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Resenha literária: Orgulho e preconceito(Jane Austen)


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Resenha literária: Orgulho e preconceito(Jane Austen)

Olá, pessoal!
Tudo bem com vocês? O que, Milly não começou com “yoo” nem nada? Pois é, pessoal. Deixando as expressões Japonesas de lado (Isso acaba de me lembrar das minhas aulinhas de Japonês para minhas amigas do grupo do WhatsApp...), hoje eu resolvi postar um jornal literário. Sim, nada mais, nada menos que um review sobre meu livro preferido: Orgulho e preconceito.
Antes de tudo, Orgulho e preconceito é um livro da literatura clássica mundial e foi escrito pela Inglesa Jane Austen. Só com isso eu já posso imaginar a cara de alguns de vocês: Ah, Milly, isso é coisa de nerd, não leio clássico de jeito nenhum. Calma, está bem, eu confesso. Sou nerd sim, mas isso não tem nada a ver com o livro ser clássico ou não. A escrita da Jane é leve e bem fluida, não cheguem esperando dar de cara com o próprio Machado de Assis (meu titio de coração), ok?
Bem, eu sempre gostei muito da cultura Britânica como um todo, costumes, lendas, sotaque (Standard e RP – conhecido como sotaque da rainha, embora eu não use muito porque, convenhamos, todos me chamavam de velha no curso de Idiomas pois esse sotaque dificilmente é usado pela população mais jovem, só pela Emma Watson...) e com Jane Austen não foi diferente. Admito que conheci a escritora um pouco tarde, aos quinze anos. Antes meu preferido era Charles Dickens. E você pode perguntar algo como: Está bem, o que tem de tão legal nessa escritora?
A resposta é simples, meu caro leitor, enquanto outras escritoras banhavam-se em um romantismo adocicado e com finais felizes em que todo mundo saltitava junto a pôneis cor-de-rosa, Jane costurava um mundo que além de trazer Elizabeth Bennet, uma heroína altamente racional e inteligente (coisa difícil na época), retrata fielmente a Inglaterra de sua época: mesquinha, ignorante, marcada pelo desprezo e aristocrática. Junte tudo isso a uma trama bem elaborada e com personagens marcantes e teremos uma obra-prima.

Oh, dear, como é difícil começar a escrever não só sobre um livro bem escrito, mas também que é o preferido, a trama começa com a seguinte sentença:

" É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro que possua grande fortuna deve estar à procura de uma esposa"




O enredo é focado numa família da classe média rural da Inglaterra Georgiana, os Bennet, composta pelo generoso Senhor Bennet, pela exageradíssima casamenteira senhora Bennet e suas cinco filhas: Jane, Lizzy, Mary, Kitty e Lydia. Jane, a mais velha, é conhecida em todo condado pela sua grande beleza, tem um bom coração, mas é muito tímida e insegura. Elizabeth, (Lizzy, minha personagem preferida) a segunda mais velha, além de ser inteligente e ter um grande senso crítico é uma mulher à frente de seu tempo. Mary é dedicada aos estudos, embora nem sempre isso dê certo. Lydia e Kitty são tão fúteis quanto a mãe e passam todos os dias sonhando acordadas com o futuro marido, bailes e almoços.




Logo que descobre que o rico e bondoso Sr. Bingley chegara a Netherfield, a senhora Bennet logo fica empolgada em apresenta-lo a suas filhas. Logo em seu primeiro encontro (leia-se Baile) Charles Bingley fica encantado com Jane, a mais velha, e Lizzy conhece o em uma sociedade onde um bom nome é valorizado, casamentos são a única maneira de ascender socialmente. Assim, quando é informada de que o rico e bondoso (e solteiro) Sr. Bingley chega a arrogante Sr. Darcy, um homem rico, quieto e taciturno. E passa a julgá-lo como um “orgulhoso sem limites”.

Embora Bingley realmente tenha se apaixonado por Jane, ambos têm de enfrentar a oposição de Caroline, irmã do moço, devido a posição social inferior da moça. O que causa histeria em toda família. Além disso, outros personagens como Sr. Collins, primo e herdeiro dos Bennet, e Sr. wickham, rival de Darcy, aparecem ao longo do desenrolar do romance. Por mais improvável que fosse Fitzwilliam Darcy acaba por se apaixonar lentamente por Lizzy, a moça tão diferente em seu modo de ser, ao passo que ela reconhece seu julgamento precipitado na medida em que conhece melhor o gentleman. Esse é, sem dúvidas, o exemplo de um casal perfeito. Não por não haverem brigas, porque isso continuará sempre a acontecer. Mas porque por mais que haja diferenças, o carinho e admiração entre os dois triunfará. Não há como não se encantar com todo o charme e com as boas maneira de Darcy, tampouco, como não se espelhar em Lizzy. Por fim, Austen continua sendo até hoje uma escritora atual e que cativa a cada um com um toque de ironia, mas também gentileza e simplicidade. Espero que tenham gostado dessa pequena resenha sobre meu livro preferido.

“ Em vão tenho lutado comigo mesmo, nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer que eu admiro e amo ardentemente. ” ( Fitzwilliam Darcy)


Escutando: Kissing in the rain

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