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Todos somos Poeira Estelar


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#Somos_todos_poeira_estelar
Olá, eu nunca fiz um jornal e nem sei como se faz isso, ou se isso vai ficar bom, me perdoem qualquer coisa, porém eu quero compartilhar com vocês algumas ideias sobre a fanfic Poeira Estelar e o que eu quis dizer ela.
Então se você não leu essa fanfic, por favor, não leia esse jornal. Agora se você leu e sua cabeça está fervilhando com ideias como a minha ficou ao escrevê-la, fique comigo para mais algumas palavras.
Obrigada e me perdoem por fazer algo que requer duas leituras.
Vou ser bem informal aqui, não sei se é certo, mas quero ficar a vontade com vocês.
Vamos lá:
• O título Poeira Estelar se deve a um físico que eu considero muito, chamado Carl Sagan, que possuía uma série televisiva nos anos 80 e divulgava a ciência por meio dela, ele popularizou a expressão que diz que tudo (humano, qualquer tipo de vida, o próprio planeta Terra, etc) é feito de poeira das estrelas.
O que não está errado, esse é o processo de vida e morte que envolve todo o cosmo, desde o nascer das primeiras estrelas as suas explosões até o que temos hoje.
Sem mais delongas, escolhi esse título e essa base da história, para demonstrar igualdade, de uma forma que fosse aceita por ambos os lados da fanfic, tanto para os cientistas, quanto para os bruxos.
• Usei disso para colocar as partículas cosmos no mundo, e fazer com que algumas pessoas tivessem uma mutação genética que as permitisses manipular essas partículas, criando assim os meus bruxos, ou humanos cosmos.
Seguindo a história podemos ver uma introdução que conta que esses bruxos que sempre se esconderam resolvem voltar em uma sociedade fechada, assim colocando medo naqueles que não eram cosmos, que não possuíram o gene, esses formaram uma segunda sociedade fechada.
Daí para o estouro da guerra e apoio do governo foi um passo, o que aconteceu já na nossa história, sabemos que muitas pessoas foram, ainda são mortas por serem diferentes, pelas suas cores, suas religiões, cultura, são tantos fatores que eu não sei e nem quero enumerar, pois me sinto mal com tudo isso.
Se analisarmos bem, a realidade da introdução dessa fanfic não é diferente da nossa, até mesmo o estudo de outros seres humanos em laboratórios clandestinos (aconteceu na segunda guerra), então usei isso, queria mostrar meus pontos de vista, e peço perdão se falhei.
• Depois da breve introdução, seguimos para um mundo perfeito, boas escolas, boas crianças, sem trabalho pesado, mas as pessoas nesse mundo perfeito viviam encasuladas em uma cápsula, eu quis mostrar que muitas vezes estamos tão isolados em nossos mundinhos que esquecemos de ver como ele é mantido.
As pessoas não faziam sexo, não tinham prazer (não apenas pelo sexo, mas pelo tratar com outras pessoas, pela comida, por amizades), seus filhos eram “feitos” e colocados em catálogos para que escolhessem o melhor para eles.
Elas apenas viviam, sem viver, não sabiam nem como era mantida a rede de energia, ou como a comida era feita.
Estavam presas em um capsula, não apenas exterior, como interior também, presas em seus próprios mundos.
Tinham a ciência como uma religião, e não como conhecimento, viviam idolatrando algo que nem sabiam como funcionava.
Acreditam que os humanos cosmos não podem entrar ou respirar lá, mas Tao viveu sua vida toda, Baekhyun e Taeyoen entram.
São iludidos, enganados por suas próprias inseguranças.
• Ai que se encontra o nosso personagem principal.
Tao era jovem, cheio de orgulho por ser criado pelo prefeito da capsula, mas tão cego quanto os outros, um cara sem amigos, que mantinha todo o afeto que possuía em seu robô babá.
Tao era humano, precisava virar de ponta cabeça para pensar, tinha seus defeitos, era egoísta, era orgulhoso, teimoso, entre tantos outros.
Sorria ao ser promovido no trabalho, dançava com seu robô ao estar feliz, era carente, era simplesmente humano, possuía falhas, mas também qualidades.
• Eis que me aparece Xiumin, um Auton.
Auton é uma expressão que se popularizou com a série Doctor Who, e representa um robô que é fabricado por outros robôs, algumas séries e livros trazem a expressão 2ª classe, mas eu quis deixar Auton por que soava mais bonitinho.
Xiumin era o único amigo de Tao, criou o humano, dava-lhe carinho, brigava quando o outro pedia para não lhe chamar de mestre, era o único que estava sempre ao lado de Tao.
Um robô de pele fria e mãos carinhosas, era o único que estava ao lado do outro até o fim.
• Seguindo a história, vemos outros personagens importantes e que fazem tudo dar uma guinada, Tao descobre que não é era um humano puro, que era um humano cosmo, não acredita nisso, não podia ser.
Ele acreditava que era perfeito, que vivia em um mundo perfeito, mas viu que tudo que acreditava estava errado, que nada era como pensava, nem mesmo sua mãe.
• Eu usei no início da fanfic uma frase de Leonardo Boff, para que vocês pensassem, nos vários pontos de vista e nas várias visões do ponto, vou explicar, agora para vocês: o tema era distopia, e eu quis dar a minha visão sobre isso (claro que temo ter fugido do tema, mas o importante foi ter escrito isso), eu não acredito em mundo perfeito ou em mundo caótico, acho que tudo é uma junção dos dois, da forma como você vive. Pensem comigo na atual situação do mundo, do nosso país, da sua cidade, do seu bairro, enfim, ponto a ponto. Você pode encontrar fatores perfeitos que para outros são imperfeitos, ou imperfeições gritantes que para outra pessoa são perfeitas.
Cada um tem a sua visão, e ela depende de como você vê o ponto.
Confuso?
Claro que sim, mas vamos lá: A sua visão é apenas sua e pode se consolidar com a de uma sociedade, mas ela é sua, daquilo que você viveu, das experiências que teve.
Tao vivia em uma utopia, trancado dentro de uma capsula.
Pelas experiências que viveu e por tudo aquilo que viu.
Mas aquela utopia era mantida na base de morte de outras pessoas, usavam pessoas parar gerar energia.
Enquanto Tao não via esse ponto, tudo era perfeito, mas mudou drasticamente quando pode ver o quadro todo.
Quantas vezes não estamos presos apenas em um ponto de vista? Infinitas vezes não enxergamos o quadro todo.
Aí volta a questão, estavam presos em uma capsula, completamente.
• Tao encontra no pai, um apoio, no homem que nunca havia visto antes, encontra as verdades, encontra uma nova visão, enxerga o quadro todo, ou pelo menos uma parte maior dele.
Com isso, ele sai da capsula, tanto interior quanto exterior e conhece o mundo pela primeira vez, olha para a praia suja e pensa no quanto ela era diferente dos livros de história.
Saí para o mundo com amigos, colegas e descobre mais coisas o lugar onde vive e sobre si mesmo.
Pensem em toda a transição dele de sair da capsula, ver o mundo, conhecer o mundo como uma analogia com o interior dele.
Sai de si mesmo, vê a si mesmo e conhece a si mesmo.
• Quando chega na fazenda de Kris se deslumbra no quão bela a Terra poderia ser, no quanto eles podiam fazer.
• Tem aí suas primeiras descobertas, como o amor do pai e de Kris que superou tempo, e o prazer, vê crianças brincando, come algo que não é produzido como uma ração, se apaixona pelo robô.
Em meio a tudo isso, descobre pedaços de si, treinando com o pai, descobre o porquê lutar, descobre que deseja a igualdade.
Tao saí do mundo perfeito, em que ter os cabelos acariciados por um robô era o ápice, para um mundo que precisa lutar, que precisa treinar que leva um fora do robô;
Coloquei esse fator, pois ele se descobre e se apaixona, mas não é retribuído, pois o outro não sente.
É uma transição de um mundo perfeito em que possuía tudo sem saber da onde vinha para um mundo que precisa conquistar tudo, sabendo da onde tudo vem.
A ignorância é uma benção, meus caros.
• Agora Tao precisa lutar por seus ideais, vai a batalhas e vê o pai morrer com isso, a morte de seu mestre, de seu mentor, o faz ter um objetivo assim ele aprende a dominar melhor seu próprio poder, ele quer que a Terra seja como igualitária, sabendo disso, conhecendo a si, consegue controlar o seu poder.
Sinceramente eu chorei por quase uma hora por ter matado o Suho, Mariana prova viva disso, riu da minha cara.
A morte dele era necessária para que Tao lutasse pela igualdade, e não apenas por um lado da moeda.
• Assim, ele vê sentido na guerra em si, e luta por ela.
Luta por igualdade e por liberdade, grita isso, e salva seus colegas, que ele acredita estarem lutando por um mesmo ideal.
• Com isso, os bruxos vencem a grande guerra, e terraformam a terra.
Terraformar também é um conceito presento em ficções, e significa deixar a Terra (ou qualquer outro planeta ou satélite) habitável.
Os bruxos lutavam por isso, por uma terra igual, por uma Terra que foi destruída pelos ancestrais dos dois lados.
• Por que os cientistas não terraformaram a Terra antes se possuía a tecnologia?
Simplesmente por que sabiam da guerra sabiam de Tao e acreditavam nas profecias, e esperavam a grande guerra para eliminar todos os bruxos e terem o mundo perfeito fora das capsulas.
Dormiram no ponto como dizia minha avó.
Odiavam tanto os outros que adiavam a própria felicidade.
• Os bruxos tomam o poder, terraformam a terra e aí deixam o ódio que tinham os dominarem e tem atitudes semelhantes à dos cientistas.
E se pensarmos bem, quantas vezes não temos os dois lads da moeda em uma disputa constante para provar o quanto são menos piores?
Sinceramente, como eu coloquei na narração: “escolher o lado menos pior é doentio”
Mas somos constantemente chamados a escolher, e nem sempre temos boas opções.
• Tao inconformado com isso, pede ajuda a Baekhyun, seu amigo, mas esse não prejudicar a família, mesmo concordando com o outro, o prende.
Coloca a família acima de um bem maior, afinal é mais fácil sentir empatia por aqueles que você conhece.
• Um robô que não tem nada de humano, apenas alguns bugues que acredita ser seus sentimentos é o único que luta pelos humanos, por todos eles, sem exceção ou distinção.
Apenas pensem em quantas vezes deixamos nossas batalhas diárias nas mãos de outros, nem todos temos um robô galera.
As opções são nossas, mas se não lutarmos para que elas mudem, para que elas sejam dignas ainda faremos escolhas doentias e jogaremos a culpa um no outro, ainda nos odiaremos.
Bom do mais é isso, vou deixar explicações cientificas como curiosidade em outro jornal, apenas se quiserem.
Gostaria de saber a opinião de vocês, aqui ou na fanfic.
Agradeço quem leu esse texto imenso com a fanfic já imensa.

Nayara C. B. Pereira.


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