História Hypnosis - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Dianna Agron, Justin Bieber, Ryan Butler
Personagens Dianna Agron, Justin Bieber, Personagens Originais, Ryan Butler
Tags Hypnosis, Inexistente, Justin Bieber, Lilian Moore, Ryan
Visualizações 62
Palavras 1.245
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá amores! Mais uma vez, desculpem pela demora!! Tenho uma ótima notícia, temos um teaser, o link estará nas notas finais.
Boa leitura!

Capítulo 10 - Livre, liberta e solta


Fanfic / Fanfiction Hypnosis - Capítulo 10 - Livre, liberta e solta

Point Of View Lilian Moore

Coloquei ração no pote de ambos e sai colocando o saco de ração no lugar de sempre. Fui até o jardim e sentei-me no banco preto, a vista dava direto para a floresta. Eu tinha a plena certeza que estava certa e não errada por ter mandado Ryan pra fora. Ele ao menos deveria ter “fingindo” que acreditava em mim, ou até mesmo dizer a verdade. Se ele não queria pagar vexame não teria me levado. Ele sabe que tenho medo de pessoas e ainda teima me fazer sair de casa, e quando isso acontece dá merda. Eu senti um medo tão grande quando sai de casa. Não foi como da última vez; eu saía e ninguém tentava mexer comigo. Tanto que ninguém se aproximava de mim; apenas quando eu ia comprar comida ou rações para meus bebês. E em falar em comida, a minha já está acabando. Precisava abastecer urgentemente ela. Estava chegando o mês em que a rua ficava sempre cheia. E eu não queria passar por isso, quando fosse comprar comida.

Antes de tudo isso acontecer eu não me sentia sozinha. E agora eu sentia-me, e muito. Sempre tentava ser forte, esse caso de ser forte nunca foi pra mim. Sempre me saia mal ou sempre fazia merda ao tentar fazer algo. Tem vezes que eu sempre me machucava e não era sozinha. Eu não me lembrava nunca. E eu sabia o porquê disso acontecer comigo. No começo eu não queria acreditar, mas no final, eu acreditei e fiz merda, para tentar tirar isso de mim. E sempre a mesma coisa; eu fazia merda. Um única vez… Naquela vez, eu me arrependi amargamente de ter feito aquilo. Me senti culpada. Porém, meus pais conversaram e disseram que isso era normal, e que me obrigaram e eu não tinha culpa de nada que aconteceu naquele dia. “Você não se lembrará de nada do que aconteceu.”. Uma mentira! Eu lembro perfeitamente. E como eu fiz aquilo. Lembro-me que eu sorria ao ter feito aquilo. “Não foi sua culpa!”. Eu sei que foi, se eu me sinto culpada, e porque foi. Naquele momento, eu não pensava nele e sim em como que me sentiria ao ter feito aquilo. Prazeroso. Essa palavra me persegue desde aquele dia. Prazer. Foi muito gratificante quando soube o que ele fazia e tinha feito. “Você fez bem. Quem mandou-a fazer isso, fez porque sabia o que ele fazia. Não foi sua culpa.”. Se todos soubessem o que ele fazia sentiria orgulho do que eu fiz, do que eu acabei por acabar com ele. “Imunda!”. Foi o que a mulher dele disse para mim na delegacia. Ela agrediu-me e foi presa por bater em uma menor de idade, eu só tinha treze anos naquela época. O homem a qual eu fiz aquilo, tentou fazer em mim, o que ele fazia com garotinhas indefesas. Só que tinha um porém, minha mãe disse o que eu tinha e a delegada acreditou, pois foi um homem que mandou-me fazer aquilo. Eu não tinha culpa de nada. Minha ficha estava branca. Sem culpa. Depois daquele dia eu mudei de cidade, mas na cidade onde moro poucas pessoas sabem do que eu sofro.

Meus pais… Preciso não mencionar, já que foi a culpa deles, mas em partes não os culpo. Só queriam o meu bem. Muitos diriam que eu sou uma maluca por ter aceitado, mas o que não sabem é que eu não tive escolha de escolher entre ter ou não ter. Mas também não posso dizer que os amo, não, não os amo. Se eu estou assim e por culpa deles. Culpa por mim não conseguir sair de casa sem ter medo das pessoas. Culpa por me afastar das pessoas. Culpa por ter feito o que fizeram comigo. Culpa por mim se sentir culpada por ser assim. Isso poderia ser chamado de depressão, mas não gosto de entrar nesse assunto, pois não me vejo tendo depressão. O que eu tenho não pode ser chamado de depressão, mas para muitos, é o que eu tenho. Minha família sequer sabe o porquê de ter-me me mudado. Afinal, meus pais sequer deram o novo endereço. Não ligo. Eu só tinha Ryan, mas o que agora ele fez, não me sinto mais familiarizada com ele. Me sinto desconfortável, imunda, e inconformada. Ainda mais por ele ser o meu  melhor amigo de anos. Um amigo que eu contava em me ajudar como ele mesmo disse um dia.

Senti gotas d'água caindo sobre meu corpo descoberto. Olhei para o céu e percebi que garoava. Fazia pouco tempo que não garoava desse jeito. A água bem gelada caindo sobre meu rosto. Abri um sorriso ao sentir uma caindo em meus lábios. Era tão bom sentir a chuva caindo sobre si mesmo. Me sentia livre, liberta e solta. Ta ai, uma coisa que eu nunca fui, livre e liberta. Era algo que eu me sentia era livre. Levantei-me e abri os braços sentindo a chuva rapidamente engrossar. Já sentia minha roupa encharcada e meus cabelos grudando em meu rosto. Livre. Rodopiei meu corpo ainda de braços abertos. Sorri. Sorri como nunca sorria a muito tempo. Sentia meu corpo gelado. Cada gotícula de água que caía sobre meu rosto eu sorria. Liberta. Gargalhei ainda rodopiando, e abri mais o meu braço, sentindo as gotas caírem sobre mim. Libertada por tudo e todos que fizeram  mal a mim. Por um momento senti meus olhos marejar, mas esqueci de tudo que passei, e libertei minhas lágrimas. Gritei. Mas gritei como nunca antes. Solta. Me senti solta quando gritei. Gritei mais ainda, tirei forças do fundo para gritar mais alto e mais forte. Sentia que meu grito fosse soltar tudo o que eu passei. A chuva começou a engrossar e senti braços rodearem e meu corpo ser puxado. Gargalhei. Já não sentia mais a água cair sobre mim, e percebi que estava dentro de casa e com uma toalha sobre meu corpo. Novamente sentia que iria chorar, e chorei, mas continuei de olhos fechados. Braços me rodearam e apertaram-me sobre um corpo quente. Deitei minha cabeça sobre o ombro da pessoa, que julguei ser de  Justin. Afinal, só tinha ele aqui em casa.

— O que fazia naquele quintal e, com aquela chuva que caía lá fora, Lilian? — questionou, me fazendo levantar minha cabeça, e soltar um suspiro pesadamente pelos meus lábios, que estavam trêmulos.

— Me libertando, me livrando e me soltando de tudo e de todos. — novamente soltei um suspiro, mantia meus olhos fechados. — Não se preocupe, estou bem. — tentei me levantar já que me encontrava no chão, mas ele me apertou em seus braços e acabei por me aconchegar nele.

— Você não parece estar bem, já que começou a gritar no jardim, quando cheguei em casa. — falou rindo e me juntei a ele.

— Você não iria entender se eu falasse sobre isso. — soltei o ar lentamente, e me levantei ainda com a toalha sobre meu corpo.

Senti ele puxar a toalha e me virei para olha-lo melhor.

— Quando irá me contar sobre essa coisas? — olhei para baixo e soltei uma risada baixa. Andei até o primeiro degrau da escada e me virei novamente para ele.

— Um dia irá saber sobre mim, mas não será hoje. — falei, subindo as escadas, e antes que subisse mais ele me chamou.

— Que tal amanhã? — abri um sorriso singela.

— Talvez uma dia você saiba sobre mim. — disse e logo continuei minha trajetória para meu quarto.


Notas Finais


LILIAN DISSE TUDO O QUE PENSAVA! O que acharam sobre isso? sobre ela querer ser livre, liberta e solta? Comentários são sempre bem-vindos rs!!

Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=wymd7zeAhks
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