Encontros Kathrine


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Encontros Kathrine



1- Como seria o encontro perfeito?
Pov Kathrine
O príncipe me chamou para um encontro. Ele poderia ter mandado o bilhete para meu quarto, mas resolveu fazer pior. Quando a criada entrou no salão das mulheres todas as garotas pararam tudo o que faziam e começaram a prestar atenção em mim. Grande coisa! Muitas tiveram encontros até agora, todas nós teremos, então pra quê fazer disso um circo? Fechei o livro, me levantei, peguei o bilhete e agradeci a criada antes de sair praticamente voando do salão. Não vou dar chance para que elas comecem a perguntar e me estressar por algo como isso. Fui para o meu quarto e, como sempre, as criadas estavam limpando. Não sei por que, pois o quarto estava impecável, está sempre impecável.
_Vocês não conseguem ficar paradas um segundo? –digo e finalmente elas pareceram notar minha presença.
_Não temos nada pra fazer. –Alice dá de ombros em resposta.
_Pois agora têm. –mostro o bilhete. –o príncipe me chamou para um encontro. –mal termino a frase e elas começam a falar ao mesmo tempo, sobre vestidos, sapatos, maquiagem e qualquer outra coisa que não entendo. –Calma! Não vou usar vestido. –elas me encaram como se fosse louca. Para elas é óbvio que eu deveria usar um vestido, ainda mais na companhia de um príncipe. –é uma caçada. –explico.
_Não fizemos roupas para isso. –Helena se preocupa.
_Mas eu tenho. –vou até minha mala e escolho uma calça cinza, botas de cano longo, blusa preta, casaco de couro marrom e um cachecol de tricô branco. Como iríamos à floresta não colocaria maquiagem, ela poderia derreter e não seria muito bonito de se ver. Dispenso as criadas e me arrumo sozinha, faço uma trança normal e aguardo ansiosa. Alguns minutos depois ele bate e atendo.
_Alteza. –cumprimento fazendo uma reverência.
_Só Ahren, por favor. –ele estende o braço e pergunta. –podemos ir?
_Claro. –pego a minha bolsa de caça depois de respondê-lo. Caminhamos em silêncio.
_Então senhorita, me fale um pouco sobre você. – olha para mim querendo iniciar uma conversa.
_Se me chamar de senhorita lhe chamarei de alteza. – retruco com um pequeno sorriso. –me chame de Kathrine ou Kath.
_Tudo bem, Kath. Me fale sobre sua família.
_Moro com minha mãe e meu padrasto e tenho quatro irmãos. – começo e ele faz um sinal pra que prossiga. –talvez cinco, acho que minha mãe está grávida de novo. –tenho certeza absoluta disso, penso comigo mesma. –Primeiro o Christopher, tem 22 anos e é soldado, depois Daniel de 21 é médico e eu. Então tem os gêmeos, Esperança e Enzo de 8 anos, nossas pestinhas.
_Com Osten já enlouquecemos, imagina com gêmeos. – diz sorrindo.
_Acredite que é bem pior. –me contagio com seu sorriso e faço o mesmo. –uma vez Enzo quis fazer uma experiência, mas ele resolveu fazer isso na biblioteca e tudo explodiu. –ele arregala os olhos. –se não fosse o Daniel apagar o incêndio, estaríamos mortos.
_Minha nossa! –diz entre as gargalhadas.
_Quem mais sofreu foi ele que perdeu seus livros raros, até chorou, mas ninguém se feriu.
_Ainda bem. E seu pai?
_Meu pai morreu há 7 anos. –digo e suspiro.
_Sinto muito. –ele parece culpado por tocar nesse assunto.
_Eu também. –sorrio triste.
_E qual a sua profissão? –tenta mudar de assunto e agradeço mentalmente.
_Todas e nenhuma. –respondo vaga e ele não entende. –Nunca consegui aprender uma coisa só, seguir uma só profissão, então estudo diversos assuntos diferentes, tenho muitos diplomas.
_Isso deve ser legal. –fomos até uma sala de armas onde ele dispensou os guardas, o que achei ótimo, estamos armados e nos daria mais privacidade. –tem certeza que não prefere uma pistola? –pergunta ao me ver com um arco e flecha.
_Sim, armas de fogo podem falhar, confio mais nos meus olhos. –ele assente impressionado.
Caminhamos em silêncio para não assustar os animais. Como é bom se sentir livre novamente, sentir o cheiro e escutar os sons da natureza. Ahren tentou acertar um pássaro, mas errou e acabou afugentando os outros. Depois de um tempo não víamos nenhum animal.
_Acho que os animais resolveram sumir hoje. –estava prestes a responder quando ouço um som, olho ao redor, vejo que as folhas caídas se mexeram, miro e atiro. Corro até o local e Ahren me segue.
_Boa mira. –Ahren elogia olhando o coelho que abati.
_Obrigado. –agradeço envergonhada. –olha o que nosso amiguinho estava comendo. –coloco o coelho na minha bolsa e me abaixo para pegar uma amora.
_Isso pode ser venenoso. –Ahren me alerta.
_Não é não, tem morangos também. –me sento e começo a comer. Ele senta ao meu lado e pega algumas frutas. –me lembro da primeira vez que meus irmãos foram caçar comigo. –começo para quebrar o silêncio. –Chris queria treinar para quando fosse soldado e Daniel queria achar uma erva, mas eles eram muito barulhentos e isso me irritava.
_Eles não sabem caçar? –me pergunta parecendo interessado.
_Não, só eu me interessei por isso e nesse dia tinha um cervo, esses animais só aparecem uma vez no ano e ele estava na minha mira. Mas o Chris gritou “Olha lá aquele bicho!”, o animal se assustou e fugiu. Fiquei com tanta raiva que o Daniel teve que me segurar. –ele sorri e continuo. –é tão difícil achar um desses, nos alimentaria por semanas, estávamos precisando tanto, depois disso os ameacei de morte se pisassem na floresta novamente.
_Sua família é bem animada. –diz e depois de um tempo pergunta. –Como assim vocês precisavam?
_Bem isso aconteceu logo depois da morte do meu pai e passamos por dificuldades.
_Achei que era 2. –diz estranhando.
_Eu sou 2. –digo olhando no fundo de seus olhos. –mas nasci 7, meu padrasto comprou o titulo pra mim e para meus irmãos depois de se casar com minha mãe. Isso é um problema?
_Não! Me desculpe, não quis ofender. –conserta rapidamente o que disse.
_Não precisa se desculpar, não me ofendeu, tenho orgulho das minhas origens. –digo me levantando. –você não sabia, mas acho melhor voltarmos.
_Tudo bem. –concorda, mas percebo que ficou um pouco chateado. –mas o que faremos com o coelho?
_Não sei. –observo a sacola e as frutas. –Mas eu conseguiria fazer uma bela refeição com esse coelho e essas frutas.
_Sabe cozinhar? –pergunta e assinto. –então vai ter que mostrar.
_O que? –falo sem entender.
_Você vai cozinhar pra mim. –ele diz normalmente.
_Não mesmo. –Ahren está costumado a comer do bom e do melhor, o que diria da minha comida? Será que ele gostaria de coelho com molho de frutas vermelhas?
_Qual o problema? Está com medo? –pergunta.
_Não, só não acho que gostará da minha comida.
_Veremos. Aceita o desafio? –ergue as sobrancelhas.
_Aceito. –ele sorri satisfeito.
Pegamos alguns morangos e amoras e voltamos para o palácio, fomos até a cozinha onde Ahren falou com os cozinheiros e eles nos disponibilizaram um espaço e mostraram a dispensa, fiz uma lista e pedi ao Ahren que buscasse os ingredientes enquanto limpava o coelho, quando ele voltou comecei a preparar.
_Você... você chegou a passar fome? –ele pergunta um pouco hesitante.
_Sim, mas não precisa me olhar com pena. –digo me virando para encará-lo. –as batalhas da vida não são para nos destruir e sim para nos fortalecer, estou viva e bem e não se sinta culpado. –continuei quando começou a refletir e ele se espantou. –você não pode saber de tudo, não pode mudar tudo, isso sempre vai existir não importa o que façamos.
_Eu sei, mas ainda sim sinto que poderia mudar algo, fazer alguma coisa a respeito. –diz enquanto corta os legumes.
_Você vai mudar, mas no tempo certo. As coisas não acontecem só porque queremos, precisamos de paciência. –balança cabeça em afirmação, provavelmente ainda refletindo as palavras que disse.
Continuamos em silêncio até que em pouco tempo a comida estava pronta. Se aconchega na mesa e o sirvo. Me sento na sua frente e o olho com expectativa. Não tenho certeza se ficou bom, mas sei que não foi um dos meus melhores trabalhos. Ele leva a primeira garfada à boca e faz uma careta. Droga! Deve estar péssimo para ele fazer essa cara. Aposto que vai tentar sorrir e vai dizer que está ótimo só por educação. Mas ao invés disso, ele abre o maior dos sorrisos e começa a se movimentar na cadeira, animado.
_Isso está maravilhoso!- anuncia para minha alegria antes de encher a boca novamente. Sinto meus ombros relaxarem e me sinto orgulhosa de mim mesma.
_Só falta a sobremesa. –lança a indireta assim que termina.
_Podemos aproveitar o molho de frutas vermelhas e pegar sorvete.
_Boa ideia. – ele provavelmente deveria ter avisado que é um pouco estabanado. Então quando derramou metade do sorvete em mim, gelou completamente, sem saber minha reação. Quando ri do seu desespero, ele soube que estava tudo bem. Passo o dedo pela gosma fria no chão e sujo todo o seu rosto. Ele permanece estático e por um momento achei que tivesse passado dos limites, mas ele simplesmente riu mais. Assim que conseguimos nos limpar, eu principalmente, subimos de volta para o corredor onde as selecionadas estavam.
_Foi um ótimo encontro, obrigada. –agradeço assim que paro em frente a minha porta.
_Obrigada você pela comida. Estava delicioso. –ele segura uma das minhas mãos e deposita um beijo em minha pele, para depois sumir piscar e sumir no fim do corredor.


2- Qual o lugar favorito do palácio?

Acho que seu lugar favorito seria a sacada do telhado ou do quarto, ela gosta de ficar sentada no parapeito da sacada observando, lendo, desenhando, refletindo sobre a vida, mas também adoraria a sala de treinamento dos soldados, lutar e treinar é um dos passatempos preferidos dela, só basta saber ela vai ser bem aceita? Vão deixar ela treinar com eles? Vai conseguir o respeito dos guardas e ser tratada com igualdade?

3- Como vai reagir caso seja eliminada?

Bem, se não era pra acontecer siga em frente, novas histórias começarão e ela irá ser feliz de qualquer maneira, as amizades e as lembranças sempre ficarão no seu coração, tbm desejaria boa sorte ao príncipe nessa jornada em busca do verdadeiro amor.


roupa do encontro:


ps: o prato escolhido existe mesmo só pesquisar.



POV's Joshua Campbell Schreave
Meu ultimo encontro nervoso não chega nem perto, pois a selecionada é a Kathrine ou Kath como ela disse que eu poderia chamá-la. A convidei hoje por meio de um bilhete entregue no quarto dela, espero que goste do que eu preparei.
Preciso me acalmar, afinal é só mais um encontro, respiro fundo e caminho até seu quarto. Bato na porta e surpreendentemente é ela que atende.
_Alteza. –diz fazendo uma reverência.
_Só Joshua, já disse e sem reverencias, por favor. Podemos ir? –digo oferecendo o braço.
_Hã ... um minuto, preciso calçar os sapatos. –ela fala e reparo na roupa dela, um conjunto vinho simples e bonito, uma trança no cabelo e suas criadas não estão.
Ela entrou no quarto deixando a porta aberta, interpretei como um "entre" e assim que o faço me impressiono: existem tubarões no teto! Eles estão nadando! Acho que ela percebeu minha expressão.
_Legal não acha? –pergunta com um meio sorriso.
_Mas como é possível?
_Fiz cursos de arquitetura, design e efeitos especiais, posso colocar qualquer coisa lá. –responde apontando para o teto e num bater de mãos tudo muda e de repente vejo estrelas. –minhas próprias estrelas, uma ilusão, mas mesmo assim são minhas.
_É lindo. –falo sincero, que surpreendente.
_Obrigada, vamos? –pergunta. Estendo o braço e ela aceita, caminhamos para fora do quarto até que ela quebra o silêncio.
_Para onde vamos mesmo?
_Você verá e espero que goste da comida, tanto quanto eu. Se bem que eu gosto de qualquer comida... –ela me olha desconfiada, mas não diz nada. –Me conte um pouco sobre você, sua família. -peço.
_Bem, tenho 4 irmãos. –Nossa que família grande... –talvez 5, acho que minha mãe está grávida de novo. –ela revira os olhos, mas sorri. –Primeiro Christopher de 22 anos ele é soldado, depois vem Daniel de 20 anos que é médico e eu.
_A caçadora. –a interrompo e ela assente.
_Exato. Depois de mim os gêmeos, do segundo casamento da minha mãe, Esperança e Enzo de 8 anos.
_E seus pais?- pergunto curioso.
_Minha mãe é médica, meu pai morreu e meu padrasto é soldado. –ela diz normalmente, mas seus olhos se escurecem um pouco.
_Sinto muito pelo seu pai. - porque eu fui perguntar? Sempre fazendo burrada!
_Eu também.
Ainda bem que já tínhamos chegado no lugar certo: subimos alguns degraus e estávamos no telhado. O entardecer era uma maravilhosa visão no horizonte, olho para o lado e vejo um brilho nos seus olhos, então suponho que ela tenha gostado! Ainda bem!
_Então...?- questiono sobre a opinião dela.
_Acertou. –Suspiro aliviado.
Kath caminha até o parapeito sem tirar os olhos da paisagem e eu a sigo.
_O que quis dizer com o “sou livre”? –não consigo resistir a curiosidade.
Ela sorri misteriosa e vai até a ponta do telhado, dá impulso e sobe no parapeito. Permaneço imóvel enquanto ela caminha de salto alto sobre o pequeno espaço e começa a correr.
Ela é louca por acaso?! E quando menos espero ela faz movimentos acrobáticos, enquanto fico sem reação alguma. Quando finalmente para com as mãos pra cima e um sorriso no rosto, não consigo dizer nada além de...
_Você é maluca?! Quer se matar garota?! Poderia ter caído! –praticamente grito.
_Está com medo, Alteza? –pergunta em desafio e se senta no parapeito.
_Não tenho medo. –digo rápido demais, tentando ignorar sua ação anterior.
_Todos tem medo. –ela diz olhando para o horizonte. –Medo não é ausência de coragem e sim a conquista dela. Fiz isso porque quis. A vida é uma só, temos que fazer o que queremos enquanto é tempo. Isso é ser livre. –e olha no fundo dos meus olhos. –Não deixe que sua mente te limite e que seu corpo te prenda. Ouça seu coração e siga seus instintos.
Profundo, cara. Próxima filósofa famosa: Kathrine Evans! Refleti profundamente. Ela vivia intensamente, como queria e podia, sem se importar com o que falariam, mas será que...
_Você não tem medo da morte? –pergunto.
_Não. –diz simplesmente. –E você é um leão, também não deveria ter.
_Leão?!- como assim um Leão? Ela estava tirando sarro de mim?! Antes que eu sequer tenha tempo para perguntar o que isso queria dizer, ela explica:
_Consigo definir que animal cada um é. Você é um leão: vejo poder, sabedoria, juventude, ressurreição, segurança, proteção e justiça através dos seus olhos.
_Nossa. –ninguém nunca tinha me dito algo assim... –Obrigado... –digo envergonhado. –e você qual animal seria?
_Fênix.
_Mas a Fênix não é um animal. - digo sorrindo.
_Eu sei. –ela também sorri, essa conversa está tomando rumos bons. –mas é o mais próximo que consigo me definir, o pássaro mitológico consumido pelo fogo e que renasce das cinzas.
_Por que diz isso?
_Não gostaria de abrir feridas hoje. –fala tentando mudar de assunto. –Vamos aproveitar esse encontro. Você disse que tinha comida....
_Tudo bem. E tem sim, só espero que goste de chocolate e não se preocupe em engordar.
_Adoro qualquer tipo de comida e não ligo para isso.
_Eu também.
_Meus irmãos falam que eu como mais que qualquer um que já viram. –rimos.
_Mas ótimo, venha. –A conduzo para uma mesa mais ao fundo, assim que se senta, retiro as bandejas e ela arregala os olhos, sorrio com isso, está tudo indo bem.
_Nossa. –é tudo o que diz. –você está empenhado mesmo em nos conquistar...- ela diz com água na boca.
_Tenho que estar né. Minha vida, meu futuro, meu país depende disso. –isso mais pareceu um desabafo. Droga!
_Entendo. –é tudo o que diz, mas assim que eu levando os olhos encontro os seus, ela me observa profundamente, como se soubesse sobre meu mais profundo.
_Vamos comer. –digo para desviar o foco. Ela sorri e assente. –espero que consiga comer tudo.
_Isso é um desafio? –ela me olha tentando esconder o sorriso.
_Talvez. Bem, eu consigo e muito mais...–digo entrando no clima.
Ela sorri abertamente e começa a comer, entre conversas diversas, risos, histórias engraçadas, vimos o anoitecer e o sol surgir no horizonte quando o sono chegou, a levei para o quarto e me despedi com um beijo em uma de suas mãos. Na outra ela segurava os sapatos, que não conseguiu manter por muito tempo.
_Boa noite, alteza. –diz fazendo uma reverência. Reviro os olhos.
_Já disse que não prec... –mas ela me interrompe.
_É respeito. Obrigado pelo encontro, boa noite. –me dá um beijo na bochecha e entra em seu quarto.
Fico lá parado, envergonhado, mas feliz, ela é legal. Percebo que estou encarando a porta e vou ao meu quarto, troco de roupa e me deito, mas não durmo imediatamente. Fico pensando como vai ser difícil escolher uma entre todas elas...



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