~suppi

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Fragmentos


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Às vezes eu me pergunto o porquê dessa mania obsessiva de querer consertar as coisas. Não, não são coisas e sim pessoas. Talvez essa minha qualidade venha a ser um dos meus piores defeitos. Sempre quero concertar a todos, ajudar a todos e por vezes, esqueço de fazer as mesmas coisas comigo mesmo.

Tem horas que me sinto como uma esponja, que só serve para absorver a dor alheia, é como se a minha própria dor não bastasse e eu ansiasse por mais. É normal reduzir sua própria dor? Digo, os outros sempre parecem ter sofrido mais, parecem ter mais motivos para desistir… logo é mais fácil apenas colocar um sorriso no rosto, guardar ou melhor, enterrar o que chamo de dor e ajudar. Porém, o que acontece com esse excesso de dores acumuladas e lagrimas não choradas?

Se alguém tiver a resposta para esta pergunta, por favor me diga.
Cansei de ver o vidro tornando-se mármore e depois vidro de novo, o frio tornando-se quente e depois voltando a congelar. Essa rotina é meio cansativa, mas acho que por comodidade acabei acostumando.

Não posso esquecer de um medo que me apodera às vezes, congelando minha fala. O medo de magoar e/ou machucar alguém, mesmo que esse mesmo alguém esteja fazendo isso comigo. É complicado, não? Eu apenas penso: “Ela já sofreu tanto, então em vez de fazê-la sofrer mais, irei tentar ajuda-la”

As dores guardadas às vezes chegam a sufocar, bem não irei mais chama-las de dor, mas sim de vazio. Não me lembro da maior parte dos cortes, não sei a maior parte do motivo das cicatrizes, tão poucos do motivo de estar em frangalhos. Apenas sei que aconteceu algo, algo que por mais que não lembre o que seja, ainda está lá.
E de todos os medos, o que mais me apavora é, que corro risco de sufocar com tudo que não contei, não chorei, não gritei e não me permitir sentir.

Porém uma voz ecoa em minha mente, dizendo “A dor é pra ser sentida”... mas, ai lembro-me do que a dor pode causar. E opto por não senti-la.


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