correu pra fora da cozinha e seu irmão de repente apareceu, se agarrando a ela. A casa havia sido arrombada. Dois homens entraram na casa. Um terceiro desceu as escadas segurando Sakura, a babá, prendendo seus braços e tampando sua boca. Um dos garotos, parecendo o mais velho, lançou dois pedaços de corda na direção de Ryuu, que as pegou no ar. O homem mandou que ele amarrasse Nao e Niwa. Ele amarrou o garotinho primeiro, que gritava e esperneava, dizendo que sabia que ele era um trapaceiro desde o início. Novamente Ryuu não conseguiu responder. Ao amarrar a garota ele simplesmente não conseguia parar de se desculpar.

Os garotos estavam armados com grandes facas e varreram a casa. Qualquer coisa de valor, eles pegavam e colocavam em um carro que estava do lado de fora. Quando o assalto começou, um dos 3 garotos foi para o lado de fora cuidar do carro. Eles não faziam barulho, evitando chamar a atenção dos vizinhos. Seu irmão era o único que gritava. Um dos garotos mandou Ryuu fazer o menino calar a boca e ele se ergueu, exitante na direção do menino. Conversou com ele tentando fazê-lo parar de gritar. Niwa o conhecia, ele não conseguiria ser intimidador o bastante pra calar Nao.
Um dos garotos o apressou para calar a boca dele, dizendo para simplesmente acertá-lo na cabeça com alguma coisa. Ryuu hesitou, mas pegou um enfeite de vidro, aparentemente pesado em cima da mesa de centro. Ele obviamente não queria acertá-lo, mas é como se não tivesse outra escolha. Niwa gritou para ele parar quando Nao finalmente pareceu se assustar.

"Porque está fazendo isso? Você não é assim!" - Ela implorou, mas sabia que mesmo que ele parasse ainda teria os outros três.
"Eu ia te pedir ontem..." - Sua voz tremia, mas ele tentava continuar compreensível - "Meu pai foi demitido. Vão nos expulsar de casa..."
"Se ele te pedisse para nos emprestar dinheiro nós não teríamos que fazer isso. Mas mesmo que você tenha grana você definitivamente não pagaria nosso aluguel certo? Para alguém que só conhece a um mês. Mesmo que quisesse seus pais não deixariam." - O garoto mais velho se mostrou
"Quando me chamou pra vir na sua casa eu não consegui te pedir. Não achei que meu irmão apareceria com essa ideia! Eu..." - Ryuu tentou interromper, mas seu, aparentemente, irmão parecia disposto a falar.
"Era isso ou morar na rua. Acha mesmo que com o que você ganha daria para alimentar a família inteira? Você é o único com a ficha limpa e que os lugares aceitam empregar. Estamos em uma questão de vida ou morte aqui! Pare de bater papo!"
"Eu sabia que você não era confiável desde o início! Eu devia ter insistido com a minha irmã pra não se envolver com lixos como você! Gente pobre só sabe pegar o que é dos outros e não ganham nada sozinhos!" - Ela imediatamente quis calar a boca do irmão, mas não foi a primeira a querer fazer isso.
"Já chega! Eu vou calar a boca desse pirralho! Eu não pretendia ir embora deixando esses três inteiros mesmo!" - O segundo homem se levantou e andou na direção deles.
"Espera! Você vai fazer o que? Vocês não iam só...!" - Ryuu se levantou e se colocou em seu caminho, tentando segurá-lo.
"Acorda! Não importa o quanto você gosta dessa garota e o quão legal ela seja aos seus olhos, você acha mesmo que a gente vai sair daqui andando felizes e ela vai te cumprimentar com um sorriso no dia seguinte? Quer ir pra cadeia?"
"Não! Par-!" - Ele não conseguiu segurá-lo.

O homem ia acertar Nao com a faca. Ela tentou empurrar Nao na última hora, mas acabou ficando no caminho. Ryuu agarrou a mão do homem por trás, tirando a lâmina de sua direção, mas a base da faca lhe acertou com grande força na cabeça. Ela sentiu uma pontada forte e desmaiou.

Quando abriu seus olhos ela sentiu algo úmido no chão. Com a escuridão, ela não sabia no que estava tocando. Ela se levantou, forçando os olhos, e parecia estar em meio a ruínas. Havia concreto aos pedaços por todos os cantos, e o chão estava coberto pelo líquido que ela não podia ver. Foi apenas algo que passou por sua cabeça, mas lhe fez arrepiar. "Sangue?". De repente alguém apareceu, segurando o que parecia um lampião, mas ela não conseguia ver seu rosto. Ele olhava para o outro lado. Ela gritou, chamando por ajuda e ele virou em sua direção, abaixando levemente o lampião, mas o suficiente para ela não conseguir mais ver seus olhos. Sinceramente, quem usa lampião nos dias de hoje? Ele não tem uma lanterna?

Ignorando a dúvida ela correu em sua direção. Em direção a mão que ele estendeu em sua direção. Ela tropeçava várias vezes no chão molhado e nos pedaços de concreto. Ele estava do lado do que parecia ser o resto de uma parede. Ela finalmente alcançou sua mão, sentindo um alívio enorme. Ele a puxou em sua direção, largando o lampião. Quando ele caiu no chão, quebrou, e imediatamente incendiou o chão molhado. Talvez fosse algum tipo de combustível?

Ela se assustou quando o fogo se espalhou ao seu redor. Ela e o garoto estavam em cima de um pedaço de concreto, ao lado da parede. Foi o único lugar que não incendiou. Ela olhou na direção do garoto, como se quisesse que ela ajudasse a pensar no que fazer. Era Ryuu. O mesmo olhar de sofrimento que ela viu em seu rosto da última vez, como se estivesse prestes a chorar. Antes que ela pudesse dizer alguma coisa ele usou sua mão esquerda para lhe prender na parede, pelo pescoço. O calor era infernal, como se logo ela fosse começar a derreter. Sua cabeça doía, e a fumaça, somada ao aperto em seu pescoço não lhe deixava respirar.

"Eu sinto muito! Eu sinto muito Niwa! - Ele aumentou o aperto. - "Eu vou morrer com você, então me perdoe!"
"Ryuu..." - Ela queria falar. Dizer para ele parar. Mas ela simplesmente não tinha ar o suficiente para formar palavras.

O fogo pegou na calça de Ryuu, se espalhando até ele estar em chamas. Cada vez que gritava, o aperto em seu pescoço parecia mais forte. Seu corpo inteiro doía. Sua alma chorava. Ela ia morrer agora? Ela ia morrer desse jeito? Ela morreria assassinada pelo melhor amigo, enforcada e queimada, e Ryuu morreria como um assassino? Como isso aconteceu?

De repente, Ryuu desapareceu. Seu corpo simplesmente não estava mais lá, mas por alguma razão ela ainda sentia o aperto em seu pescoço. Ela chorava, de desespero, dor e agonia. As chamas chegaram até ela e a queimaram viva. Ela acordou desse pesadelo apenas para se encontrar em um sonho eterno. O mundo dos sonhos. Lá, eles a receberam como uma rainha. Foi como se ela nunca tivesse saído de casa. Seria assim? Todo lugar que ela nascesse seria com o objetivo de reinar? Ela merece isso? Ela mal pode proteger seu irmão, como poderia ser uma rainha e ficar responsável por um país inteiro? Mas ela viu que aquele mundo era diferente do que ela conhecia. Era como viver em um sonho que ela poderia controlar. Ela criou um mundo só dela, mas os outros habitantes daquele mundo estranho também viviam lá. Ela era amada e respeitada por todos. Um mundo onde todos eram felizes. Será que ela conseguiria fazer isso?

Depois de um tempo ela percebeu que, naquele mundo, ela também tinha outro trabalho. Quando algum homem estava em algum momento difícil ela aparecia em seus sonhos. Ficava com eles por um mês até eles se alegrarem e depois voltava para o mundo dos sonhos. Os primeiros sonhos que ela visitou foram de Nao e Ryuu. Ela ficou feliz ao perceber que Nao conseguiu fazer amigos na escola. Ele ficou um mês lhe dizendo isso repetidas vezes, como a vida dele na escola tinha melhorado. Ela não sabia se ele estava sério ou apenas queria vê-la sorrir. Não achou que ele seria capaz de confiar em mais ninguém depois do ocorrido.

Depois apareceu nos sonhos de Ryuu. Foi como quando se conheceram pela primeira vez. Ela levou um bom tempo para fazê-lo olhar pra ela sem uma expressão de sofrimento e sem se desculpar. Quando lhe acertaram na cabeça, parece que alguém havia chamado a polícia que entrou e prendeu todos. Eles foram presos apenas pelo assalto, porque o corpo da garota simplesmente desapareceu. Ryuu foi liberado por ter a ficha limpa e ser menor de idade, e porque Nao disse aos policiais que ele não estava envolvido, mesmo que ele insistisse que era o principal culpado. Seu irmãos? Claro que eles não iam mandar prender o irmão mais novo. Inclusive, seu irmão mais velho se desculpou pelo outro, o que lhe acertou na cabeça, dizendo que o plano realmente era ir embora sem machucar ninguém.

Claro que, tanto Nao quanto Ryuu jamais esqueceram ela. Mas ela notou que, mesmo quando entrava nos sonhos de outros homens, eles nunca se esqueciam dela. O normal é você não se lembrar de seus sonhos certo? Principalmente um sonho inteiro. Mas todos se lembravam dela. Mas teve um homem que a esqueceu. Após sonhar com ela por um mês inteiro, mesmo que no começo ele se lembrasse, com o passar do tempo foi como se ela nunca tivesse existido. O pior? Ela jamais esqueceu os sonhos que ele teve com ela. Vários homens sonharam com ela, mas ela se lembrava de poucos, mas mesmo que os anos se passassem ela nunca esqueceu os sonhos de Shuu Sakamaki.

✰ Personagens da História ✰
Pai - Hokuto Hoshizora - Gerente de hospital - 49 anos (última vez que o viu)

Seu pai era uma pessoa realmente muito difícil de se chamar atenção. Ele estava sempre trabalhando com o mesmo interesse que você olharia para um alienígena se ele passasse em frente a sua janela. A filha encarava como um desafio diário fazer ele olhar para ela com atenção ao menos uma vez por dia (exigia um esforço enorme). Chihaya foi a única a realmente descobrir o segredo de chamar sua atenção, normalmente lhe surpreendendo com alguma coisa que tenha relação com seu trabalho, e depois, quando ele já estivesse atento, dizer o que quer que você planejasse. Rígido e perfeccionista, ele se estressava todos os dias tentando fazer tudo da maneira ideal. Quando a filha desapareceu ele passou quase meio ano incapaz de trabalhar, tentando encontrá-la mesmo que o filho insistisse que ela estava "morta", mas Niwa não queria aparecer em seus sonhos. Ela sabia que ele se recuperaria, e seu orgulho não o deixaria aceitar a ajuda da filha em seus sonhos. Naoki ficou com o trabalho de alegrar seu pai. Bem, ele conseguiu, mas seu pai ainda marcava no calendário a data da morte da filha e levava a família para visitar seu túmulo vazio todos os anos, por uma semana inteira. O trabalho nunca o impediu de ir. Naoki não conseguiu explicar ao pai a morte estranha de Niwa, então deixou todos acreditarem que ela realmente estava morta.
Mãe - Chihaya Hoshizora - Enfermeira - 38 anos (última vez que a viu)

Uma mulher muito esperta, ela sempre arranjava solução para tudo, se bem que raramente de uma forma que não deixasse o marido orgulhoso e perfeccionista emburrado. Ela era muito boa em mostrar como problemas difíceis na verdade poderiam ser fáceis e foi a responsável pela dicção perfeita e precoce da filha, inventando maneiras de ensiná-la a pronúncia certa das palavras, e sempre conversava com ela com linguagem formal, para que ela já soubesse as palavras mais difíceis desde criança. Uma mulher insanamente forte, ela se recuperou da morte da filha muito mais rápido que o marido. Ela sabia que se deprimir só pioraria as coisas para o lado do que sobrara de sua família. Apesar de superar rápido ela foi a última a aceitar a morte da filha. Tinha certeza que alguma hora a garota seria encontrada, talvez até viva, e continuou buscando formas de encontrá-la, mas no final acabou aceitando a insistência do outro filho dizendo que ela realmente não estava no mundo dos vivos (novamente, ele não soube explicar). Ela voltou a trabalhar apenas uma semana depois de aceitar sua morte e tentava não deixar seus sentimentos influenciarem em seu trabalho. Ela que chamou um amigo do marido para cuidar do hospital enquanto ele se recuperava e ela que cuidou de tudo quando ninguém mais conseguia. Com certeza, uma mulher forte.
Irmão mais novo - Naoki Hoshizora - 11 anos (última vez que o viu)

Acho que já deixei bem claro a arrogância e a metidez do garoto, mas ele não é uma criança tão ruim quanto parece. Ele é desconfiado e sempre buscava razões para não confiar em alguém, mas isso é porque ele se apega tão rápido quanto a irmã e não suportaria perder amigos de verdade, então sempre se afastava. Quando Ryuu tentou salvar sua irmã e vendo o quanto ele se culpava ele simplesmente não conseguiu dizer para a polícia que ele estava incluído no grupo de assaltantes. Ele e Ryuu inclusive se tornaram ótimos amigos após a morte de Niwa, então Nao não parou de visitar a sala da irmã mesmo depois de sua morte. Mas ele conseguiu sim um amigo em sua sala. Depois de finalmente começar a confiar no garoto ele começou a confiar em Tsubasa com sua vida, e Tsubasa o ajudou a socializar com a sala (socializar, tipo, ele fez o garoto parar de odiar a sala inteira, mas raramente conversa com alguém. Nao até que virou uma criança bem calada). Nao nunca duvidou nem por um segundo que a irmã estava viva em outro lugar, talvez por ter visto ela desaparecer com os próprios olhos.
Grupo de amigos - Respectivamente, Maki Akiyama (16 anos), Nagisa Kawaguchi (16 anos), Shinji Honda (16 anos), Airi Minami(16 anos), Makoto Nakajima (17 anos)

Então, esses 5 não foram muito citados na história mas eu resolvi lhes dar o crédito que eles merecem, afinal, eles sofreram muito com a morte de Niwa. Bem, Maki era o exemplo perfeito de garota tsundere. Ela nunca se deu bem com garotas e sempre custou a aceitar a existência de Shinji, Makoto e Ryuu no grupo, sempre lhes olhando com a cara feia e os ignorando como se eles simplesmente não existissem, e ela também tinha uma forma meio violenta e bruta de demonstrar carinho com os amigos (sim, ela considerava todos os três seus amigos, só era péssima em demonstrar e orgulhosa demais para admitir). O engraçado é que ela sabia demonstrar carinho muito bem quando eram com amigas do sexo feminino. Ela vivia apenas com a mãe e a avó e seu pai era um apostador que deixou várias dívidas, então ela tinha problemas de se relacionar com homens. Ela não era muito esperta. Suas notas subiram porque Niwa e Airi sempre lhe davam aulas. Nagisa era... bem, ela costumava ser uma maria-vai-com-as-outras. Ela era duas caras e fazia parte de outro grupo antes de Shinji formar o grupo novo, no qual ela entrou. Vaidosa e gostava da sensação de poder, ela ficava com o típico grupo de patricinhas que faziam as coisas que ela gostava, como karaoke, festas e outros. Ela sempre era arrogante e nunca trocava mais de duas palavras com Shinji, mesmo que fossem amigos de infância. Nagisa e Maki sempre tretavam, por suas personalidades obviamente nada similares, antes Maki lhe ajudar quando ela teve problemas com seu grupo de "amigas". Quando as duas acabaram sozinhas Shinji as chamou para entrar no grupo, que já consistia dele, Airi, Makoto e Niwa. Acho que deu pra perceber que Shinji era o cara legal e amigável que era muito difícil de não gostar, certo? A paciência dele as vezes parecia abençoada e quase nunca ele se irritava com alguma coisa. Responsável e maduro, era uma das poucas pessoas no grupo (junto com Airi e, logo depois, Ryuu) que parecia agir com a responsabilidade e habilidade de adaptação e socialização exigida de alguém de sua idade. Era sempre o coitado a tentar controlar o grupo de loucos. Airi era, simplesmente, uma dama. Ela era simπática e amigável, depois de Niwa, era a pessoa do grupo com melhores condições financeiras. Mas, bem, ela também tinha uma habilidade de gastar que Niwa não tinha. Ela e Nagisa estouravam o cartão sempre que entravam no shopping, Airi com o dinheiro de seus pais e Nagisa com o dinheiro que ela pedia para as várias namoradas que o pai arrumava (sua mãe não aguentou seu pai por ele ser namoradeiro demais). Apesar de Airi ser inteligente, responsável e madura, seu único problema é que ela adora ver o circo pegar fogo, por isso nunca tentava controlar o grupo louco com o qual participava. Inclusive, adorava jogar lenha (gasolina) na fogueira, coisa com a qual Niwa sempre ajudava. Makoto era o garoto mais zen que Niwa já conheceu na vida. Ele era completamente despreocupado com o mundo ao redor e tão simpático que era impossível ficar com raiva dele, mesmo ele sendo tão lerdo. Ele era o mais velho do grupo por ter bombado no ano anterior, não estudava, sequer sabia a data das provas e nunca prestava atenção nas aulas, normalmente tentando puxar assunto com alguém. Niwa entrou no grupo porque não aguentava mais ver a despreocupação do garoto e começou a lhe forçar a estudas (no início foi quase impossível. Ele sempre começava a brincar, a fazendo rir e até ela esquecia a razão inicial de estar ali. Logo ela fez amizade com Airi, que estava lendo na biblioteca e os encontrou e finalmente começou a andar com esse grupo enorme. Quando Niwa morreu, Maki passou a comprar Nikuman para colocar em seu túmulo sempre que Naoki dizia que a família iria visitá-la (eles a enterraram num lugar meio longe demais). a propósito, Maki foi aquela a criar o apelido Niwan para Niwa, então ela tinha bastante consciencia de sua comida favorita. Nagisa até lhe visitava de vez em quando, porque sua avó morava perto ao lugar ao qual foi enterrada. Shinji normalmente ia com ela, já que finalmente ela voltou a tratá-lo como amigo de infância, e colocou uma caixinha de música, daquelas de dar corda, ao lado de seu túmulo e a liga sempre que visita. Airi começou a fazer um "pequeno" diário com as coisas legais (e emocionantes) que aconteciam no dia-a-dia e também entregava para seu irmão, para contar tudo pra ela. Makoto lhe mandava flores, porque sua família tinha uma floricultura. Ele fez questão de fazer um jardinzinho ao redor do túmulo da garota, porque achou que ela ia odiar aquele lugar remoto sem nada por perto. Vê se eles não mereciam aparecer?
Melhor amigo - Ryuu Akatsuki - 16 anos (última vez que o viu)

Calmo, ele é um garoto controlado e que se adapta fácil com facilidade em fazer amizades, mas o problema é que ele nunca é o primeiro a falar. Péssimo em puxar assunto, a não ser que você busque alguma coisa pra falar com ele jamais vai ouvir sua voz. Ele, muito diferente de Niwa, não liga para o silêncio e sequer percebe aqueles silêncios desconfortáveis. Sem a menor empatia, ele nunca nota quando alguém está mais deprimido, feliz ou estranho que o normal. Ele é desatento e tem um grande complexo com sua situação financeira, odiando falar sobre ela. Sua mãe morreu jovem e seu pai era um bêbado que não parava em emprego algum. Seus irmão atrapalhavam tentando ajudar e ele acabava responsável pela família inteira. Muito exigente consigo mesmo e muito independente para alguém de sua idade. A única coisa que ele gosta e nunca abre mão é comida. Poderia muito bem gastar seu salário inteiro apenas em seu almoço. Como Nao se tornou seu amigo após o incidente ele se tornou parte da família (lembrando, apenas Nao e a babá sabem de seu envolvimento e não contaram para mais ninguém) e vai em suas visitas anuais para visitá-la por uma semana inteira. Aliás, Ryuu literalmente se tornou parte da família. Após um ataque na delegacia por raiva de prenderem seus filhos, que o sustentavam, seu pai foi a julgamento e chegaram finalmente a conclusão que ele não tinha condição de cuidar dos filhos. Ryuu foi para adoção, assim como Ryouma (mas que continuava preso e sairia adulto) e Hikaru, que estava em um internato. Nao implorou para os pais para adotá-lo e Ryuu pediu que eles aceitassem Hikaru também, se bem que esse último ainda ficaria no internato por um tempo antes de se juntar a família, o que é ótimo, porque o garoto orgulhoso se recusa a se juntar a qualquer família e parece querer viver na rua sozinho e continuar do jeito que sempre foi, fazendo alguns pequenos furtos para sobreviver, então vão ter bastante tempo para Ryuu enfiar bom senso na cabeça do irmão mais novo.
Irmãos de Ryuu - Respectivamente, Ryouma (17 anos), Basara (19 anos) e Hikaru (15 anos)

Sinceramente, ao conhece-los você percebe o quão impressionante foi Ryuu não ser corrompido pela situação familiar na qual se encontrava. Antes de Ryuu, Basara era o irmão responsável por manter a família. Basara odiava o pai e foi se tornando rebelde. Não queria sustentar o velho irresponsável, mas não poderia parar de sustentar os irmãos. Chegou a um ponto que a situação estava tão feia que Basara começou a roubar para dar um dinheiro a mais, e quanto mais ele se especializava nisso chegou a um ponto que Ryouma começou a ajudá-lo. Os dois finalmente foram pegos, mas como eram novos foram soltos em pouco tempo. Depois disso, nem Basara nem Ryouma conseguiam mais arranjar trabalho, deixando tudo nos ombros de Ryuu e ajudando com alguns pequenos furtos aqui e ali. Ryuu tinha que esconder qual era sua situação familiar de todos os seus chefes senão não o aceitariam trabalhando mais. Hikaru foi o mais deprimente. Todos os irmãos fizeram de tudo para o garoto não passar pelo que eles passavam, mas Hikaru era um garoto rebelde e orgulhoso que apenas queria se mostrar. Ele começou a achar que o mundo que os irmãos participavam era o melhor. Não seguiam regras e eram temidos por todos. Poderiam fazer o que quisessem. Ele queria uma vida assim. Ele ainda nem conhecia a realidade e entrou em um mundo que não deveria. Basara, apesar de no caminho errado, ainda sempre agia como o irmão mais velho e cuidava dos irmãos com tudo que podia. Esse era seu objetivo inicial. Ryouma não suportava o irmão trabalhando sozinho e quis ajudar. Ele era manipulador e carismático e sempre era o responsável pela distração. O enorme QI desse garoto foi muito desperdiçado. Hikaru era só o irmãozinho rebelde e infantil que achava que conseguiria se cuidar sozinho. Era um pouco parecido com Naoki na parte de não confiar em ninguém, só que esse garoto não confiava nem na própria família. Nem nos próprios irmãos. Opinião dos irmãos? Hikaru é inocente demais e acha que o mundo é fácil demais. Além de que ele é um pouco mais arrogante do que deveria. Hikaru e Basara eram aqueles que estavam na casa quando a garota simplesmente desapareceu. Hikaru foi aquele que a acertou na cabeça, mas não sabia o que fazer quando viu o corpo simplesmente sumir. Basara também não entendeu, mas nenhum dos dois tenta falar sobre isso com ninguém. Ou os considerariam mentirosos, ou loucos.
Babá - Kanon Kitagawa - 35 anos (última vez que a viu)

Quando cuidava de Niwa, Kanon ainda tinha 17 anos e estava pronta para se formar e entrar na faculdade. Ser babá era como seu trabalho de meio período, e seu plano era se formar e se tornar uma secretária em uma grande empresa. Mas, veja, Kanon é a pessoa mais indecisa que existe na face da Terra, e é muito esperta. No meio de seu curso ela decidiu que queria ser médica, como Chihaya, depois decidiu ser advogada, veterinária, bióloga... e, cá entre nós, o salário de babá no Japão é incrivelmente alto, então ela se sustentava feliz com esse trabalho. Ganhou um par de calopsitas da mãe a dois anos e parece que finalmente decidiu ser veterinária especializada em aves (mas Deus sabe se ela vai continuar nesse curso). De acordo com Niwa, a baixa auto-confiança de Kanon é, no mínimo, deprimente. Ela era o tipo que, a não ser que a criança fosse muito obediente, era como se ela deixasse as crianças mandarem nela (assim como fazia Naoki) porque não tinha confiança para mandar nelas. Kanon era extremamente tolerante e desenvolveu uma grande amizade com Niwa, como se fosse uma incompetente irmã mais velha para a garota. Ela nunca desgostou de Naoki, mesmo com o jeito do menino, e sempre tentou fazer amizade com ele. Ele começou a aceitar se dar bem com ela após a "morte" da irmã, quando os dois passaram a guardar segredo do envolvimento de Ryuu no assalto. Chihaya considera Kanon quase um membro da família, e Kanon se considera algo assim também, então até convidada para os eventos de família ela é, e mesmo que Nao não tenha mais idade para ter babá, Chihaya e Kanon são tão amigas que a mais velha não teve coragem de demiti-la. Não viu o "desaparecimento" de Niwa, mas nunca duvidou. Ela meio que adora lendas, mitos e mistérios, então se você dissesse que viu o Papai Noel ela provavelmente acreditaria em você. Naoki já a contou dos sonhos com a irmã, e Kanon sempre acreditou na vida da garota no outro mundo também.

✰ Gostos ✰
*Nikuman*
Sério, ela é obcecada com esse pão. Qualquer lugar que venda tem ela como uma cliente fiel (principalmente se for bom).
*Estudar*
Essa alienígena se diverte mais estudando do que se diverte com qualquer tipo de lazer.
*Jardinagem/Plantas*
Ela realmente adora qualquer tipo de planta, isso inclui plantá-las. Suas mãos, apesar de seu toque suave, são ásperas e firmes graças a seu amor por jardinagem.
*Cantar*
Amor de sua vida! Ela cantarola 90% do tempo e ama música com todas as suas forças. Ela abomina tanto o silêncio que quase sempre precisa passar o dia com fones de ouvido com música baixa apenas para "plano de fundo". Grande parte de suas atividades ela faz escutando música e a música inclusive a ajuda a se concentrar. Quando era criança seu momento favorito era quando sua mãe cantava para ela dormir. Era muito melhor do que dormir no silêncio.
*Pimenta*
Ela adora temperos em si (costume de gente rica, ela nunca comeu nada que tivesse menos de 5 temperos misturados), mas pimenta é definitivamente seu favorito. Adora comida apimentada, principalmente carne.
*Vídeos de dança*
Ela nunca teve talento pra dançar (aliás, ela tinha vergonha mesmo e nunca tentou), mas ela sempre adorou ver vídeos de coreografias e ficar sonhando com quão legal seria dançar também. Mas ela morre de vergonha e acha que seria péssima, então nunca tenta.
*Lugares bonitos*
Geralmente ao ar livre, ela adora lugares bonitos e bem cuidados. Por isso ela adora olhar o céu, que é lindo 24h por dia (menos quando a poluição fode tudo e ele fica cinza). Ela até gosta de zonas urbanas, mas só aquelas ricas e bem cuidadas. Sente aversão aqueles lugares que parecem aos pedaços e completamente pichados, mas ela gosta de grafite.
*Desenhar/Pintar*
Apesar de não ser tão obcecada com isso quanto cantar ela teve várias aulas de desenho quando era mais nova. Ela adora desenhar coisas que gosta e fazer pinturas. Também tem o fato de ela adorar cores e boa parte das roupas brancas que tinha ela "estilizou" usando tinta.
*Cores*
Como eu disse acima, a ideia de um universo de cores neutras quase a assusta. Ela gosta de coisas e lugares coloridos (claro, sempre existe m limite. Cores intensas demais sem cores neutras pra quebrar machucam os olhos) e seu fenômeno natural favorito é o arco-íris (ela até gosta de chuva porque tem a esperança de um aparecer depois). Você vai ver que raramente ela tem uma coisa puramente branca, marrom ou cinza. Sua cor favorita é o laranja.
*Descobrir coisas novas*
Nada a deixa mais feliz. Quanto maior for a novidade e mais emocionante for a descoberta mais ela vai gostar. É do tipo que sonha em viajar por aí apenas para descobrir culturas novas. Já foi pra tantas partes diferentes do mundo com a família (deve ser bom ser rico né? Também quero...) que já é poliglota (as línguas além do Japonês que ela fala melhor são Francês, Alemão, Russo, Inglês e Chinês)
*Animais*
Ela ama animais com todas as forças, apesar de ter medo de cavalos e aranhas (e obviamente não é fã de pernilongos), mas todo o resto ela simplesmente adora. Seu favorito é o esquilo.
*Música*
Meio óbvio, já que ela não gosta de silêncio e gosta de cantar certo? Mas ela tem um certo problema com instrumentos musicais. Ela sempre quis aprender a tocar, mas ela nunca conseguiu sair do razoável, e o fato de ela não conseguir ser boa na coisa que mais gosta de fazer a deixava meio deprimida, por isso ela se focou no canto. Sua voz sempre foi mais bonita que a média e ela era muito boa em alcançar diversos tons, mas ela ainda tem certo desejo de aprender a tocar algum instrumento (por isso, em seu mundo dos sonhos, ela conseguia produzir o som que quisesse apenas tocando nos objetos ao seu redor.
*Medicina*
Talvez por influência de seus pais ela sempre gostou do mundo da medicina. Ela realmente adora tomar conta de pessoas feridas ou doentes e adora qualquer documentário ou filme sobre o assunto.

✰ Desgostos ✰
*Silêncio*
Odeia! Detesta! Se for necessário ela grita, mas não suporta silêncio.
*Incêndios*
Tem pavor deles. Ela começa a sentir o ar faltar e começa a sentir um calor insuportável. É horrível.
*Calor*
Da dor-de-cabeça, faz você começar a suar, atrai pernilongos, queima, deixa o ar pesado.... Nada no mundo é pior do que calor!
*Aquele momento logo antes de começar a chorar*
Sabe quando você quer falar alguma coisa mas não consegue porque suas palavras saem como gemidos, seus olhos começam a arder, você tenta se dizer que chorar não é necessário mas suas glândulas lacrimais não obedecem o roteiro, você imagina os rostos desconfortáveis que vão fazer na sua direção, a preocupação quase forçada que todos vão demonstrar... Cara, ela odeia chorar.
*Pessoas que se forçam a agir de uma maneira que realmente não querem*
Você nunca consegue saber o que a pessoa quer, fica preocupado de tomar a escolha errada, tem medo de a pessoa começar a te odiar dependendo do que você fizer... Causa muitos problemas não saber o que as outras pessoas pensam. Por isso que quando algo a incomoda ela avisa na cara.
*Vandalismo*
Vai buscar o que fazer! Sério, destruir as coisas é o melhor lazer que você pode pensar?
*Brigas*
Ela não suporta brigas, principalmente as unilaterais. Odeia ver quando alguém abusa ou machuca alguém mais fraco mesmo que a pessoa não esteja procurando briga. Mas ela deixa os fracotes arrogantes que gostam de buscar briga em paz. Detesta covardes arrogantes que provocam e depois querem que alguém se meta na bagunça pra ajudar. Você buscou, você se vira.
*Ingratos*
Sabe aquelas pessoas que você ajuda e depois a pessoa fala que não pediu ajuda e é pra você cuidar da sua vida? Ela ajuda a porra de quem ela quiser e você aceita calado! Pelo menos negue a ajuda com educação!

✰ Manias ✰
*Passar a mão no cabelo*
Pode ser bagunçando, trançando e desfazendo ou simplesmente puxando pra frente e depois jogando pra trás. Ela simplesmente nem percebe o quanto ela mexe no cabelo.
*Cerrar os olhos e tombar a cabeça levemente para o lado quando está pensando*
De vez em quando ela também abre levemente os lábios, mas aí tem o costume de colocar a mão em forma de punho na frente.
*Ela 'se abraça' quando está preocupada*
Ela apóia a mão esquerda do lado direito de seu pescoço e apóia a mão direita no lado esquerdo de sua cintura. Quando, ao invés de preocupada, ela está deprimida ou decepcionada, ela costuma 'se abraçar' com só uma dessas mãos e deixar a outra pendente.
*Quando está confusa ela começa a brincar com suas mãos*
Ela até sabe dessa mania, então quando está sozinha ela brinca com as mãos na parte da frente do corpo, encarando-as, e quando alguém aparece ela começa a brincar com as mãos atrás, nas costas, para ninguém perceber.
*Quando quer chorar ela abaixa a cabeça*
Ela faz isso para conseguir evitar de alguém perceber que ela quer chorar.

✰ Hobbies ✰
*Cantar*
Eu não contei isso na história dela porque realmente não influenciou muito em sua vida, mas ela adorava cantar desde que era pequena. Ela tem certeza de que o melhor jeito de contar algo a alguém é com música. Não tem melhor jeito de transmitir sentimentos ou sensações do que cantando.
*Jardinagem*
Ela realmente ama flores. Antes, sua casa tinha apenas uma área cheia de grama entre a entrada e o portão. Ela usava sua mesada para comprar flores e transformou aquele lugar num jardim com uma quantidade surpreendente de plantas.
*Dar uma de médica*
Ela sempre respeitou muito o trabalho dos pais, e sempre pedia para sua mãe lhe ensinar algumas coisas e adorava documentários que falassem sobre medicina. Sempre que alguém se machuca ou fica doente, mesmo que ela nem conheça o cidadão, ela sente a necessidade de dar uma de médica e começar a cuidar da pessoa até ela se sentir melhor.
*Estudar*
Cara, ela é um alienígena! Uma espécie de outro planeta! Conhece alguém que prefere ler livros técnicos do que livros normais? Acredite, dê uma espiada nos livros que ela gosta de ler e um nó enorme vai se formar em sua cabeça. A única coisa que à faz capaz de conversar com adultos com a personalidade imatura que tem é a quantidade incrível de jargões que conhece e o enorme conhecimento que possui.

✰ Medos / Traumas / Fobias ✰
*Medo de aranhas*
Ela não consegue nem se aproximar pra matar uma! Aliás, ela não consegue nem ficar em um cômodo que tenha uma. Não é nem que ela é feia, nojenta ou sei lá o que, ela só não consegue parar de imaginar que aquela coisa poderia entrar em sua boca enquanto ela dorme ou... sei lá! Ela só tem medo de aranhas porque são aranhas e pronto!
*Medo de silêncio*
Sinceramente, só não é uma fobia porque fobia de silêncio não tem nome. Qualquer situação onde ela não ouça nada deixa ela em pânico. Pra você ter uma ideia sua mãe precisava cantar para ela dormir quando era criança porque ela ficava com medo quando estava de noite e ninguém fazia som algum.
*Trauma de incêndios*
Não é a mesma coisa que medo. Ela não sente medo de fogo ou algo do tipo, mas ela tem péssimas lembranças de ser queimada viva em seus sonhos. Ela já sente falta de ar só de ver alguma coisa pegando fogo descontroladamente.
*Equinofobia - Medo extremo de cavalos*
Deus sabe onde ela conseguiu isso. Ela tinha o costume de ir a um hotel fazenda com a família nas férias, mas o cavalo parecia tão estupidamente grande! Ela tem 1,71m de altura, mas aquela coisa consegue ser bem maior que ela! Se aquela coisa enlouquecesse com ela encima ou de repente não fosse com a cara dela com certeza ela estaria morta! O engraçado é que os cavalos gostavam dela. As vezes ela passava o dia lendo em um banco e de repente aparecia algum cavalo perto dela e ela imediatamente começava a tremer e nem conseguia gritar pra alguém ajudar.

✰ Par ✰
*Shuu Sakamaki*


✰ Relação Com o Par ✰
Eu tenho medo de forçar uma relação muito boa só porque quero que eles se deem bem rápido. Então vou deixar isso com você ok? ^^

✰ Relação Com as Garotas ✰
Se sente confortável perto delas. Porque passaram por coisas semelhantes ela acha que as garotas são as únicas no universo capaz de entendê-la. Tirando a forma como ela pensa delas, realmente não as trata, aparentemente, de maneira diferente a que trata todo o resto. Sempre as está provocando e fazendo graça com elas, mas se precisassem de ajuda ela seria a primeira a se mostrar. Ela normalmente não se irrita fácil, mas as garotas são outro de seus pontos fracos. Se ousar machucá-las de qualquer maneira ela vai se vingar por elas. Talvez ela tente manter o sorriso no rosto, mas isso não vai mudar o fato de que ela vai te fazer sofrer em dobro. As garotas são as únicas para as quais ela não tenta forçar um sorriso quando está triste. Mesmo as que não gostam dela, ela sente uma enorme simpatia com elas. Talvez não tenham passado exatamente pelas coisas, e todas tiveram suas vidas, mas elas conseguem entende-la em situações que nem ela entende.

✰ Relação Com os Vampiros ✰

*Reiji*
Sinceramente, se ela o chamasse de "pai" provavelmente seria realmente uma confusão inocente. Os dois são muito parecidos se você ignorar as regras loucas de Reiji. Talvez isso influencie para ela respeitar ele um pouco, mas adquire certa aversão quando descobre o ódio que ele sente por Shuu e começa a vê-lo como um perigo em potencial. Apesar de, graças a sua semelhança com seu pai, ela sentir vontade de fazer amizade com ele sua intuição sempre diz que não é uma boa ideia e ela fica nessa dúvida. Tenta evitar falar com ele, mas quando fala, já que eles tem vários pontos em comum, acabam se dando bem (do ponto de vista dela. Deus sabe se ele só finge ser legal para, sei lá, se vingar de Shuu, ou se ele realmente se da bem com o lado "dama" que ela tem graças a sua criação. Mas ele briga sim com ela quando ela age como criança, e isso de certa forma faz ela se sentir bem, já que antes ninguém nunca a corrigia e ela não se sentia merecedora de ser tratada dessa forma). Ela costuma obedecer ele em quase tudo, e quando ele reclama com ela Niwa realmente tenta melhorar no quesito. Já que ninguém lhe alertava do que ela fazia errado antes ela vê isso como uma oportunidade para melhorar.


*Ayato*
Seu irmão gêmeo nascido na família errada, com a aparência errada e na data errada, mas definitivamente seu irmão gêmeo. Ela morre de rir de suas pegadinhas e muitas vezes até faz uma parceria com ele. Considera Ayato muito engraçado e sinceramente as vezes ela esquece que ele é um vampiro (quando descobre que eles são). Adora apostar em esportes com ele e admite que ele é muito bom. Ela raramente faz algum ponto e, quando faz, o maldito tenta se vingar dela. Ele tem um jeito bem imaturo de agir, mas ela também tem, então os dois sempre parecem duas crianças fazendo bagunça quando estão juntos. Ele destrói qualquer tentativa dela de ser madura no segundo que se aproxima e a intoxica com seu jeito infantil de ser. Eles são sócios na tarefa de trazer a discórdia para a casa.


*Kanato*
Ele estaria facilmente em primeiro lugar em seu Top 3 de fofura se não fosse tão... basicamente, ele só é realmente fofo calado ou em seus momentos amigáveis. Ela descobriu logo depois que essa criança consegue ser assustadoramente grossa, psicopata e perigosa e ele caiu para o terceiro lugar do Top 3. Ela age normalmente com ele (mentira, ela obviamente tenta ser o mais educada possível quando ele está por perto), mas sempre solta risadas desconfortáveis quando ele é grosso ou assustador demais, mas não acha que ele seja alguém ruim (inclusive ela tem quase certeza que, longe de ser bipolar, ele tem dupla personalidade da qual a maluca ele chama de Teddy e pensa que é um urso, quando na verdade é ele mesmo. Basicamente, ela age de um jeito quando ele está amigável e de outro quando está assustador, literalmente como se fossem duas pessoas diferentes). E ela tem medo de Teddy também. Ela jura que já ouviu aquela coisa falar sozinha, mesmo que muitos insistam que alguém estava tentando pregar uma pegadinha nela, mas desde então ela age com extremo respeito com o urso, achando que ele está possuído.


*Laito*
Eles se dariam tão bem se ele não fosse quase um estuprador em série! Porque, Senhor?! Ela realmente consegue conversar feliz, alegre e satisfeita com ele quando ele não tenta atacá-la. Apesar de seu jeito travesso de ser ela é uma garota romântica, e o jeito de Laito vai contra tudo que ela acredita. Por segurança ela prefere se manter longe dele (ele até desenvolveu uma nova estratégia de ataque, fingindo estar de boa e conversando feliz para ver se ela se aproxima. De certa forma ela acha que ele pensa que ela é um animal de estimação). Ela nunca, jamais, em hipótese alguma se arrisca a ficar sozinha com ele. Sempre tem que ter uma pessoa confiável por perto (sua lista inclui as outras garotas, Subaru, Azusa e Shuu. Não acha que qualquer outro fosse protege-la ou servir de escudo, como no caso de Shuu, que só fica ali parado e ela fica o mais próxima possível para o caso de Laito querer se aproximar. Subaru é tsundere, mas sabe que ele não deixaria Laito estuprá-la, e Azusa é muito amável para abandoná-la com um ser perigoso como ele por perto. Não vou nem explicar o porque das outras garotas, mesmo que elas não sejam as melhores guarda-costas, mas é mais seguro do que ficar sozinha) .


*Subaru*
Ele vem em segundo lugar no seu Top 3 de fofura (Azusa, Subaru e Kanato. Se bem que ela não consegue evitar tentar enfiar Shuu nesse grupo de vez em quando. O que ela pode fazer? Pra ela, ele é fofo!). No começo ela ficava meio surpresa com seu jeito irritadiço de ser e preferia se afastar para não se machucar, mas quando percebeu que ele provavelmente era o ser mais humano daquela casa (com seu jeito gentil e tsundere de ser) ela começou a se dar incrivelmente bem com ele. Apesar de sequer ter certeza se ele pensa a mesma coisa (o que provavelmente não pensa) definitivamente é seu melhor amigo naquela casa. Ela se sente realmente deprimida com o jeito que ele acha que só serve para destruir as coisas (não vai mentir, ela gosta tanto de Subaru que algumas vezes achou que tivesse um crush nele. Parte da razão talvez fosse que ela achava que ele era muito parecido com Ryuu quando não estava irritado). Mas, claro, o fato de achar horrível o fato de ele achar que só sabe destruir as coisas não a impede de importuná-lo de vez em quando, afinal, é o jeito dela. Ela provoca, ele destrói alguma coisa, ela ri e depois tenta fazê-lo perdoa-la apenas para repetir o processo no dia seguinte. Ela realmente acha que esse garoto merece muito ser feliz, então ela super ajuda ele e sua noiva a se darem bem o mais rápido possível (de vez em quando ela sentia um pequeno aperto no coração, já que, como eu disse, ela é uma garota extremamente ciumenta com as pessoas que ela gosta, mas não queria ferrar tudo, então não deixou transparecer).


*Ruki*
Uma versão mais irritante de Reiji. Ela tem certeza que nunca seria capaz de se dar bem com ele do jeito que ele é. Ela tem uma aversão natural a Ruki graças a seu jeito de agir. Apesar de ela conseguir lidar com seu jeito excessivamente intelectual de agir (talvez porque ela é uma Nerd obcecada com estudar), ela simplesmente não conseguiria ser amiga dele, mas consegue aguenta-lo. Nunca tentaram se matar, apesar de ela sempre lhe olhar torto e ele lhe encarar com aquele sorriso intimidador irritante. Aliás, eles tem sim uma "Guerra Fria" entre eles, sempre tentando atacar o outro com palavras, mas ela é muito cuidadosa, tentando se lembrar que não está no mundo dos sonhos e que ele pode facilmente matá-la. Mas isso não impede seus ataques de cinismo e sarcasmo, enquanto ele se defende e a ataca de forma do mesmo jeito.


*Kou*
Amigável? Malvado? Os dois? Ou ele só age mal porque odeia humanos e na verdade ele pode ser legal? O que diabos é essa pessoa?! Ela simplesmente não consegue entender sua maneira de ser. Odeia o fato de ele ser duas caras e sua intuição já a deixa alerta com qualquer coisa que ele fala, mas sua intuição da pau quando ele começa a ser amigável e ela já não sabe se ele está sendo sério ou se está só brincando com ela. Mas, de certa forma, Niwa acha que ele é bem parecido com ela em seus momentos felizes. Acha muito fofo o lado dele que gosta de gatos. Acha que ela não teria problemas de se relacionar com ele se ao menos Kou fosse mais sincero, mesmo que seu lado verdadeiro seja o malvado. Ela sabe que ele percebe quando ela mente, então não se atreve a mentir pra ele.


*Azusa*
A criatura mais amável, doce, fofa e apertável de todos os tempos! Cá entre nós, ela agiu como uma irmã mais nova ou como filha com todos os seres vivos que já conheceu, mas com Azusa ela realmente parece uma mãe. Ela sempre cuida de seus ferimentos, apesar de não ter coragem de pedir para ele parar de se machucar (afinal, se ele se sente feliz fazendo isso, quem é ela para impedi-lo? Até o corta feliz se ele pedir), sempre tenta fazer ele se sentir útil e necessário, procurando tarefas para ele ajudá-la e, sinceramente, tente tocar nele e ela te mata! Qualquer ser vivo que ouse ferir Azusa de qualquer maneira possível (com "ferir" eu quero dizer fazer ele se sentir mal, porque se feri-lo fisicamente, tecnicamente, ele vai se sentir bem) vai entrar imediatamente em sua lista negra. Se ela pudesse, ela definitivamente o adotaria. Aliás, ela já considera ele praticamente seu filho. Mesmo se for Shuu, mesmo que ele ainda não tenha feito isso, ela não perdoaria por mexer com Azusa. As garotas? Sejam más com ele e a amizade foi pro ralo.


*Yuma*
Uma mistura até bem equilibrada de Subaru, Shuu e Laito (e talvez até um pouco de Kanato, considerando o quanto ele gosta de açúcar. Aliás, até a bipolaridade ele tem). Ele a assustava muito no começo, porque achava que ele lembrava um pouco um cavalo (era enorme em todos os sentidos, da mesma forma) então ela sempre gelava quando ele aparecia e principalmente quando tinha um ataque de raiva (ela quase queria chorar de medo quando ele fazia isso). Ela nunca perdeu o pavor que tem dele, e sempre fica rígida quando ele se aproxima, mas até que conseguiram uma conivência amigável (apenas nos momentos onde ele está feliz, alegre e satisfeito, o que é bem raro. No mais ela se mantém afastada, apesar de não o odiar nem nada do tipo).

✰ Roupas ✰

*Casuais*



*Passeio - Verão*








*Passeio - Inverno*








*Pijama*




*Noiva*






✰ Como foi o Sonho que o Par Sonhou com Você? ✰

"Se essa rua, se essa rua fosse minha
eu mandava, eu mandava ladrilhar
com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
para o meu, para o meu amor passar."

Eu caminhava por uma estrada de cascalhos sem fim aparente. Ao meu redor, era cercado por um bosque. Eu via árvores por todos os lados, balançadas por uma brisa suave. Mas eu não ouvia o som dos meus passos no cascalho. Não conseguia ouvir o som do vento. Acho que estava tentando falar, mas não ouvia minha própria voz. Acima da pequena estrada, a única área onde as árvores não cobriam o céu, as estrelas brilhavam como eu nunca havia visto. Aquele lugar calmo, eu olhava para os lados me desesperando aos poucos, procurando um som. Meus fones? Não havia música alguma neles.
Até que, enfim, eu ouvi um som suave, como se tivessem acabado de pressionar a tecla de um piano.
Eu caminhei a passos apressados pela estrada, analisando os arredores. Os sons pareciam se multiplicar. Alguma coisa atraiu meu olhar para o lado, onde as árvores tampavam minha visão. Eu me espremi entre os galhos e senti as folhas afiadas como navalhas me cortarem. Eu senti, por um segundo, uma sensação estranha. A sensação de que eu não era mais um vampiro. Me sentia frágil, como se fosse...

"Nessa rua, nessa rua tem um bosque
que se chama, que se chama 'Solidão'.
Dentro dele, dentro dele mora um anjo
que roubou, que roubou meu coração..."

Ao atravessar as árvores a primeira coisa que vi foi ouro. Ou era isso o que parecia. Cabelos loiros como ouro derretido. Uma garota estava encolhida no chão, acariciando as flores, passando a ponta de seus dedos suavemente pela casca das árvores e pressionando cuidadosamente as pedras. Cada um de seus toques produzia um som. As flores produziam sons como o que eu havia ouvido antes, o som das teclas de um piano. A casca das árvores produziam um som semelhante ao de um violino. As pedras que ela pressionava pareciam se tornar pedras preciosas, adquirindo brilho, e o som de cada uma delas se alternava, entre flautas, violoncelos, e vários instrumentos de orquestra. Ela separou seus lábios, e eu me senti arrepiar apenas com a expectativa.

"Se eu roubei, se eu roubei teu coração,
tu roubaste, tu roubaste o meu também.
Se eu roubei, seu roubei teu coração,
é porque, é porque eu te quero bem..."

Ela cantarolava algumas notas, e eu quase sentia gosto em sua voz. Parecia mel, escorrendo pela minha garganta.
Eu sentia que agora eu conseguiria falar.
"Você..."
O que eu queria perguntar? Talvez eu só quisesse chamar sua atenção. Queria ver seus olhos, queria admirar seu sorriso. Cada parte dela parecia alimentar todos os meus sentidos. Não era só minha audição. Ela encantava meus olhos, agradava meu olfato e atiçava meu paladar. Senti uma vontade irrefreável de enfiar minhas presas em sua pele alva. Será que eu ainda as tinha? Ela cheirava como o bosque. Saindo dela, eu podia sentir um cheiro peculiar que misturava o cheiro das flores, da terra e das árvores. Sua aparência? Ah, eu não conseguia comparar. Uma beleza com a qual eu não estava acostumado. Delicada como uma fada, divina como um anjo e bela como as estrelas. Por isso, eu travei quando seus olhos azuis olharam em minha direção. Sua cor era gélida, mas transmitia um calor capaz de queimar se ela encarasse demais.

"Se essa rua, se essa rua fosse minha,
eu mandava, eu mandava ladrilhar
com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
para o meu, para o meu amor passar..."

Ela deu um leve empurrão na grama com suas mãos, se levantando com uma leveza incrível e deixando no ar uma melodia agradável. Ela caminhou em minha direção com seus pés descalços, com cada um de seus passos produzindo os mais diversos sons. Sua orquestra era interminável e os sons eram inconstantes, mas ela tinha um ritmo. Ao avaliar, percebi que pareciam batidas de coração. Provavelmente o coração dela.
Ela deu um último passo, mais largo, e apoiou suas mãos em meu peito. Eu senti uma coisa estranha, como se o ritmo de sua música adentrasse meu corpo. O ritmo de batidas de coração, eu sentia ele em meu peito, no lugar onde ela encostava. Meu coração? Ela desviou seus olhos de suas mãos e voltou a encarar os meus. O sorriso pelo qual eu ansiava, ele chegou quebrando minhas barreiras. Um sorriso amável, feliz. Não eram apenas meus sentidos, ela parecia compartilhar comigo cada uma de suas sensações e sentimentos. Eu me sentia mais leve. Me sentia alegre. Senti seu sorriso brotar em meus lábios. No final das contas, quem estava sentindo o que aqui?
Depois de um segundo, eu já sabia. Naquela estrada de cascalhos, essa garota roubou meus sentidos. Agora, ela me entregava os dela. Meus sentimentos, que eu nem lembrava quando, nem sabia que tinha perdido, agora ela me entregava-os também, como se tivesse os guardado esperando para me entregar. Ela abriu novamente os lábios, ainda em seu sorriso terno e eu me senti abraçado por suas palavras.

"Se eu roubei, se eu roubei teu coração
tu roubaste, tu roubaste o meu também.
Se eu roubei, se eu roubei teu coração
é porque, é porque eu te quero bem..."

Sua voz de repente fez pesar meus olhos. Eu cai no sono e acordei do sonho. Mas aquela garota, ela ainda me acompanharia por diversos outros.

✰ Algo a Mais? ✰
Noop

✰ Como Seria sua Reação ao... ✰

✰ ...Rever o Par? ✰
Ela o analisaria, buscando qualquer reconhecimento em seus olhos. O encararia como se pudesse, apenas com o olhar, fazê-lo lembrar do que supostamente ele não poderia esquecer. Quando não encontrasse o reconhecimento desejado ela ficaria emburrada e tentaria roubar seus fones, ver se o desgraçado lembrava da vez em que ela havia roubado seus sentidos (mentira, ela sabia que ele não ia lembrar disso, era só uma desculpa para se vingar de seu esquecimento mesmo). Ela se sentiria machucada e, ao mesmo tempo, determinada a fazê-lo lembrar dela. Afinal, quanto mais difícil for maior é o valor, certo?

✰ ...Se Apaixonar Pelo Par? ✰
Ela ficaria levemente (pesadamente) incrédula por alguns momentos. Apaixonada? Ela? Sinceramente, ela nem achou que teria a capacidade de amar alguém. Isso a deixaria um pouco feliz, mas aí ela lembraria que estava sendo trouxa, porque o maldito nem lembra dela. Ela tentaria explorar o sentimento, descobrir no que isso interfere em suas reações e seus pensamentos e acharia um sentimento engraçado. Até a coisa piorar e ficar fora de controle. Ela começou, pela primeira vez na vida, a perder a confiança e achar que talvez pudesse ficar presa em um amor unilateral. Era óbvio que ela não era amada de volta. Bem, eu sei que não da pra confiar no que o Shuu demonstra ou não, mas ao menos ele não parecia gostar dela de volta. Cara, ela deveria estar se vingando, então porque parece que está perdendo a guerra?

✰ ...Descobrir Que São Vampiros? ✰
"Existe um mundo dos sonhos e existem vampiros. Agora nada mais me surpreende."
Ela ficaria extremamente confusa. Algo como "Isso não estava nos meus planos." ou "Por isso eu não esperava.". Apesar de ela se adaptar rápido as coisas ela não entenderia o que está acontecendo. Começaria a avaliar se isso interfere drasticamente em seus planos ou se ela apenas fugiu um pouco do roteiro. Ela começaria a ficar preocupada se seu plano poderia ir pro ralo graças a essa descoberta, mas no final decidiria que isso não é razão para cogitar desistir. Está apenas começando. Ela não sai daquela casa antes de fazer o maldito se lembrar dela e voltar a lamber seus pés! (não, ele nunca fez isso, mas a cara de bobo que mostrava em seus sonhos era muito mais interessante, e fofa, que sua cara de "foda-se" que agora ele mostrava para o mundo inteiro). Definitivamente vai mostrar que não precisa ser uma rainha dos sonhos para mexer com sua cabeça e lhe dar um coração pra bater.


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