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Metralhadora de corações
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Frases & Parágrafos - Pilares estruturais de um texto


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Frases & Parágrafos - Pilares estruturais de um texto

Primeiramente, peço desculpas pela demora em postar jornais sobre escrita e edição de mídia, mas para aqueles que esperam minhas atualizações pelas notificações, é válido visitar a Lista de postagens do Frases & Parágrafos e do Formas & Melodias, pois costumo postar jornais “reservados” para atualizá-los com dicas depois.

Em relação ao jornal de hoje, eu não pretendia fazer algo sobre esse tema, ao menos não tão cedo. Mas acontece que minhas aulas de comunicação estão sendo válidas para alguma coisa e discutimos um capítulo inteiro sobre leitura e escrita recentemente, o que me levou a escrever esse jornal sobre um pouquinho do que vimos nessa unidade: os três pilares de um texto (Estrutura, Conteúdo e Expressão), além de outros pontos sobre criação de histórias que geram em torno disso.

Para começar, precisamos saber que um texto é como um Iceberg: na superfície é grande e bem apresentado; abaixo d’água é interligado e muito maior. O que quero dizer é que a parte estrutural, organizacional e de planejamento de uma história - seja ela qual for - é muito mais extensa do que a parte apresentada para os leitores.

Vamos ilustrar esse jornal como uma imagem:



(Fonte: Google; Edição: tayfofoanms)


Notem que o Iceberg está dividido em três partes horizontais: A Superfície, a Água turva e a Parte submersa (Invisível para o leitor).

A superfície trata-se do “Início, meio e fim” de uma história e pode ser dividida em três subcategorias que, na imagem, dividi verticalmente:

• O Início trata-se da introdução da trama. Esta parcela é pequena e tem como função apresentar o universo em que se passa a história, os personagens e o problema a ser resolvido para quem lê. Engloba a capa (opcional), título, subtítulo (opcional), sinopse, prólogo (opcional) e os dois ou três primeiros capítulos da história, no máximo.

“Mas Tay, e se eu tiver muitos personagens, muitos cenários e muitos vilões?”

Aí depende. Se achar que seu tipo de enredo e a maneira escolhida para apresentar a história necessite de mais capítulos, fique à vontade, a história é sua. MAS ATENÇÃO! Tome cuidado para não enrolar demais já no início. Aprenda a ler sua fanfic de um ponto de vista crítico, apontando todos os erros que conseguir achar. Seja o leitor chato, cético e, se achar que deve, resuma e pule partes desnecessárias para evitar perder leitores.

Talvez prefira aumentar o tamanho dos capítulos ou, como eu gosto de fazer, começar com um acontecimento que, de alguma forma, envolva a maioria dos personagens em um ou em poucos cenários, ou que os ligue de alguma forma, seguindo de base para o enredo. Tente apresentar personagens secundários ao longo dos outros capítulos; você também não precisa apresentar todos os cenários da história de uma vez, nem todos os vilões (descobrir quem são os verdadeiros vilões da história faz parte do ápice, então não desperdice esse ponto crítico do enredo logo no início). Evite informações numa dose em excesso.

• O Desenvolvimento é o “meio” da sua história. É a continuação da introdução a partir do momento em que as coisas começam a “acontecer”, os fatos começam a se interligar, os personagens iniciam sua jornada, o vilão planeja novas jogadas e/ou dá seus primeiros passos e por aí vai. Resumindo, o Desenvolvimento não tem tamanho e é formado por todas as coisas que acontecem depois da apresentação e antes do final da história.

• E por falar em final, engana-se quem pensa que o Final da história é composto apenas pelo último capítulo e, se houver, o epílogo. Na verdade, o Desfecho da história começa muito antes, lá no ápice do enredo, quando as coisas estão extremamente complicadas e o(s) protagonista(s) precisa(m) resolver os problemas. É aqui que iniciam-se as últimas revelações da história, dando espaço para um confronto real (seja apenas emocional ou físico também), onde a meta é deixar o leitor sem saber como reagir, chorar, gritar, se descabelar, xingar baixinho e morder travesseiros porque não acredita no que está lendo. Em outras palavras, é provocar emoções.

Para entender melhor, imagine que o Desfecho esteja dividido em duas partes: o início do fim e o fim do começo. Ok, para quem não entendeu, imagine que o início do fim seja o ápice da trama e a resolução dos problemas principais, enquanto o fim do começo se resuma no final propriamente dito da história, envolvendo o fim que cada personagem teve, como as coisas voltaram a ser como eram - se é que voltam a ser - e, se caso a história tiver uma segunda temporada ou um segundo volume ou se você apenas quer dar a entender que algo mais poderia acontecer a partir dali, mesmo que não vá escrever sobre isso, pode resumir o final do começo num epílogo, por exemplo.

Deu pra entender?


Agora, falemos um pouco mais sobre as demais “partes” do nosso Iceberg. Notem que lá na “Água turva”, não há subcategorias. Isso porque não é necessário, já que nela ficam apenas as indagações e suspeitas de seus leitores; as palavras/frases/parágrafos chaves que podem ser usados para dar a entender algo que está por vir, como algum tipo de traição ou algo do passado de algum personagem; pontos que são usados estrategicamente para fazer o leitor se questionar e formular suas próprias teorias. Lembrem-se: interagir com o leitor é o segredo de um bom comentário.

Na Parte submersa, temos mais três subcategorias, divididas verticalmente entre Expressão, Estrutura e Conteúdo.

• A Expressão (reparem que é a menor parcela, isso porque não há muito o que decidir nela) é a forma que o autor escolhe para interagir com o leitor. Lembra que o segredo é interação? O intuito é fazer o leitor, literalmente, entrar na história e questionar o que está acontecendo. Pra isso, precisa escolher o tipo de linguagem que é necessária para provocar as emoções e indagações que você quer que o leitor sinta.

Por exemplo, se você está escrevendo um drama e, em determinada cena, quer que o leitor se emocione, não vai escrever de forma engraçada. Provavelmente usará um vocabulário um pouco mais rebuscado ou, dependendo do contexto, do tipo de personagens e do tipo de narrador que escolher, pode usar palavrões para demonstrar um misto de raiva, descrença e contentamento com sua própria melancolia. Vejamos um exemplo beeeeem bobinho:

“Eu podia ter pintado flores num quadro em branco com tinta pastel, mas quando se tratava de KyungSoo, a única coisa que eu conseguia fazer era tingir a tela que era seu corpo de tons escuros que iam de vinho à roxo numa loucura cruel e crua que me deixava cada vez menos arrependido. Mas quem eu achava que era pra pedir desculpas? Merda, KyungSoo... Quem eu achava que era?” (Trecho meramente ilustrativo e não pertencente a nenhuma história).


• A Estrutura é a maior subcategoria dessa parcela. Isso porque ela é a principal base da nossa história, pois contempla mais três aspectos: a Unidade (que determina que a organização das ideias deve ser feita em função de um só tema), a Organicidade (que determina que as três partes de um texto - Início, Desenvolvimento e Fechamento -, devam ter lógica e coerência) e a Forma (que é a maneira de se apresentar um tema - nas formas descritiva, narrativa ou dissertativa).

Para ter uma boa estrutura é necessário usar esses três aspectos de forma homogênea. Sobre a Organicidade, é preciso ressaltar que a lógica da sua história pode variar. O que é impossível na realidade, como voar, pode ser possível na sua história, contanto que haja alguma explicação para isso, como o personagem ser o Super-Homem, um E.T. voador ou seja lá o que for.

• Já o Conteúdo é o elemento que exige clareza de ideias e que estas devam ser pertinentes ao tema escolhido. Ou seja, se seu texto é sobre apocalipse zumbi, dificilmente tratará sobre fadas.


E acabamos aqui mais um jornal gigantesco porque já chega, né? Espero que tenham entendido sobre os três pilares principais da estrutura de qualquer tipo de texto, assim como sobre os demais pontos da criação de histórias.

Até o próximo jornal!


Dúvidas ou sugestões?
Mensagem Privada | [email protected] | Ask.fm
OBS.: NÃO avalio histórias.

Lendo: A viagem do tigre - Colleen Houck

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