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Metralhadora de corações
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Frases & Parágrafos - Os três tipos de sofrimento humano


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Frases & Parágrafos - Os três tipos de sofrimento humano

Dessa vez, o jornal é curtinho e, antes que pensem que serve apenas para aquelas histórias sofredoras de drama puro - vulgo as angst -, saibam que os três tipos de sofrimento humano são:

1. Sofrimento físico: Aquela dor de cabeça, a dor provocada pela queda de um personagem ou mesmo um simples bater de perna na quina de um móvel qualquer, a surra que alguém toma, a fadiga, o sono, a exaustão, as dores de uma doença. O latejar de músculos e seus tremores, luxações, quebra de ossos, membros arrancados e todo o mais.

Aqui, cabem todo tipo de sofrimento físico, por menor que seja, e pode ser levado em conta durante toda a história, o que ajuda bastante na descrição. Mas tem uma coisa engraçada que, até umas semanas atrás, eu achava ser um sofrimento apenas mental, mas que não é: a dor conhecida, principalmente, como síndrome do membro fantasma.

Vocês vão ter que me aguentar falando de coisas assim porque as aulas da faculdade estão interessantes e, vejam bem, como sentir dor num membro perdido? Quer dizer, simplificando a coisa, deixa eu explicar direito como funciona o sistema nervoso:

Imaginem que o cérebro é um grande computador. Sabe o upload e o download? Isso funciona aqui porque existem os nervos sensitivos, que vão levar informações sensoriais para o cérebro (isso pode ser toque, temperatura, textura, dor, etc. e tal); e os nervos motores, que vão levar informações do cérebro - no caso, comandos - para o resto do corpo. Assim, podemos dizer que o cérebro é um computador e que faz download (recebe informações) e upload (parte motora).

Agora imaginem que, conectada ao computador, existe uma impressora. Essa impressora se resume no restante do corpo, mas no caso, vamos imaginar que ela é um braço, por exemplo. Daí o personagem perde esse braço por um motivo qualquer. A comunicação desse braço, nossa impressora, é interrompida, como se nós simplesmente cortássemos o cabo que os conecta. Mas, ainda que a impressora não esteja mais lá, o computador ainda a tem instalada e a reconhece. Daí é que surge a tal síndrome do membro fantasma, um distúrbio psicológico (com base biológica).

Em outras palavras, o membro não está lá, então não sente calor, dor ou toque, mas os nervos danificados, vulgo o fio rompido, ainda estão lá e, embora não funcionem, o cérebro ainda tem as informações das sensações gravadas. É como se perdêssemos a boca e, embora incapazes de falar, ainda saberíamos as palavras, formar frases. O que foi aprendido e sentido não se esquece e é por isso que, às vezes, o cérebro prega peças nessas pessoas, porque elas sentem coisas que são meramente provocadas pelo próprio cérebro (lembrando: base biológica, por isso também é física) e que são difíceis de serem tratadas - eu não posso aplicar um medicamento no local que dói porque eu não tenho mais aquele braço e também não posso simplesmente ingerir remédios pra dor, quando é uma peça pregada pelo meu cérebro. Mas, claro, essa síndrome é só uma curiosidade.


2. Sofrimento mental/psicológico: Imaginem o terror psicológico, a incerteza, fobias, a tristeza, patologias mentais; comportamentos que podem causar, por exemplo, a exclusão social e, por causa disso, gerar sofrimento do indivíduo em questão - como distúrbios alimentares. Imaginem o masoquismo e sadomasoquismo, que, ainda que físicos, também têm certa parte psicológica porque o indivíduo literalmente aprende a ver a dor de uma maneira diferente, nunca como algo ruim. Lembrando que escrevo isso como estudante de psicologia e que não estou dizendo que isso é legal, pessoal. Não façam isso em casa.

O amor, por exemplo, pode ser considerado um tipo de sofrimento psicológico. Como disse uma vez uma professora, “o amor não está no coração, está no cérebro”. Já parou pra pensar que quase tudo é psicológico? O aperto no peito quando o crush passa é só uma reação fisiológica que seu cérebro está causando, como se mandasse uma mensagem de erro dizendo “estou super aquecendo, preciso resfriar” e o “resfriar” fosse dar uns pegas do crush - e aquela dúvida sobre ele(a) ter te notado ou não enquanto passava também é um tipo de sofrimento. É, eu te entendo.


3. Sofrimento espiritual: Não é preciso levar em conta uma religião aqui, mas é muito mais evidente em histórias que a englobam, geralmente de gênero sobrenatural. Nesse caso, é importante lembrar que o sofrimento de uma entidade, espectro, fantasma, alma penada ou seja o que for, é totalmente espiritual, já que não tem exatamente um corpo ou uma mente. Sendo assim, aquele incômodo quando alguém o atravessa é espiritual, não físico.

Em outras histórias, é comum o “vazio” (sofrimento), que pode ser causado pela falta de crença - que não necessariamente precisa ser numa religião, pode só ser crença em qualquer coisa, como acreditar que estamos aqui hoje porque unicórnios criaram o planeta (?).


Enfim, por hoje é só.
Nos vemos no próximo jornal, espero que tenha ajudado.


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OBS.: Não avalio fanfics, isso é trabalho dos betas e eu não tenho tanto conhecimento pra isso.

Lendo: Nosferatu - Joe Hill

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