Mayday, mayday.


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Mayday, mayday.

feliz natal, honeys.

Começando este jornal com a quase fatídica notícia de que eu não sei se pretendo escrever mais, digo-lhes que o tempo que passei aqui mudou muita coisa em mim, e posso até dizer que moldou meu caráter. Nos meus piores momentos, a única coisa em que pude me apoiar foi a crescente dor que se formava no meu peito cada vez mais, e neste site e em tudo o que ele representa pra mim.
Eu briguei com amigos por ele, me escondi no mundo com ele, e mantive o resto de humanidade que estava guardado no meu peito graças à ele.. É engraçado de um modo trágico. Quando se está no seu auge, você fica ocupado demais mantendo-se preso à ideia de estar bem, e sequer esquece de se preparar para a queda. E é aí que eu quero chegar.

Eu me tornei um nada. Não importa quantas vezes eu repita isso, eu não consigo aceitar. Eu sou o nada que eu sempre fui e nunca vou parar de ser. Eu me afogo cada vez mais na bosta que eu sou.
E sim. Eu sinto medo. Medo porque tudo o que eu mais sonhei e mais desejei em toda a minha vida foi tornar-me uma escritora com várias livros espalhados pelo mundo. Eu sonhei com meu nome nas frases que postam nas legendas de fotos do facebook. E por mais que isso pareça "simples" ou "demais", é tudo o que eu sempre quis. E é o que eu ainda quero, mas isso está começando a sair do controle das minhas mãos ágeis, está se tornando uma futura realidade nula, que está se perdendo de mim.
Eu não consigo me imaginar atrás de uma mesa, atendendo garotas de treze anos que praticam a autoflagelação, mas me imaginar como uma escritora está indo para o mesmo caminho.
Talvez ninguém se importe, ou talvez eu esteja falando por todas as autoras que já caíram feio como eu, mas o que eu tenho certeza é que eu preciso mudar, não só à mim mesma, e sim tudo ao meu redor.
A constante briga com meu irmão e pais, a timidez que já gerou comentários de amigos "eu te achava estranha", e definitivamente, meu estilo. Eu não me sinto a vontade do jeito que eu sou. Quer dizer, eu não vou raspar o cabelo, ou colocar piercings até eu virar o cara de Hellraiser. Eu só quero me sentir bem. Então eu vou entrar no pilates com uma amiga, fazer aula de violão logo após terminar definitivamente as minhas de teclado, empenhar-me em matemática e, pelo amor de Deus, virar gente.
Eu engordei, eu piorei na escola (mesmo não tendo tirado notas vermelhas, eu passei por uma agonia sem igual), eu perdi todas as coisas que me faziam "diferente" no sentido especial. Eu perdi tudo aquilo que ME fazia sentir especial. Ser uma criança de 10 anos escrevendo algo. (obviamente a idade que eu comecei, e não a que eu tenho agora.), mesmo tendo certeza que estou errada, sinto que perdi o orgulho da minha mãe. Porque, droga, o que ela vai dizer para as amigas dela sobre mim? minha filha engordou e passa o dia todo deitada no sofá, apenas focalizando-se em aumentar problemas inexistentes e focando-se em sua dor crescente? Deus, eu sentia o orgulho dela de longe quando ela dizia minha filha vai ser uma grande escritora. e eu senti a decepção dela há quilômetros quando eu disse que excluiria minha conta aqui.
Com certeza estou escrevendo isso para que quando eu estiver mais velha, leia isso e veja como eu desperdicei minha vida escrevendo tanta baboseira, mas AGORA, isso é o que importa para mim, e eu vou continuar falando e falando; porque, se alguém se importa, esse alguém merece uma boa explicação. Ou a tentativa de uma.

Continuando
Setenta por cento da minha dor tem um nome. O resto é por pura decepção comigo mesma e derivados disso. Eu não vou excluir a conta, porque ela significa muito pra mim, mas a minha vontade de me logar é zero. Eu tenho uma outra conta bem bonitinha e nada a ver, mas apenas a babybaker sabe qual é e espero que continue assim. Talvez ano que vêm eu tome vergonha na minha cara gorda e continue minhas fanfics, mas isso é uma realidade meio distante, mas que eu me empenharei o máximo para alcançá-la por algumas leitoras fieis.
Eu não irei pedir perdão ou algo assim para quem eu machuquei este ano para começar 2015 com a mente limpa, isso combina comigo e é assim que eu pretendo continuar. No fundo, é bom não sentir necessidade por alguém. É bom ver as pessoas saindo da sua vida, partindo lentamente, e não sentir nada. Desviar de despedidas.

Acho que é tudo o que tenho à dizer. A foto de capa é porque eu estou no notbook do meu avô, então não tem fotos legais e meu celular novo tá zeradão. Então tá. Feliz natal à todas vocês e que o 2015 de vocês sejam melhor que o meu 2014.
.Beijos de cappuccino da MyPlanSevenfold.

Escutando: Flawless

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