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Literatura: O Realismo e o Naturalismo no Brasil Parte I: O Realismo


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Literatura: O Realismo e o Naturalismo no Brasil Parte I: O Realismo

Assim como o Parnasianismo, o Naturalismo e o Realismo também foram movimentos artísticos que se opuseram ao Romantismo. O marco inicial do movimento realista foi o romance "Madame Bovary" do escritor francês Guilherme Flaubert. O romance narra a história da Madade Bovary, uma mulher casada, mas que trai o marido com vários homens.
A proposta do Realismo era o fim da idealização exacerbada do Romantismo (tanto da vida, do amor, quanto da mulher amada), mostrando a verdadeira face do ser humano: nem sempre um ser bom, de nobre caráter, nem sempre perfeito, mas adúltero, que casa por interesse, que não é perfeito como uma escultura renascentista, mas que suas qualidades e suas imperfeições; dando espaço a introspecção psicológica.
As primeiras posturas do Realismo começaram dentro do próprio Romantismo (uma maior objetividade e a crítica social, por exemplo), que mais tarde vieram a reger o movimento. No Brasil, nossos maiores escritores realistas são Machado de Assis e Raul Pompeia. Outro ponto: a produção poética nesse período foi bem pequena, então, podemos dizer que o Realismo/Naturalismo foi um movimento quase que exclusivamente em prosa.
Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, filho de um mulato com uma portuguesa, abandonou os estudos bem cedo para ajudar a família. Gago e epilético, conseguiu alta posição como funcionário público. Machado de Assis foi romancista, contista, cronista, poeta, teatrólogo e, desta vasta produção destacam-se o Machado contista e romancista. Sua obra apresenta dois momentos: a fase romântica("Ressurreição", "Helena", "A mão e a luva", "Iaiá Garcia") e a fase realista, que começa a partir de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", e abrange também "Quincas Borba", "Dom Casmurro", "Esaú e Jacó" e "Memorial de Aires".
"Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria."
"Marcela amou-me por quinze meses e onze contos de réis."
"Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito, nem feio. Era o que chamamos de uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar, pode ser até que não soubesse amar."
Raul Pompeia nasceu em Angra dos Reis, mas viveu a vida quase toda no Rio de Janeiro, capital. Estudou no Imperial Dom Pedro II e foi para São Paulo cursar Direito, onde participou ativamente das correntes republicanas e vanguardistas. Inquieto como pessoa e como escritor, suicidou-se em 25 de dezembro de 1895. Ele escreveu contos, poesia, mas a relevância de sua obra está no seu romance "O Ateneu", na qual assimilou e integrou todas as tendências literárias de seu tempo. Narrado em 1° pessoa, o romance é nada mais que a adolescência de Sérgio, contadas através de suas memórias enquanto estudou no famoso colégio Ateneu.
"Aqui suspendo as crônicas de saudades. Saudades verdadeiramente? Puras recordações, saudades talvez se ponderamos que o tempo é a ocasião passageira dos fatos, mas sobretudo - o funeral para sempre das horas."


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