Sobre "Animais Fantásticos e Onde Habitam"


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Sobre "Animais Fantásticos e Onde Habitam"

Meu primeiro jornal aqui é sobre Harry Potter. Não poderia ser sobre outra coisa, Harry Potter é dono de muitos primeiros meus. Primeiros amores, primeiras decepções, primeiros livros, primeiros filmes, primeiras fanfics, primeiros amigos, primeiras brigas e primeira viagem. Minha primeiríssima viagem foi para Hogwarts.

Neste jornal falarei um pouco sobre o primeiro filme de “Animais Fantásticos e Onde Habitam” que se passa num mundo ainda de guerra entre bruxos e trouxas/no-maj/muggles, um mundo cheio de medo e preconceito (parece familiar?). Não sei até onde você sabe sobre o filme de modo que um coisa ou outra pode ser considerada spoiler, mas para mim é a apenas a sinopse do filme. Nada do enredo.

Não sou crítica de cinema nem nada semelhante, esse texto é de uma fã, ou potterhead se preferir, sobre uma saga que ela acompanha desde os cinco/seis anos. J. K. Rowling me surpreendeu quando anunciou esse filme, e me surpreendeu mais ainda com o fato dele ter me agradado tanto. Principalmente porque a “Criança Amaldiçoada” não foi lá essas coisas todas.

Muita gente, eu inclusa, ficou chateada pois gostaríamos de ver algo sobre os fundadores de Hogwarts ou sobre os Beatles mágicos (Tiago Potter, Sirius Black, Remo Lupin e Pedro Pettigrew), mas agora que vi o filme posso dizer que nunca uma decisão foi tão acertada. “Animais Fantásticos” é um filme leve, mas cheio de mensagem e era exatamente o que eu precisava.

Os filmes de hoje em dia são bons, mas agora percebo o quão carregados eles são. Se eu assistir um filme da Marvel ou da DC tenho que conhecer muita coisa dos anteriores, debates online e etc. Ano passado assisti “O Despertar da Força” e só hoje percebi o quão pesado ele foi. Uma continuação de uma saga, trazendo Jedi, toda espécie de aliens, guerras e brigas familiares.

“Animais Fantásticos” é uma pausa. Como um pedido. “Pare e cheire as flores”. Talvez por ser um filme para a família ou por ser um filme britânico, mas a questão é que ele é diferente de tudo que vi nos cinemas nos últimos anos. Enquanto se assiste percebe-se que as pessoas envolvidas o fizeram com amor e lhe dá uma sensação maravilhosa. Algo que, pra mim, só Harry Potter sabe provocar.

Newt Scamander (Eddie Redmayne) chega em Nova York nos anos 20 com uma mala cheia de bichos mágicos e eles fogem, isto enquanto o mundo bruxo está em crise. Grindelwald promove ataques e há um mal no ar, esperando o momento certo para atacar. Esta é a história do filme, mas o filme não é isso. O filme é sobre amizade, compreensão e sendo o Newt um lufano (a melhor casa de Hogwarts e coincidentemente a minha), é também sobre lealdade.

Há muitas histórias por ai, muitas sagas incríveis e bem feitas. Mas só uma consegue acender a luz quando há escuridão em minha vida. Eu e Harry já passamos por muita coisa juntos, e agora que seus filmes são protagonizados por adultos percebo que eu também cresci. Não sou mais aquela menina que ficava impressionada com a quantidade de páginas dos livros ou aquela adolescente que colecionava fotos de Daniel Radcliffe e Tom Felton, embora as duas ainda estejam dentro de mim. Já sou outra coisa.

Este filme é um marco na minha vida de fã. Eu e Harry temos agora uma relação mais leve, mais adulta, mas não menos repleta de amor. O ano ainda não acabou mas já estou pronta para dizer que este foi o melhor filme lançado, pelo menos foi o que mais me ajudou. E com certeza é o mais mágico. Gosto de muitas séries e livros, mas Harry é meu primeiro amor e a primeira vez não se esquece.


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