Uivando I


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Fugindo.

Tão estranho. Depois de semanas, sem beber, nem "comer carne", nem escrever, eu me sinto em uma abstinência total de algo que eu nem sabia que tinha. De onde tirei esse vício...?

Algo que me magoa, é que quando eu decidi que iria sair de casa, que eu não me identificava com ninguém, eu sabia plenamente das consequências. Eu sabia que com a liberdade, vinha também o abandono, e com a independência, vinha a sensação de não ter lugar para onde ir.

Coloquei minhas 4 patas na estrada e corri, corri a noite inteira até sentir o sol nascendo e tocando o chão e colorindo a paisagem. E quando o sol chegou, eu vi que estava exausta, estava faminta e não tinha para onde ir.
Criei minhas próprias regras no meu exílio, minha própria maneira de escrever, deixando rastros de fogo em cada parágrafo. Aprendi a controlar a fome, e manter minha disposição para o inverno. Mas nem sempre funciona, nem sempre a caça é farta, nem sempre a inspiração e o tempo me permitem escrever o quanto eu necessito.


Pintar com palavras. Porque o mundo tem cores demais, cores lindas, e que sim, podemos sentir quando lemos.

A cor do sorriso dela, tem como não sentir? Tem como não registrar tamanha genialidade de Deus. Abençoada seja meu amor, minha princesa, minha fonte de força. Porque eu sei que conviver com um lobisomem não é fácil. Obrigada por me amar tão bem, baby.


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