Capitulo 1? :3


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Capitulo 1? :3

Capitulo Um: Os Alfas e os Vermelhos.
Antes de qualquer coisa tenho que explicar como nossa ‘’sociedade’’ funciona. Não espero que se identifique, porque as coisas que acontecem por aqui não têm uma fama lá muita boa. Sinceramente, se eu pudesse acabar com tudo isso, e recomeçar do zero, com certeza o faria.
Tenho que dizer que nossa terra é uma terra sem nome. Ou ao menos nós do C não sabemos qual é. Quanto as Alfas, acredito que eles sabem. Nossa terra é dividida em só dois povos: Os Alfas e os -C. Mas todos se referem a nós como os vermelhos.
C, na verdade vem do nome Casimir, que é o líder de toda uma hierarquia que controla e ordenam nosso povo, os vermelhos. Porém, eu nunca conheci alguém que tenha falado pessoalmente com Casimir, além dos oficiais, que são os que estão abaixo de Casimir na hierarquia. Eles são divididos em vários e vários níveis, e eu mesmo demorei meses pra decorar cada uma dessas categorias.
Eles não são bem o que podemos chamar de ‘’líderes natos’’, porque são mais baderneiros que as pessoas comuns do nosso povo. E geralmente, quando há alguma confusão sempre tem um ou mais oficiais envolvidos no meio, mas por algum motivo, eles nunca levam a culpa de nada, e isso me irrita profundamente. Nosso povo tem uma fama tão boa, que é dividida conforme os principais problemas de cada área. Vou citar as principais:
A C1, por exemplo, moram as pessoas que tem problemas com dinheiro, seja a falta ou excesso dele, o que geralmente termina em roubos, assaltos e mentiras.
A C2, pessoas que mexem com aquelas paradas de magia e ilusionismo, acho que é isso, porque pra mim é impossível alguém fazer algo como as coisas que eles fazem só com o ‘’poder da mente’’.
Na C3, ficam as pessoas com problemas, hum... Do tipo pervertidos. Nunca nem ouso passar lá por perto, vai que eles resolvam me usar de boneco inflável!
A C4, a mais louca/sem noção de todas, onde você não pode ter uma única conversa sã com ninguém. A área onde você pode descolar bebidas e drogas até de graça, se tiver lábia ou influencia. Minha mãe não me deixa passar por lá a caminho de lugar nenhum, nem se fosse pra tirar ela de debaixo de uma carruagem de ferro ela permitiria que eu passasse perto dos bares e das outras espeluncas que tem lá.
E finalmente, meu quartel, o C5. Eu o considero um dos piores de se viver, mas bem, não tem como comparar, as coisas aqui são tão horríveis que se você olhar de modo geral, pode até ficar deprimido. E é o que acontece com a maioria das pessoas aqui. Ficam tão deprimidas, que se não conseguem se satisfizerem nas outras áreas, acabam se suicidando aqui, não sei o porquê disso. E nossa área também é famosa pelas brigas e discussões colossais que rolam a toda hora. Minha família mesmo era sempre um grande destaque nessas horas. Dos quatro filhos que minha mãe teve, só sobrou eu e a Liss. Nosso irmão mais velho discutiu com um oficial a respeito de algo e colocaram-no na linha de frente da batalha. E nossa outra irmã, morreu em um final de semana no C3, parece que ela estava brigando por algum dinheiro que não a pagaram. Prefiro não pensar na possibilidade de ela ter morrido brigando por causa de uma quantia miserável de um programa sexual. Seria demais pra nós. E por mais que eu repudie tudo no nosso povo, confesso que às vezes a idéia do suicídio me atrai. Mas sempre afasto isso da mente.
E não importa de que área você seja, você nunca vai se encaixar em só uma. Quanto mais você mergulhar de cabeça em uma área mais as outras também vão te parecer atraentes. Mas no final, todas elas acabam aqui no C5. O quartel marcado pela morte.
~*~
Mas, com certeza, já falei bastante de nós vermelhos. O outro povo, nossos inimigos, eu não sei muita coisa sobre eles, mas sei o bastante pra me deixar dividido sobre largar os C e entrar para os Alfas.
Até onde eu sei e descobri, os Alfas são um povo liderado também por um homem, que alguns dizem se chamar Augustus. Gosto desse nome. Parece passar tudo o que um homem precisa ser, forte e firme. Sobre como a hierarquia deles é organizada eu ainda não sei, mas tenho quase a plena certeza que deve ser melhor que a nossa.
Ao longo de todos esses meus 16 anos, com muita dificuldade eu ficava sabendo de algumas histórias ou até lendas sobre os Alfas. E sempre, contadas pelos oficiais vermelhos com uma certeza apreensão que me deixava e me deixa curioso pra saber o motivo real de tudo aquilo.
Quando meu pai não estava bêbado, ele costumava ser legal, e até tinha uns surtos de carinhos e resolvia me contar histórias antes de dormir. Ele só conhecia as histórias de guerra e de alguns triunfos dos nossos exércitos. Oficiais que mataram vários de uma vez ou faziam torturas aos Alfas, esse tipo de coisa. E é claro, eu sonhava coisas maravilhosas depois de histórias assim.
Mas, voltando, as histórias que eu ouvia dos Alfas eram diferentes. Enquanto as nossas começavam e terminavam com mortes, as deles começavam com mortes e terminavam com vidas. Pessoas que erra m fracassadas e destruídas depois de entrarem pros Alfas se tornaram grandes homens e mulheres. Pessoas que eu tinha certeza que não erram capazes nem de matar uma barata por puro medo, iam pra frente da linha de batalha e não perdiam nem sequer um fio de cabelo! Talvez, aquelas coisas sejam só histórias mesmo, mas, algo dentro de mim dizia que não. E diferente da maioria das pessoas, em meio a tantas guerras, mortes e desgraças, quando algo bom crescia dentro de mim, eu apoiava e regava como se minha vida dependesse disso. E muitas das vezes, dependia mesmo, porque se não fosse por esse meu jeito estranho, acho que eu já teria acabado comigo há tempos! E esse é uma das coisas que eu não entendo nos Alfas.Eles passam pela mesma guerra que nós, mas, se por acaso vemos um deles na rua, sua face não é triste ou desanimada, muito pelo contrario. E quando andam, dão passos firmes e confiantes. Não como os meus passoas desajeitados e molengas de um corpo magro e sem músculos. Eles exalam alegria e confiança. Como se suas vidas já estivessem resolvidas, e eles não estivessem no meio de uma gueera enorme e terrível que acontecia todos os dias.
Acho que você já havia percebido de que eu vivo em uma guerra, não é mesmo? Pois bem, deixe-me falar um pouco mais sobre ela. Como eu já expliquei, os Alfas e os Vermelhos são inimigos, portanto vivemos em territórios diferentes. Mas nem por isso há algum tipo de paz entre nós, sempre acontecem conflitos. E é isso que não entendo. Por que uma pessoa luta porque almeja um determinado prêmio no final do jogo ou como nesse caso, da guerra. Mas, qual é o prêmio que motiva esses dois enormes exércitos a lutarem tanto? É isso que eu me questiono desde que me entendo por gente. Além disso, há também a lógica do conflito. Até onde sei, qualquer pessoa que seja do Alfa pode lutar na batalha. Mas, isso não acontece com nós, os vermelhos. Não podemos ir lutar diretamente no campo de batalha a não ser que nos tornemos oficiais muito importantes, e isso é difícil. Então, todo e qualquer oficial é obrigado a lutar. E quando não estão lutando, eles ‘’treinam’’ as pessoas de suas áreas pra substituírem eles caso eles morram. E é claro que esse treinamento consiste nas principais atividades do quartel. Como por exemplo, pra ser oficial do C5, tem que ser bom de discussão, coisa que eu não sou.
Mas mesmo assim, no meio de todas essas coisas, a maior dúvida da minha vida, é : ‘’Qual é a recompensa dessa guerra?’’ É isso que não entendo. Qual será que é a coisa mais valiosa do mundo? Talvez seja por isso que os dois exércitos se enfrentem tanto. Eu não sei, mas tenho a sensação que descobrirei em breve. Estou com aquela sensação que de respostas estão chegando pra calar as vozes que gritam na minha mente, e isso é bom, porque, olha, não são poucas. Tem tanta coisa que eu queria saber e entender. E uma delas é entender o que sou em minha totalidade toda dividida em partes, porém clara e explicada.
Ah, e a propósito, esqueci de falar. Chamo-me Artur e essa é a história da guerra que você está, mas não sabe. E se sabe, ignora. Então, se liga mano.


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