História See You Again - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~souhamucek

Postado
Categorias Zayn Malik
Personagens Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Berlin, Metrô, Paixão
Exibições 97
Palavras 1.009
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá amores!
É com muita emoção que trazemos mais uma Oneshot pra vocês. Estamos super apaixonadas por esse enredo e esperamos que vocês sintam o mesmo.
Cada parceria que já escrevemos tem seu valor sentimental, e eu não pude deixar de compartilhar essa ideia com a Lali. Muito orgulhinho de poder escrever com ela.
Um obrigada cheio de luz e brilho ao Cézar, o designer mais revoltado, que arrasou no DS e no BC. Vlw, Barbiezinha ❤

▶ Temos Zayn Malik e Camila Queiroz como protagonistas;
▶ A escrita está bem simples e dinâmica por ter esse ar mais "jovem" à história.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction See You Again - Capítulo 1 - Capítulo Único

Em passos largos, segui em direção à estação do metrô na tentativa falha de chegar no horário de sempre. O atraso se devia a um cappuccino. Quem resistiria ao líquido quente descendo pela garganta num dia frio como aquele? No caminho, me livrei da embalagem e desci as escadas. 

 Cada uma de minhas duas mãos segurava uma alça da mochila floral, enquanto eu aguardava o metrô. A estação de Budesplatz estava cheia. O letreiro informava que em dois minutos chegaria o próximo trem. E chegou. Todos que estávamos a aguardar entraram e se sentaram. Como de costume, entrei no último vagão. Vazio e pacífico, ele sempre me transmitiu calmaria. 

 Tão logo, retirei uma das alças da bolsa de meu ombro e me sentei no banco acolchoado. Abri o pequeno zíper da frente, puxando o livro ali guardado. "O Diário de Anne Frank" era o meu exemplar favorito, relê-lo era uma espécie de vício. Folheei as páginas passadas e retornei a leitura. As estações iam passando despercebidas. Pessoas entravam e saíam. Meus olhos não desviavam das palavras alinhadas por nada. Eu devorava cada parágrafo atentamente. 

 De repente, numa curva brusca do motorista, meu olhar escapou das letras e pausou num cor de mel. Fiquei imóvel. E senti que o mundo fez o mesmo. Era como se o universo congelasse e não existisse nada além de nós dois. Mesmo com o fone, senti que sua atenção estava em mim. 

 No país onde a maioria da população possui cabelos loiros e olhos azuis, nada poderia ser mais hipnotizante que aquele tom de castanho. Meus lábios sorriram de forma involuntária, embora eu tenha tentado inutilmente reprimi-los. Para minha surpresa, ele também sorriu. Corei. 

 Como reflexo, desviei o olhar para o chão sujo do vagão. 

 Fechei o livro. Meus dedos fisgaram uma mecha fina de cabelo castanho claro, a enrolando no indicador, desenrolando em seguida e recomeçando o processo. A dúvida se fez presente e, com o canto dos olhos, espiei o rapaz. Ele ainda me encarava. Com uma coragem desconhecida, me permiti fitá-lo fixamente. Os cabelos lisos e pretos estavam para cima, arrumados num penteado estiloso. Ao julgar pela barba preenchida, presumi que ele fosse um pouco mais velho que eu. Sua jaqueta de couro lhe atribuía um ar James Dean. Facilmente, poderia ser um dos meus inúmeros personagens queridinhos dos livros. 

 O herdeiro dos fios escuros ergueu um dos braços para coçar o queixo. Através do pequeno espaço da jaqueta, consegui enxergar a pele repleta de tatuagens. Umedeci os lábios com a língua. Não sabia explicar por quê o coração pulsava desesperado entre os pulmões. Sem jeito, mudei o rumo do olhar. Ele fez o mesmo. Quando o rosto estava virado para o mapa do metrô, avistei um brinco de argola abaixo do fone de ouvido branco e um piercing prateado em seu nariz. 

 Céus! Como o garoto era lindo.

 Mordi meus lábios para conter outro sorriso bobo que insistia em surgir ali. 

 À cada estação, eu me perdia ainda mais no seu olhar. A vontade de atravessar o vagão e tentar puxar assunto era grande, mas a coragem não era suficiente. O que eu poderia falar? Talvez perguntar sobre o que ele estava escutando ou falar sobre livros. Eu nem ao menos sabia se ele gosta de ler, preferi imaginar que sim. 

 Havia chegado a minha estação. Eu precisava descer. Senti meu coração se despedaçar por deixar aquele par de olhos castanhos. Antes de sair, abri um sorriso largo e ele correspondeu. Pude ver seus dentes brancos e pequeninos, o que agregava um pouco de inocência ao garoto misterioso. Sem mais como protelar, desci do metrô. Meu corpo estava quente, como se uma chama estivesse acesa dentro de mim. Algo me dizia que aquela sensação não seria passageira. 

 Pensei no rapaz durante o resto do dia. Eu deveria ter dito alguma coisa, nem sequer sabia o seu nome. Precisava reencontrá-lo, nem que fosse para descobrir que o mundo parou só para mim. Estava decidida. A partir de então, pegaria o trem no mesmo horário até finalmente cruzar por ele. 

 No dia seguinte, repeti os passos do dia interior. Comprei o cappuccino e o tomei no caminho. Em cada segundo, eu verificava o relógio. O moreno da jaqueta de James Dean poderia aparecer a qualquer instante. Entrei e me sentei no último vagão, e, com as mãos trêmulas, o aguardei. Observei as estações passarem. Pessoas entravam e saíam. Menos ele. 

 Noutro dia, aconteceu a mesma coisa. Esperei. Um pouco mais. Nada. De novo. O dia depois foi igual, assim como seu sucessor. Os dias se foram rapidamente, levando consigo a minha esperança. Demorei um pouco para aceitar que nunca mais o veria. Porém, eu precisava compreender que as pessoas não namoram ou se casam com quem encontram no metrô. Possivelmente o rapaz estava em Belim a passeio. Isso explicaria seus tons castanhos. E foi me agarrando nessas suposições que o superei. 

 Neste instante, saindo do colégio, seguro uma das alças da mochila. Desço os degraus largos da escada às pressas e, antes que eu pudesse perder o trem, corro para dentro. Me sento no único banco vazio do vagão o qual consegui pegar. Abro a mochila, capturando "A Garota do Trem" e embarco na leitura. O entra e sai não me incomoda. Pessoas aleatórias se sentam ao meu lado e se levantam. As estações avançam sem que eu consiga notá-las. 

 Um cheiro amadeirado invade as minhas narinas, o que me dispersa da leitura brevemente. Respiro fundo, na tentativa de retornar a concentração. Consigo ver a tonalidade escura ao lado de minha calça jeans. Espio ligeiramente o vulto. Congelo. Meus olhos admiram as mãos tatuadas escaparem da jaqueta de couro preta. Insisto em subir o olhar, surpresa com a hipótese impossível que passa na minha cabeça. 

 A barba preenchida. O fone num só lado dos ouvidos, o lado da argolinha. Piercing no nariz. Cabelos arrumadamente bagunçados para o alto. Olhos castanhos cor de mel. Meu coração dispara, bem como meus lábios se alargam num sorriso no momento em que o escuto murmurar: 

"Oi." 


Notas Finais


Deixamos o nosso muito obrigada por ler até aqui. E queremos também, deixar o espaço para que vocês compartilhem alguma experiência conosco. Será um prazer conhecer.
Com muito amor,
Chelly e Lali ou Chali ❤

Outras parcerias :
▶Elefthería

https://spiritfanfics.com/historia/eleftheria-6718989

▶Consequências

https://spiritfanfics.com/historia/consequencias-6952602


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