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Frases & Parágrafos - A ética na medicina


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Frases & Parágrafos - A ética na medicina

Esse jornal é bem curtinho, só para plantar uma dúvida na cabeça de vocês escritores, que adoram descrever experiências com humanos e coisas do gênero.

Confesso que sou muito fã de histórias assim e que são poucas as realmente boas aqui no Social. Pensando nisso, decidi fazer esse jornal de última hora para diferenciar três tipos de personagens “vilões” que são muito comuns nesse tipo de fanfics e o tal do Código de Ética Profissional (porque muita gente esquece dele).

Ética profissional: “[...] é constituída por princípios da conduta humana que define diretrizes para o exercício de uma profissão. Toda profissão é controlada pelo estado, exigindo que todos atuem submetidos a algum controle moral, que normalmente é baseado em um código de ética, sujeito a um mecanismo de fiscalização. Nesse código, encontram-se normas e regras de conduta, mostrando direitos e deveres que os profissionais são obrigados a respeitar.

Na medicina, os deveres no desempenho e a responsabilidade são ainda maiores, pois trabalham com o corpo, saúde e a vida dos pacientes. Sendo assim, qualquer erro acarreta em graves problemas para os pacientes, a comunidade médica e os hospitais”.

Fonte: Ética médica

Pensando nisso, pense nesse caso:

Se você fosse um médico e chegasse no hospital que você trabalha um sujeito que você sabe que transmitiu o vírus HIV conscientemente para outras pessoas, você salvaria sua vida?

Pergunta difícil, certo? Eu, estudante de psicologia, me deparei com essa questão em uma das minhas aulas de Ética e, mesmo estudando, foi difícil chegar a uma resposta. Já os médicos têm que chegar à resposta com muita rapidez, pois as vidas de seus pacientes dependem de suas decisões. Sem contar que, claro, a decisão deve ser sempre à favor do paciente, independentemente do que ele fez ou deixou de fazer; de quem ele é ou não.

Escrever sobre escolhas médicas é difícil exatamente por isso e pesquisar as normas do código de ética profissional da medicina pode ajudar bastante.


Agora que vocês já sabem o que significa a ética profissional, precisam ter em mente que há vários tipos de personagens (o que vou abordar melhor em breve). Aqui, vamos usar um “bonzinho/certinho”, um “malvado/todo errado” e um “meio termo”.

Imagine que temos uma cena de tortura, uma experiência com humanos ou o que quiser. O que quer que seja, imagine que todas essas intervenções vêm acompanhadas de efeitos colaterais catastróficos, sendo a maioria das vítimas, cobaias que não tiveram resultados. Em outras palavras, sendo descartados.

O que importa agora é pensar em como esses três tipos de personagens, todos na posição de médicos ou cientistas que fazem essas intervenções, são capazes de tais atrocidades. Talvez o “bonzinho/certinho” jamais queira cometer esse tipo de crime, mas não tenha escolha. Nesse caso, ele seria obrigado a deixar sua ética profissional de lado (digamos que um resumo BEM resumido seja algo como “apenas salvar, nunca ao contrário”) e cumprir sua tarefa, mesmo que não se sinta bem com ela. Lembrem-se que o importante é, não só narrar a cena como se ele fosse o vilão da história, mas também mostrar o lado dele e, se não for essa cena apropriada pra isso, lembrar-se de fazê-lo mais tarde.

DICA: todo vilão deve ter um bom motivo para ser um vilão.

No caso do “malvado/todo errado” é completamente ao contrário do “bonzinho/certinho”. O que o primeiro não queria fazer, esse faz com gosto, nem lembrando-se de que existe o tal código de ética profissional. Aqui, o importante é narrar a cena como uma verdadeira atrocidade, colocando o “malvado/todo errado” como um verdadeiro vilão. Causar desconforto, narrar as ações do vilão em detalhes grotescos é bem vindo aqui. Terror psicológico também pode fazer parte e pode funcionar até mesmo com quem está lendo a história.

ALERTA: Tome cuidado com apologias. Se ocorrer de fazê-las, SEMPRE desconstrua essa ideia em seguida. Isso não é apenas pelas regras do Social, mas pela moral.

Já no caso do “meio termo”, digamos que ele seja um pouco dos dois primeiros. Ele pode lembrar-se da ética profissional, saber de cor e salteado que aquilo é errado, mas gostar disso. Talvez aqui seja cabível aquelas “dúvidas consigo mesmo”, onde o personagem vive um momento de confusão, querendo e não querendo fazer algo.


Espero que tenham gostado da dica de hoje e peço desculpas por atrasar alguns jornais.



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OBS.: NÃO avalio histórias. Isso é trabalho dos betas e eu não tenho tanto conhecimento pra isso.

Escutando: Flo Rida - How I Feel
Lendo: 2001: Uma odisseia no espaço
Assistindo: Doctor Who (7ª temporada)

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