~Blackblood_

Blackblood_
EaterdreamS
Nome: Janaynna Germiniani
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: Ouro Fino, Minas Gerais, Brasil
Aniversário: 18 de Maio
Idade: 15
Cadastro:

Blackout


Postado

Oie pessoinhas! o/

Então, eu havia prometido no ultimo cap que postei, que quem comentasse essa frase: "socorram-me subi no ônibus em Marrocos!" ao contrário, ganharia uma historinha. Quem ganhou foi a ~Naymako . Seu presente tá aqui!! >u<
Eu ia escrever, no máximo, 500 palavras. Mas eu não consegui me segurar e acabei escrevendo 1357! LOL
Não vai ter hentai. ;-; eu não sei escrevê-los bem ainda, mas estou treinando! Mas seria bem mais fácil se eu tivesse algumas experiencias de campo para ajudar ¬u¬.

Espero que goste, Naymako-chan!


Blackout



A escola estava fechada, e a menina era castigada pelo vento cortante enquanto andava pela rua escura. - "Ótimo!" - Pensou, irônica. - "Um blackout! Mais importante, porque eu não fui avisada que não haveria aula?!" - Martirizava mentalmente, se afastando do edifício.
Morava muito longe dali, na realidade, longe era um mero apelido da enorme distância que sua casa ficava da escola e até mesmo da cidade. - "Tokyo. Como foi haver um blackout em Tokyo!?" - Não conseguia imaginar a capital japonesa no escuro. Após virar uma esquina, notou que na outra seguinte um dos postes piscava fracamente. - "Hã? Mas como assim? Não deveria ter eletricidade." - Ao passar por baixo do poste piscante, o mesmo estourou fazendo vários cacos de vidro voarem em várias direções, principalmente para baixo, onde Naymako estava localizada.

A menina, num reflexo mais do que rápido, tampou o rosto evitando o acesso das pequenas lâminas aos olhos, que estavam fechados com força. Mesmo assim, houveram alguns contes superficiais, outros nem tanto. O cabelo, negro como a noite acima dela, estava cheio dos pequeninos cristais cortantes. - Ai! - Exclamou devido à dor que sentia no braço esquerdo, que era bem mais aguda que as outras. Ela sacudiu a cabeça, procurando livrar o cabelo dos cacos e, em seguida, olhou para o braço que ardia.
O corte era grande, se estendia desde dois dedos abaixo do pulso até pouco antes do antebraço; localizado na parte interna, onde a pele era mais fina. O líquido vital escorria dele de maneira lenta, apesar de ser extenso, o corte não era fundo. - Graças a Deus, eu não vou morrer de hemorragia. - Disse a si mesma enquanto segurava o corte com a outra mão; mesmo sendo pouco, perder sangue não era nada bom.
- Ainda bem que os Sakamakis não estão por perto. - Disse baixo. - "Ou era capaz de eles beberem o meu sangue até a última gota." - Ironizou, imitando mentalmente a voz das meninas de sua sala. Elas tinham medo dos seis irmãos, apesar de todas viverem dizendo que eles eram 'lindos de morrer'. Um tanto quanto irônico se você acredita que eles são monstros que bebem sangue para conquistar a vida eterna. Por mais que achasse bobagem, eles realmente eram estranhos. Uma vez, uma das meninas de sua sala, chegou dizendo que Subaru havia quebrado uma parede com um soco. Ela achou bobagem, mas depois viu uma das paredes do fundo da escola com uma verdadeira cratera, centrada com a perfeita forma de um soco.
- Você realmente quebrou a parede...? - Disse para si mesma. - Subaru....
- O que tem meu nome?
- S-Subaru!? - Naymako girou nos calcanhares e deu de cara com o albino, vestido com uma calça escura, uma blusa também escura que ela deduziu ser cor vinho e uma jaqueta realmente preta. O escuro atrapalhava sua visão. Mas o que Subaru estava fazendo ali àquela hora?
- É. Sou eu. - Disse sério. Subaru sempre estava sério. - O que exatamente aconteceu com você? - Por algum motivo Subaru estava tentadoramente assustador. Os olhos cor de sangue pareciam rubis brilhando no escuro.
"Se alguém fosse um vampiro, com certeza e seria o Subaru."
- Hã...? - Subaru franziu o cenho de raiva, assustando Naymako. - Ah! Sim! O poste estourou, o vidro me cortou e agora meu braço está sangran-
"Espera. O que Subaru está fazendo aqui? Já devem ser duas da manhã. Mas ent- " - Sentiu uma mão gelada a empurrar prensando-a na parede. - Itai! Por qu- - Os olhos vermelhos estavam mais intensos, como um poço de sangue fresco. Ela arregalou os olhos percebendo a verdade.
Subaru apertou o pulso machucado fazendo um gemido de dor escapar dos lábios da garota, dando um sorriso maldoso em seguida.
- N-não acredito…. Só pode ser brincadeira.... Vampiros não existem! - Gaguejou travada enquanto sentia a língua fria deslizar pelo pescoço.
- Sério? - Subaru falou em seu ouvido, fazendo-a se arrepiar com sua respiração. - Eu acho que sou bem real. - Soltou o pulso machucado e envolveu Naymako pela cintura, colando os corpos.
- Para.... Por favor, Subaru você está me assustando. - Ela tentava empurra-lo pelos ombros. Uma parte dela ainda queria acreditar que Subaru estava brincando, porém, o aperto dolorido em sua cintura extinguiu a possibilidade. - Itai! Machuca! - As lágrimas já escorriam pelos cantos dos olhos.
- Se você se mexer, vai doer mais. - Avisou. Apesar de não poder ver seu rosto, tinha certeza que ele estava sorrindo.
- P-por favor... E-eu n-ão quero mor-rrer... - As lágrimas já haviam engrossado e a voz estava entrecortada.
- Tch! Que saco! - Subaru afastou o rosto do pescoço da menor e a encarou. - Você vai ficar chorando mesmo!? Irritante. - O vampiro acertou um soco na parede, abrindo um buraco nela e ao mesmo tempo aliviando a raiva que sentia. A menina apenas soluçava, sem ter palavras para responder.
- Tch. - Estralou a língua de novo. - Pare de chorar e prometo que não vai morrer. - Falou secando algumas lágrimas de Naymako com a mão direita.
A menina, sem outra saída, balançou a cabeça em concordância fechando os olhos com força em seguida. Sentiu Subaru se aproximar novamente; o medo voltou e mais uma vez as lágrimas rolaram. Esperou outro soco de Subaru; conhecia parcialmente sua personalidade e sabia que ele se irritava fácil.
Mas o soco não veio, apenas silêncio, e quando abriu os olhos para ver o que acontecia, recebeu o que menos esperava de Subaru. Um beijo. Ficou extasiada no começo, pelo susto. Mas estranhamente, não queria que ele saísse dali; queria ficar naquele momento único para sempre. O beijo de Subaru, ao contrário do que pensava, era calmo e lento. Nada forçado, poderia parar se quisesse, mas ela não queria. Levou as mãos até o pescoço dele, o abraçando enquanto afagava os cabelos claros.
Subaru notou a falta de ar da menor, separando-se dela. Encaminhou a boca para onde realmente interessava, sentindo o cheiro do sangue que corria poucos centímetros abaixo da pele macia. Se fosse outra pessoa ele não faria nada disso, mas Naymako era diferente. Ele a considerava a própria personificação da noite: os cabelos negros como o céu noturno e os olhos azuis extremamente claros, como estrelas. O cheiro o embriagava cada vez mais.
Naymako sentiu a respiração gelada contra o pescoço e apertou os ombros do vampiro, procurando a coragem inexistente para aguentar a dor que viria. Sentiu um beijo no local, que a fez perder a tensão, para depois sentir a dor aguda das presas afiadas transpassando sua pele. - fincou as unhas no couro escuro da jaqueta. - Ah, como aquilo doía. Os livros e as histórias da Internet que se lasquem! A mordida de um vampiro não era indolor e muito menos prazerosa.
Apesar da enorme dor, sabia que Subaru estava sendo o mais delicado possível; se ele a quisesse machucar, já estaria desmaiada. Ouvia de perto ele bebendo seu sangue, os leves goles do líquido carmesim desciam pela garganta do vampiro. Sentiu uma das mãos dele emaranhar-se em seus cabelos, puxando-os para trás levemente, fazendo com que tombasse a cabeça naquela direção.
Estava começando a sentir dormência nas pontas dos dedos e a vista ficando embaçada; já havia perdido muito sangue e só agora se lembrava do enorme corte em seu braço. - Subaru..... - Resmungou com a pouca voz que tinha. - Já... chega... - Se ele não parasse, ela morreria. Deu um leve suspiro de alívio quando sentiu as presas se soltarem. Subaru lambeu o ferimento que havia causado, e mais uma vez Naymako se arrepiou com a sensação. O vampiro pegou a menina no colo e começou a andar.
– ....? Onde vamos? – Perguntou, fraca.
- Não é óbvio? Para sua casa. – Respondeu, seco.
Naymako sentiu os olhos pesarem, e, por mais que tentasse, não conseguiu enganar o sono.
- Subaru, ... Obrigada. – Disse antes de apagar, podendo notar somente que ele havia estralado a língua e virado o rosto na outra direção.
- Idiota, apenas descanse.


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