~Smegan712

Smegan712
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O Inevitável, em maiúsculas.


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O Inevitável, em maiúsculas.

Atualmente tudo na minha vida é praticamente um fardo. Um dever, um serviço, uma obrigação. Use a palavra que quiser. Parece que, de uma hora pra outra, eu fui sugada pra um mundo sem gosto e sem textura. Todas as coisas que eu faço, eu só faço porque sim. Não tenho mais vontade, impulso, determinação, nada.
Conversar com um amigo fica árduo como uma folha de exercícios de ligação iônica. Eu tenho tanta vontade de maratonar um seriado quanto de pendurar as roupas no varal. Porra, tudo virou uma obrigação! Eu tenho 23 livros inacabados na minha estante, e agora só de lembrar deles eu já sinto vontade de me enrolar em posição fetal e chorar até dormir. Quando algum colega comenta comigo sobre o novo filme de super-herói que saiu e eu me lembro de toda a franquia que eu nem comecei, eu tenho vontade de me esconder no banheiro e respirar em um saquinho de papel. É tanta coisa que eu deveria fazer por prazer, mas que agora me fazem querer gritar. Quer dizer, é essa que eu deveria ser, não é? Isso tudo é parte de mim, não é?
De certa forma, parece o tempo todo que quem eu mais decepciono é quem eu deveria ser ou era. Isso faz qualquer sentido?
Eu tenho tanta coisa pra ver, pra fazer, pra escrever, pra conhecer, pra entender, pra viver! Isso é completamente maravilhoso e paralisadoramente assustador.
Eu quero ter uma vida, e eu juro de verdade que eu tô tentando. Mas a cada meio passo que eu dou, todo mundo já andou 3 quilômetros. Como é que eu devo ser humanamente capaz de ter amigos, me dar bem com a minha família, estudar, fazer minhas atividades extracurriculares, me manter atualizada com a cultura e com o mundo, fazer as coisas que eu “gosto”, fazer o que eu realmente gosto e ainda me manter física e psicologicamente saudável? As pessoas realmente conseguem isso?!
Eu tô quase tendo um ataque de pânico agora.
Tudo bem, respira.
1
2
3.
Okay.
O tempo tudo, eu tenho coisas pra fazer. Tudo se acumula e eu fica enterrada embaixo de uma pilha de nervos. Paralisada. Mal respirando. Aperto no peito, pulso acelerado. Se eu me mexer, eu destruo tudo. Todas as expectativas, desejos, toda a fé, tempo e dinheiro que todo mundo investiu em mim, eu vou arruinar. E vou decepcionar todo mundo. De novo e de novo e de novo e de novo.
Então, eu não me mecho.
Eu não faço absolutamente nada. Objeto imóvel, sem aceleração, energia infinita indo pra lugar nenhum. Protelando, vendo o tempo que eu não tenho passar. De certa forma, é autopunição e autopreservação. Talvez, se eu fizer o mínimo possível, não vou ter perdido muito quando eu decepcionar todos, O Inevitável, em maiúsculas. Não vai ser trabalho desperdiçado
E sinceramente, o que isso tudo valeria? Não é como se eu fosse ficar aqui por muito mais tempo, de qualquer forma.

Wowie. Emotional breakdown desnecessário. É isso que dá entulhar tudo no fundo da garganta. Enfim, palmas pra quem chegou até o fim. Estrelinha dourada de congratulações. Tchau.

Escutando: Minha respiração
Lendo: Por favor, não
Assistindo: Por favor, não
Jogando: Por favor, não

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