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Literatura: O Romantismo no Brasil


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Literatura: O Romantismo no Brasil

Atenção! O texto a seguir é de autoria Tati Oliveira e Jô Fortarel, retirado do suplemente de leitura da obra Lira dos vinte anos de Álvares de Azevedo.
O Romantismo no Brasil
Considera-se o ano de 1836 como marco literário do Romantismo no Brasil, quando Gonçalves de Magalhães publica, na França, a Niterói, revista brasiliense, e seu livro de poesia intitulado Suspiros poéticos e saudades. O Romantismo brasileiro, considerado por vários historiadores como o verdadeiro início de uma literatura nacional, confunde-se com a nossa própria história política e está intimamente ligado a todo o processo de independência. [...]
O Romantismo, em franca oposição ao racionalismo iluminista, supervaloriza a emoção, o eu, o sentimentalismo e o nacionalismo. No Brasil, em especial, pela proximidade da recém-independência, o nacionalismo atingiu seu ápice, trazendo consigo a figura idealizada do indígena, como digno representante da pátria. Fundem-se o exotismo da paisagem com a figura do herói indígena, que aqui cumpre o papel desempenhado pelos cavaleiros medievais na Europa.
A natureza, vista como elemento bucólico e apaziguador no Arcadismo, exerce agora uma outra função: a expressão do eu-interior das personagens. A preferência pelo momento noturno e por ambientes afastados e solitários corroboram apara a introspecção das personagens, que, via de regra, aceitam a solidão ou mesmo a morte como boas companheiras.
A idealização romântica é frequente em todas as obras. Idealizam-se a pátria, a infância, a mulher, a morte e, principalmente,o amor. Outra importante característica da estética romântica é o escapismo, a busca pela fuga no sonho, na imaginação, no espaço, no tempo e na morte, vista aqui como a melhor solução para um eu incompreendido que não encontra seu lugar no mundo.
A poesia romântica, ao longo do Romantismo, foi se modificando, podendo-se identificar três gerações NA POESIA, pois a prosa geralmente apresenta características de mais de uma geração.
1° geração: denominada nacionalista e indianista. Pela proximidade com a nossa independência, essa geração busca uma identidade nacional, só que de maneira idealizada e ufanista, elevando o elemento indígena a herói romântico. Podemos citar como principais representantes: Gonçalves de Magalhães e Gonçalves Dias.
2° geração: denominada ultrarromântica, byroniana, ou ainda geração "mal do século". A exacerbação romântica atinge, nesse período, seu ápice. Sentimentos como melancolia, pessimismo, tédio, frustração e o cansaço precoce da vida levam os românticos a exaltarem a morte, considerando-a um alento, a companheira ideal. Tendo em Álvares de Azevedo seu maior representante, essa geração também contou com Junqueira Freire, Fagundes Varela e Casimiro de Abreu.
3° geração: denominada social, condoreira ou hugoana. Aqui os poetas se abrirão para causas menos individualistas, atenuando-se o forte egocentrismo, presente nas gerações anteriores. Causas sociais como a libertação dos escravos e a Proclamação da República ocuparão lugar de destaque nessa poesia verborrágica e de "palanque". Como principal representante, encontramos Castro Alves, acompanhado de Tobias Barreto e Sousândrade.
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá." Gonçalves Dias

"Descansem no meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz! E escrevam nela:
Foi poeta – sonhou – e amou na vida." Álvares de Azevedo

"Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!" Castro Alves


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