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Metralhadora de corações
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Frases & Parágrafos - Mais 11 coisas que fazem desistir da leitura


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Frases & Parágrafos - Mais 11 coisas que fazem desistir da leitura

Eu gostaria de escrever aqui que esse jornal só foi postado porque o primeiro foi um “sucesso”, mas a verdade é que são muitas coisas que nos fazem parar de ler uma história – ou nem começar a lê-la.

Vamos, então, à uma nova lista, dessa vez com dez itens:

1. POV e ON/OFF: POV, ou Point of View (ponto de vista) é um formato de narrativa muito encontrado em fanfics, onde o texto nos apresenta vários pontos de vista sobre a mesma história. É útil quando o enredo é rico em sentimentalismo e mistério e quando o autor prefere narrar em 1ª pessoa, pois com ele pode-se levar ao leitor vários pontos de vista da mesma história sem fazer com que os outros personagens saibam dos segredos que outros querem guardar, ao mesmo tempo que deixa o sentimentalismo intacto, por exemplo.

Só que tem gente que exagera e escreve dois parágrafos e já muda o POV. Primeiro que não é necessário fazer isso toda hora; segundo que também não é necessário colocar “POV de fulano on/off”. Sério, se vai mudar o ponto de vista, opte por pular duas linhas, escrever só o nome do narrador seguinte, nem precisa ficar escrevendo “POV” o tempo todo.

Imagina que está lendo uma cena de suspense. Você está no clima, com o coração à mil, aí o autor resolve trocar o narrador e colocar “POV fulano on”. Sério, quando leio isso, o clima some na hora.

Fora que tem gente que gosta de usar o “on/off” pra tudo que é coisa na história: é o telefone que toca, a reportagem na tv, o “flashback” (que nada mais é que um acontecimento do paçado) e até sons nada descentes que podia-se ouvir do quarto ao lado.

Por acaso já leram um livro que usava “on/off”? Então vamos parar com isso e tentar descrever as coisas direito e manter os leitores no clima da história? Invista em descrição, conte como as coisas estão acontecendo, use itálico para a voz do outro lado da linha ou a reportagem de tv. Imaginar é melhor do que ter as coisas entregues de bandeja.


2. Alternar primeira e terceira pessoa sem aviso prévio: com isso, não quero dizer que o escritor em questão não colocou algo que simbolize a troca de narrador, por exemplo, mas que fez isso no meio de um parágrafo, às vezes até na mesma frase.

Costumo dizer que isso pode ser corrigido apenas com uma revisão em voz alta, o que não custa muito e você mesmo pode fazer. O importante de manter o mesmo narrador nesse caso é não confundir o leitor.

3. Emoticon no meio do texto: Aqui, o escritor de fanfics escreve a história inteira como se fosse uma conversa de msn. Lembrem-se que isso é, também, fora das regras, exceto em trechos que realmente sejam conversas online.

4. Uso de onomatopeias (sons escritos, como “CRASH!” e “POW”): okay, esse é pouco comum hoje em dia, embora algumas fanfics da época que eu “nasci” aqui n Social tinham muito disso. De vez em quando, ainda é possível achar uma ou outra que contenham onomatopeias, as quais nem sempre são dadas como erros, já que depende muito do contexto em que são usadas. Inseri-las na descrição de uma cena de explosão, por exemplo, é diferente de inseri-la numa fala onde um vilão empolgado narra um acidente que acabara de provocar.

Antes de usar onomatopeias, que tal ter em mente o que exatamente quer fazer com elas e o tipo de história que está escrevendo?

5. Sinopses reveladoras demais: “revelar demais” significa dar respostas sobre os mistérios da sua história, coisa que não deve ser feita tão cedo, uma vez que são as respostas que o leitor quer descobrir quando resolve ler uma história.

Isso me lembra de que eu tenho que dividir um fato que ocorreu comigo essa semana. Eu estava aqui no Social, linda e maravilhosa, procurando algo para ler nas atualizações alheias e eis que achei uma fanfic interessante. Não me lembro o título agora, só lembro que era uma distopia. Ok, gostei da capa, gostei do título, fui ler a sinopse. Linha após linha, fui me cativando até mais ou menos a metade. Depois... Gente, juro, a pessoa que escreveu contou o final da história. Tipo... Eu estava lá, super empolgada pra ler e daí, quando me dou por conta, tinha lido o final da história na sinopse!

Não preciso nem dizer que me desinteressei na hora, né?

Uma dica para os que já fizeram isso: Jornais sobre Sinopse Parte I e Parte II.

6. Linguagem imprópria sem necessidade: essa é outra coisa muito comum que me tira do clima da história. Quero que fique claro que não leio só indecências, mas as que eu peguei para ler ultimamente têm tanta linguagem imprópria sem sentido que deixei até de terminar de ler.

Quando quiserem escrever com linguagem chula (se é que posso chamar pirulito de carne assim), só façam quando for adequado. Ok, acho que soei confusa colocando “chulo” e “adequado” na mesma frase, mas pensem comigo: estou escrevendo uma história que um dos personagens só fala besteira mesmo, é um delinquente, um machista assumido. Aí tem aquela mulher, que - por algum motivo que você pode decidir - resolve dormir com ele. Se eu fosse descrever essa cena, poderia usar linguagem chula já que se adequa ao contexto da história, mas e se eu escrevesse, sei lá, uma cena “mamão com açúcar”, onde os protagonistas são completamente apaixonados um pelo outro? É, né? Não ia rolar ser rude numa cena assim, então nada de fazer isso.

Também tomem cuidado com a famosa apologia. As regras do Social não proíbem que as faça, mas pedem que você as desconstrua de alguma forma, mostrando que o ato em questão é errado.

7. Começos genéricos: “Era uma vez, num reino distante...” é tão comum em contos de fadas quanto começar uma história informando o clima daquela cena. Vamos inovar um pouco e sair dessa linha? Que tal começar com uma fala ou a descrição de um personagem e suas ações, ao invés do clima nublado que estava naquele dia?

Ainda seguindo essa dica, tente escrever sobre algo que realmente vá prender o leitor à história, ao invés de contar o passado do seu personagem nos mínimos detalhes se eles não são tão importantes para o enredo. Tente, talvez, começar com um acontecimento inesperado, como um acidente, por exemplo. Quantas histórias por aí você conhece que começam com uma cena de acidente?

E não estou tratando daquelas que falam que o protagonista perdeu os pais num acidente, ok? Ok.

8. Exigir favoritos, comentários e/ou divulgação: Para os mais sensíveis, isso pode soar como uma ofensa. Muitas vezes, o autor não faz por mal, mas faz. Além de ser contra as regras, não é muito legal pedir que comentem a sua história. Se o leitor gostar, ele vai fazer um comentário - mesmo que seja apenas de uma linha.

O pior é quando o autor exige um número x de comentários e favoritos para continuar a história.

9. Escrever de antemão que não sabe escrever direito ou que não gostou da história: juro que eu nem começo a ler quando encontro algo assim na sinopse ou nas notas do autor, por exemplo. Acho que quem deve gostar da história, em primeiro lugar, é quem escreve e se quem escreveu não gostou, porque eu me atreveria a ler? A conclusão que eu chego lendo isso é de que a fanfic é ruim.

10. Classificar a fanfic numa categoria a qual ela não pertence: acho que você deve estar pensando que a maioria dos leitores não fica lendo a ficha técnica da fanfic (eu, pelo menos, não leio), mas apesar disso, às vezes você está lendo a fanfic porque ela está classificada, sei lá, na categoria Selena Gomez, esperando que tenha a Selena em algum momento da história e não, não tem! Entendeu porque esse é um tópico dessa lista?

Se você escreveu uma fanfic, na qual a personagem principal é inspirada na Selena ou em qualquer outra pessoa/personagem (seja pela personalidade, aparência ou o que for), não quer dizer que deva coloca-la na categoria Selena Gomez.


11. Má apresentação do texto/Formatação: quem nunca encontrou aquela fanfic que tem falas inteiras em caixa alta, com toda e cada palavra com letra maiúscula como nomes próprios, ou com trechos longos em negrito, itálico ou sublinhado?

Primeiro que nem sei se é certo usar sublinhado no meio do texto. Eu só vi sendo usado para conteúdo escrito de placas que estavam na cena e para sublinhar uma ou duas palavras que serviam de bônus em fanfics escritas para concursos, o que eu acho que é aceitável, mas enfim...

Também tem aquelas fanfics que uma cena do passado é inteira em itálico. Se quer sinalizar que é algo “à parte” da época atual, porque não descrever? Narrativa está aí pra isso, use datas, se preferir. Itálico é ótimo para dar ênfase à narrativa e falas, destacar palavras ou nomes estrangeiros, assim como simbolizar pensamentos de personagens, contanto que não seja usada em frases longas ou o tempo todo.

O negrito cansa os olhos. Costumo dizer que recomendo o uso desse recurso para destacar o que não fica bem destacado com itálico.

Por exemplo: aquele capítulo que é dividido em partes, seja por POV ou por cenas de épocas distintas agrupadas numa mesma história, pode-se ser usado o negrito para sinalizar essas mudanças, seja através de nomes de personagens, datas ou títulos para cada parte dessas, como fiz em Lapidado e Aquilo que meus olhos viram.


Sem mais, vamos parar por aqui porque o jornal já ficou gigante.

Agradecimento especial à @young_jae, que me ajudou com uns ajustes no jornal. <3

Espero que tenham gostado das dicas e que façam proveito delas. Qualquer dúvida ou sugestão:

[email protected] | MP | Ask.fm
OBS.: Não beto histórias.

Escutando: Epic Rock - Dark Horses (All Good Things)
Lendo: Cidade dos Ossos
Assistindo: Orphan Black (3ª Temporada)

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