Adeus, Chavinho.


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Adeus, Chavinho.

Um ídolo de décadas e futuramente séculos acabou de morrer. Deixou de ser um mito para se tornar uma lenda. Este que, incrivelmente, participou da vida dos meus irmãos, do meu pai e até da minha mãe. As suas séries, mesmo inventadas faz muito tempo, participaram ativamente da minha infância. Sua influência e genialidade é tamanha que conseguiu participar da infância de um simples moleque que nem eu. Conseguia fazer as pessoas rirem de uma forma estranha; ele não precisava de piadas ofensivas, de mal gosto e nem precisava xingar os outros para ser engraçado. Ele fazia um humor inocente, pra família inteira, pra qualquer um assistir.
Ainda lembro das manhãs em que eu assistia um de seus seriados tranquilamente junto de minha avó, a saudosa Dona Wilma. Claro, acompanhado de um belo prato cheio de pão de queijo (ou talvez um bom churros) e uma grande garrafa de Coca-Cola geladíssima (ou talvez um bom suco de limão que parece tamarindo e tem gosto de groselha). Antes de ir pra aula, era ele que me animava, batalhando por um simples sanduíche de presunto e levando beliscões do caloteiro Seu Madruga. Fico pasmo ao ver que essa cena provavelmente se repetiu na infância de meus irmãos e fico ainda mais pasmo ao ver que essa cena se repetirá na infância de meus filhos. Agora ele pode brincar com o Godines, se divertir aprendendo boxe com o Seu Madruga, comer infinitos sanduíches de presunto e descansar em uma grande praia de Acapulco. Dessa vez, pra sempre.
Já diria a música: se você é jovem ainda, amanhã velho será, a menos que o coração sustente a juventude que nunca morrerá.
Descanse em paz, Chavinho.


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